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Eventos climáticos extremos causaram perdas globais de US$ 224 bilhões em 2025 | Café com ESG, 13/01

Produção de biometano pode chegar a 1 milhão de m³/dia em 2027; desastres naturais em 2025 somaram prejuízo de US$ 224 bilhões

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou o pregão de segunda-feira em território misto, com o IBOV recuando 0,13% e o ISE avançando 0,13%. 

• No Brasil, de acordo com a subsecretária de Energia e Mineração da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Marisa Maia de Barros, o estado de São Paulo deve alcançar entre 700 mil e 750 mil metros cúbicos por dia de capacidade instalada de produção de biometano até o fim deste ano, com projeção de chegar a quase 1 milhão de m³/dia em 2027, somando resíduos do setor agroindustrial e de aterros sanitários.

• No internacional, (i) a destruição ocasionada pelos desastres naturais em 2025 somou US$ 224 bilhões, de acordo com dados levantados pela resseguradora Munich Re – cerca de metade deste prejuízo foi segurado, ou seja, estava coberto por algum tipo de apólice de seguros, com os eventos climáticos respondendo por 92% das perdas totais e por 97% das perdas seguradas; e (ii) a China e a União Europeia (UE) concordaram que é necessário fornecer orientações gerais sobre compromissos de preços aos exportadores chineses de veículos elétricos para o bloco europeu, em esforços para que os exportadores chineses possam abordar suas preocupações de maneira mais “prática e direcionada”, seguindo as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), informou uma nota do Ministério do Comércio chinês ontem.

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Brasil

BNDES aprova R$ 950 mi para construção de nova usina de etanol da Inpasa na Bahia

“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou ter aprovado um financiamento de R$ 950 milhões para a Inpasa Agroindustrial S/A. Os recursos serão destinados à construção da sexta biorrefinaria da companhia no país. A planta industrial será voltada à produção de etanol anidro e hidratado a partir da moagem de milho, sorgo e de outros grãos, no município de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. O montante aprovado inclui R$ 350 milhões provenientes do Fundo Clima e R$ 600 milhões da linha FINEM. O projeto prevê que a nova unidade tenha capacidade para processar anualmente até um milhão de toneladas de milho, 498 milhões de litros de etanol, 248,9 mil toneladas de DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis, da sigla em inglês) e 24.862 toneladas de óleo vegetal e 185 GWh de energia elétrica. “A usina de etanol terá um impacto significativo na economia local, além de contribuir para que a Bahia deixe de ser importadora para se tornar exportadora de biocombustíveis”, declarou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota distribuída à imprensa.”

Fonte: Eixos; 12/01/2026

Maior inventário de carbono do Brasil quer impulsionar mercado nacional

“A Petrobras e a Shell Brasil estão investindo mais de R$ 100 milhões no Carbon Countdown, uma iniciativa que promete criar a base científica mais completa já produzida sobre os estoques de carbono no Brasil. O projeto, lançado em dezembro, deve se estender por cinco anos e abrange todos os seis biomas terrestres do país. O Carbon Countdown vai realizar o maior inventário do tipo já feito no Brasil. Serão 6.500 áreas demarcadas, com mais de 250 mil amostras de solo, um número ainda maior de amostras de vegetação e outras 400 mil amostras de atributos complementares. O trabalho vai medir os estoques de carbono acima e abaixo do solo na Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa. O investimento vem da Cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) prevista nos contratos de exploração e produção de óleo e gás, com aplicação regulada pela ANP. A execução fica sob responsabilidade da Esalq/USP, com participação de universidades e centros de pesquisa de todas as regiões do país. O projeto adota metodologias reconhecidas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, estabelecendo o que as empresas chamam de “tropicalização confiável” dessas metodologias internacionais para a realidade brasileira.”

Fonte: Exame; 12/01/2026

Supremo vai analisar novas regras para licenciamento ambiental

“As atenções da área ambiental devem se voltar neste ano para o novo Marco Legal do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190, de 2025) e a Lei do Licenciamento Ambiental Especial (nº 15.300, de 2025). Além das dúvidas e dificuldades na aplicação prática das normas, a expectativa de especialistas é de uma onda de processos judiciais contra elas – como ocorreu com a aprovação do Código Florestal (Lei nº 12.651, de 2012). Pelo menos três ações já foram ajuizadas no Supremo Tribunal Federal (STF). Paralelamente, a Advocacia-Geral da União (AGU) promete, neste ano, manter a estratégia de recuperação de danos ambientais por meio de ações judiciais. Em 2025, o órgão ingressou com 80 processos no âmbito do programa AGU Recupera, envolvendo mais de 76 mil hectares e com valores de causa que ultrapassam o R$ 1,23 bilhão. No Supremo, as três ações contra as novas normas tramitam conjuntamente. Foi aplicado pelo relator, o ministro Alexandre de Moraes, o rito do artigo 12 da Lei nº 9.868/1999. Ou seja, o caso foi remetido diretamente ao Plenário e foram requeridas informações à Presidência da República e ao Congresso Nacional.”

Fonte: Valor Econômico; 13/01/2026

Capacidade de produção de biometano em SP deve chegar a um milhão de m³/dia em 2027

“O estado de São Paulo deve alcançar entre 700 mil e 750 mil metros cúbicos por dia de capacidade instalada de produção de biometano até o fim deste ano, com projeção de chegar a quase 1 milhão de m³/dia em 2027, somando resíduos do setor agroindustrial e de aterros sanitários. “Até o final deste ano a gente vai ter em torno de 700, 750 mil metros cúbicos por dia. No ano que vem, é quase um milhão”, afirmou a subsecretária de Energia e Mineração da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Marisa Maia de Barros, em entrevista à agência eixos. Atualmente, oito plantas estão autorizadas e outras sete em processo de licenciamento. “É uma agenda de muitas mãos, que anda em todos os níveis, no nível estadual, no nível federal e agora também no nível municipal”, pontuou. O governo paulista implementou mecanismos para estimular tanto a oferta quanto a demanda por gás natural veicular (GNV) e biometano. Entre eles está a redução do IPVA para veículos pesados movidos a esses combustíveis. “Veículos pesados, ônibus e caminhões têm isenção de IPVA. Isso traz um estímulo ao uso do gás natural e do biometano”. Além disso, houve redução da base de cálculo do ICMS para o biometano, reforçando a competitividade do combustível renovável em relação ao gás natural tradicional.”

Fonte: Eixos; 12/01/2026

Internacional

Juiz dos EUA decide que Orsted pode continuar o trabalho no projeto de energia eólica offshore de Rhode Island

“Um juiz federal inocentou na segunda-feira o desenvolvedor dinamarquês de energia eólica offshore Orsted (ORSTED.CO), para retomar o trabalho em seu projeto Revolution Wind, quase finalizado, que a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, interrompeu junto com outros quatro projetos no mês passado. A decisão do juiz distrital dos EUA Royce Lamberth representa um revés legal para Trump, que tem buscado bloquear a expansão da energia eólica offshore em águas federais. Advogados do governo argumentaram que a pausa foi justificada por novas informações classificadas sobre os impactos da energia eólica offshore na segurança nacional.”

Fonte: Reuters; 12/01/2026

Eventos climáticos extremos geram prejuízo de US$ 224 bilhões em 2025

“A destruição ocasionada pelos desastres naturais em 2025 somou US$ 224 bilhões, de acordo com dados levantados pela resseguradora Munich Re e divulgados em balanço global de desastres naturais nesta terça-feira (13). O valor é menor do que as médias das perdas globais ajustadas pela inflação dos últimos 10 anos (US$ 266 bilhões). Mesmo assim, é um volume relevante. Os eventos extremos também deixaram um rastro humano significativo: cerca de 17.200 mortes em todo o mundo. “O mundo foi poupado, em 2025, de prejuízos ainda maiores por mero acaso”, afirma a Munich Re no documento, ao destacar que nenhum furacão atingiu o território continental dos Estados Unidos pela primeira vez em dez anos. Ainda assim, o país liderou as perdas globais, impulsionado por incêndios florestais de grandes proporções e por tempestades severas recorrentes. Cerca de metade deste prejuízo – US$ 108 bilhões – foi segurado, ou seja, estava coberto por algum tipo de apólice de seguros. Os eventos climáticos responderam por 92% das perdas totais e por 97% das perdas seguradas, com destaque para riscos não associados a eventos de pico, como incêndios florestais, tempestades convectivas severas e enchentes. Em 2024, as perdas totais ajustadas pela inflação somaram US$ 368 bilhões, sendo US$ 147 bilhões segurados.”

Fonte: Valor Econômico; 13/01/2026

Sustentabilidade faz parte do acordo UE-Mercosul, mas com aplicação frágil

“O acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, que está prestes a ser assinado, tem um capítulo inteiro dedicado ao desenvolvimento sustentável. Mas dois pontos tornam essa seção frágil, segundo especialistas: não há mecanismos de sanção e a estratégia de “fatiar” o acordo – para acelerar a aprovação das reduções tarifárias – deixa a ratificação dos compromissos ambientais e sociais em um cronograma mais lento e incerto, dependente da aprovação de todos os parlamentos nacionais da UE. “Para os mais ambiciosos, o acordo deixa muito a desejar ainda. Ele dá um tratamento especial para a sustentabilidade, mas deixa o tema com menos cobertura do que outras agendas, como a liberalização comercial, por exemplo”, diz Carolina Pavese, diretora da Impacta Consultoria Estratégica e professora do Instituto Mauá. As negociações para criar um acordo comercial entre os dois blocos começaram há mais de 25 anos, em 1999, quando temas ambientais e sociais não eram bem desenvolvidos em tratados de comércio internacional. A questão foi sendo incluída gradualmente, ao longo dos anos, e ganhou um capítulo em 2019. Novas discussões ocorreram em 2023 e 2024 a respeito de um instrumento adicional. Para lidar com a oposição interna, a UE exigiu compromissos adicionais relativos à adesão ao Acordo de Paris e ao combate ao desmatamento.”

Fonte: Capital Reset; 12/01/2026

China e UE acordam necessidade de normas de preços para exportação de carros elétricos chineses

“A China e a União Europeia (UE) concordaram que é necessário fornecer orientações gerais sobre compromissos de preços aos exportadores chineses de veículos elétricos para o bloco europeu, em esforços para que os exportadores chineses possam abordar suas preocupações de maneira mais “prática e direcionada”, seguindo as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), informou uma nota do Ministério do Comércio chinês nesta segunda-feira (12/1). A nota informa que, para isso, a UE emitirá um “Documento de Orientação sobre a Apresentação de Aplicações de Compromisso de Preço”. É explicado que esse documento confirmará que o bloco irá aderir ao princípio da “não discriminação”. “Isso demonstra plenamente o espírito de diálogo e os resultados das consultas entre a China e a UE. Ambas as partes têm a capacidade e a disposição de resolver adequadamente as diferenças por meio de diálogo e consulta dentro do quadro das regras da OMC”, reforça a pasta, que defendeu a importância de manter a estabilidade da cadeia da indústria automotiva e da cadeia de suprimentos na China, na UE e globalmente. Na avaliação de Pequim, o ponto de acordo entre as partes não é apenas “favorável ao desenvolvimento saudável das relações econômicas e comerciais” China-UE, mas também à “manutenção de uma ordem de comércio internacional” com base em regras.”

Fonte: Eixos; 12/01/2026

Funcionário da Indonésia diz que o lançamento do biodiesel B50 depende dos preços do petróleo bruto e do óleo de palma

“O lançamento do mandato do biodiesel B50 da Indonésia dependerá da diferença de preço entre o petróleo bruto e o óleo de palma bruto, disse um alto funcionário na terça-feira. A Indonésia, maior produtora mundial de óleo de palma, já disse que iniciaria seu mandato B50, que exige uma mistura 50-50 de combustível à base de palma e diesel, na segunda metade de 2026. O mandato atual exige um biodiesel com 40% de base de palma. O país subsidia seu programa de biodiesel com receitas provenientes das taxas de exportação de óleo de palma. O valor do subsídio depende da diferença entre os preços do petróleo bruto e do óleo de palma bruto. “Este ano, a orientação do presidente é manter o B40”, disse Airlangga Hartarto, o ministro coordenador para assuntos econômicos. “Para a B50, revisões estão sendo realizadas continuamente e devemos monitorar a diferença entre os preços do petróleo bruto e do óleo de palma bruto.” “Estamos nos preparando para a implementação no segundo semestre, porém, sob as condições atuais de preço, a diretriz do presidente é (manter) o B40, mas estar preparado para o B50″, acrescentou.”

Fonte: Reuters; 13/01/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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