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UE aprova meta climática para redução de 90% das emissões até 2040 | Café com ESG, 06/03

Após meses de discussões, a UE aprova as metas climáticas para 2040; BYD amplia a tecnologia de baterias

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou o pregão de quinta-feira em queda, com IBOV e o ISE recuando 2,64% e 2,72%, respectivamente.  

• Do lado das empresas, (i) a Braskem começou a utilizar o biometano como substituto parcial do gás natural na planta Q2, no Polo Petroquímico de Triunfo (RS) – o biometano utilizado na planta é fornecido pela Ultragaz, a partir do aterro de Minas do Leão (RS), que conta com capacidade de até 46 mil m³/dia; e (ii) a BYD revelou nesta quinta-feira a primeira grande atualização de sua tecnologia de bateria em seis anos, buscando recuperar força na China após uma queda acentuada nas vendas de seus carros elétricos – a bateria Blade, de segunda geração, pode carregar de 20% a 97% em menos de 12 minutos.

• Na política, os países da União Europeia aprovaram ontem uma nova meta climática para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 90% até 2040 – trata-se de uma meta mais ambicioso do que os compromissos de corte de emissões da maioria das grandes economias.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Braskem substitui parte do gás natural por biometano no Rio Grande do Sul

“A Braskem começou a utilizar o biometano como substituto parcial do gás natural na planta Q2, no Polo Petroquímico de Triunfo (RS). O biometano utilizado na planta é fornecido pela Ultragaz, a partir do aterro de Minas do Leão (RS), que conta com capacidade de até 46 mil m³/dia. “É a combinação de descarbonização, competitividade e diversificação da matriz energética. Tais frentes reforçam a nossa estratégia de ampliar o uso de fontes de baixo carbono nas operações industriais da Braskem”, afirmou o diretor de Energia e Descarbonização da Braskem, Gustavo Checcucci. A iniciaiva é parte do programa de descarbonização da Braskem, que inclui o aumento da eletrificação e do uso de combustíveis de baixo carbono na matriz energética até 2030.A planta Q2 servirá de modelo para possíveis replicações em outras unidades industriais da Braskem.”

Fonte: Eixos; 05/03/2026

Instituto Arayara entra com ação contra térmicas a carvão no leilão de reserva de capacidade

“O Instituto Arayara apresentou uma ação na Justiça Federal contra a participação de térmicas a carvão no leilão de reserva de capacidade (LRCAP) de 18 de março. A ação afirma que a inclusão das usinas a carvão no certame apresenta vício de motivação, desvio de finalidade e viola compromissos climáticos assumidos pelo Brasil. Segundo a organização, as usinas a carvão podem ter tempo de acionamento de até oito horas e, portanto, não oferecem a flexibilidade necessária para garantir a segurança energética buscada no certame. O instituto argumenta também que a proposta do Ministério de Minas e Energia (MME) prevê que as usinas permaneçam ligadas por, no mínimo, 18 horas consecutivas após o acionamento, o que transformaria a geração flexível em contínua. “Permitir que o carvão ganhe sobrevida por meio de um leilão de reserva, com parâmetros sob medida, é jogar fora esse patrimônio (fontes renováveis)”, disse o diretor do Arayara, Juliano Bueno de Araújo.”

Fonte: Eixos; 05/03/2026

Internacional

BYD lança bateria de carregamento rápido como forma de reanimar vendas na China

“A BYD revelou nesta quinta-feira (5) a primeira grande atualização de sua tecnologia de bateria em seis anos, buscando recuperar força na China após uma queda acentuada nas vendas de seus carros elétricos. A bateria Blade, de segunda geração, pode carregar de 20% a 97% em menos de 12 minutos, mesmo a -20°C, proporcionando uma autonomia de 777 quilômetros, disse o presidente da BYD, Wang Chuanfu, em Shenzhen. As baterias de maior densidade podem levar os modelos premium Denza Z9GT e Yangwang U7 da BYD a uma autonomia superiora 1.000 quilômetros, disse Wang, e foram aprovadas em testes de segurança que excedem os mais recentes padrões nacionais da China. A BYD também pretende expandir sua rede de “carregamento rápido” para 20 mil estações até o final de 2026, incluindo 2 mil em rodovias. A empresa tinha mais de 4 mil estações até 5 de março. O anúncio ocorre no momento em que Pequim pressiona por uma mudança para um mercado automotivo orientado para o valor no país, afastando as montadoras de veículos de guerras de preços e incentivando o setor a oferecer produtos mais diferenciados e de melhor qualidade.”

Fonte: Valor Econômico; 05/03/2026

Guerra no Oriente Médio fortalece argumentos para as renováveis, diz o chefe de energia da Microsoft

“A guerra no Oriente Médio reforçou o argumento para investimentos em fontes de energia limpa e armazenamento de baterias, disse a Microsoft, enquanto as nações corriam para garantir o fornecimento de petróleo e gás. Bobby Hollis, vice-presidente global de energia da Microsoft, responsável pela compra de energia do grupo de tecnologia mundial, disse que o aumento dos preços do petróleo e gás ressaltou a necessidade de energia renovável no fornecimento de energia como proteção contra custos voláteis de combustível. “Eólica e solar, como parte dessa mistura, são um enorme benefício do ponto de vista da estabilidade de preços, porque, uma vez instalado, você tem mais certeza sobre como será esse perfil real de custo”, disse ele ao FT. “A flexibilidade dos combustíveis é sempre importante, seja em tempos de conflito, escassez de combustível ou mudanças no mercado de combustíveis”, acrescentou Hollis. “Isso não é uma ideia revolucionária.” Hollis, que já trabalhou na Breakthrough Energy e na Apple de Bill Gates, disse que a lição foi aprendida com a guerra da Rússia contra a Ucrânia e a subsequente crise energética em 2022.”

Fonte: Financial Times; 06/03/2026

China flexibiliza meta climática em plano quinquenal

“Mesmo liderando a expansão de energias renováveis no mundo, a China decidiu, no plano econômico para os próximos cinco anos, flexibilizar ligeiramente sua meta climática, permitindo que suas emissões aumentem até 2030. Divulgado nesta quinta (5/3), o 15º Plano Quinquenal chinês traz o compromisso de reduzir as emissões de carbono por unidade do PIB em 17% entre 2026 e 2030. A ambição é ligeiramente inferior aos 18% estabelecidos para o período de 2021 a 2025 e que não foram alcançados. (Reuters) Como o compromisso é focado na intensidade de carbono, as emissões ainda podem aumentar a depender da taxa de crescimento econômico. Já a meta de crescimento do PIB para 2026 foi reduzida para “4,5% a 5%”, ante os “cerca de 5%”, do período anterior. Responsável por pouco mais de 29% das emissões globais, o país é historicamente conservador em suas metas climáticas, o que aumenta o desafio global de limitar o aquecimento do planeta a 1,5ºC até o fim do século. A dependência do carvão segue um problema. Maior consumidora do combustível fóssil mais intensivo em carbono, a China omitiu do plano a menção anterior à redução gradual do seu uso.”

Fonte: Eixos; 05/03/2026

Países da UE aprovam a meta climática de 2040 para redução de 90% das emissões

“Países da União Europeia deram na quinta-feira a aprovação final a uma nova meta climática para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 90% até 2040, avançando com a ambiciosa agenda climática do bloco apesar da resistência política. A nova meta climática é um compromisso político arduamente conquistado, alcançado por governos e legisladores da UE no ano passado. É mais ambicioso do que os compromissos de corte de emissões da maioria das grandes economias, incluindo os da China. Na prática, a meta exigirá uma redução de 85% das emissões das indústrias europeias em relação aos níveis de 1990. A UE pagará aos países em desenvolvimento por meio de créditos de carbono, então eles reduzem as emissões em nome da Europa para compensar o restante, chegando a 90%. A UE concordou com a meta no ano passado, após meses de disputas entre países, como a Espanha, que afirmam que o agravamento das secas e incêndios florestais justifica metas mais ambiciosas, e outros como Polônia e Itália, que buscaram amenizar os cortes de emissões, argumentando que indústrias em dificuldades não podem arcar com os investimentos iniciais.”

Fonte: Reuters; 05/03/2026

O Canadá em breve divulgará nova estratégia de eletricidade e nuclear, diz o ministro

“O ministro de Energia e Mineração do Canadá, Tim Hodgson, disse na quinta-feira que o governo divulgará uma nova estratégia de eletricidade e energia nuclear nos próximos meses, à medida que a demanda por energia nuclear aumenta. “Investidores querem clareza. Eles querem velocidade e querem direção das nações para as quais estão alocando capital. É por isso que nosso governo vai lançar uma nova estratégia abrangente de eletricidade e nuclear nos próximos meses, provavelmente semanas”, disse Hodgson na cúpula nuclear da CIBC. O Canadá aposta no crescimento do setor para impulsionar a economia, com vários novos projetos de reatores nucleares em construção ou propostos.”

Fonte: Reuters; 05/03/2026

Metal de terras raras, Ítrio tem alta de 140 vezes no preço em um ano após restrições da China

“O preço do ítrio, um metal de terras raras usado em eletrônica e aplicações de defesa, aumentou cerca de 140 vezes desde que a China começou a impor novos controles de exportação no início de 2025. O preço europeu do ítrio — uma referência fora da China — atingiu o recorde de US$ 850 por quilograma em 26 de fevereiro, segundo dados da empresa de pesquisa britânica Argus Media, que remontam a 2012. Um ano antes, o quilograma era vendido por cerca de US$ 6. Novas restrições impostas em 2026 às exportações de terras raras para o Japão impulsionaram ainda mais os preços devido a preocupações com o fornecimento. O ítrio se destaca entre as diversas terras raras por sua ampla gama de aplicações. É comumente usado em LEDs e dispositivos a laser médicos, bem como em revestimentos para componentes de equipamentos de fabricação de semicondutores. Suas aplicações na área de defesa incluem o aumento da resistência ao calor em motores de aeronaves. A alta foi desencadeada pelos controles de exportação de sete terras raras anunciados pela China em abril de 2025. As restrições incluíam o disprósio, usado em ímãs para motores de veículos elétricos, e o ítrio, geralmente considerado uma terra rara pesada. A China responde pela maior parte da produção de ítrio.”

Fonte: Valor Econômico; 06/03/2026

Reunião na Colômbia discutirá consumo de combustível fóssil

“A primeira conferência internacional para discutir a transição além dos combustíveis fósseis acontece na última semana de abril, em Santa Marta, na Colômbia e deve reunir representantes de 40 a 80 governos. O evento, que não faz parte das conferências climáticas da ONU, é um desdobramento dos debates da COP30, em novembro, em Belém. Nos últimos dias da COP30, um impasse dominou a negociação – um grupo de 80 países queria que o fim da dependência energética ao carvão, petróleo e gás fosse mencionado nos textos finais, e um grupo de outros 80 se opunha. No fim, venceu a posição na retranca. O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, trouxe para si a tarefa de entregar, em 2026, um mapa do caminho para a eliminação dos combustíveis fósseis. Os governos da Colômbia e da Holanda, contudo, anunciaram a conferência em abril, em Santa Marta. “Este é o momento de sermos honestos sobre os desafios da transição. Não é algo fácil. É um compromisso tanto do Norte quanto do Sul Global e envolve interesses e tensões”, afirmou Irene Vélez Torres, ministra do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Colômbia. “Mas não podemos negar sua urgência e a necessidade de acordos no nível multilateral.”

Fonte: Valor Econômico; 06/03/2026

China pede que refinarias suspendam embarque de diesel e gasolina

“O governo da China determinou que as maiores refinarias de petróleo do país suspendessem a exportação de diesel e gasolina, a fim de preservar os estoques para consumo doméstico. A orientação surge em meio ao avanço do conflito no Golfo Pérsico, que interrompeu a circulação de petróleo em uma das maiores regiões produtoras do mundo. As informações são da agência de notícias Bloomberg. Embora a China seja apenas a terceira maior fornecedora de derivados de petróleo para a região — seu vasto setor de refino atende principalmente a demanda interna —, as restrições impostas refletem uma corrida em toda a Ásia para priorizar as necessidades domésticas. Autoridades da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC, na sigla em inglês), principal órgão de planejamento econômico do país, pediram uma suspensão temporária dos embarques de produtos refinados, com início imediato, segundo fontes familiarizadas com o assunto ouvidas pela Bloomberg. As pessoas pediram para não serem identificadas, pois as discussões não são públicas.”

Fonte: Valor Econômico; 05/03/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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