Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou a semana passada em forte alta, com o IBOV avançando 8,53% e o ISE 8,52%. No pregão de sexta-feira, o Ibovespa e o ISE registraram alta de 1,86% e 1,67%, respectivamente.
• No Brasil, o Ministério de Minas e Energia (MME) abriu, nesta sexta-feira, uma consulta pública para criar um regime anual de antecipação de térmicas contratadas em leilões de reserva de capacidade e, dessa forma, antecipar a entrada de potência disponível para compensar as rampas de carga – o MME recorreu a esta solução, pontualmente, em 2025, mas atendeu a um pedido de geradores para ampliar o escopo.
• No internacional, (i) a Coreia do Sul reafirmou a intenção de construir dois reatores nucleares até 2038, em meio à crescente demanda por energia limpa e ao respaldo da população à expansão da geração nuclear – o plano foi detalhado nesta segunda-feira pelo ministro do Clima, Kim Sung-whan, durante a apresentação do 12º plano básico de oferta e demanda de eletricidade; e (ii) o Reino Unido, Alemanha, Dinamarca e outros países europeus pretendem assinar um pacto de energia limpa em uma cúpula em Hamburgo hoje, comprometendo-se a fornecer 100 gigawatts (GW) de energia eólica offshore por meio de projetos conjuntos de grande escala, informou o governo britânico.
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Brasil
Empresas
Água transborda de mina da Vale em Ouro Preto e atinge área da CSN Mineração
“Um incidente na mina de Fábrica, operada pela Vale em Ouro Preto (Minas Gerais), atingiu instalações da CSN Mineração na madrugada deste domingo (25), data que marca exatos sete anos da tragédia de Brumadinho, que deixou 272 mortos. Um dique de contenção cedeu na unidade da Vale. Em nota oficial, a mineradora disse que houve um “extravasamento de água com sedimentos de uma cava” (escavação para extração de minério), e que “o fluxo alcançou algumas áreas de uma empresa na região”, sem nomeá-la nem detalhar se houve rompimento de estrutura. A Vale (VALE3) informou que pessoas e comunidades da região não foram afetadas e que comunicou o incidente aos órgãos competentes. A companhia reforçou que o episódio “não tem qualquer relação com as barragens”, que seguem estáveis e monitoradas 24 horas por dia. As causas do extravasamento estão sendo investigadas. A CSN Mineração não havia se pronunciado até a noite de domingo sobre a extensão dos danos nas instalações atingidas pelo incidente. Segundo a prefeitura de Congonhas, também em Minas Gerais, chuvas intensas no sábado (24) elevaram o volume de água pluvial para além da capacidade de retenção da estrutura.”
Fonte: Bloomberg Línea; 26/01/2026
Bimbo e Casa dos Ventos firmam contrato de energia limpa por 15 anos
“O Grupo Bimbo, líder em panificação, firmou acordo de autoprodução com a Casa dos Ventos, de energia renovável, para garantir que 100% da energia elétrica consumida em quatro de suas fábricas no Brasil seja proveniente de fonte renovável. O contrato tem validade de 15 anos e utiliza energia do Complexo Eólico Serra do Tigre, localizado entre Rio Grande do Norte e Paraíba, com início de operação comercial previsto ainda para o primeiro trimestre de 2026. Com o modelo de autoprodução, a Bimbo Brasil se torna sócia minoritária de uma ilha do parque eólico. O empreendimento está em estágio avançado de implantação e, quando estiver em operação, a energia gerada passará a alimentar as redes de energia elétrica das concessionárias participantes do projeto. “O acordo foi construído a partir de uma visão estratégica de longo prazo da Bimbo Brasil para acelerar a descarbonização das nossas operações no país. Optamos por um modelo de autoprodução por equiparação, que nos permite ir além da simples compra de energia renovável e assumir um papel mais ativo na transição energética”, afirma Mário Escotero, vice-presidente de Gestão de Pessoas, Comunicação, Jurídico, Assuntos Corporativos e Relações Laborais da Bimbo Brasil.”
Fonte: Exame; 24/01/2026
Certificadora high-tech quer desafiar a Verra
“A certificação é o que torna os créditos de carbono produtos comercializáveis. Na Verra, que domina o mercado de créditos florestais, os mais comuns no Brasil, esse processo é caro, complexo e lento. Para as empresas que estão no negócio do carbono, isso significa incertezas e atrasos para ter os ativos que serão vendidos a empresas que querem compensar suas emissões de gases de efeito estufa. É essa vulnerabilidade da Verra que a Equitable Earth quer atacar. “Nossa tecnologia vai tornar o processo mais rápido e, no longo prazo, mais barato”, diz Thibault Sorret, diretor-executivo da certificadora, referindo-se ao monitoramento geoespacial remoto, uma das apostas da companhia. A empresa anunciou recentemente uma rodada de financiamento de € 12,6 milhões (R$ 78,7 milhões), liderada por um family office americano (cujo nome não foi divulgado) e com o apoio de investidores que já haviam entrado em uma rodada anterior: o fundo alemão de impacto Aenu, e as gestoras de venture capital Noa e Localglobe, do Reino Unido.”
Fonte: Capital Reset; 26/01/2026
De olho em baterias, Engie cobra planejamento para leilões
“A falta de planejamento e a postergação de leilões no setor elétrico brasileiro têm criado um ambiente de incerteza que dificulta a tomada de decisão de investidores, avalia o diretor de Negócios de Infraestrutura da Engie no Brasil, Gustavo Labanca. Segundo ele, os atrasos tanto no leilão de capacidade (LRCAP) quanto no certame voltado a sistemas de armazenamento de energia acabam travando a expansão da infraestrutura necessária para integrar as fontes renováveis e garantir a segurança do sistema. “Hoje, não temos bateria no Brasil, e a gente precisa. Não é a tábua de salvação, mas ajuda muito, principalmente para atender o horário de pico. O leilão já está para ser realizado há algum tempo, já foi adiado novamente. Essas coisas acabam atrapalhando o crescimento da infraestrutura”, disse nesta quinta (22/1), em evento no Rio de Janeiro. A Engie avalia participar dos futuros leilões de baterias no país, com especial atenção na tecnologia madura de sistemas de armazenamento de energia (BESS) com íons de lítio.”
Fonte: Eixos; 23/01/2026
Política
‘Conflito favorece Brasil em minerais críticos’, diz CEO da Vale
“A produção de minerais críticos, um dos temas centrais da geopolítica debatidos no Fórum Econômico Mundial (WEF, em inglês), em Davos, nos alpes suíços, deve trazer vantagens competitivas para a Vale, umas das maiores mineradoras globais. “Temos uma oportunidade muito grande de ser o ofertante desses minerais para os Estados Unidos, Europa e China. As discussões [geopolíticas em Davos] jogaram luz sobre a importância do setor, porque não existe inteligência artificial sem mineração, sem minerais críticos não existe transição energética. Tudo isso vai necessitar de um aumento da oferta muito grande”, disse ao Valor o presidente da Vale, Gustavo Pimenta. Os conflitos geopolíticos posicionam o Brasil de uma forma positiva porque o país tem uma superpotência mineral, segundo o executivo. “A gente tem a tabela periódica no nosso território, vários dos minerais críticos em escala, e o Brasil tem uma posição neutra do ponto de vista geopolítico, além de uma democracia estável. A Vale tem foco em três grandes commodities.” No comando da Vale desde outubro de 2024, Pimenta disse que a empresa quer recuperar o protagonismo no cenário global de mineração e que a companhia tem feito o “dever de casa” nos últimos anos, após as tragédias ambientais e a pacificação dos acionistas do grupo, depois de uma sucessão para CEO tumultuada.”
Fonte: Valor Econômico; 26/01/2026
MME propõe leilão anual de antecipação de térmicas para compensar variação da solar
“O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu, nesta sexta-feira (23/1), uma consulta pública para criar um regime anual de antecipação de térmicas contratadas em leilões de reserva de capacidade e, dessa forma, antecipar a entrada de potência disponível para compensar as rampas de carga. O MME recorreu a esta solução, pontualmente, em 2025, mas atendeu a um pedido de geradores para ampliar o escopo. A proposta cria um rito iniciado nos meses de fevereiro e concluído em julho. Mas o MME cogita aplicar um modelo excepcional para acelerar a antecipação de térmicas este ano. Pela proposta, poderão ser antecipadas as térmicas de 2022, em que Eneva contratou as térmicas Azulão I e II; e a Global Participações Energia (GPE), a Manaus I. Todas para dezembro de 2026. As três térmicas totalizam 753,76 MW de potência, a gás natural. Ano passado, segundo documentos do MME, foram antecipados 2,2 GW do leilão de 2021 que entrariam após julho de 2026. Na época, foram contratados 4,6 GW. “À despeito de este não ser um problema exclusivamente nacional, em face das complexidades envolvidas nas projeções, é possível constatar que a Micro e a Mini Geração Distribuída – MMGD vêm, sistematicamente, crescendo acima das taxas indicadas no planejamento do setor”, afirmam os técnicos da pasta.”
Fonte: Eixos; 23/01/2026
Internacional
Empresas
Mazda prioriza veículos elétricos fabricados na China em reformulação de estratégia global
“A Mazda Motor está mudando sua estratégia global para veículos elétricos, dando maior ênfase aos modelos fabricados na China, à medida que os Estados Unidos e a Europa reduzem as políticas destinadas a acelerar a transição para veículos elétricos. A Mazda adiará o início da produção japonesa de seu primeiro veículo elétrico global baseado em uma plataforma personalizada para 2029, postergando a data de lançamento. Tanto a produção quanto as vendas estavam programadas para começar no próximo ano. Nos Estados Unidos e na Europa, mercados-chave da Mazda, os governos estão reconsiderando as políticas para veículos elétricos, dando à montadora japonesa mais tempo para lançar seus próprios modelos. O governo Trump eliminou os créditos fiscais para a compra de veículos elétricos e flexibilizou significativamente as regulamentações de economia de combustível para veículos a gasolina. A União Europeia suspendeu a proibição de fato da venda de veículos com motor de combustão interna, que deveria entrar em vigor em 2035. Os veículos elétricos representarão 35% das vendas de automóveis novos nos Estados Unidos em 2035, segundo estimativas da empresa de pesquisa britânica GlobalData, divulgadas no final do ano passado, uma queda de 14 pontos percentuais em relação à previsão para 2024. Em 31 das principais economias europeias, a previsão caiu 18 pontos, para 80%.”
Fonte: Valor Econômico; 23/01/2026
Política
Coreia do Sul planeja construir dois reatores nucleares até 2038
“A Coreia do Sul reafirmou a intenção de construir dois reatores nucleares até 2038, em meio à crescente demanda por energia limpa e ao respaldo da população à expansão da geração nuclear. O plano foi detalhado nesta segunda-feira (26) pelo ministro do Clima, Kim Sung-whan, durante a apresentação do 12º plano básico de oferta e demanda de eletricidade, que traça as diretrizes do setor para o período de 2026 a 2040. A informação foi divulgada pela agência japonesa Kyodo News. Segundo o ministro, o governo dará sequência aos procedimentos necessários para viabilizar a construção dos dois reatores de grande porte entre 2037 e 2038, conforme previsto no plano energético elaborado pela administração anterior. Kim afirmou que, para enfrentar as mudanças climáticas, é essencial reduzir as emissões de carbono em todos os setores, especialmente no segmento de energia. Isso passa, segundo ele, pela diminuição da geração a partir do carvão e do gás natural liquefeito, com a ampliação do uso de fontes renováveis e da energia nuclear.”
Fonte: Valor Econômico; 26/01/2026
Megatempestade histórica nos EUA ameaça 200 milhões de pessoas e revela novo padrão climático
“Uma das mais severas tempestades de inverno das últimas quatro décadas atinge os Estados Unidos, ameaçando cerca de 200 milhões de pessoas neste fim de semana. Os meteorologistas alertam que os próximos 10 dias serão “os piores em 40 anos no país” e a temperatura pode chegar a -50ºC, levando pelo menos 16 estados a decretarem estado de emergência pela projeção de condições potencialmente catastróficas. A megatempestade deve se estender do Novo México à Nova Inglaterra, passando por todo o sul dos EUA. A trajetória do fenômeno levará quatro dias: começou sobre as Montanhas Rochosas e as Planícies na sexta-feira, 23, e deve deixar o Nordeste na noite de segunda-feira, 26. Nesse período, uma faixa destrutiva de gelo atingirá dezenas de cidades desde o norte do Texas até o sul da Virgínia, incluindo Dallas, Little Rock, Nashville, Oklahoma City, Tupelo, Richmond e Charlotte, com alta probabilidade de danos a árvores e apagões prolongados.”
Fonte: Exame; 24/01/2026
Nações europeias reforçam compromisso de energia eólica com compromisso de 100 GW
“Reino Unido, Alemanha, Dinamarca e outros países europeus assinarão um pacto de energia limpa em uma cúpula em Hamburgo na segunda-feira, comprometendo-se a fornecer 100 gigawatts (GW) de energia eólica offshore por meio de projetos conjuntos de grande escala, informou o governo britânico. O acordo ocorre dias depois do presidente dos EUA, Donald Trump, intensificar as críticas à energia verde e sinaliza que os governos da Europa Ocidental e do Norte continuam comprometidos com a energia eólica como forma de aumentar a segurança energética da região. “Estamos defendendo nosso interesse nacional ao promover energia limpa, que pode tirar o Reino Unido da montanha-russa dos combustíveis fósseis e nos dar soberania e abundância energética”, disse o ministro britânico de energia, Ed Miliband, em um comunicado. Os países do Mar do Norte concordaram em 2023 com uma meta mais ampla de 300 GW de capacidade eólica offshore até 2050. Isso ocorreu após a invasão russa da Ucrânia, que aguçou os temores sobre a dependência da Europa do gás russo.”
Fonte: Reuters; 26/01/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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