Resumo Diário de Política 29/07/2020: PT e Pros devem deixar o ‘Blocão’ após anúncio de DEM e MDB

Leitura crítica das principais notícias do dia sobre política, com resultados de apurações em Brasília e pesquisas do time de Análise Política, antes da abertura do mercado.


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O governo segue às voltas com a pulverização do bloco de centro na Câmara, grupo que contava com 221 deputados e tinha como líder Arthur Lira, do PP. Depois do anúncio de DEM e MDB, agora PTB e Pros também devem deixar o bloco (https://bit.ly/39ESELC).

O movimento intensifica uma divisão que já existia entre Artur Lira e Rodrigo Maia e que mira a presidência da Câmara em 2021 — mas que tem riscos para o curto prazo. O principal deles é a possibilidade de que o acirramento nessa disputa respingue em discussões relevantes, como a da reforma tributária. O grupo de Arthur Lira fala em tentar destituir da liderança da maioria o deputado Aguinaldo Ribeiro — justamente o relator da reforma na Câmara. A disputa é exemplo de entrave a ser superado para que avanços aconteçam.

O governo diz que adotará “cautela” diante das disputas (https://glo.bo/3jRWkyA), mas que, a depender do desempenho em votações futuras, pode cortar espaços dos infiéis (https://glo.bo/3jUwPwG).

Nas discussões sobre a formulação da reforma tributária, o governo fala em arrecadar R$ 120 bilhões com a nova tributação sobre transações (https://glo.bo/2DdyZX9). Os recursos seriam suficientes para desonerar parte da folha, ampliar a isenção do imposto de renda e ainda acomodar o Renda Brasil. 

O governo tenta ainda ganhar tempo na discussão sobre os vetos ao marco do saneamento e acena com um projeto de lei permitindo a renovação de contratos de estatais por 20 anos — ele havia vetado trecho que previa prorrogação por 30 anos (https://bit.ly/3jS65g0). O governo calcula que precisa prolongar as discussões para que não o veto não seja votado no “calor do momento”.

A Câmara tem na pauta de hoje a votação do pedido de urgência para a Lei do Gás (https://bit.ly/2X8kE5w). Há um movimento de governistas para tentar avançar também sobre o mérito do texto, mas até ontem ainda não havia acordo com Rodrigo Maia. E, apesar de constar na pauta do plenário da Câmara desta quarta-feira, a MP 950, do setor elétrico, não deve ser votada na sessão de hoje, segundo apuração do nosso Monitor Setorial.

E, por fim, um raio-X do andamento das privatizações dentro do governo mostra as dificuldades nas discussões sobre o assunto (https://bit.ly/30abXcK).

Internacional

Covid-19: Segundo a OMS, são 16.341.920 casos confirmados e 650.805 óbitos (https://bit.ly/3hNF0Je).

Nos EUA, as *negociações entre republicanos e democratas pelo novo pacote de estímulo geram tensões no partido do presidente. Há divergências sobre gastos fiscais após a aprovação de três pacotes de estímulo (https://bloom.bg/2CXkOWs).

No lado das tensões geopolíticas, a China anunciou nesta terça-feira a suspensão de acordos de extradição entre Hong Kong e Canadá, Austrália e Reino Unido. Os três países haviam adotado a mesma medida após a aprovação da nova lei de segurança nacional para Hong Kong (https://glo.bo/2CXYZ9g).

Nas eleições americanas, uma organização denunciou a campanha de Donald Trump sob a acusação de lavar USD 170 milhões em gastos, mas a queixa não deve ter consequências legais para o presidente (https://bit.ly/3gf1ZMQ e https://cnb.cx/2X8f4Qt). E Joe Biden, o candidato democrata, deve anunciar sua escolha de vice na semana que vem (https://bloom.bg/39E4ohF).

Hoje é o 576° dia do governo Jair Bolsonaro.

Hoje é o 129° dia da pandemia de Covid-19.

Faltam 109 dias para as eleições municipais.

Faltam 100 dias para as eleições nos EUA.

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