ESG e cenário para vacinas no Brasil são destaques do evento Sob o Olhar Delas da XP

O terceiro dia do evento da XP com lideranças femininas contou com a participação da diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade (iCS), Ana Toni, e da médica e pesquisadora da Fiocruz, Margareth Dalcolmo. Veja as lives e confira abaixo os principais destaques.


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O terceiro dia do evento Sob o Olhar Delas, primeira conferência da XP com lideranças femininas, foi marcado pela debate sobre os desafios e oportunidades do tema ESG no Brasil e também sobre os impactos da Covid-19 e perspectivas para vacinas. O evento contou com a participação da diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade (iCS) e sócia-fundadora do Gestão de Interesse Público (GIP), Ana Toni, e da médica e pesquisadora da Fiocruz, Margareth Dalcolmo. Veja as lives e confira abaixo os principais destaques.

ESG: desafios e oportunidades no Brasil

O painel sobre desafios e oportunidades sobre o tema ESG (ASG, na sigla em português) que trata sobre as questões ambientais, sociais e de governança discutiu como o tema está sendo tratado na questão dos investimentos e do risco de crédito das companhias.

A diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade (iCS) e sócia-fundadora do Gestão de Interesse Público (GIP) destacou que o principal desafio hoje está na taxonomia, na definição dos filtros certos ou errados para medir os quesitos sociais, ambientais e de governança. “Já temos muitos índices ESG interessantes, mas ainda existe uma taxonomia diferente entre os agentes. O que é um bom indicador para um, muitas vezes não é o indicador mais importante para outro.”  Entre os principais pontos discutidos no painel estão:

ESG é mais do que risco de crédito

– A questão ESG não é uma questão apenas de risco para empresas, mas sim, de sustentabilidade do negócio no longo prazo. Segundo a head de análise de crédito da XP, Flávia Martins, os modelos de crédito já incluem a questão socioambiental há muito tempo. Os riscos ambientais, sociais e de governança pelos quais a empresa está submetida são analisados e fazem parte da análise de crédito até a definição do score da empresa. O grande desafio é em como “pesar” essas questões na análise. No do score de crédito, afirma Flávia, é dada uma nota para a empresa que vai de “bom” até ruim”. “Quando incluímos o quesito ESG no score, um peso maior cai sobre os dois lados. Quando uma empresa tem práticas ESG ruins, a avaliação nessa agenda é ruim e, por sua vez, a precificação também.”

Agregação de valor vs. Externalização de custos

– O capitalismo ganha dinheiro externalizando algum custo, como por exemplo, emissão de gases de efeito estufa (GEE), descarte indevido de resíduos, etc. Para “facilitar”, muitas empresas externalizam os gastos que teriam ao cumprir os quesitos ambientais necessários. A agenda ESG elimina as empresas que ganham dinheiro externalizando custos e evidencia aquelas que estão agregando mais valor à sociedade. Só eliminar problemas não é mais suficiente. As empresas bem sucedidas do futuro são aquelas que mais agregam valor à sociedade. No que diz respeito à agenda ESG, “o pior que as empresas podem fazer é não tentar”, diz Ana.

Democratização do assunto na sociedade

– A regulação por parte do governo tem um papel que penaliza a ação indevida da instituição e o descumprimento da lei, mas não impede a ação do consumidor, que vai continuar adquirindo produtos ou serviços da empresa. “Na minha visão, a área de crédito pode exercer uma função social na questão de qual atividade pretende financiar”, diz Flavia. Por isso é tão importante que o assunto seja democratizado na sociedade, uma vez que esta tem poder de pressionar o cumprimento da agenda ESG por parte de empresas e governo. A transformação no pensamento e ações dos indivíduos precisa começar agora. ESG não é um assunto que pode ficar para depois.

– Por fim, a CEO da Makeda Cosméticos, Movimento mais Mulheres Negras a Empreenderem, Sheila Makeda, conclui: “precisamos pensar em qual é o mundo que queremos construir a partir das nossas ações no hoje. A filosofia africana já dizia “eu sou, porque nós somos”. O planeta é nosso. A cooperação entre todos os agentes é essencial. A questão ESG não deve ser tratada pelas empresas apenas por visibilidade, mas sim, por propósito de benefício social, assim como todas as nossas ações individuais.”

Cenário para vacinas e os impactos da covid-19

A médica e pesquisadora da Fiocruz, Margareth Dalcolmo, debateu sobre o panorama da Covid-19 no mundo e a atual segunda onda da epidemia no Brasil. Em conversa com Júnia Gama e Débora Santos, do time de política da XP Investimentos, a médica destacou que o aumento do número de casos em outros países impacta o recebimento, seja de insumo ou de doses prontas, para o Brasil.

A pesquisadora colocou como principais pontos da doença a importância de (i) medidas não farmacológicas, que ao longo da história se mostraram mais eficientes na contenção das pandemias que as medidas farmacológicas e (ii) a relevância para os países de possuir a tecnologia da vacina, as diferentes variantes encontradas no mundo e as constantes mutação do vírus fazem crer que será necessário uma segunda geração de vacinas para proteger das futuras mutações dos vírus.

Em relação a visão global, a médica reforçou a preocupação com os novos focos da doença, principalmente na Índia, e como o aumento do número de casos em outros países impactam o recebimento de doses, seja do insumo ou de doses prontas, para o Brasil.

Sobre a condução da pandemia no país, Margareth destacou que (i) a mudança do perfil da pandemia ao longo do tempo, que agora atinge pessoas mais jovens que estão na fase suas fases produtivas, (ii) e que o acesso e a equidade de medidas de proteção à doença ao longo do último ano foi descuidado. Como destaque, a médica colocou a falha do Brasil nas negociações diplomáticas para a obter a vacina, o que resultou no atraso do recebimento tanto do insumo quanto de doses prontas. “Deveríamos estar vacinando 2 milhões de pessoas por dia”, defendeu a médica, além de ressaltar que até agora não vivemos no Brasil um isolamento homogêneo capaz de conter o contágio.

Como próximos passos no combate à pandemia, a médica defende: a vacinação para conter a transmissão que abre margem para novas mutações, (ii) a importância de medidas protetivas como o uso de máscara, principalmente nas escolas e nas atividades essenciais que estão retomando, (iii) a atuação da iniciativa privada auxiliando nas questões logísticas da vacinação, que são desafiadoras em um país do tamanho do nosso e (iv) complementou que está em conversas com o novo ministro da saúde, para todos trabalharem juntos na contenção do vírus.

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