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O consumo sustentável será nossa nova realidade

No painel "O novo consumidor e os impactos em seu comportamento" Melissa Vogel, CEO da Kantar Ibope Media, Murilo Gun, professor de criatividade e fundador da Keep Learning School e Daniela Falcão, diretora-geral da Edições Globo Condé Nast debatem sobre o que esperar depois da pandemia do coronavírus.

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Desde o início da pandemia do coronavírus observamos grandes mudanças na vida das pessoas, seja por conta do isolamento social ou pela circulação controlada, que também impactaram de forma significativa o consumo de produtos e serviços. E alguns desses impactos são tão importantes que, provavelmente, teremos mudanças definitivas na maneira como os consumidores se relacionam com as marcas ou fazem seu consumo.

Esse foi o tema do painel de uma das Lives de estreia da Expert XP 2020, no primeiro dia do maior evento de investimentos do mundo, que teve como palestrante Melissa Vogel, CEO da Kantar Ibope Media, Murilo Gun, professor de criatividade e fundador da Keep Learning School e Daniela Falcão, diretora-geral da Edições Globo Condé Nast. A mediação foi feita pela especialista em Investimento da XP, Betina Roxo.

Acesse a página do evento Jornada do Investidor

Os diferentes grupos de consumidores na pandemia

Boa parte dos consumidores tiveram que adaptar a suas vidas dentro de casa, mas esse grupo não é homogêneo. Duas grandes características que distinguiram muito esse consumidor é seu nível de isolamento e a sua atividade profissional. E o comportamento desses grupos deve perdurar ainda por bastante tempo até que tenhamos uma solução definitiva quanto ao coronavírus.

Uma parcela pequena, em torno de 12% de acordo com levantamentos feitos pelo Kantar Ibope Media, permaneceu em isolamento total, geralmente mais mulheres e pessoas com idades mais avançadas. Consumidores bastante preocupados com seu futuro mas que, estando com mais tempo disponível, consumiram mais mídia e, muitas vezes, experimentaram tecnologia pela primeira vez e fizeram as primeiras compras on-line especialmente de itens mais essenciais.

O segundo grupo, formado por consumidores com saídas esporádicas de casa mas sem trabalho nesse momento. Esse grupo era o mais otimista em comparação com os outros grupos, menos preocupado com a pandemia. Também apresentou aumento do consumo de mídia mas especialmente de mídias sociais e que reduziu o consumo para poder comprar mais depois da pandemia.

O terceiro grupo, mais masculino de 25 a 44 aos que saíam ocasionalmente e estavam empregados nesse momento, são os mais preocupados com o futuro, com seu emprego, que entendem que a informação ajuda muito nesse momento e por isso consumiram muito mais notícias sobre o contexto da pandemia. Mas passado esse primeiro momento de compreensão do contexto e da doença também consumiram mais conteúdos de entretenimento, como streamings e videos on demand. Esse público já comprava online mas que mudaram seus hábitos como consumir mais fast food.

O último grupo, de 20% da população, são os de consumidores que tiveram que sair para trabalhar durante todo o período da pandemia. Mas estando na rua elas buscaram, de alguma forma, segurança. Esse grupo, por exemplo, fez muito uso do delivery e mudanças importantes no hábito de transporte procurando transportes mais individuais seja alugando um carro ou pelos apps como uber.

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Interesse dos consumidores mudou

Daniela Falcão comentou que esse processo de digitalização já existia e já era importante em muitos grupos de comunicação mas, claro, acelerou muito durante esse período. Além disso também ocorreu uma valorização muito grande da imprensa, num primeiro momento para que esse consumidor entendesse o que era a pandemia e como se comportar diante dela, mas também buscando informações verdadeiras contra a grande onde de fakenews que enfrentamos atualmente.

Mas conforme as pessoas entendem mais sobre o contexto da covid-19 também é natural que cresça o interesse por entretenimento. Os interesse de busca depois desse período emergencial da pandemia também mudaram. Na moda, por exemplo, existe um interesse maior por roupas mais confortáveis, um foco maior nas peças de cima ou até de golas para o inverno ou uma proteção a mais contra o coronavírus. E também é evidente o crescimento de interesse por culinária; muitos se aventuraram mais na cozinha por conta das restrições e pelo grande volume de tempo disponível. Panificação, por exemplo, foi um trend observado.

A nossa maneira de consumir também vai mudar mais

De acordo com Murilo Gun o futuro do consumo é consumir menos. Num primeiro momento da pandemia enfrentamos rapidamente o medo de falta de insumos e uma corrida bastante grande aos supermercados. Mas, aos poucos, também já observamos o crescimento de tendências de minimalismo e aumento de preocupação com um consumo mais sustentável.

Os grandes desafios das marcas são o desapego, coerência, verdade e transparência. Manter-se relevante com propósito. Muitos consumidores esperavam que as marcas contassem o que elas estavam fazendo e, claro, não serem oportunistas nesse momento tão delicado para tantos consumidores. Nos dias das mães e dos namorados, por exemplo, já ocorreram mudanças importantes de comunicação e também relacionado ao consumo.

O Home Office também é outra grande mudança de paradigma que mudou o consumo de maneira importante. E esse comportamento “home made” também é observado na comunicação de muitas marcas agora. Reduzir investimentos em grandes produções e aumentar na distribuição de conteúdos pode ser um novo modelo de comunicação importante que iremos observar.

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