Resumo Diário de Política 26/08/2019: Países do G7 concordaram em ajudar o Brasil e outras nações amazônicas atingidas pelas queimadas

Leitura crítica das principais notícias do dia sobre política, com resultados de apurações em Brasília e pesquisas do time de Análise Política, antes da abertura do mercado.


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Após o discurso incendiário de Jair Bolsonaro e a reação de Emanuel Macron, os países do G7 concordaram em ajudar o Brasil e outras nações amazônicas atingidas pelas queimadas, respeitando a soberania (https://glo.bo/2KVujGH). Apesar da crise de proporções globais, da avalanche de críticas via internet e dos panelaços durante discurso do presidente, o governo Bolsonaro comemora. Para eles, a recusa da maioria de países do G7 de usar o acordo Mercosul-União Europeia para retaliar o Brasil foi um sucesso.

No fim de semana, foi possível ver algum rescaldo de protestos em defesa da Amazônia, mas o povo foi às ruas também em pelos menos 21 estados para pressionar Bolsonaro a vetar pontos da Lei de Abuso de Autoridade (https://glo.bo/2MEakP5). Sem apoio do presidente e de sua rede de influencers, foram avaliadas como tímidas as manifestações que atacaram o Supremo e apoiaram Sergio Moro e Deltan Dallagnol (http://bit.ly/2MAq1a5).

Moro e Bolsonaro estão na fase de DR (discussão de relação) ao vivo, via imprensa e redes sociais (http://bit.ly/2ZqQg8W). Os sinais ficam mais claros de que talvez essa parceria nunca tenha sido tão robusta como alguns quiseram acreditar, mas parece ainda antecipado falar de rompimento.

A discussão sobre o pacote de ajuda aos estados começou a ganhar nome e sobrenome e a receber críticas. A bola da vez é o adiamento do pagamento de precatórios chamada pelos jornais de moratória que pode prejudicar cerca de 1 milhão de credores (http://bit.ly/2ZdJP9Q).

Ainda no Senado, Tasso Jereissati estuda mudanças na regra de pensão por morte na reforma da Previdência. Apoiadores da reforma não veem risco de desidratação ou entrave na tramitação. O que não for consenso tem como destino a PEC paralela (http://bit.ly/2ZoCxuX).

Vale a leitura da entrevista do ex-presidente Temer na qual ele diz que “o povo quer resultados” na economia (http://bit.ly/2ZpaPyp).

Curtas: A Lei de Falências que não andou no governo Temer, tem acordo para voltar a tramitar no Congresso (http://bit.ly/2ZeDivv); Alcolumbre entra na negociação para ajudar na indicação de Eduardo Bolsonaro à embaixada nos EUA (http://bit.ly/327N2Vd).

A agenda de 26 de agosto a 1° de setembro

A Câmara deve votar o projeto de lei do governo Bolsonaro que amplia o acesso a armas de fogo. A proposta, relatada pelo deputado Alexandre Leite (DEM-SP), já está em regime de urgência. O texto foi enviado pelo Planalto após a repercussão negativa do decreto editado por Bolsonaro, derrubado pelo Senado e anulado também pela Presidência da República. Também há a possibilidade de a Câmara analisar uma proposta que regulamenta a terceirização da dívida ativa dos estados. Governadores poderiam, assim, vender títulos ao mercado financeiro de dívidas que têm a receber, de maneira a antecipar esses recursos.

O Senado discute a proposta de adiar pagamento de precatórios de 2024 a 2028, uma das medidas do chamado pacto federativo pedido pelos governadores e senadores como contrapartida pela votação da reforma da Previdência. Esta seria a sexta moratória dada aos estados desde a Constituição Federal de 1988 e afetaria cerca de 1 milhão de credores. Precatórios são pagamentos que ordenados pelo Judiciário como cobrança de dívidas dos entes públicos após condenações definitivas.

A semana no Palácio do Planalto começa com a repercussão de medidas do governo para combater queimadas na Amazônia e as reações internacionais ao Brasil. A semana passada terminou com clima de tensão entre Brasil e França, mas esse mal-estar já foi arrefecido durante o fim de semana. Resta saber quais outras consequências essa “mini crise” terá ao governo Bolsonaro. Hoje, deve ser divulgada uma pesquisa de aprovação do governo, medida de 24 a 26 de agosto (período em que houve abalo a Bolsonaro, inclusive com panelaços).

A semana também terá novos desdobramentos da relação entre o presidente Jair Bolsonaro e Sergio Moro, seu ministro da Justiça. A relação dos dois está cada vez mais desgastada e tem ganhado tons de fim de relacionamento, segundo relatos publicados na imprensa. Aliados de Moro sugerem que o ministro não pedirá demissão. Políticos de centro-direita, que o ex-juiz está prestes a perder o timing da decisão.

  • Hoje é o 238º dia do governo Jair Bolsonaro.
  • A reforma da Previdência está há 18 dias no Senado.
  • Faltam 405 dias para as eleições municipais.
  • Faltam 435 dias para as eleições nos EUA.

XP Política

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