Relatório Semanal de Política 12/05/2019: Plenário da Câmara é novo desafio do governo

O Relatório Semanal de Política apresenta os principais destaques da semana e nossa perspectiva para a semana seguinte.


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Governo enfrentará a partir de agora um nível novo de desafio para sua articulação com o Congresso: o plenário da Câmara e do Senado.


Até agora, por definição de Rodrigo Maia e prioridades da agenda governista, o foco ficou restrito principalmente à CCJ e aos andamentos da reforma da Previdência. A partir da próxima semana, o governo terá um novo desafio: a necessidade de enfrentar o plenário da Câmara e articular com todos os deputados em torno de suas propostas.

Agora, algumas matérias sobre as quais o governo não pode se abster devem entrar no calendário. A principal, no momento, são duas medidas provisórias: a da reorganização administrativa do governo (870) e a de combate a fraudes no INSS (871). As duas foram aprovadas no dia 9 em suas comissões mistas e estão prestes a serem enviadas ao plenário da Câmara. As duas MPs vencem no início de junho e terão de passar pelo plenário da Câmara neste mês.

Também ganhará corpo a discussão sobre a regra de ouro, que precisa ser analisada pelo plenário do Congresso (Câmara e Senado juntos), mas, para isso, alguns vetos terão de ser analisados antes.

Ao que tudo indica, a próxima semana começará já com quatro sessões na conta dos prazos da comissão especial da reforma da Previdência. Com pelo menos mais três sessões garantidas (talvez até quatro), o colegiado se aproxima da metade do prazo.

A reforma não será votada e aprovada sem indícios de que o governo caminha com solidez para a construção de uma base de apoio favorável à PEC da Nova Previdência. Os líderes da comissão especial dizem que não vão ficar com toda a responsabilidade e querem dividir o peso disso com Rodrigo Maia e, especialmente, com o governo Bolsonaro.


Pesquisa XP/Ipespe

Divulgamos nesta semana a pesquisa XP/Ipespe de maio. O levantamento mostrou que Bolsonaro manteve 35% de aprovação, mas a desaprovação subiu de 26% para 31%. Em fevereiro, era apenas 17%.

A pesquisa ainda constatou que 62% dos brasileiros reconhecem a necessidade de se reformar a previdência. Sobre o projeto enviado pelo governo, 45% se disseram a favor, ainda que parte tenha ressalvas ao texto. Outros 50% se disseram contra o projeto. Não obstante, 74% esperam que a reforma seja aprovada.

Para acessar a Pesquisa XP/Ipespe na íntegra, clique aqui.

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