XP Expert

Relatório Mensal de Alocação | Abril 2026

Nosso Relatório Mensal de Alocação, com a leitura do cenário macroeconômico, retornos dos mercados no mês, perspectivas por classe de ativo e carteiras recomendadas.

Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no X
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail
  • Ao longo de março, o destaque foi a guerra entre Israel-EUA e Irã. Com o bloqueio de gargalos e a disrupção de rotas, o conflito foi deixando de ser apenas militar e passou a se materializar sobretudo como um choque logístico e econômico (energia, fretes, seguros e o Estreito de Ormuz), tornando a duração do evento mais importante do que movimentos pontuais de preço.
  • Em sua reunião de março, o Fed aparentou ter uma expectativa de rápido encerramento das hostilidades no Oriente Médio e impacto limitado nos preços, enquanto outros bancos centrais demonstraram preocupações mais explícitas com o risco de estagflação, sobretudo na Europa.
  • No Brasil, há um balanço entre melhora de termos de troca/arrecadação e pressão inflacionária/risco de abastecimento, com o Copom iniciando cortes de forma cautelosa (0,25 p.p.).

Cenário macroeconômico no mundo

O desenrolar do primeiro mês da guerra entre Israel-EUA e o Irã dominou o noticiário e os mercados em março. Ao longo das semanas, ficou mais claro que os impactos econômicos dependerão menos de um “evento” isolado e mais da duração e da intensidade do choque sobre energia, fretes e cadeias de suprimento—isto é, de quão rápido o conflito pode ser contido ou de quanto tempo ele tende a se prolongar.

Conforme exploramos no último relatório, os EUA e Israel atacaram no último dia de fevereiro alvos militares no Irã, dando início a um novo conflito no Oriente Médio. No início, os objetivos comuns entre Israel e Washington não estavam 100% claros; com o passar dos dias, porém, tornaram-se mais explícitas as intenções de derrubar o regime do Aiatolá e impedir que o Irã avançasse rumo à obtenção de armas nucleares através do enriquecimento do urânio. Na prática, a primeira fase do confronto também passou a mirar a capacidade de comando e de sustentação do esforço de guerra iraniano. Nas primeiras semanas de março, o conflito passou por forte escalada retórica e militar, com ataques inclusive a refinarias e infraestrutura de produção de petróleo e gás em países da região do Golfo Pérsico.

No episódio mais simbólico do mês, Israel atacou a infraestrutura no lado iraniano do campo de South Pars, o maior campo de gás natural do mundo, operado em conjunto por Catar e Irã. A ofensiva provocou forte reação no mercado de gás natural e uma das maiores retaliações do Irã, que atingiu instalações do lado catari do campo e ainda direcionou mísseis contra a indústria petrolífera da Arábia Saudita, buscando elevar o custo econômico do conflito e pressionar aliados regionais dos EUA.

Após perder vários membros do primeiro escalão nos primeiros dias de conflito, os líderes iranianos do regime e da Guarda Revolucionária Iraniana passaram a ver a guerra como uma ameaça à sua existência e, com isso, a se preparar para conflito prolongado que só terminaria quando conseguissem obter garantias de segurança. Nesse contexto, o país recorreu à sua principal alavanca de pressão: o bloqueio do Estreito de Ormuz, um gargalo crítico do mercado global de energia por onde transita mais de um quarto do comércio internacional de petróleo e gás. A partir desse ponto, o conflito deixou de ser apenas uma disputa militar e passou, cada vez mais, a se traduzir em uma guerra de logística, abastecimento e preços.

Assim, conforme ilustramos no gráfico abaixo, o tráfego de navios pelo local caiu cerca de 90% no mês de março, transformando a lógica do conflito de uma guerra militar para uma guerra logística e econômica Alguns países da região do golfo se viram obrigados a reduzir ou interromper a extração de petróleo, dada a incapacidade de escoamento da produção, enquanto países europeus e asiáticos dependentes da importação do petróleo da região começaram a adotar políticas de racionamento de combustíveis, alimentando os temores de que o conflito afete a atividade econômica global.


Gráfico 1 – Tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz cai cerca de 90% em março

Produção de petróleo por país em out/2025, em milhões de barris por dia

Fonte: Refinitiv. Elaboração: Alocação XP. Data-base: 03/04/2026

Confira o relatório completo abaixo

Conteúdo exclusivo para clientes XP
A conta XP é gratuita. Abra a sua agora!

Cadastrar

Já é cliente XP? Faça seu login

 

Assessor ou parceiro? Clique no botão abaixo

 

Invista melhor com as recomendações
e análises exclusivas dos nossos especialistas.

XP Expert

A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies e a nossa Política de Privacidade.