09/06, 13h | Criptomoedas: mercado potencial ou futuro incerto?

O estrategista chefe da XP, Fernando Ferreira, conversou com o sócio e diretor de distribuição da gestora Hashdex, Stefano Sergole, e com Fernando Ulrich, sócio da Liberta Investimentos, sobre o potencial do desenvolvimento do mercado de criptomoedas e como investir nesses ativos.

A aprovação pelo governo de El Salvador de uma lei adotando o Bitcoin como moeda legal no país, sendo a primeira nação a reconhecer o criptoativo como uma moeda oficial, reforçou o debate, afinal o Bitcoin é o novo ouro digital? Veja a live e confira os destaques desse painel para saber mais sobre o tema.

Áudio em português

Bitcoin é a nova reserva de valor?

O anúncio de empresas como a Tesla, de Elon Musk, aplicando o caixa em Bitcoin e a adoção do Bitcoin como moeda legal por governos como no caso de El Salvador reforçam as apostas no Bitcoin como uma nova reserva de valor.

Para Sergole, a tônica do Bitcoin como nova reserva de valor faz mais sentido e destaca que ainda tem espaço para o Bitcoin amadurecer antes de vermos a moeda ser adotada oficialmente por países. O mais provável é os bancos centrais trocarem uma parte da reserva por Bitcoin, diz. “El Salvador tem 6 milhões de habitantes, precisamos ver como a economia vai reagir a esse passo inovador”, diz Sergole.

Para Ulrich, esse último estágio ainda pode demorar, mas isso não tira do Bitcoin a possibilidade de ser um ativo transferível eletronicamente para qualquer pessoa, funcionando como uma espécie de dinheiro.  “O Bitcoin é o novo ouro digital”, diz Ulrich, lembrando que o Bitcoin também tem uma limitação para emissão que é de 21 milhões de unidades e não pode ser alterado.

O uso de criptomoedas como colateral para operações , por exemplo, de empréstimos entre as arte no meio digital por meio de operações de finanças descentralizadas (Defi) é outro mercado com grande potencial de crescer, afirma Sergole.

Por que os investidores devem ter Bitcoin na carteira?

O Bitcoin deve fazer parte da carteira dos investidores hoje como mais uma opção para diversificação de classes de ativos e uma forma de ter a exposição a uma nova tecnologia, afirma Sergole. “Como disse Ray Dalio, o maior risco do Bitcoin é ele dar certo”, diz Sergole.

O Bitcoin é a mais famosa criptomoeda com valor de mercado de cerca de USD 680 bilhões . As criptomoedas usam uma tecnologia por trás chamada blockchain,  que permite a negociação direta entre as partes, sem precisar, por exemplo, de uma instituição financeira para fazer a compensação da transação. Essas transações são validadas por todos os usuários da rede e são criptografadas. “Essa rede tem potencial enorme e quem compra o Bitcoin é como ter um pedaço dessa rede”, diz Ulrich.

Apesar do valor alto do Bitcoin, em torno de USD 36.380, é possível comprar frações desse ativo por preços menores, destaca Ulrich. O Bitcoin pode ser fracionado em até oito casas decimais.

O Bitcoin , contudo, é apenas das várias criptomoedas no mercado assim como a rede Ethereum. Entre todas, Ulrich vê o Bitcoin ainda com maior potencial. “ Existe alguns desafios para o Ethereum, como escalabilidade e segurança, pois a forma como ele é mantido pode trazer turbulências para a rede”, diz.

Como investir nesses ativos?

O investidor pode investir em criptomoedas comprando diretamente o ativo por meio de uma corretora ou via fundos de investimento.

Para Sergole, para os investidores que não têm um grande conhecimento de tecnologia ou desse mercado, a melhor forma de ter exposição a esses ativos é pela forma passiva via fundos. A Hasdex lançou o primeiro fundo de índice (ETF)  de criptomoedas do Brasil: o Hashdex Nasdaq Crypto Index (HASH11), negociado na B3.

O ETF tem exposição de 100% a um índice que segue uma carteira com seis criptomoedas. A carteira desse ETF segue o mesmo índice dos fundos distribuídos pela XP, o Nasdaq Crypto Index (NCI).

Ulrich recomenda que os investidores que quiserem investir nesse mercado devem buscar conhecimento sobre esses ativos. “É difícil saber qual a moeda que terá uma disparada de preço, você não vai fazer cripto picking”, diz.

Sergole recomenda uma alocação pequena do portfólio em criptomoedas, com um prazo de pelo menos cinco anos e zero alavancagem.

Riscos de um mercado ainda não regulado

As criptomoedas hoje ainda não são reguladas pelos bancos centrais e constantes preocupações com a regulação desse mercado têm contribuído para o aumento da volatilidade dos preços dos ativos, destaca Ulrich.

A alta volatilidade, que pode chegar a 70% a 80%, é outro fator de risco a ser olhado. Por isso, os especialistas indicam que o investidor não deve concentrar a alocação nesse ativo e nem alavancar sua carteira usando Bitcoins. “Não ter Bitcoin na carteira é caro e ter demais é mais caro ainda”, diz Sergole.

Ele destaca que confirme mais investidores institucionais entrarem nesse mercado, a volatilidade desses ativos tende a reduzir.

A segurança das transações, com o risco de um ataque de hackers à rede ou de quebra da chave criptográfica que dá acesso a uma carteira de bitcoins, por exemplo, com o uso de computadores quânticos, é outro risco constantemente levantado.

Para Sergole, conforme há o avanço na tecnologia a segurança da rede também evolui. “Se tivermos um mau uso de computador quântico, o menor problema será com o Bitcoin”, diz Sergole.

Recentemente, o preço do Bitcoin chegou a cair após a notícia de que o FBI conseguiu recuperar USD 2,3 milhões em Bitcoins pagos no resgate a hackers que atacaram a rede de oleodutos americana  Colonial Pipeline, com os investidores preocupados com uma possível quebra da criptografia pelas autoridades americanas.

Apesar de não acreditar que houve uma quebra da criptografia no episódio, Ulrich lembra que a atualização de protocolo da rede Bitcoin, Taproot, irá reforçar o anonimato. “Isso significa que criminosos podem usar esse sistema? Podem, mas isso não é argumento para privar a humanidade de todo o benefício do Bitcoin”, diz.

Outra questão debatida em relação aos bitcoins é relacionada à preocupação com o tema ESG, dado uso intensivo de energia pelos computadores. “O problema não é o consumo de energia em si, mas a fonte que os minadores utilizam”, diz Ulrich.

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