Riscos e oportunidades na economia americana, segundo a visão das gigantes Franklin Templeton e Legg Mason

Confira o resumo dos principais pontos abordados em video-conferência com as gestoras globais Franklin Templeton e Legg Mason


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Ontem tivemos uma conferência com Marcus Vinicius e Roberto Teperman – membros do time de RI das gestoras globais Franklin Templeton e Legg Mason, respectivamente – sobre os riscos e oportunidades na economia americana, mostrando a visão das gestoras sobre os mercados nos EUA e as perspectivas diante do cenário atual de crise.

Antes mesmo da crise do coronavírus, já se falava sobre o risco de recessão nos Estados Unidos. Segundo Roberto Teperman, a Legg Mason já vinha observando a economia americana de perto há um tempo. Os níveis de desemprego estavam extremamente baixos, mas, quando se olhava o valor das empresas, observava-se que estas estavam caras.  Para a Legg Mason, os EUA já estavam chegando ao fim de um ciclo, e o vírus foi um “gatilho” para a crise, que provocou uma série de desmontagem de posições de alavancagem.

Na visão da Franklin Templeton, os EUA, por serem uma grande potência mundial, deveriam estar mais bem preparados para lidar com a crise. Do ponto de vista econômico, a crise causada pelo coronavírus e os conflitos pelos preços do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia exacerbam problemas que já existiam. Segundo a gestora, os problemas relacionados à falência de empresas estão apenas começando. Nos Estados Unidos houve um volume intenso de resgate de fundos de renda fixa para fundos de caixa. Este movimento de aversão ao risco gerou distorções no mercado e geram, com o suporte dado pelo FED a algumas empresas americanas, grandes oportunidades. Para Marcus Vinicius, a crise vai privilegiar a gestão ativa para gestoras que fazem análise micro, que é aquela em que não se dá um peso muito grande ao cenário macroeconômico e, mesmo que a economia fique muito concentrada, em termos de empresas e setores, os EUA devem sair da crise mais rápido do que outras economias, inclusive as emergentes.

A diferença entre essa crise e a de 1929 foi a proatividade dos agentes – desta vez FED está entrando como provedor de liquidez, tentando evitar que empresas quebrem, o que foi um movimento rápido em relação às crises de 1929 e 2008. No curto prazo, a resposta dos mercados aos estímulos do FED deve ser positiva, pois a alternativa a isso é a quebra, no terceiro ou quarto trimestre de 2020 a economia deve voltar a se recuperar. No longo prazo, entretanto, é possível que “se pague um preço”, e a inflação pode se tornar um problema dentro dos próximos 4 ou 5 anos.

Teperman da Legg Mason também acha que os Estados Unidos devem sair da crise antes da maior parte dos países, mas há uma dúvida sobre quanto tempo o país conseguirá imprimir mais dinheiro sem gerar inflação. Marcus entende que o mercado de ações é bastante promissor e que, apesar de os valores das empresas estarem caros, houve uma melhora significativa nos preços dos ativos. Os fundos Legg Mason Clearbridge US Large Cap Growth FIA IE e Western Asset FIA BDR Nivel I, disponibilizados na plataforma XP, investem em grandes empresas de crescimento, como Amazon, Disney, entre outras. O brasileiro investe menos de 1% no exterior, e a gestora acha que está na hora de o consumidor investir nesse tipo de ativo, o que, atualmente, é tão fácil quando investir em um fundo local e possui uma boa liquidez.

A Legg Mason já estava, mesmo antes da crise, numa posição mais defensiva, não porque previram o que aconteceria, mas por que achavam que as empresas estavam mais valorizadas do que deveriam. Possuíam posições menores em empresas de tecnologia e investiram, em detrimento disso, em consumo americano, como a Amazon (posição que eles mantém desde a oferta primária de ações da empresa, há mais de 15 anos atrás). Atualmente, os setores mais visados são os que estão diretamente relacionados aos impactos do coronavírus e petróleo.

Para a Franklin Templeton, a geopolítica deve ser o principal foco mundial depois da crise. Posicionaram-se negativamente em relação ao euro e libra esterlina, pois acham que não são ativos viáveis no longo prazo, e estão muito otimistas em relação à Ásia. No fundo Franklin K2 Alternative Strategies, por exemplo, que investe nos melhores gestores de cada setor, isso é muito notável. Há ainda uma aposta grande no dólar como uma moeda de referência e na estimativa de que, se o desemprego não for estrutural, e os negócios voltarem a operar num espaço curto a médio de tempo, a economia americana deve se recuperar, mostrando que a gestora se mantém razoavelmente otimista com os Estados Unidos.

A mensagem final de Marcus Vinicius é principalmente a da calma. Os investidores devem manter o radar aceso para aproveitar oportunidades, e os dois fundos da gestora distribuídos na plataforma XP possuem a flexibilidade de gestão necessária para que se possa aproveitar oportunidades de mercado. Não se consegue acertar o ponto mais baixo do mercado mas, quem fez diversificação, tem uma maior chance de conseguir evitar uma convergência das correlações para baixo. Roberto Teperman segue numa linha de raciocínio similar: mantenha a calma! Estamos observando uma mudança de comportamento dos investidores brasileiros e, como a causa da crise não está diretamente relacionada ao mercado, como foram 2008 e 1929, pode haver uma recuperação mais rápida. A gestora está moderadamente otimista, e acredita que há muitas oportunidades na mesa.

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