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As diferentes abordagens de gestão na análise de ativos: do micro ao macro e sistemático

No segundo dia da EXPERT 2021, Carlos Eduardo Rocha (Occam), Paolo Di Sora (RPS Capital), Jorge Laranjeira (Giant Steps), Samuel Ponsoni (XP Asset) e Carolina Oliveira (XP Investimentos) trazem diferentes perspectivas de gestão na análises e seleção de ativos.

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No segundo dia da EXPERT 2021, Carlos Eduardo Rocha (Occam), Paolo Di Sora (RPS Capital), Jorge Laranjeira (Giant Steps), Samuel Ponsoni (XP Asset) e Carolina Oliveira (XP Investimentos) trazem diferentes perspectivas de gestão na análises e seleção de ativos, debatendo desde a análise top-down fundamentalista da Occam, passando pela top-down macro setorial da RPS e a sistemática da Giant Steps, na construção de resultados sólidos no longo prazo.

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Diferentes filosofias de gestão

De acordo com Carlos Eduardo Rocha, o Duda, na Occam a filosofia é gerar alfa (retorno acima do índice de referência) em qualquer mercado e que para isso usa diferentes estratégias combinadas. Utilizando a abordagem top-down, a primeira análise realizada é a de cenário macroeconômico, olhando para as principais tendências econômicas internacionais e no Brasil e na sequência realizando uma segmentação por setores promissores dentro desse cenário. Tudo isso somado a pesquisa fundamentalista produzida pelos analistas sobre os setores e empresas com grande potencial de retorno (acima de 15%). Entretanto, Duda ressalta que isso não basta para a seleção das empresas, também são observados aspectos que possam alavancar seus resultados como: diferenciais tecnológicos e uso de critérios ESG na gestão. Além disso, agregam filtros quantitativos na seleção dos seus investimentos e muita disciplina no trading.

Paolo di Sora da RPS Capital explicou que tem processos muito parecidos ao de Hedge Funds americanos, que operam vários ativos, porém com foco em ações. Com abordagem top-down macro setorial, procuram entender em qual etapa dos ciclos macroeconômicos estamos e quais setores se beneficiarão desse ciclo. Possuem traders de diversos setores que operam em diversos mercados e usam instrumentos como os ETFs, por exemplo, para operar diferentes mercados e temas em diferentes países.

Jorge Laranjeira da Giant Steps esclarece que o maior diferencial da “casa” é a gestão quantitativa e assim como as demais gestoras, buscam gerar retornos de forma pouco correlacionada. Possuem uma base forte em dois pilares, sendo (1) a coleta e processamento de dados e (2) a modelagem desses dados para criar modelos de decisões de investimentos, utilizando de métodos estatísticos e matemáticos. Jorge comenta sobre o crescimento desse tipo de abordagem quantitativa nos últimos anos devido principalmente ao crescimento exponencial da disponibilidade de dados, além dos avanços em algoritmos que se favoreceram pelo aumento da capacidade computacional de processar esses dados.

Diversificação internacional é consenso entre gestores

Mesmo com estratégias distintas, parte do risco de renda variável do portifólio das gestoras está em ações fora do Brasil. Segundo o Paolo da RPS olhando para o ponto de vista macro, aumento da taxa de juros, crise institucional, inflação, eleições em 2022 e como ponto central a crise hídrica, essa diversificação internacional é resultado de uma leitura macro da situação atual do país. O grande foco da gestora hoje é o crescimento da análise fora do Brasil.

“O Brasil não perde a oportunidade de perder uma boa oportunidade” – Carlos Eduardo Rocha (Duda) da Occam

Duda, ressalta que do ponto de vista retorno ajustado ao risco existe sim um pessimismo em relação ao Brasil e não se trata de uma questão de falta de oportunidades, a exposição internacional se trata de uma questão de custo de oportunidade. Um ponto de atenção levantado é que essa por esse motivo hoje a Occam tem uma exposição internacional superior a 50% olhando para todo cenário macro e perspectivas econômicas.

Para Jorge, o gestor quantitativo é agnóstico, não necessariamente está otimista ou pessimista. Mesmo que pessoalmente o gestor tenha opiniões sobre a economia e cenário econômico, na gestão quantitativa a matéria prima são os dados que serão inseridos no modelo e esse modelo irá sugerir a alocação de ativos. Jorge ressalta que no momento a grande aposta é o aumento de juros, mas que esse cenário pode mudar de acordo com a modelagem. Frisando que essa alocação é de acordo com a leitura do modelo.

O diferencial de cada gestora

De acordo com Duda na Occam, o primeiro ponto é a internacionalização com o aumento do time com gestores, economistas e analistas focados em diferentes mercados, setores e países. O segundo ponto é a análise quantitativa, indo além dos indicadores tradicionais e utilizando os dados para aumentar a convicção e geração de dados para confirmar as teses de investimentos.

Segundo Paolo a grande fortaleza da RPS é a manutenção de um time unido e a capacidade de atração e retenção de talentos para realização de diferentes processos de investimentos – com vários profissionais com competências complementares. Paolo ressalta que a internacionalização também faz parte do diferencial da gestora. Além disso, o DNA de equities (ações) traz essa baixa correlação dentro da indústria de fundos multimercados brasileiros.

Para Jorge, o processo de pesquisa da Giant por si já traz um diferencial para a gestora, o uso de tecnologia e dados traz uma diversificação em relação a ativos, modelos, localização e estratégias. Tendo como objetivo atual uma futura expansão internacional.

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