XP Expert

Panorama do mercado de veículos elétricos: Principais destaques da reunião com a ABVE 

Principais mensagens da nossa reunião com a ABVE

Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no X
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail
YA_2026_Banner_Intratexto_-_download[1]Onde Investir 2026 mobile

Uma tendência estrutural globalmente, ainda que em um ritmo mais lento, já que as taxas de crescimento do setor devem se normalizar

Normalização do crescimento esperada à frente. Globalmente, a adoção de veículos elétricos (VEs) tem avançado em ritmos diferentes. Olhando adiante, o Sr. Bastos espera que a eletrificação continue sendo uma tendência estrutural, ainda que em um ritmo mais lento, uma vez que o atual ambiente de fortes incentivos – com destaque para a China – representa um fator temporário e parcialmente artificial de estímulo à demanda. À medida que os incentivos são gradualmente reduzidos e a penetração de VEs aumenta nos diferentes mercados, as taxas de crescimento do setor tendem a se normalizar no médio prazo.

Brasil: Crescimento sólido sustentado pela dinâmica de custos. No Brasil, o Sr. Bastos destacou que, embora existam incentivos e estes permaneçam favoráveis, as isenções para importações de CKD/SKD¹ foram originalmente concebidas para dar aos recém-chegados uma ponte temporária para a produção local. Essas isenções estão agora sendo eliminadas gradualmente, abrindo caminho para uma nova estrutura política que incentiva os investimentos locais e apoia o desenvolvimento de uma cadeia de suprimentos nacional. O crescimento do mercado não tem sido impulsionado exclusivamente por benefícios fiscais. De acordo com dados da ABVE, as vendas locais de VEs cresceram 26% em 2025 na comparação anual, alcançando 223.912 unidades², com expectativa de crescimento de mesma magnitude em 2026. Tal desempenho tem sido sustentado principalmente pela queda nos custos dos veículos, que vêm convergindo cada vez mais para os modelos com motor a combustão interna (ICE, sigla em inglês), em grande parte devido à redução dos preços das baterias – um componente-chave do custo total dos VEs.

Híbridos e 100% elétricos: Caminhos complementares. Na discussão entre veículos híbridos e totalmente elétricos, o Sr. Bastos enfatizou que as tecnologias são complementares, e não mutuamente exclusivas, devendo coexistir. No Brasil, vantagens estruturais do biodiesel e do etanol (tanto em termos de qualidade quanto de disponibilidade) sustentam a preferência do consumidor por veículos híbridos combinados com biocombustíveis, levando as montadoras a expandirem suas ofertas de híbridos. Em relação às importações vs. produção local, o governo federal segue com a retomada gradual das tarifas de importação de VEs, cujas alíquotas devem atingir 35% até julho de 2026. Nesse contexto, e considerando a evolução da demanda doméstica pelos mesmos, a produção local torna-se cada vez mais viável, com três fábricas anunciadas em 2024 pela GWM, General Motors com Comexport e BYD.

A localização de componentes cria oportunidades concretas ao longo de toda a cadeia automotiva. À medida que a eletrificação avança, vemos um espaço crescente para o desenvolvimento de uma cadeia de suprimentos mais ampla no Brasil, abrangendo infraestrutura de recarga, componentes e powertrains elétricos: (i) Infraestrutura de recarga: concordamos com a percepção do Sr. Bastos de que o mercado é fragmentado, com diversos players escalando rapidamente e replicando modelos de negócios internacionais. Olhando adiante, com o aumento da demanda por carregadores rápidos, vemos oportunidades tanto nos segmentos de frotas quanto residencial, enquanto uma política nacional mais clara poderia apoiar a expansão, especialmente nas regiões Norte e Nordeste; (ii) Ônibus elétricos: avaliamos positivamente as indicações de melhora na disponibilidade de recursos de financiamento, com a cidade de São Paulo citada como um caso de sucesso em termos de equilíbrio econômico, com um modelo que outras cidades tendem a replicar. Vemos o powertrain elétrico como um componente relevante para localização, com a parceria da WEG no fornecimento de sistemas de propulsão elétrica, permitindo que os players acessem linhas de financiamento como o Finame.

GWM: Brasil como polo estratégico. A GWM inaugurou com sucesso sua primeira fábrica nas Américas, localizada no estado de São Paulo, com previsão de produção de 30 mil veículos este ano. Segundo o Sr. Bastos, a estratégia da GWM inclui: (i) a implementação de um segundo turno de produção em curto prazo para aumentar as entregas (capacidade instalada total de 50 mil unidades); (ii) o aumento gradual da nacionalização da produção, visto que a produção atual é baseada principalmente no modelo CKD; e (iii) o posicionamento do Brasil como um polo de exportação para a América Latina ao longo do tempo. Em termos de desafios, as principais barreiras incluem dificuldades na contratação de mão de obra com diferentes níveis de qualificação, bem como restrições relacionadas ao desenvolvimento de fornecedores. 

XPInc CTA

Se você ainda não tem conta na XP Investimentos, abra a sua!

XP Expert

Avaliação

O quão foi útil este conteúdo pra você?


A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies (gerencie suas preferências de cookies) e a nossa Política de Privacidade.