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Gestoras globais de US$7 tri revelam suas visões para a RF Global

A Pesquisa de Renda Fixa Global XP reúne a leitura de algumas das principais gestoras internacionais sobre quatro blocos que determinam o comportamento dos mercados globais de juros e crédito: (i) risco bancário, (ii) cenário macro, (iii) dinâmica dos spreads de crédito e (iv) riscos e oportunidades. Pesquisa realizada entre os dias 17/11  a 28/11, […]

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A Pesquisa de Renda Fixa Global XP reúne a leitura de algumas das principais gestoras internacionais sobre quatro blocos que determinam o comportamento dos mercados globais de juros e crédito: (i) risco bancário, (ii) cenário macro, (iii) dinâmica dos spreads de crédito e (iv) riscos e oportunidades. Pesquisa realizada entre os dias 17/11  a 28/11, foram consultadas as gestoras: JP Morgan Asset Management, Oaktree Capital Management, Morgan Stanley Investment Management, Nordea Asset Management, Wellington Management, Western Asset, WHG.

No sistema bancário americano, a maioria das casas avalia os episódios recentes como idiossincráticos, sem risco sistêmico. Ainda assim, em um ambiente de juros elevados, choques localizados de liquidez seguem capazes de reprecificar ativos sensíveis de forma acelerada, mantendo a volatilidade elevada mesmo sem deterioração estrutural. Uma parcela menor demonstra desconforto adicional com a velocidade do ciclo de juros, enxergando riscos ainda não totalmente refletidos nos spreads, um lembrete de que a curva longa e o custo de financiamento permanecem vulneráveis no cenário atual.

No cenário macro global, as expectativas estão divididas. Parte dos gestores projeta crescimento moderado, em linha com o consenso, enquanto outra parte espera surpresa positiva na atividade nos próximos trimestres. A inflação tende a permanecer moderada, porém acima da meta, pressionada por fatores estruturais e pelo tarifaço. Já a política monetária deve seguir marcada pela divergência entre regiões: os Estados Unidos avançam em seu ciclo de cortes, enquanto Europa e Ásia mantêm ritmos distintos de resposta. Essa fragmentação reduz previsibilidade, aumenta a volatilidade da ponta longa e reforça o papel da diversificação entre curvas como fonte ativa de retorno.

A leitura para os spreads de crédito indica um ciclo mais maduro, no qual seletividade volta a ser determinante. Uma parcela relevante das gestoras projeta abertura gradual dos spreads, refletindo desaceleração econômica e condições financeiras mais restritivas. Outros participantes veem espaço para compressão seletiva em emissores de maior qualidade, enquanto uma minoria aponta risco de abertura mais abrupta caso novos episódios de estresse bancário ou fiscal se intensifiquem. Os movimentos recentes de portfólio refletem esse equilíbrio: redução tática de duration, rotação para crédito defensivo e aumento pontual de risco em segmentos com prêmios atrativos e fundamentos sólidos. A principal preocupação no curto prazo permanece sendo a reprecificação negativa da duration longa, diante da volatilidade da curva americana e das incertezas fiscais nos Estados Unidos.

No campo dos riscos e oportunidades, os Estados Unidos continuam sendo a região mais citada pelas gestoras, combinando carrego elevado, curva oferecendo pontos assimétricos e profundidade de mercado. Mercados Emergentes seguem presentes de forma seletiva, concentrados em países com prêmios acima da média histórica. Para um novo ciclo de maior apetite a risco, a maioria das casas aponta como gatilho central uma queda consistente da inflação americana, seguida pela possibilidade de cortes coordenados de juros e por uma eventual melhora do crescimento global.

Conte com a gestão ativa na renda fixa global: Em um ambiente de divergência monetária, volatilidade prolongada e necessidade crescente de seletividade, a renda fixa global volta a oferecer um conjunto relevante de oportunidades. A combinação entre gestão ativa, leitura cuidadosa de liquidez, carrego bem calibrado e análise criteriosa de crédito tende a ser decisiva para capturar assimetrias e, ao mesmo tempo, preservar o perfil de risco dos portfólios.

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