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Resumo Diário de Política 28/10/2020: Suspensão do recesso parlamentar e vacinas contra Covid-19 são destaque

Leitura crítica das principais notícias do dia sobre política, com resultados de apurações em Brasília e pesquisas do time de Análise Política, antes da abertura do mercado.

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Em mais um dia de noticiário político focado nas disputas municipais, ganham algum destaque as duas polêmicas do momento, a aquisição e distribuição das vacinas contra Covid-19 e a possibilidade de suspender o recesso parlamentar em janeiro de 2021, o que ainda parece distante de se concretizar (https://bit.ly/3jwwbnn).

Continuam as repercussões da briga pelo comando da Comissão de Orçamento, que está emperrando a reinstalação de comissões fundamentais para tramitação de propostas como a PEC Emergencial e a reforma administrativa, que pode ser anexada a outra proposta mais adiantada para tentar cortar caminho (https://glo.bo/2Ty3trG). Nesses dois temas, governo e Congresso estão girando em círculos nesta semana, como esperado diante da mobilização da política em torno das eleições.

Rodrigo Maia criticou a obstrução dos trabalhos pela base informal do governo, que quer emplacar na Comissão de Orçamento um nome ligado a Arthtur Lira (https://glo.bo/3oJMlOi). Maia cogita colocar em votação a MP que estabelece auxílio emergencial de R$ 300, a pedido da oposição que quer elevar o valor, e diz que a PEC Emergencial é prioridade, cogitando votação do orçamento de 21 apenas em março.

Relator da PEC Emergencial, o senador Márcio Bittar, defendeu a tese de que o novo Renda Brasil precisa ser resolvido ainda neste ano, depois de reunião com o ministro Paulo Guedes em que foram discutidas novas possibilidades (https://glo.bo/37MQnzf). O programa deve constar do seu relatório, mesmo que seja apenas como um conceito geral. Zero novidade na fala do senador que vem adotando mais cautela nas declarações.

Vacina Maia analisa proposta de tratar a vacina como o voto, ou seja, exigência para ter acesso a serviços públicos, como empréstimos em bancos, benefícios sociais e tirar passaporte (https://bit.ly/3mvWUCE). O Supremo tem 7 ações sobre o tema, mas o presidente da Câmara defende uma solução acordada entre Executivo e Legislativo. 

Petróleo O Supremo vai adiar mais um pouco a decisão bilionária sobre a divisão de royalties do petróleo parada no tribunal desde 2013. O temor dos cariocas é a anulação da lei aprovada em 2012, que geraria cerca de R$ 57bilhões de prejuízo. No STF e no governo, ganha força a ideia de dar mais tempo para uma tentativa de conciliação judicial entre os estados produtores e não-produtores (https://glo.bo/3jF6T6G). 

Ainda que de forma discreta, a imprensa continua a falar sobre estratégia de defesa de Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas de mobilizar órgãos de governo numa apuração para apontar irregularidades da Receita Federal no mapeamento de operações suspeitas, focos de corrupção e lavagem de dinheiro, como o caso das rachadinhas, envolvendo o filho o presidente (https://bit.ly/3eaGuMX). O risco aqui é que Bolsonaro possa ser também responsabilidade pelo uso da máquina estatal para defesa do senador, que pediu investigações contra servidores da Receita (https://glo.bo/2Tw8e59). 

Curtas: Na corrida pela prefeitura de São Paulo – uma das disputas em que Bolsonaro tem candidato – após Russomano oscilar negativamente nas pesquisas de intenção de voto em SP, os programas eleitorais deixaram de mencionar o presidente.

Nas redes

O monitor XP-Conatus registrou leve aumento nas notícias sobre Jair Bolsonaro, mas o volume de compartilhamentos sobre essas caiu. O  bolsonarismo promoveu por diversos portais a fala de Bolsonaro sobre o Brasil ser o “país que resgatou a credibilidade lá fora” enquanto a “privatização do SUS” ganha destaque em portais de esquerda e cresce vertiginosamente no volume de buscas sobre Jair Bolsonaro: oito entre os 10 termos em ascensão de buscas no Google junto à Bolsonaro são ligados a “privatização do SUS”. O tema também ganha destaque no Facebook. 

Já no Twitter, os debates sobre o governo Bolsonaro aparecem restritos à polarização da rede. O volume de menções se manteve estável, com predomínio de uma rede anti-bolsonarista que engloba atores de diversos agrupamentos que se alam pontualmente em oposição ao bolsonarismo e formam 38,74% da rede de usuários. Já o bolsonarismo se mantém nos 29,21% padrões de seu agrupamento, com um alto volume de conexões: 38,98%. No geral, críticas pela condução do país no tema vacina/pandemia se destacam entre os anti-bolsonaristas, enquanto os apoiadores do governo apostam na polarização com a China, ataques à João Doria e defesa de Paulo Guedes – com ataques ao Congresso – por ainda não ter conseguido fazer com que as “privatizações aconteçam”.

Outros temas que continuam a registrar volume considerável de menções são a vacina, impulsionada por ataques do bolsonarismo a obrigatoriedade, e o auxílio emergencial, impulsionado pela oposição.

Internacional

Covid-19: Segundo a OMS, são 43 540 739 casos confirmados e 1 160 650 óbitos (https://bit.ly/3ge3REZ). 

Em meio a aumento de infecções e mortes, países europeus e estados americanos avaliam novas restrições, mas evitam lockdown (https://bloom.bg/2HIAoqM). 

A seis dias da eleição americana, os mercados internacionais voltam o foco à disputa pela Casa Branca. Os candidatos fazem eventos de campanha nos ‘swing states’ e consolidam suas mensagens. Do lado republicano, Donald Trump diz haver risco de socialismo nos EUA se Joe Biden for eleito e descreve o adversário como ‘fantoche da esquerda radical’, enquanto o democrata promete unir os americanos e faz críticas à administração da pandemia pelo atual governo (https://on.wsj.com/380UfNp).  

Nessa reta final, as pesquisas mostram acirramento em estados chave, como Pennsylvania e Arizona. No entanto, Biden retém vantagem e continua sendo o favorito. Segundo os principais agregadores, o democrata hoje tem vantagem de 7,1% (RCP: https://bit.ly/2F0m7oy) – 9,2% (538: https://53eig.ht/2S5tb6e) nas pesquisas nacionais. Destacamos ainda que, diante do fato que o número de pessoas que votaram antecipadamente já é mais da metade do número total de eleitores de 2016, o turnout promete ser histórico (https://bloom.bg/3e4r3pv). 

Hoje é o 667° dia do governo Jair Bolsonaro.

Hoje é o 231° dia da pandemia de Covid-19.

Faltam 18 dias para as eleições municipais.

Faltam 6 dias para as eleições americanas.

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