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Resumo semanal da Bolsa | Ibovespa registra pior desempenho semanal desde 2022 em meio à escalada do conflito no Oriente Médio

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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  • O Ibovespa encerrou a semana em queda de -5,0% em reais e -7,6% em dólares, fechando aos 179.365 pontos. Foi a pior performance semanal do índice desde junho de 2022, quando caiu 5,4%.
  • A semana foi dominada pelas consequências da guerra envolvendo o Irã, iniciada no sábado (28) após um ataque conjunto dos EUA e de Israel. Após o ataque inicial, as tensões persistiram ao longo da semana, e o Irã fechou o Estreito de Ormuz, por onde escoa aproximadamente um quarto do comércio global de petróleo transportado por via marítima. Como resultado, o petróleo disparou, com o Brent subindo 27,2% e encerrando a semana a US$ 93,33. O choque desencadeou um movimento global de aversão ao risco: o dólar se fortaleceu (DXY +1,3%), o ouro recuou (-2,2%), os rendimentos das Treasuries de 10 anos subiram 20 bps, e as bolsas americanas caíram (S&P 500: -2,0%; Nasdaq: -1,3%). Além disso, o payroll de fevereiro dos EUA veio bem abaixo do esperado (-92 mil vagas vs. +55 mil esperado), contribuindo para pressionar o sentimento de mercado. Outro destaque relevante foi a revisão das diretrizes de política econômica da China para 2026, que estabeleceu meta de crescimento do PIB de 4,5%-5,0% (a menor desde 1991), com postura fiscal mais conservadora e maior foco em ajustes estruturais.
  • No Brasil, o ambiente global de aversão a risco também pesou sobre os ativos locais. As ações brasileiras apresentaram um desempenho, em geral, em linha com emergentes (MSCI EM: -6,7%), e o Ibovespa registrou na terça-feira (3) sua maior queda diária desde dezembro de 2025. Outros ativos locais também enfraqueceram: o real se desvalorizou, com o dólar subindo 2,1% para R$5,24, e a curva de juros abriu de forma significativa, com o DI jan/36 avançando 64 bps. Apesar do cenário, o fluxo estrangeiro seguiu positivo: entradas líquidas somaram R$1,0 bi na semana (dados até quarta-feira), levando o acumulado de 2026 para R$42,7 bi, ainda que em ritmo mais lento do que nas semanas anteriores. Do lado macro, o PIB do Brasil cresceu 2,3% em 2025 e 0,1% no 4T25, em linha com as expectativas, com a atividade econômica registrando seu pior desempenho trimestral dos últimos cinco anos.
  • Óleo & Gás foi o único setor a apresentar alta na semana. Braskem (BRKM5, +30,3%) e Prio (PRIO3, +4,3%) estiveram entre os destaques, beneficiadas pela forte alta do petróleo.
  • Na ponta negativa, Raízen (RAIZ4, -12,7%) recuou após a Cosan não chegar a um acordo com a Shell sobre o processo de capitalização da companhia.

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