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Sabesp (SBSP3) emite US$ 1,35 bi em blue bonds, maior captação global do tipo | Café com ESG, 05/02

A Sabesp emitiu US$ 1,35 bilhão em blue bonds; o líder da Câmara apresentou ontem o PL que institui o Redata

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou o pregão de quarta-feira em queda, com IBOV e o ISE recuando 2,14% e 2,48%, respectivamente.

• Do lado das empresas, a Sabesp emitiu US$ 1,35 bilhão em blue bonds na semana passada, títulos voltados para projetos relacionados a preservação e ampliação do acesso a água e esgoto – a captação foi a maior do tipo já realizada no mundo, segundo dados da Bloomberg e da Climate Bonds Initiative.

• Na política, (i) o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu as decisões judiciais que favoreceram distribuidoras de combustíveis que não cumpriram metas de redução de emissões com a aquisição de certificados de descarbonização (CBios); e (ii) o deputado José Guimarães, líder do governo na Câmara, apresentou nesta semana o PL 278/2026, que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center, Redata – o projeto chega ao Congresso como uma das iniciativas mais ambiciosas de política industrial verde do Brasil, ao condicionar bilhões em incentivos fiscais à operação 100% com energia renovável.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

ANP libera Petrobras para retomar perfuração na Foz do Amazonas

“A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Petrobras a retomar a perfuração do poço Morpho, no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. O aval veio antes auditoria remota marcada pela ANP para a semana que vem. A liberação da Superintendência de Segurança Operacional (SPO) ocorre 35 dias após a Petrobras registrar um incidente com a sonda ODN II (NS-42), o que paralisou a perfuração do primeiro poço do projeto em águas profundas do Amapá. O episódio resultou na descarga de 18.440 litros de fluido sintético de perfuração no dia 4 de janeiro. Para voltar a operar a sonda e dar continuidade à perfuração, o parecer determina a troca dos selos das juntas da coluna de riser (tubo que conecta a plataforma ao poço) antes de usá-los novamente, o treinamento dos trabalhadores envolvidos no procedimento de instalação do equipamento de segurança, o aumento a frequência da coleta de dados e a apresentação de certificados que comprovem a inspeção e condições adequadas dos tubos reservas. Além da ANP, o caso também vem sendo acompanhado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ao órgão ambiental, a Petrobras afirmou na semana passada que ainda investiga as causas do vazamento.”

Fonte: Eixos; 04/02/2026

Captação da Sabesp é a maior do mundo em blue bonds

“A Sabesp emitiu US$ 1,35 bilhão em blue bonds (R$ 7 bilhões pela cotação de câmbio atual) na semana passada, títulos voltados para projetos relacionados a preservação e ampliação do acesso a água e esgoto. A captação foi a maior do tipo já realizada no mundo, segundo dados da Bloomberg e da Climate Bonds Initiative. Os recursos serão usados em projetos para que a empresa atinja as metas de universalização do saneamento básico no Estado de São Paulo, onde abastece quase 30 milhões de pessoas em 375 municípios. O Marco Legal do Saneamento definiu os objetivos nacionais de universalização: 99% da população com acesso à água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto até 2033. A Sabesp tem, respectivamente, 98% e 86% de cobertura, com meta de atingir os objetivos quatro anos antes, em 2029. A maior parte do capital levantado será destinado para obras de tratamento e de coleta de esgoto. Elas envolvem redes de coleta, ramais (ligações nas casas), estações elevatórias e modernização e expansão das estações de tratamento de esgoto (ETEs).”

Fonte: Capital Reset; 04/02/2026

PL do Redata chega ao Congresso com exigências ambientais inéditas

“O deputado José Guimarães, líder do governo na Câmara, apresentou nesta terça-feira, 4 de fevereiro, o PL 278/2026, que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center, o Redata. O projeto chega ao Congresso como uma das iniciativas mais ambiciosas de política industrial verde do Brasil, ao condicionar bilhões em incentivos fiscais à operação 100% com energia renovável. A apresentação do PL ocorre uma semana após as principais entidades do setor de tecnologia entregarem um manifesto contundente ao Congresso Nacional, em 29 de janeiro. Assinado por 13 organizações incluindo Brasscom e a Associação Brasileira de Data Center, o documento pede pela separação da tramitação do Redata com o PL 2.338/23 (regulação da inteligência artificial). E alerta: A janela de oportunidade para transformar a matriz energética 90% renovável do Brasil em liderança global de data centers sustentáveis pode estar se fechando. A urgência tem fundamento estratégico e ambiental. A Medida Provisória nº 1.318/25, que originalmente instituiu o regime, vence no próximo 25 de fevereiro. Com o prazo se esgotando, a saída parece ter sido transformar o conteúdo no projeto de lei apresentado apressadamente pelo parlamentar, ainda que ao custo da prioridade constitucional.”

Fonte: Exame; 04/02/2026

STJ suspende decisões que permitiam às distribuidoras de combustíveis substituir CBios por depósitos judiciais

“O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu decisões judiciais que favoreceram distribuidoras de combustíveis que não cumpriram metas de redução de emissões com a aquisição de certificados de descarbonização (CBios), apurou o Valor. O ministro Luis Felipe Salomão, relator do processo na Corte, determinou que se sustassem seis decisões até o julgamento de eventuais apelações ou o fim dos processos, o chamado trânsito em julgado, segundo decisão a qual o Valor teve acesso. Para Salomão, as decisões judiciais em curso representam “grave risco à ordem pública”. Nas ações, as distribuidoras alegavam “suposta injustiça do mecanismo e da forma de precificação dos CBios”. Os parâmetros foram estabelecidos na lei que criou o RenovaBio, marco regulatório dos biocombustíveis. Pela lei 13.576/2017, as distribuidoras são obrigadas a adquirir os CBios em quantidade proporcional à participação de mercado de combustíveis fósseis, cujas metas são definidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).”

Fonte: Valor Econômico; 04/02/2026

Governo anuncia mais de R$ 2,5 bi para renovação de frota de ônibus e obras de mobilidade

“O governo federal anunciou, na terça-feira (3/2), investimentos de mais de R$ 2,5 bilhões para projetos de mobilidade urbana e renovação da frota de transporte público em diferentes regiões do país, através do Novo PAC. Entre eles estão 14 iniciativas de renovação de frota, com investimento aproximado de R$ 2,06 bilhões em ônibus elétricos e veículos com tecnologia Euro 6. A previsão é de substituição de veículos antigos por modelos mais modernos, eficientes e menos poluentes, reforçando a agenda de descarbonização do transporte público no Brasil. Os municípios beneficiados incluem Ilhéus (BA), Anápolis (GO), Duque de Caxias (RJ), Angra dos Reis (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Teresópolis (RJ), João Pessoa (PB), Guarulhos (SP), Porto Seguro (BA), Jequié (BA) e Maricá (RJ), além dos estados da Bahia e do Maranhão. Já as quatro iniciativas de mobilidade urbana receberão investimentos de mais de R$ 459 milhões. Os projetos serão nos municípios de Anápolis (GO), Imperatriz (MA), Campina Grande (PB) e Nossa Senhora do Socorro (SE).”

Fonte: Eixos; 04/02/2026

Internacional

Toyota planeja aumento de 30% na produção global de híbridos em dois anos

“A Toyota planeja produzir cerca de 30% mais veículos híbridos em 2028 em comparação com os níveis atuais e expandir significativamente sua fabricação nos Estados Unidos, em resposta à redução dos incentivos para a compra de veículos totalmente elétricos em diversos países. A maior montadora do mundo em vendas espera produzir 6,7 milhões de veículos híbridos globalmente em dois anos, um avanço em relação aos 5 milhões de híbridos e híbridos plug-in planejados para 2026, segundo fornecedores familiarizados com os planos da Toyota. O aumento de aproximadamente 30% se compara a uma previsão de crescimento de 10% na produção total e significaria que os híbridos representariam de 50% para cerca de 60% dos 11,3 milhões de carros que a Toyota espera produzir globalmente em 2028. Os híbridos combinam um motor de combustão interna com um motor elétrico e uma bateria para melhorar significativamente a eficiência de combustível em comparação com os movidos a gasolina. A demanda por híbridos tem crescido à medida que os subsídios para elétricos mais caros são reduzidos, tornando-os ainda mais dispendiosos.”

Fonte: Valor Econômico; 04/02/2026

Argentina firma com os EUA acordo sobre minerais críticos

“Os governos da Argentina e dos Estados Unidos firmaram, nesta quarta-feira (4), um acordo sobre minerais críticos, incluindo terras raras, lítio e cobalto. Segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Argentina, o acordo ratifica a parceria estratégica entre os dois países e “seu compromisso com o desenvolvimento de um fornecimento seguro, resiliente e competitivo”. O acordo para o Reforço do Abastecimento na Mineração e Processamento de Minerais Críticos foi assinado durante a reunião ministerial sobre minerais críticos convocada nos EUA, pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, e da qual participaram o chanceler argentino, Pablo Quirno, e o subsecretário de Estado americano, Christopher Landau. Minerais críticos são aqueles de grande importância econômica, porém escassos, e considerados essenciais para a produção de baterias e para a transição energética. “A iniciativa visa consolidar cadeias de valor mais fortes e diversificadas, gerar um ambiente favorável à chegada de investimentos produtivos de longo prazo e responder ao crescimento da demanda global e à aplicação de tecnologias de ponta”, afirmou o governo argentino.”

Fonte: Valor Econômico; 04/02/2026

EUA, UE e Japão anunciam parceria sobre suprimento de minerais críticos

“Os Estados Unidos, a União Europeia (UE) e o Japão anunciaram nesta quarta-feira uma parceria estratégica para reforçar a resiliência das cadeias de suprimento de minerais críticos, hoje dominada pela China. A iniciativa é vista como um primeiro passo para um acordo comercial mais amplo entre parceiros de visão semelhante, que poderia incluir pisos de preços ajustados na fronteira e subsídios para reduzir diferenças de preços. Em uma declaração conjunta, americanos e europeus se comprometeram a concluir um memorando de entendimento sobre minerais críticos dentro de um prazo apertado de 30 dias.”

Fonte: Valor Econômico; 04/02/2026

A UE pondera opções para apoiar a indústria na reformulação do mercado de carbono

“A Comissão Europeia está analisando várias formas de apoiar as indústrias em uma próxima reformulação do mercado de carbono da UE, para evitar que elas migrem para áreas com padrões de poluição mais baixos, disse o chefe do departamento climático da Comissão na noite de quarta-feira. Bruxelas está preparando uma reformulação do mercado de carbono da União Europeia, a política de mudança climática mais importante do bloco, que obriga usinas e indústrias a comprarem permissões quando emitem dióxido de carbono que aquece o planeta. A proposta da Comissão para a revisão, prevista para o verão, decidirá se continuará o sistema existente da UE de conceder às indústrias algumas licenças gratuitas de CO2, para ajudá-las a competir com empresas estrangeiras que não pagam pela poluição. “Estamos analisando qual é a melhor forma de proteger contra vazamentos de carbono e estamos analisando todas as opções”, disse Kurt Vandenberghe, chefe do departamento de clima da Comissão, a repórteres à margem de um evento em Bruxelas.”

Fonte: Reuters; 05/02/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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