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Erros do FED, desaceleração da China, Bolsa atrativa e eleições: titãs do mercado comentam panorama atual

Luis Stuhlberger (Verde), André Jakurski (JGP) e João Landau (Vista) puderam expor suas visões para os temas que mexem com o mercado.

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No segundo dia de  Expert XP 2022, o primeiro aberto ao público, Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP, e Carolina Oliveira, head de análise de fundos da plataforma da XP mediaram um painel com três dos maiores gestores de multimercado do Brasil sobre cenário global de inflação alta, risco de recessão, ano eleitoral, commodities, entre outros assuntos que estão presentes nas decisões de alocação dos fundos atualmente. Luis Stuhlberger (Verde), André Jakurski (JGP) e João Landau (Vista) puderam expor suas visões para os temas que mexem com o mercado.

Política Monetária nos Estados Unidos

Os gestores comentaram sobre os erros frequentes dos FED (Banco Central Americano) em suas projeções e a dificuldade de prever as reações das variáveis econômicas. Stulhberger acredita que a autoridade monetária americana demorou para agir, mas quando reagiu foi mais agressivo. Comentou que o FED se importa com “Wall street”, fazendo uma alusão ao mercado financeiro dos EUA, mas que também se preocupa com o impacto gerado na economia real.

Jakurski explicou que o ritmo de aperto monetário é importante e a inflação deve ficar mais alta do que a média dos últimos vinte anos:

“Não pode sair correndo parecendo que está fugindo, mas também não pode ir devagar demais porque pode parecer que está desafiando”.

André Jakurski

Commodities e preocupações com a China

João Landau, gestor macro da Vista Capital, explicou sua visão sobre o mercado desequilibrado de petróleo, commodity que possui posição no fundo há aproximadamente quatro anos. Acredita que mesmo após a reabertura da economia após a pandemia, a demanda ainda não voltou para o período pré-covid-19. Além disso, a oferta não está equilibrada, gerando espaço para carregar a posição. Ele acredita que pode ocorrer um cenário no qual faltaria petróleo no mundo, ou a demanda teria que recuar junto com uma recessão forte para equalizar o mercado. Afirmou que o mercado de commodities está subinvestido.

Luis Stuhlberger (Verde), André Jakurski (JGP) e João Landau (Vista)

Os gestores demonstraram preocupação com a desaceleração da China, mas concordaram que também existem ajustes importantes na economia com o esfriamento do gigante asiático. Stulhberger comentou que o mercado imobiliário chinês está muito caro em relação aos salários e que mesmo assim sempre foi difícil apostar contra a China, país que crescia acima da média e sempre surpreendia. Jakurski citou que fica feliz com a China desacelerando, pois “como ditadura planejam sempre estabelecer o sistema deles no mundo”.

Reação do mercado com a eleição

Os gestores convergiram na opinião de que, diferente de outras eleições, esse ano o mercado enxerga ambas as opções como populistas. Tanto faz o próximo presidente. A desigualdade social costuma trazer mais inflação, na medida que o governo toma políticas de renda que fazem todos pagarem a conta da dívida com mais inflação.

Stulhberger comentou sobre o período no Brasil que, após realizar reformas, por várias questões não cresceu. E ao entrarmos em um período de populismo eleitoral, talvez com o Lula ganhando e gastando mais, deve pressionar ainda mais inflação e taxa de juros no país.

Landau reforçou o ponto que o gringo movimenta o mercado brasileiro e olha para o Brasil de forma superficial:

“O gringo fala: ‘eu conheço emergente e o Brasil nunca é nota 10 e quando a popularidade está sofrendo vai gastar o fiscal’. Ele olha e não vê grandes diferenças. O liberal não é tão liberal e dá auxílio para todo mundo. E o comunista não é tão de esquerda e acaba fechando com a Faria Lima. O que importa é o ciclo econômico.”

João Landau

Performance dos multimercados e atratividade na Bolsa

Os gestores comentaram sobre a boa rentabilidade dos fundos multimercado nos últimos meses. Apesar de uma migração forte da classe de multimercado para a renda fixa, na média os fundos renderam mais. Com teses diferentes e ativos líquidos, podem reagir a qualquer cenário pela frente.

“Os fundos multimercados são um produto fantástico, porque tem um retorno fantástico. Pessoas como nós conseguem mudar de posição rapidamente. Temos ativos líquidos, podemos estar comprados ou vendidos. Cada um de nós escolhe um nicho onde vê oportunidades. É loucura sair do multimercado no médio prazo para ir para a renda fixa”

André Jakurski

Stulhberger falou sobre o fato do juro longo estando baixo, e o juro real longo negativo, faz com que tenhamos um “misallocation”, ou seja, uma ineficiência de alocação de ativos no mercado, assim como vimos em 2021 as bolsas subindo mesmo em cenários desafiadores. Para ele, a procura por ativos reais deve continuar.

Também comentou sobre a dificuldade dos investidores de perceberem o potencial dos ativos de Bolsa. Citou que as pessoas não enxergam que a Bolsa está precificada para “IPCA + 12% a.a.” para o longo prazo, e não IPCA + 6% a.a. como na renda fixa tradicional.

Ele não possui posições em ativos prefixados ainda. Também não tem posição em câmbio por incerteza e medo de variáveis voláteis como essa, mas deixa sua carteira em ativos reais como Bolsa.

Para acompanhar os demais painéis da Expert XPP 2022, acesse nossa página de cobertura.

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