Uma seleção da zona do euro: conheça os fundos que investem nas economias mais desenvolvidas do mundo

Investir em economias desenvolvidas quer dizer ter exposição a países que possuem boa parte da população com renda e poder de compra mais estáveis, boa qualidade de vida de seus indivíduos, crescimento econômico consistente e geralmente positivo e todos outros fatores que interferem na saúde financeira de uma região ou país. Conheça os fundos que te permitem acesso as maiores economias e empresas da Europa.


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O tema diversificação geográfica tem entrado na carteira do investidor brasileiro à medida em que mais opções de investimentos internacionais têm surgido no mercado. Outro fator que tem contribuído para essa busca por diversificação internacional é, sem dúvidas, o cenário de maior volatilidade e incertezas no mercado financeiro brasileiro. Mudanças regulatórias recentes de certa forma permitem aos investidores acesso a estratégias e gestoras que antes estavam restritas apenas a um pequeno número de investidores com maior capital. Além disso, o cenário atual mostrou que não existe apenas um país ou região especifica que ofereça todas as melhores oportunidades de investimentos, pedindo ao investidor maior atenção na hora de selecionar as alternativas de acordo com exposição geográfica regiões ou países da sua carteira.

Investir em economias desenvolvidas quer dizer ter exposição a países que possuem boa parte da população com renda e poder de compra mais estáveis, boa qualidade de vida de seus indivíduos, crescimento econômico consistente e geralmente positivo e todos outros fatores que interferem na saúde financeira de uma região ou país. O termo utilizado para se referir a países considerados desenvolvidos é “economias avançadas” – e o continente europeu tem isso de sobra, já que a Europa reúne as maiores potências financeiras mundiais com forte relevância no mundo como a Alemanha, Reino Unido, Rússia, França, Itália, Espanha, Suíça, entre outros.

A grande verdade é que sair da “caixinha” Brasil e explorar outras regiões do mundo traz alguns desafios, um deles é compreender que lá fora também existem os riscos inerentes aos investimentos, de mercado, crédito, liquidez, riscos políticos, que exigem acompanhamento e cuidado na seleção dos fundos ou ativos nos quais se pretende investir. Isso não muda muito para investimentos dentro do Brasil, por esse motivo exige estudo e conhecimento, dois aliados de peso para evitar ciladas na hora de investir globalmente. Dessa forma, entendemos que contar com a estrutura dos fundos de investimentos internacionais de gestoras renomadas especializadas na região europeia, vai proporcionar ao investidor a terceirização para uma equipe de especialistas nos mercados e empresas da Europa, aumentando assim a chance de obter êxito ao “navegar por mares nunca antes navegados”.

O mercado acionário do Velho Continente

Uma história marcada por guerras e conflitos, as empresas do continente europeu são símbolos de resiliência de mercado. Além de algumas delas terem atravessado ou surgido após as duas grandes guerras mundiais, alguns dos gigantes do mercado europeu já haviam passado (e resistido) a pandemias globais, como a gripe espanhola que assolou o mundo entre 1918 e 1919.  

Quando olhamos o MSCI Europa – um índice que possuem grande relevância no mercado mundial já que mede o desempenho econômico da região, é possível perceber a forte presença de empresas já bastante conhecidas pelos investidores brasileiros como a Nestlé e LVMH – holding que reúne as gigantes de luxo Louis Vuitton, Givenchy e Christian Dior, além da Astrazeneca, recentemente popularizada pela fabricação das vacinas contra COVID-19, entre outras, abaixo é possível perceber as maiores alocações do índice e seus respectivos setores.

Quando falamos em diversificação de carteira, olhar para exposição setorial é um fator extremamente relevante, e os dados levantados anteriormente por nosso time de analistas internacionais e que foram citados em nosso relatório Europa: Tradição de empresas centenárias, mostra uma exposição setorial complementar à da bolsa brasileira, com menor concentração em empresas financeiras e petrolíferas e relevância de alocação em empresas industriais, de saúde e tecnologia.

A exposição ao Euro, que é uma moeda forte, consolidada e que representa maior estabilidade do que o Real, também é um diferencial competitivo da região, oferecendo ao investidor maior diversificação e estabilidade na alocação. Dentro da exposição setorial, olhando para a classe de bens de consumo, a presença das grandes empresas de luxo, trazem um diferencial competitivo, já que historicamente essas empresas demonstraram maior resiliência em momentos de crise – isso é resultado da dinâmica de consumo onde ao contrário do varejo, a receita dessas empresas estão ligadas a quantidade de produtos que está sendo ofertado e não a demanda da população.

Um outro fator característico do mercado europeu é a liderança quando o assunto é investimentos e regulamentação ESG. O Plano de Ação da Comissão Europeia para o crescimento do financiamento sustentável é modelo para todo o mundo, sendo referência em suas diretrizes que buscam (i) integração das considerações ambientais, sociais e de governança na tomada de decisão dos investimentos; (ii) reorientação dos fluxos de capitais para uma economia mais sustentável, já que os níveis de investimentos atuais não são suficientes; (iii) integração da sustentabilidade na gestão de riscos além de promover a transparência e visão de longo prazo em suas diretrizes.

Esse conjunto do mercado acionário europeu abre muitas oportunidades para o investidor que deseja expor seus ativos a uma moeda forte, com um mercado centenário e desenvolvido e que demonstra avanços consideráveis na agenda sustentável. Porém, alguns pontos de atenção precisam ser levantados na hora de se expor ao mercado europeu.

Vale lembrar que ainda estamos em um cenário incerto para toda a economia mundial, e que apesar da recuperação positiva da zona do euro no decorrer desse ano, ainda temos alguns riscos no radar, como (i) o retorno sazonal da COVID com riscos de novas restrições a população de alguns países europeus, como temos visto recentemente no noticiário; (ii) a escassez de suprimentos pesando sobre a atividade econômica; e (iii) a pressão inflacionária que tem como maior fator de contribuição os recentes aumentos no preço de energia e aos altos preços do gás, podendo pesar negativamente no consumo das famílias.

Apesar desses fatores, os pacotes históricos de injeção de liquidez e os estímulos para contrachoque econômico, podem trazer efeitos positivos na região, assim como a manutenção do ritmo de recuperação a nível global, pode oferecer a região uma dinâmica positiva, já que muitas empresas europeias contam com receita global. Como reforçado incialmente, ter conhecimento da região e cenário faz toda diferença na alocação. Buscando apresentar as oportunidades de exposição presentes na plataforma da XP, conheça os veículos disponíveis para se expor ao mercado europeu sem a necessidade de envio de recursos para o exterior, investindo nos melhores fundos diretamente aqui do Brasil.

Investindo na zona do euro através de diferentes estratégias

Jupiter European Growth Advisory

Fundada em 1985, a Jupiter é uma gestora de ativos sediada em Londres e que possui escritórios de distribuição na Áustria, Alemanha, Cingapura, EUA, Hong Kong, Itália, Luxemburgo, Suécia e Suíça. Com ativos sob gestão de $81 bilhões (em 31/03/2021), a Jupiter oferece ao investidor um leque de estratégias que incluem operações em ações, renda fixa, multiativos e alternativos.

O fundo Jupiter European Growth, que possui estratégia long only, ou seja, tem uma carteira comprada em ações, e que não possui restrição de setores. O fundo acessa a estratégia do fundo internacional Jupiter European Growth Fund (código ISIN: LU0966590910).

A filosofia de investimentos da estratégia é alinhada a análise fundamentalista bottom-up, que começa primeiro pelo cenário macro, mas que leva em consideração a estrutura microeconômica dos ativos – onde é realizada uma análise do modelo de negócio, levando em consideração o desempenho operacional e potencial competitivo. Dessa forma, é possível focar no longo prazo para se beneficiar da capitalização das empresas e nas oportunidades de crescimento secular. O fundo tem aplicação mínima de R$ 500,00 e possui duas versões: com e sem proteção ao dólar, sendo um veículo exclusivo para investidores qualificados. Conheça as top 5 posições do fundo:

Fidelity Europe LB Advisory Euro 

Lançada em 1969, a Fidelity Internacional é uma gestora de ativos com escritórios espalhados em mais de 25 localidades do mundo, com foco no mercado europeu e asiático. A gestora foi fundada pela família Johnson, a mesma que fundou a Fidelity Investments, uma das maiores gestoras globais do mundo, focada no mercado americano.

Para contar com a expertise da Fidelity no Brasil, o investidor poderá investir no fundo Fidelity Europe LB Advisory Euro, que possui em sua filosofia de investimento o objetivo de adquira empresas que estão sendo negociadas abaixo do seu valor intrínseco, focando nas vantagens competitivas e tendo como base de analise os fatores que são endógenos à empresa, ou seja, variáveis micro, e não as variantes macroeconômicas do cenário.

Com uma abordagem de longo prazo, o foco é em empresas de qualidade que aliem preços atrativos a cases de crescimento secular.  O fundo investe na share class FAST – EUROPE FUND I-ACC-EURO (código ISIN: LU0348529958) do fundo internacional original. Com aplicação mínima de R$ 500,00, o fundo não possui proteção cambial, sendo o Euro a moeda de exposição. Exclusivo apenas para investidores qualificados. Conheça as principais convicções do fundo a seguir:

Wellington European Equity Advisory FIA IE

Fundada em 1928, a Wellington Management é uma das maiores gestora de ações do mundo, com mais de R$ 5 trilhões sob gestão. Contando com uma equipe de mais de 800 profissionais a gestora oferece uma cobertura detalhada de mais de 5 mil ações de empresas diversificadas geograficamente e está presente em mais de 15 cidades ao redor do mundo.

O investidor que deseja investir na Europa através da Wellington poderá contar com o fundo Wellington European Equity Advisory FIA IE, que tem como principais pilares de seleção a qualidade, crescimento, valuation e retorno sobre o capital investido. O fundo contém em seu portfólio cerca de 50 a 80 papéis com uma estratégia long only e abordagem fundamentalista bottom up. O fundo tem aplicação mínima de R$ 500,00 e possui duas versões: com e sem proteção ao dólar, sendo um veículo exclusivo para investidores qualificados. Conheça as top 5 posições do fundo atualmente:

Trend Bolsas Europeias

Lançado em 2020, é um fundo indexado que busca replicar o desempenho do MSCI Europe, através do Ishares Core MSCI Europe, que possui uma ampla gama de empresas europeias, com acesso abrangente e de baixo custo a ações nos países de mercado desenvolvido da Europa, apresentando empresas de grande, média e pequena capitalização em seu portfólio.

Os fundos indexados apresentam a todos investidores, sem restrições de valores investidos ou certificações, a possibilidade de replicar índices sem precisar aplicar grandes volumes. Nesse caso, todos investidores podem acompanhar as oscilações do índice através do Trend Bolsas Europeias com aplicação a partir de R$ 100,00.

Conheça as principais posições do ETF Ishares Core MSCI Europe a seguir:

De olho na diversificação setorial  

Consolidamos as 5 principais exposições setoriais por fundo, para verificar as diferentes perspectivas de oportunidades no continente europeu. Vemos novamente o posicionamento comentado inicialmente, ou seja, exposição em setores pouco representativos no Brasil e que oferecem oportunidades únicas. Como o setor de saúde, industrial, bens de consumo e de tecnologia.

Um ponto importante na distribuição setorial, é localizar nesses segmentos empresas que sejam motores de crescimento estrutural no longo prazo, ou seja, olhar para as tendências macroeconômicas como balizadores da alocação, verificando as oportunidades através das demandas globais, e compreendendo que a diversificação é a melhor ferramenta para capturar oportunidades.

Algumas temáticas foram campeãs nesses últimos anos, vale comentar o papel essencial do setor de saúde e de tecnologia durante o período de isolamento social, oferecendo a esses setores valorização ascendente. Além disso, a retomada da economia no Velho Continente, assim como em outros lugares, tem tido como motor principal o consumo, onde vemos o resultado da economia acumulada pela população somada com a injeção de recursos que ocorreu em meio a crise.

Por fim, o investidor brasileiro deve enxergar nessas opções, a possibilidade de acessar economias desenvolvidas para ter além da diversificação geográfica, mas acrescentar em seu portfólio a diversificação de estratégias e setores. Isso poderá ser feito através de gestoras e fundos que apresentem uma estrutura robusta, consolidada e que forneça ao investidor a possibilidade de capturar oportunidades em regiões desenvolvidas, mesmo que ainda pouco conhecidas pelo investidor brasileiro.

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