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Expert Talks: Brasil, desafios e oportunidades para a próxima década

O ciclo de corte de juros e o avanço de pautas reformistas são fatores que levam a acreditar na retomada da economia brasileira, ainda que haja desafios. Durante a Expert Talk, em Florianópolis, discutiu-se exatamente qual será o rumo do Brasil no próximo ano e na década que virá. Tivemos dois painéis econômicos para discutir […]

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O ciclo de corte de juros e o avanço de pautas reformistas são fatores que levam a acreditar na retomada da economia brasileira, ainda que haja desafios. Durante a Expert Talk, em Florianópolis, discutiu-se exatamente qual será o rumo do Brasil no próximo ano e na década que virá.

Tivemos dois painéis econômicos para discutir esse assunto. O primeiro, “Novo Cenário, Novos caminhos”, contou com a participação da jornalista Natuza Nery, dos economistas Paulo Tafner e Pedro Jobim e a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif.

O segundo, “O Brasil em 2020 e a Economia Global”, com a participação de Marcos Troyjo, Secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais.

Confira abaixo os principais destaques econômicos do primeiro dia de evento.

Acompanhe a nossa cobertura da Expert Talks por aqui

Novo cenário, novos caminhos

De acordo com nossa convidada Natuza Nery, os principais motivos da aprovação da reforma da Previdência foram a renovação política e muita disposição na cúpula do congresso. No entanto, o grande desafio agora é conseguir dar continuidade à agenda reformista em um ambiente com a forte instabilidade política.

O economista Paulo Tafner, por sua vez, disse acreditar que o ambiente para debater a reforma foi melhor esse ano, a despeito das dificuldades históricas em se debater o tema no Brasil.

Segundo ele, o principal desafio é que a atual reforma da Previdência não desatou o nó fiscal. A rigidez orçamentária reduz drasticamente a capacidade de implementar o ajuste fiscal em sua totalidade e é possível que, mesmo num cenário otimista, o Brasil siga apresentando déficit primário até 2022.

Paulo também pontuou que A PEC paralela ajudaria muito Estados e Municípios, mas que não acredita que essa PEC será levada adiante.

A economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, pontuou que acha muito positivo o ministro da Economia, Paulo Guedes, ter convencido o presidente, Jair Bolsonaro, a seguir com a agenda de ajuste fiscal. O avanço dessas pautas é uma boa notícia, mas as PECs possuem temas muito complexos e não devem ser aprovadas no curto prazo, disse Zeina.

Além disso, Zeina também ressaltou que apenas a redução dos juros não será suficiente para garantir a retomada do crescimento da atividade econômica. O ajuste fiscal incompleto e o alto custo-Brasil são limitantes do crescimento de longo prazo.

Por fim, o economista-chefe da Legacy Capital, Pedro Jobim, mostrou-se um pouco mais otimista ao pontuar que os motivos pelos quais o Brasil cresceu muito pouco imediatamente no pós-crise não são os mesmos motivos pelos quais o Brasil crescerá pouco em 2019.

Para ele, o setor privado foi bastante afetado pela crise e não conseguiu apresentar a pujança necessária para ditar um ritmo maior de crescimento. No entanto, o atual avanço das reformas faz crer que esse cenário pode mudar.

De acordo com ele, a concessão de crédito à Pessoa Física vem sustentando a dinâmica de crescimento e a evolução da renda do trabalho tenderá a melhorar em breve.

No âmbito político, A PEC emergencial abre espaço no orçamento para gastos com investimento,  gerando incentivo aos parlamentares para aprová-la. Além disso, a PEC paralela e o Pacto Federativo criarão uma verdadeira lei de responsabilidade fiscal e um arcabouço institucional que resgatará nossa capacidade de implementar políticas contra-cíclicas.

Por fim, citou que o fim do monopólio da Petrobrás no mercado de refino reduzirá a chance de implementação de políticas populistas de controle de preços.

O Brasil 2020 e a Economia Global

O Secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo, traçou um panorâma histórico para mostrar que países que, no pós-guerra, sucederam na estratégia de desenvolvimento adotaram uma estratégia de adaptação competitiva com relação ao processo de globalização.

De acordo com o secretário, as características da globalização evoluem e entender a natureza desses ciclos foi peça importante para o sucesso dessas economias.

O processo de globalização vivenciado pelo mundo desde a queda do muro de Berlim foi profundo e marcado por:Prosperidade da Democracia representativa com economia de livre mercado e estado de direito;

  • Emergência dos EUA como grande potência mundial;
  • Ascenção do Japão como potência asiática;
  • Tendência de maior integração regional com a criação de blocos econômicos, tais como a União Europeia, NAFTA, Mercosul, etc.

Esse período conhecido como globalização profunda, entretanto, não existe mais. Episódios como Brexit e aumento de tensões comerciais são exemplos disso. Poderíamos chamar a época recente de desglobalização.

Possivelmente, a nova fase da globalização será marcada por características como:

  • Grande rivalidade setorial (tecnológica) entre EUA e China
  • Reconfiguração das cadeias globais, uma vez que a China não é mais um país de baixo custo
  • A renda per capita dos parceiros comerciais asiáticos da China vêm aumentando e isso deverá refletir em maior consumo de alimentos e infra-estrutura, configurando uma oportunidade para o Brasil.
  • O estabelecimento da chamada “Economia 4.0” quebra o tabu setorial, uma vez que todas as empresas passam a ser intensivas em tecnologia.

Com relação ao Brasil nesse novo mundo, o secretário disse acreditar que o conjunto de reformas (reforma da Previdência, pacto federativo, privatizações, reformas microeconômicas, Integração do Brasil) já melhora a visão da nossa economia perante o mundo.

O acordo entre Mercosul e União Europeia é um dos grandes marcos e mostra que o Brasil está na contramão da desglobalização. As condições, assim, são favoráveis para que o Brasil se torne o grande vencedor da próxima década.

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