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A agenda ESG e as gestoras de recursos da plataforma da XP

Pesquisa realizada pela XP mostra o estágio atual das gestoras da plataforma em relação à jornada ESG

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Realizamos um estudo junto ao time ESG da XP, que teve como objetivo identificar em qual estágio os gestores distribuídos na plataforma da XP estão na jornada ESG.

A pesquisa foi realizada nos meses de outubro a novembro de 2021 e contou com diversos temas, por exemplo (mas não se limitando a): práticas ambientais, diversidade & inclusão, capacitação de time, transparência e, principalmente, incorporação de fatores ESG no processo de investimento e engajamento.

É importante ressaltar que a pesquisa contempla as gestoras da plataforma de maneira generalizada, não se limitando a um conjunto específico de gestoras com produtos temáticos ou com rótulo ESG. Ao todo, o questionário contou com 65 perguntas diferentes.

A pesquisa foi respondida por um total de 123 gestoras – 107 gestoras locais (sediadas no Brasil) e 16 internacionais. É interessante notar a dispersão dessa amostra, em especial a comparação entre as esferas brasileira e internacional. De fato, na média, a pauta ESG está em um estágio mais avançado no exterior, com gestoras mais experientes no processo de disseminação dos valores ESG na cultura e prática interna das empresas, além da incorporação dos fatores nas estratégias dos fundos. As gestoras locais, por sua vez, estão em um estágio de amadurecimento, na média.

Confira os destaques dos principais itens a seguir.

A agenda ESG na cultura e práticas internas da gestora

Maturidade da pauta ESG

Quando falamos sobre ESG, entendemos que o caminho a ser percorrido nesta jornada é longo – um trabalho conjunto e contínuo de todo o ecossistema de gestão de recursos. Quanto à maturidade dessa pauta surgindo nas discussões e processos internos das gestoras, cerca de 40% das gestoras participantes da pesquisa respondeu que começaram a olhar o tema há mais de três anos.

Entre as variadas motivações para o início desse movimento nas gestoras, o item mais apontado (85% das gestoras) foi o fato de acreditarem que os fatores ESG serão cada vez mais importantes para o gerenciamento de risco e performance.

Capacitação de time

É fundamental que o tema ESG seja integrado de modo transversal na gestora como um todo – e não apenas em áreas específicas – de modo que as diferentes equipes sejam capacitadas em relação a Investimento Responsável (IR).

Nesse ponto, 50% das gestoras apontaram oferecer cursos sobre IR, seja para todos os colaboradores da empresa ou para equipe especializada no tema.

Diversidade & Inclusão

Times diversos não só propiciam uma melhor performance por agregar diferentes pontos de vista, experiências e backgrounds, mas também são uma sinalização importante de compromisso da gestora com o tema da diversidade & inclusão.

Nesse quesito, um terço das gestoras participantes alegaram ter uma política formalizada que estabelece suas práticas, processos e/ou metas relativos ao tema da diversidade & inclusão em seu quadro de colaboradores e sócios, e outro terço apontou ter as políticas/metas/processos em estruturação.

Por outro lado, ainda há desafios nesse sentido: a maior parte das empresas (74%) apontou ter participação de mulheres no quadro de sócios menor que 25% – nesse grupo, 23% não possui mulheres no quadro de sócios.

Práticas Ambientais

A implementação de práticas que conscientizem, minimizem e/ou compensem eventuais impactos ambientais gerados pela operação da gestora é uma forma de fortalecer o compromisso da gestora com seu entorno.

Segundo a pesquisa, 32% das gestoras realiza o inventário de emissões de gases de efeito estufa anualmente, e 24% do total também neutraliza tais emissões.

Transparência

A manutenção de práticas de transparência elevada entre as gestoras é fundamental para a construção de uma base sólida e perene de investidores, fortalecendo a confiança no trabalho do gestor. E para isso é necessária uma estrutura de governança robusta na empresa.

Entre as práticas adotadas pelos participantes da pesquisa, figuram: publicação de cartas e relatórios da gestão sobre visões e perspectivas da gestora (89%), divulgação pública da lista de sócios da gestora (64%), divulgação pública da governança e do processo decisório da companhia (47%), divulgação pública do modelo de remuneração da equipe (38%), entre outros.

A agenda ESG no processo de investimento

Documentos formais

Um dos primeiros passos da jornada de integração do olhar ESG na estratégia e processo de análise da gestora é a criação de uma Política de Investimento Responsável por parte da gestora.

Nesse sentido, 44% das gestoras participantes apontaram ter documento(s) que trata tanto da integração de práticas ESG no âmbito da organização como na Política de Riscos e Investimentos.

Adesão a iniciativas, pactos e compromissos

É valorizada a adesão por parte da gestora a iniciativas que promovam o investimento responsável/sustentável, como o Principles for Responsible Investment (PRI), IPC – Investidores pelo Clima, Net Zero Asset Managers Iniciative, entre outras.

Do total de gestoras consultadas, a proporção que é aderente às iniciativas é dada por: PRI (46%), Certificado como Empresa B (1%), Net Zero Asset Managers Iniciative (9%), Código AMEC de Princípios e Deveres dos Investidores Institucionais – Stewardship (11%).

Grade de produtos

A oferta de produtos de cada gestora pode variar entre produtos que não implementem uma abordagem específica de IR no portfólio, até produtos que replicam índices ESG de maneira passiva ou então que considerem fatores ESG em seu processo de investimento (produtos com o selo ESG, por exemplo).

Segundo a pesquisa, 19% das gestoras oferecem produtos específicos com abordagem ESG proprietária, e 55% possui todos os produtos com fatores ESG integrados em seu processo.

Processo de investimento

Na indústria, existem diferentes configurações de equipe, dedicadas a originar e analisar ideias de investimento, até que sejam executadas e virem posições nas carteiras dos fundos. E essas pessoas podem distribuir as atribuições da integração ESG no processo de investimento entre os membros da equipe, ou ter profissionais 100% dedicados para essa etapa do processo, ou ainda consumir os dados ESG de terceiros (consultores especializados).

Entre as gestoras participantes, 41% consome as informações no que tange à análise ESG de equipe interna especializada em ESG.

Entre os modelos de incorporação ESG utilizados na análise e seleção de investimentos, o mais utilizado (57%) é a estratégia de integração ESG, que incorpora os fatores ESG aos modelos análise, como fluxo de caixa descontado, impacto em múltiplos de avaliação ou indicadores financeiros previstos, ou ainda no prêmio ou desconto em avaliações/ratings internos de crédito. Em segundo lugar, figura a estratégia de filtro negativo (46%), que consiste na exclusão de ativos do universo de investimentos, baseado em setores de atividade, valores pessoais, normas internacionais ou controvérsias.

Para a maioria das gestoras (62%), o monitoramento de fatores ESG é realizado sistematicamente, conforme determinadas condições sejam acionadas ou identificadas pela equipe de investimentos.

Transparência do processo

A demanda por transparência das práticas ESG está aumentando. Desse modo, é importante que as gestoras disponibilizem comunicações recorrentes sobre suas práticas em relação ao tema.

Segundo a pesquisa, 42% das gestoras divulga documento formalizado sobre sua abordagem de IR, 24% divulga relatório de sustentabilidade ou documento equivalente, e 25% divulga estudos de caso de incorporação ESG.


O time ESG da XP preparou um guia de boas práticas para a implementação das diretrizes ESG em gestoras e no processo dos fundos. Confira!

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