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Resumo Diário de Política 16/01/2020: Bolsonaro diz que “a política da economia é de não ter mais subsídios”

Leitura crítica das principais notícias do dia sobre política, com resultados de apurações em Brasília e pesquisas do time de Análise Política, antes da abertura do mercado.

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O recesso do Congresso continua e, portanto, os jornais seguem fracos de notícias de política com potencial impacto no mercado. Vão duas curtas: Bolsonaro encerrou ontem a novela que ele mesmo começou sobre o subsídio a grandes templos religiosos. Disse que ‘O impacto seria mínimo na ponta da linha, mas a política da economia é de não ter mais subsídios. Falei com eles [Silas Câmara e R.R. Soares] que está suspensa qualquer negociação nesse sentido’ (http://bit.ly/2FUXJSk); depois de encontro com Paulo Guedes, o senador Marcio Bittar (MDB-AC), que relata uma das PECs enviada pelo governo à casa, disse que planeja propor o fim do piso no orçamento para destinação de recursos à saúde e à educação, algo que seria um desejo de Guedes, mas que nem o ministro, e provavelmente nem o próprio senador acham que passa (http://bit.ly/2RmjfEH)

Na seara política mas com menor impacto no mercado, a Folha revelou ontem que o ‘chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), Fabio Wajngarten recebe, por meio de uma empresa da qual é sócio, dinheiro de emissoras de TV e de agências de publicidade contratadas pela própria secretaria, ministérios e estatais do governo Jair Bolsonaro’ e que ‘a legislação vigente proíbe integrantes da cúpula do governo de manter negócios com pessoas físicas ou jurídicas que possam ser afetadas por suas decisões’ (http://bit.ly/2u00L4R). Wajngarten negou qualquer irregularidade e, por nota, a Secom explicou que ele ‘se afastou da gestão da empresa, nomeou um administrador, e os contratos que ela mantém com diferentes veículos de comunicação e agências de publicidade ocorreram bem antes dele assumir o cargo’. Veja a íntegra: http://bit.ly/2TvPzaH. Ainda segundo a Folha, Bolsonaro teria ficado irritado com o caso e consultado a AGU, o chefe da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, e o da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos antes de decidir sobre o futuro do atual chefe da Secom. O caso será avaliado no dia 28 pela Comissão de Ética Pública da Presidência (http://bit.ly/364ehSw).

Curtas: Luciano Huck publicou artigo no site do Fórum Econômico Mundial (íntegra: http://bit.ly/2su5r2t); jornais ressaltaram que os dados de atividade divulgados nos últimos dias têm contido o ânimo com o PIB do 4º trimestre e com o PIB de 2020 (http://bit.ly/2ToUWIW). 

Internacional

China e Estados Unidos finalmente assinaram ontem acordo comercial que marca uma reversão, ainda que parcial, da guerra comercial entre os dois países. A primeira fase prevê a redução de parte das tarifas aplicadas pelos EUA a produtos importados da China. O país asiático também se comprometeu a comprar mais bens e serviços americanos e a reforçar a proteção de propriedade intelectual no país. Novas rodadas de redução de tarifas serão negociadas posteriormente, provavelmente após a eleição nos EUA, que ocorrerá em novembro (https://glo.bo/2u1ZH0k).

O governo Russo surpreendeu ontem ao anunciar sua renuncia após proposta de reforma constitucional de Putin. Em comunicado o primeiro ministro explicou que o governo sairia para dar espaço a reformas que “mudariam a estrutura de poder do país”. A decisão parece ser uma nova tentativa do presidente, cujo mandato acaba em 2024, de permanecer no poder por mais tempo (http://bit.ly/3ad9eCl). A transição ampliaria os poderes do parlamento e do primeiro ministro, o que criou especulação que Putin tem intenções de assumir a posição no futuro. De imediato, Putin indicou o chefe do Serviço Federal de Impostos da Rússia, Mikhail Mishustin, à vaga. O economista é considerado um “tecnocrata sem experiência política” (https://glo.bo/2ssAsUs).

Nos EUA, a Câmara dos Deputados finalmente aprovou o envio das acusações de impeachment contra Donald Trump ao Senado. Os parlamentares aprovaram a medida por 228 a 193 votos. O documento enviado ao Senado incluí novas provas que indicam que o advogado pessoal do presidente, Rudy Giuliani, teria pressionado Zelensky a anunciar publicamente investigação contra os Bidens. Como já falamos por aqui se espera que o julgamento, que deve começar na terça feira (21), declare Trump inocente (http://bit.ly/389Pe1v e https://nyti.ms/2FSOIJj).

Hoje é o 381º dia do governo Jair Bolsonaro.

Faltam 262 dias para as eleições municipais.

Faltam 292 dias para as eleições nos EUA.

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