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Onde Investir | Agosto de 2026

Entenda a visão do Research da XP e saiba como investir nas principais oportunidades no mês de agosto de 2026

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  • O mês de julho foi de forte rotação nos mercados globais. A inteligência artificial seguiu como força motriz das bolsas, mas com protagonismo volátil: o trade de IA perdeu força, liderado por uma correção intensa em semicondutores e memória, com bolsas asiáticas acionando mecanismos de interrupção de negócios em dias de forte queda. O MSCI ACWI recuou 0,3% no mês, mas o movimento de saída do tema acabou beneficiando bolsas menos expostas, como a brasileira.
  • A narrativa de juros altos por mais tempo voltou a ganhar força. O petróleo retornou aos holofotes, com a reescalada do conflito EUA-Irã elevando o preço em mais de 20% no mês, e somou-se a contas públicas pressionadas ao redor do mundo para manter os juros longos em patamares elevados. Nos Estados Unidos, o Fed manteve os juros, mas a probabilidade de novas altas ainda neste ano voltou a subir; na Europa, o BCE também manteve a taxa.
  • No Brasil, alívio na inflação corrente, mas o fiscal e as eleições no centro das atenções. O IPCA-15 de julho surpreendeu para baixo, com alta de apenas 0,06%, ante expectativa perto de 0,25%. Com o fluxo estrangeiro de volta, o Ibovespa subiu 3,5% no mês, mas a percepção de deterioração fiscal contínua e o peso crescente do cenário eleitoral seguiram pressionando a curva de juros.
  • Na renda fixa, movimento mais misto por aqui e abertura lá fora. No Brasil, a parte curta incorporou a inflação mais comportada e o corte da Selic para 14,00%, com o Banco Central sinalizando uma dependência de dados à frente, enquanto a parte longa seguiu pressionada pelo risco fiscal. No exterior, as curvas abriram, refletindo atividade resiliente, o choque no petróleo e riscos fiscais latentes.
  • Para agosto, ajustes marginais na direção das novas alocações neutras, após revisão dos modelos pelo time de alocação, e foco em qualidade e seletividade. Reduzimos marginalmente os multimercados e aumentamos de forma marginal a renda variável global, aproximando as carteiras dos níveis neutros definidos recentemente. Seguimos priorizando o pós-fixado como principal sobrealocação, os títulos IPCA+ de vértices intermediários, empresas de qualidade na bolsa local, FIIs como potencial proteção eleitoral e, no exterior, a recalibragem das posições ligadas à inteligência artificial.
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