XP Expert

Portaria do leilão de baterias prevista para abril, diz Alexandre Silveira | Café com ESG, 12/03

Brasil integra acordo global para ampliar a energia nuclear; MME prevê portaria do leilão de baterias para abril.

Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no X
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail
YA_2026_Banner_Intratexto_-_download[1]Onde Investir 2026 mobile

Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou o pregão de quarta-feira em território misto, com IBOV avançando 0,28% e o ISE recuando 0,47%.

No Brasil, (i) o ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira, afirmou, nesta quarta-feira, que a portaria com as normativas do primeiro leilão de baterias para armazenar energia será publicada em abril – ainda sem definição sobre a data do leilão, Silveira prometeu a realização ainda neste ano; (ii) o governo espera aprovar as diretrizes para o primeiro leilão de eólicas offshore no país na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), prevista para 19 de março – a nova data e o plano de avançar com a regulamentação foram confirmadas ontem pelo MME.

• No internacional, o Brasil se juntou a um grupo de 38 países, incluindo a China e membros da União Europeia, em um compromisso para triplicar o uso da energia nuclear até 2050 – o anúncio da iniciativa ocorreu em um evento ontem em Paris, organizado pelo Presidente Emmanuel Macron.

Gostaria de receber os relatórios ESG por e-mailClique aqui.
Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Raízen prevê reorganização societária

“O plano de recuperação extrajudicial da Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, protocolado na terça-feira, prevê, além da capitalização da empresa de etanol, uma reorganização societária, o que pode incluir “fusões, cisões e incorporações de ações”, de acordo com a petição encaminhada para a Justiça, à qual o Valor teve acesso. Os detalhes da futura capitalização ainda serão discutidos nas próximas semanas, com a possibilidade de conversão de dívidas em ações, o que pode diluir as participações dos dois controladores, ambos com 44% do negócio.”

Fonte: Valor Econômico; 12/03/2026

Petrobras faz leilão de diesel, e especialistas veem sinal para aumento de preço

“A Petrobras realizou, nesta quarta-feira (11), um leilão de diesel S500 na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas (RS). A venda de 20 milhões de litros foi mais cara do que o preço atual de tabela da estatal, com ágio de R$ 1,78 por litro. Fontes consultadas pelo Valor apontam que o preço se aproxima do produto importado, o que aponta que a Petrobras pode usar o resultado do certame para aumentar o diesel e se aproximar das cotações internacionais. Segundo fontes no mercado com proximidade ao assunto, o certame teve como lance inicial o preço atual de lista da empresa mais R$ 1 por litro. “O produto foi vendido a um preço equivalente ao preço do diesel S10 importado. Essa alta é condizente com as condições atuais no mercado de diesel”, disse uma pessoa à reportagem. De acordo com outra fonte, o leilão desta quarta-feira pode indicar um aumento de R$ 1 por litro no diesel da estatal, nos próximos dias. Procurada pelo Valor, a Petrobras não respondeu até a publicação desta nota.”

Fonte: Valor Econômico; 12/03/2026

Saneamento nas periferias testa o modelo financeiro da Sabesp

“A Sabesp tem uma conta difícil para fechar: precisa entregar os seus serviços em lugares em que as pessoas não podem pagar por eles. Levar água e coletar e tratar o esgoto das áreas mais pobres e isoladas do Estado de São Paulo se tornou o principal desafio na corrida pela universalização do saneamento. São regiões que exigem obras caras e com baixo retorno financeiro. Na prática, a legislação nacional obriga as concessionárias a ampliar o atendimento para áreas que historicamente ficaram fora da rede ou à margem dos investimentos em infraestrutura, como favelas, zonas rurais, comunidades quilombolas e terras indígenas. Os objetivos definidos pelo Marco Legal do Saneamento são 99% da população com acesso à água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto até 2033. Em São Paulo, a Sabesp tem, respectivamente, 98% e 86% de cobertura, com meta de atingir os objetivos quatro anos antes, em 2029.”

Fonte: Capital Reset; 12/03/2026

Agora vai? Governo promete avançar com eólica offshore no próximo CNPE

“O governo espera aprovar as diretrizes para o primeiro leilão de eólicas offshore no país, na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), agora prevista para 19 de março. A nova data e o plano de avançar com a regulamentação foram confirmadas nesta quarta (11/3) pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), durante exposição na Câmara dos Deputados. “Vamos aprovar as diretrizes (das eólicas offshore) no próximo CNPE, dia 19, e, consequentemente, avançarmos nos primeiros blocos de leilão para eólica offshore”, afirmou Silveira. É a terceira vez que a reunião é adiada desde dezembro. A convocação mais recente era para 12 de março, mas foi cancelada em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, considerando os efeitos da guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã e suas consequências para o setor de petróleo e gás. Já a regulamentação da geração de energia renovável no mar se arrasta há mais de um ano.”

Fonte: Eixos; 11/03/2026

FPA e agroindústria entram na defesa por aumento da mistura de biodiesel

“A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e um grupo de 43 entidades representativas do agronegócio e da agroindústria (veja a lista completa no final) entregaram ao governo federal uma carta aberta pedindo a “imediata elevação do percentual de mistura obrigatória de biodiesel no diesel para 17%“, que hoje é de 15%. A solicitação, divulgada em meio às recentes turbulências no mercado internacional de petróleo, defende o biocombustível como uma ferramenta para reduzir a dependência externa e conter a alta dos preços. A justificativa para a pressão pelo B17, segundo o documento, se sustenta no atual cenário global. As entidades alertam que tensões geopolíticas como a guerra no Oriente Médio e oscilações bruscas nas cotações do petróleo representam um risco direto à economia brasileira. “Diante dessa conjuntura, é imperativo e estratégico fortalecer soluções internas que garantam a nossa segurança energética, a estabilidade de preços e a mitigação dos riscos de desabastecimento”, afirmam as entidades no documento.”

Fonte: Eixos; 11/03/2026

Brasil e dezenas de países prometem retomada nuclear; Europa admite “erro”

“O Brasil se juntou a um grupo de 38 países, incluindo a China e membros da União Europeia, em um compromisso para triplicar o uso da energia nuclear até 2050. O anúncio da iniciativa ocorreu em um evento ontem em Paris, organizado pelo Presidente Emmanuel Macron – não sem protestos. Dois membros do Greenpeace invadiram o palco em que Macron estava, com faixas dizendo que “a energia nuclear alimenta a guerra na Ucrânia”. Foram rapidamente removidos pelos seguranças. Entre os líderes globais presentes, porém, a unanimidade sobre a indústria de geração nuclear alcançou níveis não vistos há décadas. A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, apresentou uma estratégia para fomentar a tecnologia de pequenos reatores modulares, oferecendo garantia de € 200 milhões para apoiar investimentos privados no setor. E fez um mea culpa. “Em 1990, um terço da eletricidade da Europa vinha do nuclear. Hoje é apenas cerca de 15%. Essa redução na participação do nuclear foi uma escolha. Acredito que foi um erro estratégico a Europa virar as costas para uma fonte confiável, acessível e de baixas emissões.”

Fonte: Brazil Journal; 11/03/2026

Portaria com regras do leilão de baterias será publicada em abril, diz Silveira

“O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou, nesta quarta-feira (11), que a portaria com as normativas do primeiro leilão de baterias para armazenar energia será publicada em abril. Ele prometeu a realização do certame ainda neste ano. Em participação de reunião na Comissão de Minas e Energia da Câmara, o ministro defendeu que haja exigência de reserva de mercado para empresas nacionais para impulsionar o desenvolvimento de ciência e tecnologia no país. O ministro afirmou que as discussões passam por diálogo com representantes da China, que possuem domínio sobre a tecnologia para baterias. “Estamos em uma relação muito boa e discutindo quanto vamos poder colocar de conteúdo local, pois temos grandes empresas no Brasil. Temos que ter nossas empresas nacionais com uma reserva de mercado nesse leilão, mesmo que pequena, para que possa desenvolver ciência e tecnologia no Brasil.” Ao responder questionamento, o ministro afirmou que a contratação de sistemas de armazenamento com baterias é condição para o avanço das energias renováveis no Brasil.”

Fonte: Valor Econômico; 11/03/2026

Aneel adia decisão sobre regras para sistemas de armazenamento de energia

“A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou a decisão sobre a regulamentação dos sistemas de armazenamento de energia elétrica. O diretor Fernando Mosna, que havia pedido vistas do processo, apresentou voto na terça-feira (10), mas retirou a discussão da pauta após divergências no colegiado. A discussão acontece em meio à expectativa do mercado para a realização do primeiro leilão de reserva de capacidade com a participação de baterias. A consulta pública do leilão foi lançada pelo Ministério de Minas e Energia em novembro de 2025. Mosna havia pedido vista da discussão agosto de 2025, quando o então diretor substituto Daniel Danna, relator do processo, apresentou voto que previa o pagamento de tarifa pelo sistema de armazenamento autônomo ao carregar a bateria com energia e no momento de injeção dessa energia na rede, em um modelo de “dupla cobrança” pelo uso da rede. O voto, contudo, foi declarado sem fundamento, por maioria do colegiado. A definição foi feita antes mesmo da discussão do mérito da proposta, em razão da lei 15.269, de 2025, que deu competência à agência para regulação do tema. Com isso, os diretores Gentil Nogueira e Willamy Frota podem votar no caso.”

Fonte: Valor Econômico; 11/03/2026

Brasil e Singapura firmam cooperação em energia e inteligência artificial

“O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), e o vice-primeiro-ministro e ministro para Comércio e Indústria de Singapura, Gan Kim Yong, assinaram nesta quarta-feira (11/3) um Memorando de Entendimento com foco em inovação tecnológica e desenvolvimento sustentável. O documento prevê a criação de um grupo técnico para definir os temas prioritários para a colaboração bilateral nos próximos cinco anos. Na área de inovação, a intenção é fortalecer parcerias em setores de alta tecnologia, como inteligência artificial (IA), tecnologias quânticas, semicondutores, cibersegurança e agritechs. Além de imersão de mercado para empresas e startups de ambos os países. Já o eixo de sustentabilidade vai olhar para mercados de carbono, energias renováveis, biocombustíveis, economia circular e mecanismos financeiros inovadores para a biodiversidade.”

Fonte: Eixos; 11/03/2026

Internacional

BlackRock, L&G e UBS estão entre 60 fundos ESG que detêm a BP apesar do pivô

“BlackRock, UBS e Legal & General estão entre os gestores de ativos que oferecem mais de 60 fundos ambientais, sociais e de governança ativos investidos na BP, apesar de sua retirada das renováveis para repriorizar os combustíveis fósseis. A análise do FT, baseada em dados do provedor de dados Morningstar Direct, constatou que mais de 110 fundos ESG ativos e passivos mantinham BP até o final de 2025. A BP decidiu por um “reset” no início do ano depois que o ex-diretor executivo Murray Auchincloss disse que havia ido “longe demais, rápido demais” com sua estratégia verde, que ele descreveu como “equivocada”. Reduziu sua redução planejada de 40% na produção de petróleo e gás até 2030 para uma redução de 25%. Mais de 60 fundos que ainda detinham a BP foram categorizados como ativamente geridos pela Morningstar, o que significa que o fundo não replicou puramente um índice subjacente. Os fundos ESG oferecidos pela Legal & General estavam no topo do ranking.”

Fonte: Financial Times; 12/03/2026

A queda dos preços direciona os compradores americanos para veículos elétricos usados

“A forte desvalorização e a melhoria da confiabilidade estão atraindo mais americanos para veículos elétricos usados, transformando o mercado de veículos usados em um ponto de entrada chave para compradores que não têm preços de novos veículos elétricos à medida que os incentivos federais diminuem. A queda nos preços de revenda, também impulsionada pelos rápidos avanços em tecnologia de baterias, autonomia e software, aproximaram muitos veículos elétricos usados em preço de veículos a gasolina comparáveis, enquanto atualizações aéreas e uma rede de carregamento crescente aliviam as preocupações anteriores sobre a propriedade. A redução dos incentivos que antes impulsionavam a compra de veículos elétricos, junto com o aumento dos preços dos veículos, também está ajudando a conquistar uma fatia maior do mercado de carros usados dos EUA, avaliado em cerca de 800 bilhões de dólares. As vendas de veículos elétricos usados nos EUA chegaram a 31.503 unidades em janeiro, cerca de 21% acima do ano anterior, segundo a Cox Automotive. Em 2025, as vendas de veículos elétricos usados totalizaram 378.140 veículos, cerca de 35% a mais que no ano anterior, segundo a CarEdge.”

Fonte: Reuters; 11/03/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
.


Ainda não tem conta na XP? Clique aqui e abra a sua!

XP Expert

Avaliação

O quão foi útil este conteúdo pra você?


A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies (gerencie suas preferências de cookies) e a nossa Política de Privacidade.