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Trump amplia o recuo climático com a retirada dos EUA das principais organizações internacionais | Café com ESG, 08/01

Trump retira os EUA das principais organizações em prol da cooperação climática; governo cria grupo técnico para SMRs

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou o pregão de quarta-feira em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 1,03% e 1,53%, respectivamente. 

• No Brasil, (i) o governo criou ontem um grupo técnico para estudar a infraestrutura nacional para reatores nucleares de potência, a fim de recepcionar pequenos (SMRs) e microrreatores modulares em terra – o grupo, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), será composto por membros de diferentes ministérios; e (ii) André Lima, secretário extraordinário de controle do desmatamento e ordenamento ambiental territorial do Ministério do Meio Ambiente (MMA), está em conversas com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e com o Ministério da Fazenda para aprimorar os mecanismos de incentivos a quem conserva – o secretário destaca duas iniciativas do governo nesse reorientação dos subsídios para o agronegócio: o programa Eco Invest e mudança nas exigências de critérios socioambientais para concessão de crédito rural.

• No internacional, o presidente Donald Trump ampliou a retirada dos Estados Unidos da cooperação global em relação à ação climática ao sinalizar uma retirada das principais organizações internacionais – o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC).

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Ambientalistas pedem suspensão da licença da Petrobras na Foz do Amazonas após vazamento

“Após a Petrobras informar um vazamento de fluido de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas, grupos de ambientalistas entraram com uma petição para suspender a licença da companhia. Segundo o documento, assinado por grupos como o Instituto Arayara, o Greenpeace e o Observatório do Clima, esse vazamento comprova a sensibilidade da atividade naquela região, que tem cenário complexo do ponto de vista ambiental. A petição se junta a uma ação civil pública que o grupo já havia movido em outubro de 2025, quando o Ibama aprovou a licença para a Petrobras perfurar o bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, parte da Margem Equatorial.”

Fonte: Valor Econômico; 07/01/2026

Petrobras poderá usar biodiesel puro (B100) em termelétrica em Canoas

“A Petrobras poderá utilizar biodiesel puro (B100) em sua usina termelétrica em Canoas (RS) de forma experimental. A companhia obteve nesta quarta-feira (7) autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso do combustível renovável. A agência publicou a autorização no Diário Oficial da União (DOU). A agência limitou o uso experimental a 150 mil litros mensais, e o biodiesel deverá estar de acordo com a especificação vigente. A Petrobras poderá fazer o uso experimental do biodiesel até 9 de dezembro deste ano. A ANP atribuiu “aos agentes econômicos envolvidos no uso do biodiesel” a responsabilização “por eventuais danos causados a equipamentos empregados, ao meio ambiente e outros”.”

Fonte: Globo Rural; 07/01/2026

Sem Moratória da Soja, governo aposta em crédito para conter desmatamento

“O agronegócio é um dos setores mais dependentes de crédito no Brasil. É pela via do financiamento da atividade que o governo federal trabalha para conter o desmatamento em propriedades rurais com o fim de acordos antidesmatamento voluntários, caso da Moratória da Soja. “Os recursos públicos são escassos e os incentivos econômicos precisam ser redirecionados de quem desmata, degrada e polui para quem conserva e assume compromissos mais ambiciosos do que a lei exige”, diz André Lima, secretário extraordinário de controle do desmatamento e ordenamento ambiental territorial do Ministério do Meio Ambiente (MMA). A pasta está em conversas com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e com o Ministério da Fazenda para aprimorar os mecanismos de incentivos a quem conserva. “O que estamos fazendo é canalizar os recursos públicos para quem não desmata”, afirma. O secretário destaca duas iniciativas do governo nesse reorientação dos subsídios para o agronegócio: o programa Eco Invest e mudança nas exigências de critérios socioambientais para concessão de crédito rural.”

Fonte: Capital Reset; 07/01/2026

Governo cria grupo técnico para estudar pequenos reatores nucleares

“O governo criou, nesta quarta-feira (7/1), um grupo técnico para estudar a infraestrutura nacional para reatores nucleares de potência, a fim de recepcionar pequenos (SMRs) e microrreatores modulares em terra. O grupo, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), será composto por membros de diferentes ministérios, assim como da Amazul, Marinha, Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Eletronuclear, Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Indústrias Nucleares do Brasil (INB). Os trabalhos vão durar 180 dias, podendo ser prorrogados por mais 90 dias, e resultarão em um documento técnico com os desafios e oportunidades relacionados à infraestrutura nacional para reatores nucleares de potência. Menores que as usinas termelétricas nucleares tradicionais, os pequenos reatores nucleares têm até 300 megawatts (MW) de capacidade. Ainda não há projetos deste tipo em operação no Brasil.”

Fonte: Eixos; 07/01/2026

Internacional

Trump amplia recuo climático dos EUA com saídas do IPCC e da UNFCCC, da ONU

“O presidente Donald Trump ampliou a retirada dos Estados Unidos da cooperação global em relação à ação climática ao sinalizar uma retirada das principais organizações internacionais, incluindo as que fazem parte das Nações Unidas e de órgãos científicos voltados para a questão. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) estão entre um total de 66 grupos dos quais os EUA sairão, abrangendo vários setores. As medidas climáticas são vistas como capazes de diminuir o papel dos EUA na abordagem das emissões de gases de efeito estufa e limitar significativamente a influência global dessas entidades. As ações de Trump estão alinhadas com suas mudanças de política doméstica destinadas a remover as restrições à poluição e aos combustíveis fósseis, e seguem uma decisão em janeiro de 2025 de iniciar um processo de um ano para sair do Acordo de Paris, o acordo vinculativo de 2015 para combater o aquecimento global. Ele tomou uma decisão semelhante durante seu primeiro mandato.”

Fonte: Bloomberg Línea; 08/01/2026

Ações legais sobre seguro climático aumentam à medida que os custos de danos materiais sobem

“Processos decorrentes de desastres relacionados ao clima nos EUA estão surgindo como um aumento dos custos para seguradoras e segurados, mais que dobrando na última década à medida que os danos causados por condições climáticas extremas aumentam. Empresas nos EUA que encerraram suas operações ou perderam renda após desastres, assim como proprietários com perdas de propriedade, estão cada vez mais entrando com processos contra seguradoras, segundo dados obtidos pelo Financial Times. “O maior fator de litígios por interrupção de negócios hoje é a volatilidade climática”, disse Adam Masarek, gerente de marketing jurídico da Lex Machina, a plataforma de análise jurídica da LexisNexis. “Perigos tradicionais como incêndios e tempestades, junto com eventos climáticos severos como furacões, congelamentos profundos, tornados e dolinas, estão interrompendo as operações em uma escala que não víamos há uma década”, disse ele. Na última década, os processos por interrupção de negócios ligados a riscos climáticos — excluindo furacões, que variam muito de ano para ano — mais que dobraram, passando de cerca de 290 para quase 640, mostra a análise da LexisNexis de documentos em tribunais federais dos EUA.”

Fonte: Financial Times; 08/01/2026

Indonésia pondera aumento na taxa sobre exportação de óleo de palma para apoiar o mandato de biodiesel

“A Indonésia provavelmente aumentará sua taxa sobre exportação de óleo de palma para apoiar o mandato do país sobre o biodiesel, disse a jornalistas a Eniya Listiani Dewi, funcionária do ministério da energia, a repórteres na quinta-feira, citando o aperto dos fundos. A Indonésia, maior produtora de óleo de palma, implementou uma mistura obrigatória de biodiesel à base de palma com 40%, conhecida como B40, a maior taxa de mistura do mundo. Busca aumentar a mistura para 50% ainda este ano. A Indonésia subsidia seu programa de biodiesel usando receitas provenientes das taxas de exportação de óleo de palma, que atualmente são fixadas em 10% do preço mensal de referência para óleo de palma bruto (CPO), com a taxa sobre produtos mais refinados variando entre 4,75% e 9,5%. “Se é B40 ou B50, é preciso ser arrecadado, segundo um estudo do ministério da economia”, disse Eniya aos repórteres, acrescentando que as reservas de caixa gerenciadas pelo fundo de plantação do país estavam diminuindo. Uma reunião para discutir o aumento da taxa será realizada na próxima semana, acrescentou.”

Fonte: Reuters; 08/01/2026

UE vai cortar tarifas sobre fertilizantes para avançar no acordo comercial do Mercosul

“A Comissão Europeia anunciou na quarta-feira que cortaria tarifas de importação para certos fertilizantes e avançaria com uma lei que poderia permitir suspensões temporárias da taxa de carbono da UE na fronteira, enquanto buscava conquistar os opositores do acordo de livre comércio com o bloco sul-americano Mercosul. As concessões fazem parte de uma tentativa da Comissão, apoiada por países como Alemanha e Espanha, de reunir a maioria dos 15 membros da UE, representando 65% da população da UE, para autorizar a assinatura do acordo Mercosul, possivelmente na próxima semana. Ainda precisaria conquistar o apoio do Parlamento Europeu para entrar em vigor. O Comissário Europeu de Comércio, Maros Sefcovic, disse em uma coletiva de imprensa que a UE eliminaria 6,5% dos direitos padrão sobre ureia e 5,5% sobre amônia, além de incentivar legisladores a aprovar uma lei que permitisse isenções temporárias à sua taxa de fronteira de carbono.França e Itália instaram na quarta-feira o executivo da UE a excluir fertilizantes da taxa de carbono na fronteira, que entrou em vigor em 1º de janeiro e impõe taxas de emissão de CO2 sobre importações de aço, fertilizantes e outros bens para garantir que não tenham uma vantagem injusta sobre produtos fabricados na Europa.”

Fonte: Reuters; 07/01/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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