Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de quinta-feira em território negativo, com IBOV e o ISE recuando 1,02% e 0,91%, respectivamente.
• Nos EUA, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revogou ontem uma conclusão científica que dá base para diversas regulamentações americanas relacionadas às emissões de gases do efeito estufa – trata-se da medida mais agressiva do mandatário para reverter as leis climáticas até o momento, após uma série de cortes regulatórios e outras ações destinadas a impulsionar o desenvolvimento de combustíveis fósseis e dificultar a adoção de fontes de energia limpa.
• No internacional, (i) os registros globais de veículos elétricos caíram 3% em janeiro, à medida que a introdução de um imposto sobre compras, a redução dos subsídios para veículos elétricos na China e mudanças de política nos EUA dificultaram as vendas, segundo dados da consultoria Benchmark Mineral Intelligence (BMI); e (ii) o Ministério do Comércio da China mudou sua postura nesta quinta-feira, aceitando que os fabricantes chineses de veículos elétricos possam negociar independentemente com a União Europeia, depois que a Volkswagen garantiu uma suspensão tarifária para um de seus modelos SUV fabricados na China.
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Brasil
Política
Matriz elétrica brasileira cresce 543 MW em janeiro, impulsionada pela geração solar
“A matriz elétrica brasileira cresceu 543 megawatts (MW) em janeiro, impulsionada por usinas solares, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Das 13 usinas que entraram em operação comercial no mês, 11 são centrais solares fotovoltaicas (509 MW), uma é termelétrica (20 MW) e uma é pequena central hidrelétrica (14 MW). De acordo com projeção da Aneel, a geração centralizada de energia solar será responsável por quase metade do crescimento da capacidade de geração elétrica no Brasil em 2026, com uma expansão de 4,56 gigawatts (GW) prevista para este ano. As usinas que entraram em operação em janeiro estão em quatro estados, sendo nove em Minas Gerais, com 409 MW de capacidade total; duas na Bahia (100 MW); uma no Pará (20 MW); e uma no Paraná (14 MW). No total, o Brasil tem 216,5 GW de potência fiscalizada, sendo 47,45% de hidrelétricas e 22,79% de termelétricas.”
Fonte: Eixos; 12/02/2026
Governo indica que irá analisar novas reduções de vazão de hidrelétricas em março
“O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), colegiado presidido pelo Ministério de Minas e Energia (MME), indicou que eventuais novas reduções das vazões de usinas hidrelétricas serão analisadas no início de março, quando ocorre a próxima reunião do colegiado, responsável pelo acompanhamento das condições para segurança no suprimento de energia elétrica no país. A reunião está prevista para o dia 4 do próximo mês. Em janeiro, o CMSE havia recomendado a elaboração de um plano de ação envolvendo s instituições e os agentes responsáveis pelas reduções de vazão mínima na bacia do Paraná. Durante a reunião desta quarta-feira (11), o colegiado reforçou a importância de consolidar o plano que, segundo apurou o Valor, está sendo elaborado. “A proposta é viabilizar novas reduções de vazão a partir de março de 2026, após o período de piracema, caso seja confirmada a necessidade com base na evolução das condições hidrológicas até o final de fevereiro. Dessa forma, será mantido acompanhamento detalhado da evolução do período chuvoso que subsidiará a avaliação do assunto na próxima reunião ordinária do CMSE, prevista para acontecer no dia 4 de março deste ano.”
Fonte: Valor Econômico; 12/02/2026
No Brasil, 15 seguradoras globais asseguram terras agrícolas desmatadas ilegalmente
“Quinze seguradoras ao redor do mundo emitiram centenas de apólices cobrindo terras agrícolas no Brasil que foram desmatadas ilegalmente, revela uma investigação do “Nikkei Asia”. Entre as seguradoras, estão aquelas com sede no Brasil e em países tão distantes quanto Japão e França. As apólices cobrem perdas de safra devido a condições climáticas adversas. Cada seguradora recebeu subsídios substanciais do governo brasileiro. Ao longo da última década, essas empresas emitiram 254 apólices de seguro envolvendo fazendas em terras desmatadas ilegalmente, apurou o “Nikkei Asia”. A cobertura abrange um total de 278 quilômetros quadrados. Embora o Brasil, que sediou a COP30 no ano passado, tenha feito um apelo global pela preservação das florestas tropicais, o país enfrenta um grande descompasso entre suas políticas ambientais e seu desenvolvimento industrial.”
Fonte: Valor Econômico; 13/02/2026
Leite produzido no Brasil tem pegada de carbono menor que a média mundial, diz estudo
“A pecuária leiteira do Brasil emite, para cada litro de leite produzido, uma quantidade de gases de efeito estufa que é menos da metade do volume emitido em média pela pecuária leiteira mundial, segundo um estudo de pesquisadores da USP e da Embrapa Gado de Leite com apoio da Cargill. A pegada de emissão na atividade no Brasil foi calculada em 1,19 quilo de dióxido de carbono equivalente (CO2eq) para cada quilo de leite produzido, enquanto a média global é estimada em 2,5 quilos de CO2eq por quilo de leite. O estudo analisou 28 fazendas em sete Estados, totalizando 24,3 mil animais que produzem anualmente 162,1 milhões de litros de leite (0,45% da produção nacional). O cálculo considerou o leite corrigido para os teores de gordura e proteína, método adotado internacionalmente para permitir a comparação entre diferentes sistemas de produção.”
Fonte: Globo Rural; 12/02/2026
Desmatamento na Amazônia cai 50% e atinge menor nível em 11 anos
“O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento da Amazônia Legal em 11 anos, somando 5.796 km² de floresta derrubados e uma queda de 50% em relação a 2022. É o que apontam os dados divulgados nesta quinta-feira, 12, pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os alertas do sistema deter monitoram a devastação quase em tempo real e indicaram uma redução adicional de 35% nos seis primeiros meses do ciclo 2025/2026. Em coletiva de imprensa nesta manhã, 12, o governo brasileiro comemorou os números e disse que avalia que o país pode alcançar, ao fim do ciclo, a menor taxa anual de desmatamento desde o início da série em 1988. “É uma oportunidade histórica. Se confirmada, será a maior contribuição individual como nação para o combate à crise climática e à perda de biodiversidade”, disse André Lima, secretário extraordinário de Controle do Desmatamento do MMA. Segundo as autoridades, o resultado é fruto do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), que mobiliza 19 ministérios e combina ações de[grifar] fiscalização, ordenamento territorial, estímulo à produção sustentável e bloqueio de crédito a áreas ilegais.”
Fonte: Exame; 12/02/2026
Internacional
Política
Trump revoga bases científicas da regulamentação climática nos EUA
“O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revogou nesta quinta-feira uma conclusão científica que dá base para diversas regulamentações americanas relacionadas às emissões de gases do efeito estufa. A medida também pôs fim às normas federais subsequentes para todos os veículos e motores dos anos-modelo 2012 a 2027. Trata-se da medida mais agressiva do mandatário para reverter as leis climáticas até o momento, após uma série de cortes regulatórios e outras ações destinadas a impulsionar o desenvolvimento de combustíveis fósseis e dificultar a adoção de fontes de energia limpa. “No âmbito do processo recém-concluído pela EPA, estamos oficialmente encerrando chamada ‘constatação de perigo’, uma política desastrosa da era Obama que prejudicou gravemente a indústria automóvel americana e aumentou os preços para os consumidores americanos”, disse Trump, ao anunciar a revogação ao lado do administrador da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês), Lee Zeldin, e do diretor do Orçamento da Casa Branca, Russ Vought. A EPA afirmou que a revogação economizará US$ 1,3 trilhão aos contribuintes americanos.”
Fonte: Valor Econômico; 12/02/2026
China suaviza postura em negociações sobre veículos elétricos com União Europeia
“O Ministério do Comércio da China mudou sua postura nesta quinta-feira (12), aceitando que os fabricantes chineses de veículos elétricos possam negociar independentemente com a União Europeia, depois que a Volkswagen garantiu uma suspensão tarifária para um de seus modelos SUV fabricados na China. A Comissão Europeia, que supervisiona a política comercial do bloco de 27 países, aprovou nesta semana um pedido da marca Cupra, da gigante automotiva alemã, para isentar o SUV cupê Tavascan de tarifas de importação em troca de um preço mínimo acordado e uma cota de vendas — a primeira isenção desde a adoção das tarifas em 2024. Pequim reabriu as negociações com Bruxelas em dezembro passado e instou o bloco a não se envolver em negociações separadas com fabricantes chineses, apesar de as regras da UE permitirem que as montadoras solicitem isenções tarifárias para modelos elétricos específicos fabricados na China. “Espera-se que mais empresas chinesas cheguem a acordos com o lado europeu sobre compromissos de preços”, disse He Yadong, porta-voz do Ministério do Comércio chinês, em uma entrevista coletiva regular.”
Fonte: Valor Econômico; 12/02/2026
Vendas globais de veículos elétricos prejudicadas pela desaceleração da China e dos EUA em janeiro
“Os registros globais de veículos elétricos caíram 3% em janeiro, à medida que a introdução de um imposto sobre compras, a redução dos subsídios para veículos elétricos na China e mudanças de política nos EUA dificultaram as vendas, segundo dados da consultoria Benchmark Mineral Intelligence (BMI) na sexta-feira. Montadoras globais com grande exposição ao mercado dos EUA registraram cerca de 55 bilhões de dólares em perdas no último ano, enquanto reduzem as ambições de veículos elétricos em um mercado americano difícil sob o presidente Donald Trump, guerras de preços na China e uma mistura mais complexa de tipos de veículos na Europa. A União Europeia e a China, o maior mercado mundial de veículos elétricos, também flexibilizaram as regulamentações voltadas para apoiar a eletrificação. Os registros globais de veículos elétricos, um indicador das vendas, caíram 3% ano a ano, chegando a quase 1,2 milhão de unidades em janeiro, segundo os dados, que incluem carros elétricos a bateria e híbridos plug-in.”
Fonte: Reuters; 12/02/2026
“O Departamento do Tesouro dos EUA revelou nesta quinta-feira regras provisórias para a aplicação de disposições na nova lei tributária do presidente Donald Trump que restringem empresas de solicitar subsídios federais de energia limpa se dependerem excessivamente de equipamentos fabricados na China. A orientação, que se aplica a créditos fiscais lucrativos para manufatura de energia limpa e geração de eletricidade, tem sido aguardada ansiosamente por desenvolvedores de projetos solares e eólicos e proprietários de fábricas desde a aprovação da Lei One Big Beautiful Bill de Trump em julho passado. A lei acelerou a expiração de muitos créditos fiscais de energia limpa da era Biden e introduziu requisitos complexos destinados a reduzir a dependência dos EUA de cadeias de suprimentos controladas pelo que chamou de “entidades estrangeiras proibidas”, que incluem China, Rússia, Irã e Coreia do Norte. Trump usou seu segundo mandato para dificultar a expansão das tecnologias de energia limpa, que ele criticou por depender demais das cadeias de suprimentos chinesas. Especificamente, a lei tributária Trump impede que empresas pertencentes ou influenciadas por empresas chinesas acessem os créditos e restringe o uso de componentes ou mão de obra proveniente de empresas chinesas.”
Fonte: Reuters; 12/02/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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