Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de quinta-feira em leve alta, com IBOV e o ISE subindo 0,26% e 0,19%, respectivamente.
• No Brasil, (i) desde 2025, a varejista de moda Lojas Renner passou a aplicar uma análise dos riscos climáticos antes de abrir cada uma das suas novas lojas pelo Brasil – o trabalho é feito em parceria com a WayCarbon, e ao longo do ano passado o projeto contemplou 30 lojas da Renner; e (ii) a Petrobras fechou um contrato para fornecer combustível marítimo com uma parcela de biodiesel ao armador norueguês Odfjell, com a entrega de até 12 mil toneladas ao longo de 2026 – o acordo prevê o fornecimento do chamado Very Low Sulfur (VLS) B24, um combustível com baixo teor de enxofre composto por 24% de biodiesel e 76% de óleo mineral oriundo de refinarias da estatal.
• No internacional, o governo do Reino Unido realizou o maior leilão de eólicas offshore já feito na Europa, com a contratação de 8,4 GW de nova capacidade instalada – a expectativa é que o leilão destrave cerca de £ 22 bilhões em investimento privado.
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Brasil
Empresas
Amazon fecha acordo com mineradora da Rio Tinto para garantir cobre destinado a data centers
“A Amazon Web Services (AWS) assinou um acordo de dois anos com o empreendimento de mineração de cobre Nuton, da Rio Tinto, no Arizona, segundo o Wall Street Journal, evidenciando uma verticalização da operadora de data centers. A Amazon, que está gastando dezenas de bilhões por ano em data centers, claramente sente a necessidade de se integrar verticalmente para continuar expandindo seus serviços de nuvem e negócios de dados de inteligência artificial. Em 2024, a companhia fez parceria com a Talen Energy para garantir que seus data centers tivessem eletricidade suficiente. Agora, está trabalhando para garantir que haja cobre suficiente para conduzir a eletricidade necessária. A IA é um setor relativamente novo, e novos setores podem pressionar as cadeias de suprimentos existentes. Tomemos como exemplo a Ford. Henry Ford foi pioneiro na linha de montagem, usando-a para produzir em massa veículos acessíveis que remodelaram a economia americana. Ele queria fazer carros, mas ao longo do caminho, investiu em ferro e aço, borracha e madeira para garantir que a empresa pudesse atender à demanda.É verdade que as coisas são um pouco diferentes desta vez. A Amazon não está entrando na mineração de cobre, deixando isso para os especialistas da Rio Tinto. Ainda assim, ela está subindo na cadeia de suprimentos até as matérias-primas para garantir que suas “fábricas” de IA possam continuar funcionando.”
Fonte: Valor Econômico; 15/01/2026
Renner começa a avaliar riscos climáticos antes de abrir novas lojas
“Desde 2025, a varejista de moda Lojas Renner passou a aplicar uma análise dos riscos climáticos antes de abrir cada uma das suas novas lojas pelo Brasil. A estratégia é antecipar a exposição do negócio a eventos extremos do clima, como alagamentos, tempestades e ondas de calor, levando em conta a geografia e urbanismo de diferentes regiões — e antecipar os possíveis prejuízos. O trabalho, divulgado com exclusividade para a EXAME, é feito em parceria com a WayCarbon, consultoria de soluções climáticas focadas na transição energética e net-zero. Ao longo do ano passado, o projeto contemplou 30 lojas da Renner. Melina Amoni, gerente de riscos climáticos e adaptação da WayCarbon, explica como é feito o trabalho. Antes de instalar uma nova loja da varejista nas ruas ou shoppings centers, a WayCarbon realiza uma diligência climática. “Ao entender as vulnerabilidades e possíveis impactos financeiros antecipadamente, a empresa pode tomar decisões estratégicas e adotar medidas de adaptação para fortalecer a resiliência do negócio frente a um cenário de eventos extremos cada vez mais frequentes”, explica. Os dados coletados pelas companhias também passam a ser usados para reportar informações de acordo com a International Financial Reporting Standards (IFRS), uma das principais normas de sustentabilidade para o mercado financeiro.”
Fonte: Exame; 15/01/2026
Petrobras vai fornecer bunker com 24% de teor de biodiesel a armador norueguês Odfjell
“A Petrobras fechou um contrato para fornecer combustível marítimo com uma parcela de biodiesel ao armador norueguês Odfjell, com a entrega de até 12 mil toneladas ao longo de 2026. O acordo prevê o fornecimento do chamado Very Low Sulfur (VLS) B24, um combustível com baixo teor de enxofre composto por 24% de biodiesel e 76% de óleo mineral oriundo de refinarias da estatal. O abastecimento será feito por barcaças dedicadas a partir do Terminal de Rio Grande (Terig), onde também ocorrerá a mistura do produto. Segundo a estatal, o contrato representa uma ampliação das atividades no mercado internacional de bunker de menor intensidade de carbono. De acordo com a empresa, o combustível possui Certificação Internacional de Sustentabilidade e Carbono nos termos da União Europeia (ISCC EU, em inglês), que assegura a rastreabilidade do biocombustível, o cumprimento de critérios de sustentabilidade e a redução das emissões ao longo da cadeia produtiva. A companhia destaca ainda que o produto está em conformidade com a FuelEU Maritime, que impõe redução progressiva da intensidade de emissões no transporte marítimo europeu. A norma aprovada em 2023 pela UE, em vigor a partir de janeiro de 2025, estabelece metas graduais de redução da intensidade de emissões dos combustíveis usados por navios que operam em portos do bloco, incentivando alternativas renováveis e de baixo carbono.”
Fonte: Eixos; 15/01/2026
Política
Demanda por seguros para créditos de carbono cresce, mas preço ainda é barreira
“Há uma demanda crescente por parte dos compradores de créditos de carbono florestais: seguros. Ela aumentou especialmente no último ano, mas comprar apólices para florestas não é tarefa simples. Primeiro porque são complexas. Segurar uma área de floresta significa cobrir muitos riscos, como incêndios, desmatamento ilegal e problemas de regularização fundiária. São fatores que aumentam o preço, a principal barreira apontada pelas empresas que atuam no setor de créditos. O segundo motivo é o fato de o mercado de carbono ainda estar em desenvolvimento, tanto em relação à padronização quanto à regulação. Os créditos são muito heterogêneos, o que impede a criação de um produto de prateleira para compra rápida, exigindo um grau alto de customização. “Não existem seguros para créditos de carbono enquanto commodities porque os próprios créditos de carbono não são commodities”, diz Yves Lima, diretor de linhas financeiras da corretora britânica Howden Re no Brasil. Mas todos concordam que há muitas vantagens para ambos os lados. Para as seguradoras, é um mercado grande a ser explorado, com muito capital natural disponível no Brasil, tanto para preservação quanto para reflorestamento.”
Fonte: Capital Reset; 15/01/2026
Com 2,64 milhões de unidades, produção de veículos no país avançou 3,5% em 2025
“Os resultados da indústria automobilística ficaram abaixo do que os fabricantes esperavam, mas foram positivos em produção, vendas, exportação e emprego. Com 2,64 milhões de unidades, a produção de veículos cresceu 3,5% em 2025. Apesar de o total do ano ter sido positivo, em dezembro, o ritmo das linhas de montagem diminuiu. No último mês do ano, foram produzidos 184,5 mil veículos, 3,9% menos do que no mesmo mês do ano anterior. Os resultados foram mais positivos no mercado de híbridos e elétricos. As vendas desses tipos de veículos cresceram 60,8% em 2025. Os veículos com esse tipo de tecnologia representaram 11,2% das vendas no ano passado. A fatia chegou a 14,9% em dezembro. Grande parte desses veículos, incluindo todos os 100% elétricos, foi importada. Um total de 498 mil veículos vendidos no país em 2025 veio de outros países. A participação da China nesse total foi de 37,6%. No fim deste mês, termina o programa do governo que isentou do Imposto de Importação os veículos que entram no país semi montados (SKD), um sistema utilizado pela BYD. Existe um movimento das empresas interessadas na prorrogação desse benefício. Mas a Anfavea se opõe. “Julgo coerente e prudente o encerramento desse benefício”, destacou Calvet. Segundo ele, a prorrogação do incentivo significa o “empobrecimento da base industrial brasileira”.”
Fonte: Valor Econômico; 15/01/2026
Petróleo barato dificulta corte de carbono no setor marítimo, diz executivo da Cargill
“Os preços fracos do petróleo estão dificultando a descarbonização do setor de transporte marítimo, de acordo com o presidente do negócio de comércio de frete da gigante de commodities Cargill. Com uma frota fretada de mais de 600 navios, a Cargill tem estado na vanguarda dos esforços do setor de transporte marítimo para reduzir o carbono. Agora, ela está contratando cinco novos cargueiros que poderão operar com metanol de baixa emissão, bem como com combustível tradicional derivado do petróleo. O primeiro deles, o Brave Pioneer, chegará em breve a Singapura, onde será abastecido com metanol verde – um tipo de combustível que, segundo a Cargill, reduz as emissões de carbono em até 70%. No entanto, as realidades econômicas de hoje significam que o navio provavelmente estará funcionando com petróleo em um futuro não muito distante, disse Jan Dieleman, presidente da Cargill Ocean Transportation, em entrevista à Bloomberg News. “Não posso queimar um combustível que é três ou quatro vezes mais caro”, disse ele, acrescentando que os baixos preços do combustível derivado de petróleo estão entre os ventos contrários para alguns investimentos em novas tecnologias, alongando o tempo de retorno para dispositivos de economia de energia.”
Fonte: Bloomberg Línea; 15/01/2026
Justiça suspende licença para projeto de hidrogênio da Solatio no Piauí
“A Justiça Federal da 1ª Região determinou a suspensão do projeto de hidrogênio verde e amônia verde da multinacional espanhola Solatio no município de Parnaíba, no litoral do Piauí, após acatar pedido do Ministério Público Federal (MPF). A decisão liminar interrompe os efeitos da Licença de Instalação concedida pelo governo estadual do Piauí e paralisa quaisquer obras ou atos vinculados ao empreendimento, sob pena de multa diária que pode chegar a R$ 1 milhão. O projeto, batizado de Solatio H2V Piauí, vinha sendo apresentado pelo governo piauiense como um dos maiores investimentos privados já anunciados no estado, com aporte inicial estimado em R$ 27 bilhões. A usina teria capacidade, na fase plena, de produzir cerca de 400 mil toneladas anuais de hidrogênio verde e até 2,2 milhões de toneladas de amônia verde, voltadas principalmente ao mercado europeu. A entrada em operação estava prevista para o segundo semestre de 2029, com expansão gradual até 2031. As obras tiveram início em junho de 2025, com a supressão vegetal e a limpeza de aproximadamente 154 hectares dentro da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Parnaíba, o que correspondia à primeira etapa do projeto.”
Fonte: Eixos; 15/01/2026
Financiamento de biocombustíveis bate recorde em 2025 com R$ 6,4 bi, diz BNDES
“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 6,4 bilhões em crédito para produção de biocombustíveis em 2025, superando o recorde anterior, de R$ 4,8 bilhões, registrado em 2010. A partir de 2023, o banco retomou o apoio à produção de bicombustíveis no país, em projetos diversificados, com etanol de milho e trigo, além do biometano. Nos últimos três anos, já foram aprovados R$ 13,3 bilhões, cifra 204% maior que a alcançada entre 2019 e 2022. “Ao financiar energia limpa e renovável, o BNDES fortalece a indústria nacional, contribui com a redução das emissões e consolida o país como protagonista da transição energética justa e sustentável”, afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.”
Fonte: Eixos; 15/01/2026
Internacional
Política
Reino Unido realiza maior leilão de eólicas offshore da Europa com 8,4 GW
“O governo do Reino Unido realizou, na quarta (14/1), o maior leilão de eólicas offshore já feito na Europa, com a contratação de 8,4 GW de nova capacidade instalada. A expectativa é que o leilão destrave cerca de £ 22 bilhões (R$ 158 bilhões) em investimento privado. O governo ressaltou que acelerar o investimento em energia limpa produzida no país reduz a exposição do Reino Unido a mercados globais voláteis de combustíveis fósseis, que registraram disparadas de preços em 2025. Um exemplo foi o conflito Irã-Israel, que fez os preços subirem mais de 15% em uma semana. “Esta é uma vitória histórica para aqueles que querem que a Grã-Bretanha se sustente por conta própria, controlando sua própria energia, em vez de depender de mercados controlados por petroestados e ditadores”, secretário de Energia, Ed Miliband. O resultado da chamada Allocation Round 7 (AR7) consolida o país como um dos principais polos globais da energia eólica em alto-mar e sinaliza confiança política e regulatória em um momento de incertezas para o setor em várias partes do mundo, como avalia Ben Backwell, CEO do Global Wind Energy Council (GWEC). “Esses resultados mostram que o argumento econômico para a energia eólica offshore está mais forte do que nunca. O Reino Unido garantiu uma nova era de geração de eletricidade ao menor preço possível, em um momento em que a demanda por eletricidade e por essa nova capacidade de geração está aumentando”.”
Fonte: Eixos; 15/01/2026
A EnBW desliga dois parques eólicos offshore do Reino Unido e sofre uma perda de US$ 1,4 bilhão
“Empresa alemã de serviços públicos EnBW (EBKG.DE), disse na quinta-feira que estava assumindo uma taxa de apagamento de 1,2 bilhão de euros (US$ 1,4 bilhão) após desistir de dois projetos eólicos no Reino Unido, consequência direta da perda em uma licitação offshore histórica do Reino Unido. Os dois projetos eólicos offshore – Mona e Morgan – com uma capacidade total potencial de 3 gigawatts não se qualificaram para apoio governamental por meio dos chamados contratos de diferença no leilão recorde desta semana, informou a EnBW. Os dois projetos estavam sendo desenvolvidos conjuntamente com a JERA Nex bp, uma joint venture 50-50 entre a grande petrolífera britânica BP (BP. L), e a JERA Co. do Japão. A EnBW afirmou que a decisão de encerrar sua participação nos projetos também se baseou em outros fatores “incluindo um aumento significativo nos custos em toda a cadeia de suprimentos, preços mais baixos no mercado de eletricidade e taxas de juros mais altas”. A EnBW, que é majoritariamente de propriedade do estado alemão de Baden-Württemberg e municípios relacionados, também mencionou riscos não especificados de implementação de projetos, acrescentando que as taxas não operacionais e, portanto, não afetariam os fluxos de caixa.”
Fonte: Reuters; 15/01/2026
China, líder em energias renováveis, abre 85 usinas a carvão em 2026
“Mais de 100 usinas termelétricas movidas a carvão devem ser inauguradas em 2026, totalizando 63 GW de nova capacidade em construção. Os dados são do Global Energy Monitor (GEM), que estudou os números dos projetos movidos a carvão projetados para este ano. De acordo com o levantamento, 55 GW estão apenas no território chinês. O país conta com 85 unidades termelétricas a serem entregues até dezembro, um cenário contraditório quando se observa a presença da China no mercado de energias renováveis. Em 2024, cerca de 64% da expansão da capacidade renovável, especialmente solar e eólica, foi gerada pela China. Isso se relaciona com a liderança do país na produção de equipamentos para energia solar, como wafers, células e módulos. Cerca de 80% de todas as partes hoje utilizadas nessa modalidade energética são produzidas na China, de acordo com a Agência Internacional de Energia. A China segue como uma das principais produtoras de energia no mundo. Do total de 256 GW em projetos energéticos sendo desenvolvidos em 2026, 212 GW estão sob sua gestão. A preocupação é porque o investimento chinês em carvão cresceu: a pesquisa aponta que a capacidade total de geração de energia a carvão em construção entre 2024 e 2025 foi a maior desde 2016, taxa que caiu no restante dos países.”
Fonte: Exame; 15/01/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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