Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de quinta-feira em território negativo, com IBOV e o ISE recuando 0,84% e 1,38%, respectivamente.
• No Brasil, a missão oficial do governo federal ao Panamá encerrou na quarta-feira com um acordo que prevê estudos para a criação de um corredor verde entre o Brasil e o Canal do Panamá, rota que movimenta uma média de 5,8 milhões de toneladas de cargas por ano – segundo o Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor), o objetivo é incentivar o uso de combustíveis sustentáveis na navegação, alinhando a eficiência logística às metas globais de redução de emissões.
• No internacional, (i) o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e a iniciativa C40 Cities Climate Leadership Group assinaram um memorando de entendimento para firmar uma parceria estratégica com o objetivo de acelerar o financiamento climático urbano e a implementação de projetos em cidades da América Latina; e (ii) o investimento global em transição energética alcançou um novo recorde em 2025 de US$ 2,3 trilhões, alta de 8% em relação ao ano anterior, mostra relatório anual Energy Transition Investment Trends da BloombergNEF – pelo segundo ano consecutivo, o investimento em oferta de energia limpa superou os aportes em oferta de combustíveis fósseis, com a diferença se ampliando para US$ 102 bilhões, ante US$ 85 bilhões em 2024.
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Brasil
Empresas
Após vazamentos, governo de MG multa Vale e suspende operações em minas de Congonhas e Ouro Preto
“O governo de Minas Gerais multou a Vale no valor total de R$ 1,7 milhão e determinou a suspensão cautelar de toda a operação da mina da Viga, em Congonhas (MG), e da operação da Cava 18 na mina de Fábrica, localizada em Ouro Preto (MG). A decisão foi tomada após o transbordamento de água e rejeitos de mineração nas duas minas, no último fim de semana. Superintendente de fiscalização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Gustavo Endrigo informou, em entrevista coletiva, que as operações das estruturas pela Vale ficarão suspensas até que a companhia comprove que não há riscos de novos vazamentos nas unidades. Houve extravasamento de 262 mil metros cúbicos de água e rejeitos. O material desceu pela linha de drenagem e causou o assoreamento de quatro sumps (reservatórios temporários), além do carreamento do material até cursos d’água próximos, aumentando sua turbidez – incluindo o córrego Goiabeiras e o rio Maranhão, que faz parte da bacia do rio Paraopeba, já atingida pelo rompimento da barragem de Brumadinho em 2019.”
Fonte: Valor Econômico; 27/01/2026
Política
Presidente do TCU defende monitoramento anual da política de biocombustíveis
“O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, defende que seja feito um monitoramento anual da Política Nacional de Biocombustíveis, o RenovaBio. Estabelecidas em 2017, as regras visam reduzir a emissão de gases do efeito estudo e ampliar produção e uso de biocombustíveis na matriz energética brasileira. “É um emaranhado de incertezas, um verdadeiro mar de incertezas que esse RenovaBio tem”, disse o ministro em sessão da Corte, na quarta-feira (28). “Sugeriria que este monitoramento pudesse ser feito anualmente para que nós pudéssemos prover a Câmara e o Senado de informações relevantes sobre esse projeto, que, repito, é muito discutido e pouco sabido”, complementou. As considerações foram acolhidas pelo ministro Jorge Oliveira, relator de auditoria realizada no Ministério de Minas e Energia (MME) e na Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), para avaliar se o mercado de créditos de descarbonização (CBIOs) vem funcionando de forma coerente com os objetivos do programa, e se regulamentação oferece segurança jurídica e estabilidade aos agentes.”
Fonte: Valor Econômico; 29/01/2026
MME estabelece prazo para adoção de medidores inteligentes pelas distribuidoras de energia
“O Ministério de Minas e Energia (MME) determinou que as distribuidoras de energia elétrica deverão instalar medidores inteligentes para os consumidores no prazo de 24 meses, contados a partir de março deste ano. A instalação deverá contemplar 2% dos consumidores atendidos nas áreas de concessão das empresas até março de 2028, conforme as regras previstas em portaria publicada nesta quinta-feira (29). Os medidores inteligentes são dispositivos mais avançados para medição do consumo de energia elétrica dos consumidores. Diferente dos “relógios” eletrônicos instalados, hoje, esse novo modelo tem, por exemplo, conexão com a internet, comunicação direta com a empresa e a medição em tempo real. Os consumidores que tiverem a troca do relógio, de acordo com o MME, receberão, prioritariamente, as contas de luz no formato digital, podendo optar pela continuidade do recebimento da fatura no formato físico, como acontece com grande parte, hoje, dos consumidores, após a leitura presencial do consumo de energia.”
Fonte: Valor Econômico; 29/01/2026
Brasil e Panamá firmam acordo para corredor marítimo verde
“A missão oficial do governo federal ao Panamá encerrou na quarta-feira (28/1) com um acordo que prevê estudos para a criação de um corredor verde entre o Brasil e o Canal do Panamá, rota que movimenta uma média de 5,8 milhões de toneladas de cargas por ano. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor), o objetivo é incentivar o uso de combustíveis sustentáveis na navegação, alinhando a eficiência logística às metas globais de redução de emissões. Globalmente, o transporte marítimo é responsável por cerca de 3% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e estabeleceu como meta atingir emissões zero até ou próximo a 2050. Ainda de acordo com o MPor, o documento assinado entre os dois países estabelece quatro pilares de cooperação: aumento da competitividade via novas rotas, descarbonização, modernização tecnológica (com uso de inteligência artificial e big data) e capacitação profissional. O movimento de substituição de combustíveis fósseis por alternativas de baixo carbono no transporte marítimo tem desencadeado acordos ao redor do mundo para preparar a infraestrutura portuária para receber embarcações sustentáveis.”
Fonte: Eixos; 29/01/2026
MMA abre consultas públicas sobre logística reversa de embalagens plásticas
“O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima abriu na terça-feira (27) duas consultas públicas para regulamentar o sistema de logística reversa de embalagens plásticas no Brasil. As propostas integram a terceira etapa de implementação do Decreto nº 12.688/2025, que estabelece as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos. As consultas abordam dois temas centrais: o Índice de Reciclabilidade das Embalagens de Plástico e os requisitos técnicos para gestão de rejeitos provenientes da triagem de embalagens. Ambas as propostas estão disponíveis na plataforma Brasil Participativo e receberão contribuições até 11 de fevereiro. O Índice de Reciclabilidade, previsto no artigo 43 do decreto, tem como objetivo orientar fabricantes no desenvolvimento de embalagens com maior potencial de reciclagem. Já a portaria sobre rejeitos define critérios técnicos e procedimentos operacionais para o manejo de materiais que não podem ser reciclados após a triagem – medida considerada fundamental para o funcionamento do sistema e para a atuação das cooperativas de catadores.”
Fonte: Exame; 29/01/2026
Internacional
Empresas
“A Octopus Energy, maior fornecedora de eletricidade britânica em participação de mercado, anunciou na sexta-feira que formou uma joint venture com a PCG Power, da China, para comercializar energia renovável no país asiático, anunciado durante a visita de Estado do primeiro-ministro britânico Keir Starmer. A parceria reflete o esforço da Grã-Bretanha para exportar tecnologia energética para o exterior e marca a primeira incursão da Octopus Energy na China, enquanto Starmer busca melhorar os laços, apesar do alerta do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre entrar em negócios com Pequim. A nova joint venture, Bitong Energy, pretende negociar até 140 terawatt-horas de energia renovável anualmente até 2030 e tem como objetivo uma avaliação superior a 500 milhões de libras (US$ 687,25 milhões) em cinco anos. A Octopus, que separou seu braço tecnológico Kraken para focar em suas operações de energia, contribuirá com seu software de negociação de energia, enquanto a PCG Power oferece expertise local no mercado de energia renovável da China, estimado em cerca de 2,65 terawatts este ano, segundo a Mordor Intelligence. O empreendimento espera gerar cerca de 50 milhões de libras em lucros anuais até 2030, com metade desses retornando para a Grã-Bretanha.”
Fonte: Reuters; 30/01/2026
“O fundo de renda norueguês, de US$ 2 bilhões, perderia quase um quarto do valor de sua carteira de ações em caso de choques climáticos e mais da metade seria eliminada por uma correção nas avaliações de IA, mostram seus modelos mais recentes. O exercício de teste de estresse realizado pela Norges Bank Investment Management pela primeira vez apresentou o impacto hipotético de um cenário relacionado ao clima, envolvendo um choque no fornecimento de alimentos após falhas generalizadas nas colheitas. Foi avaliado junto com outras três áreas-chave de risco, incluindo o colapso do boom da IA, crises da dívida e fragmentação geopolítica. Um evento climático severo tiraria 24% da carteira de ações, com um impacto de 39% devido à crise da dívida e 49% à fragmentação geopolítica, enquanto uma correção da IA eliminaria 53%. Mas quando os investimentos de renda fixa e títulos em toda a carteira foram levados em consideração, o principal risco se tornou uma crise da dívida, com uma correção de IA sendo positiva para os títulos. Em uma base de portfólio completo, o maior risco continua sendo a fragmentação econômica e as “tarifas exageradas”, que podem eliminar 37%, seguidas pelos efeitos de uma correção da IA, ruptura geopolítica e mudanças climáticas.”
Fonte: Financial Times; 29/01/2026
Política
“Autoridades da Califórnia estão se reunindo com montadoras de Detroit esta semana para discutir a próxima fase das regulamentações de gases de efeito estufa para carros e caminhões, informou o principal órgão regulador de ar do estado. A Califórnia está lutando nos tribunais e no Congresso dos EUA contra os esforços do presidente Donald Trump para desmontar padrões federais históricos de emissão de veículos. O governador Gavin Newsom planeja um anúncio na próxima semana que detalhará um novo programa de incentivo para veículos elétricos de 200 milhões de dólares, que visa ajudar a preencher a lacuna deixada após o projeto orçamentário de Trump ter eliminado os créditos fiscais federais para novos carros elétricos no ano passado, disse Lauren Sanchez, presidente do Conselho de Recursos do Ar da Califórnia, à Reuters em entrevista. “Estamos acelerando todo o nosso trabalho com veículos de zero emissões, e sabemos que precisamos navegar por uma transição gerenciada que proteja o meio ambiente, as comunidades e os trabalhadores em colaboração com a indústria”, disse Sanchez.
Ford Motor (F.N) e a Stellantis não comentou imediatamente.”
Fonte: Reuters; 29/01/2026
CAF e C40 assinam memorando de entendimento para acelerar financiamento climático
“O Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e a iniciativa C40 Cities Climate Leadership Group assinaram um memorando de entendimento para firmar uma parceria estratégica com o objetivo de acelerar o financiamento climático urbano e a implementação de projetos em cidades da América Latina. O documento foi assinado durante o Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe 2026, na presença de 30 autoridades locais de cidades latino-americanas participantes do encontro, incluindo os prefeitos de Bogotá, Carlos Fernando Galán, e de Quito, Pabel Muñoz, e a vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Aguiar. A parceria entre o CAF e a C40 pretende estabelecer um marco para apoio às cidades na preparação, financiamento e implementação de projetos urbanos de alto impacto em clima ao longo dos próximos cinco anos. A aliança priorizará adaptação climática, promoção da biodiversidade; mobilidade urbana limpa e sustentável, planejamento urbano sustentável, e sistemas de água e saneamento. A ideia é que a parceria também facilite o acesso ao financiamento climático.”
Fonte: Valor Econômico; 29/01/2026
Investimento em energia limpa supera combustíveis fósseis pela segunda vez em 2025
“O investimento global em transição energética alcançou um novo recorde em 2025 de US$ 2,3 trilhões, alta de 8% em relação ao ano anterior, mostra relatório anual Energy Transition Investment Trends da BloombergNEF divulgado nesta quinta (29/1). Pelo segundo ano consecutivo, o investimento em oferta de energia limpa superou os aportes em oferta de combustíveis fósseis, com a diferença se ampliando para US$ 102 bilhões, ante US$ 85 bilhões em 2024. Enquanto o investimento em energia limpa – que inclui renováveis, nuclear, captura de carbono, hidrogênio, armazenamento de energia e redes elétricas – continuou a crescer, o investimento na oferta de combustíveis fósseis caiu pela primeira vez desde 2020, recuando US$ 9 bilhões em relação a 2024. De acordo com a BNEF, essa queda foi impulsionada principalmente pela redução dos gastos com exploração e produção de petróleo e gás (-US$ 9 bilhões) e geração de energia fóssil (-US$ 14 bilhões), embora parcialmente compensada por investimentos mais elevados em gás e carvão. Ainda assim, apesar de o investimento em transição energética estar em nível recorde, o ritmo de crescimento vem desacelerando gradualmente, de 27% em 2021 para 8% em 2025, pontua o relatório.”
Fonte: Eixos; 29/01/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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