Relatório Semanal de Político 07/04/2019: Bolsonaro sinaliza melhoras na relação com o Congresso

O Relatório Semanal de Política apresenta os principais destaques da semana e nossa perspectiva para a semana seguinte.


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Prestes a completar 100 dias de governo, Jair Bolsonaro recua e dá sinais de abertura para fazer uma política que se traduza em apoio à Nova Previdênica no Congresso.


Pedidos de desculpas e abraços selaram o que parece ser uma trégua no embate que o presidente Jair Bolsonaro vinha sustentando entre a chamada velha e a nova política. Ao fim de duas semanas de tensão e expectativa é possível contabilizar avanços na articulação política do governo, mas os tons de desconfiança ainda são perceptíveis no clima de Brasília.

A administração Bolsonaro completa cem dias na próxima quarta-feira (10 de abril) marcada por crises e apresentando pontos altos, como a robusta reforma da Previdência enviada ao Congresso, e momentos difíceis como os desentendimentos com o Legislativo.

Bolsonaro mandou de Israel, onde estava em viagem oficial, os sinais de algo seria feito para melhorar a relação com o Congresso. Isso não foi suficiente para evitar que o ministro da Economia, Paulo Guedes, fosse atacado por cerca de 6 horas na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, por uma oposição que conseguiu se organizar melhor e sem o amparo mínimo de apoiadores do governo.

A sessão foi encerrada devido a um episódio lamentável protagonizado pelo deputado Zeca Dirceu, do PT, que chamou o ministro de “tchutchuca”. Guedes reagiu e não foi mais possível conter o caos. Fim da sessão.

Como era esperado, o mercado financeiro reagiu mal aos momentos de embate entre Guedes e deputados, diante da lógica de gangorra que dominou o comportamento do governo nos cem primeiros dias.

A reação de Bolsonaro veio em forma de uma série de reuniões agendadas com presidentes de legendas e líderes partidários do centrão e de centro-direita. As siglas (DEM, MDB, PSD, PP, PRB e PSDB) fazem parte do grupo a que Bolsonaro se referia, até há poucos dias, como “velha política”.

O movimento fez a primeira semana de abril representar uma melhora no clima político em Brasília e, especialmente para Bolsonaro, um alívio na relação do Congresso com o Executivo.

Bolsonaro demonstrou aos parlamentares empenho genuíno de aprovar a Nova Previdência e disposição para focar a pauta do governo na recuperação econômica. Se mantida, essa postura dá conforto aos parlamentares para defenderem nas suas bases medidas duas da reforma proposta pelo governo.

Na próxima semana, começa a fase decisiva para a reforma da Previdência. Bolsonaro receberá dirigentes de mais seis partidos (Podemos, Solidariedade, Novo, PSL, Avante e PR).

A Nova Previdência, porém, sofre com risco cada vez maior de desidratações que, por vezes, recebem estímulo do próprio governo. Bolsonaro declarou ser difícil a aprovação de um regime de capitalização da Previdência, como queria Paulo Guedes. O presidente também afirmou que a reforma boa é aquela que tem chances de ser aprovada. O sinal é de há espaço de barganha para o centrão aderir à proposta.

Por mais que haja um clima positivo para a aprovação, a diferença é brutal entre aprovar um texto que garanta uma economia de mais de R$ 1 trilhão e outro com economia de R$ 400 bilhões. Deputados experientes alertam para que o discurso de otimismo não contamine os esforços do governo e tirem-no do foco de garantir com a Nova Previdência a maior economia possível.


Pesquisa XP/Ipespe

Nesta semana, divulgamos a sexta pesquisa da série XP/Ipespe, que buscou aferir a avaliação do governo e do Congresso, além das opiniões sobre a reforma da Previdência e a relação do presidente Jair Bolsonaro com a política.

Entre os destaques estão a tendência descendente na avaliação da população sobre o governo Jair Bolsonaro.

O percentual dos entrevistados que consideram o governo bom ou ótimo oscilou (dentro da margem de erro) de 37% para 35%. Enquanto, os que consideram a administração ruim ou péssima subiram de 24% para 26%.

O percentual dos entrevistados que consideram a reforma da previdência necessária também reduziu, de 64% para 61%.

Fonte: XP Investimentos

Para acessar a Pesquisa XP/Ipespe na íntegra, clique aqui.

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