Resumo Diário de Política 22/05/2020: Clima conciliatório em Brasília após reunião de ontem

Leitura crítica das principais notícias do dia sobre política, com resultados de apurações em Brasília e pesquisas do time de Análise Política, antes da abertura do mercado.


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O clima conciliatório da reunião de ontem pela manhã entre Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre e governadores vale destaque – mesmo que não se possa dizer que é permanente e que muitos outros passos sejam necessários para que o encontro se torne algo além da foto, como escrevemos ontem. Ainda assim, depois da turbulência diária a que fomos submetidos nas últimas semanas, vale a pena começar este newsfeed de sexta-feira com esta mensagem quase motivacional.  

De prático, no encontro Bolsonaro pediu apoio dos governadores ao veto solicitado por Paulo Guedes aos reajustes a servidores (https://glo.bo/3ed5DWi, https://glo.bo/2XhRIHq e https://bit.ly/3bXgySa). Mas (e há sempre um mas) o presidente ainda espera a aprovação da medida provisória que reestrutrua carreira da Polícia Federal (https://bit.ly/2WTjLxV) para formalizar a decisão.

Mesmo com o bom ambiente, ainda há oposição entre a equipe econômica e os governadores em um ponto. Paulo Guedes quer vetar trecho do projeto que impede a União de descontar do fundo dos estados o valor de parcelas de empréstimos que eles deixem de pagar para organismos internacionais (https://bit.ly/3bTRKKX). 

Nas tratativas para a extensão do auxílio emergencial, Guedes agora quer pagar mais um benefício de R$ 600, dividido em três parcelas (https://bit.ly/2ASrLXu), a um custo de R$ 40 bilhões.

O Congresso aprovou ontem a permissão para que o governo descumpra a regra de ouro em 2020, abrindo crédito extraordinário de R$ 343,6 bilhões (https://glo.bo/2WW0r3g). 

De hoje não passa. Esta sexta-feira é o último dia do prazo dado pelo ministro Celso de Mello para tomar a decisão sobre divulgar ou não o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, em que Sergio Moro diz ter havido pressão de Jair Bolsonaro por mudanças na PF.

Também no Supremo, o plenário impôs derrota a Bolsonaro na MP que dava espécie de salvo-conduto para os servidores públicos na crise (https://bit.ly/36sWJB9). Os atos administrativos não poderão desrespeitar orientações técnicas e científicas (https://glo.bo/3cVqXPM

A Assembleia de São Paulo aprovou na madrugada a antecipação do feriado estadual de 9 de Julho para a próxima segunda-feira, completando os seis dias emendados na capital (https://bit.ly/2LPWnuX), a “última cartada” antes de uma decisão na direção do lockdown, segundo as autoridades paulistanas. 

Internacional 

Covid-19: A OMS computa 4.893.186 casos confirmados no mundo e 323.256 óbitos (https://bit.ly/3cX71vN). 

O Senado americano ampliou uma investigação sobre o inquérito sobre interferência russa na eleição de 2016 e na campanha de Trump. A Comissão de Justiça tenta obter aval para intimar autoridades do governo Obama. Na quarta-feira, a Casa autorizou a intimação a uma consultoria associada à empresa ucraniana na qual atuou o filho de Joe Biden (https://bloom.bg/2zVyaAP). 

No lado econômico, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disse que o Congresso americano provavelmente precisará aprovar novo estímulo para a economia (https://glo.bo/2LNWaZb). 

Em meio as tensões com os EUA, a China anunciou nova lei de segurança que aumenta seu controle sobre Hong Kong. Em resposta, Donald Trump indicou que se a lei se confirmar “abordaremos essa questão com muita força” (https://glo.bo/3cXLgfw).  Na contramão, em reunião de líderes em Beijing, o Premier Li Keqiang reiterou que a “China deve continuar estimulando cooperação comercial e econômica com outros países” e “trabalhará com os EUA para implementar a primeira fase do acordo comercial” (https://bloom.bg/2zl93av). 

Hoje é o 508° dia do governo Jair Bolsonaro.

Hoje é o 72° dia da pandemia de Covid-19.

Faltam 135 dias para as eleições municipais.

Faltam 165 dias para as eleições nos EUA.

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