Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de quarta-feira em alta, com IBOV e o ISE avançando 3,33% e 3,36%, respectivamente.
• No Brasil, o Assaí, uma das principais varejistas de alimentos no país, assumiu o compromisso de reduzir de forma considerável o descarte de itens em aterros sanitários – até 2035, a companhia destinará menos de 10% dos resíduos produzidos em suas 312 lojas e 12 centros de distribuição para o lixo, com a meta de chegar a 90% de reciclagem e reaproveitamento.
• No internacional, (i) Donald Trump chega a Davos nesta semana à frente da maior delegação americana já vista na história do Fórum Econômico Mundial – sua presença, contudo, veio acompanhada de uma exigência que marca uma ruptura com as tradições do evento: a pauta climática deve ser excluída das reuniões bilaterais e compromissos oficiais dos quais participará; e (ii) a energia eólica e solar produziram mais eletricidade do que os combustíveis fósseis na UE pela primeira vez no ano passado, segundo dados publicados pelo think tank de energia Ember – juntas, tais fontes geraram 30% da eletricidade da União Europeia em 2025, acima dos 29% fornecidos por usinas de combustíveis fósseis que operam com carvão, gás e, ocasionalmente, petróleo.
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Brasil
Empresas
O que a Randoncorp busca em Davos para potencializar compromissos sustentáveis
“A pequena cidade suíça de Davos voltou a concentrar um dos maiores centros de poder econômico do mundo. É ali que acontece o Fórum Econômico Mundial, encontro anual que reúne chefes de governo, executivos e investidores para discutir rumos da economia global. Entre os temas recorrentes — clima, energia e tecnologia —, o Brasil busca ampliar sua voz, enquanto empresas nacionais disputam espaço para mostrar que a sustentabilidade deixou de ser promessa e passou a orientar decisões concretas. É nesse ambiente que a Randoncorp participa novamente da Brazil House, espaço organizado pelo BTG Pactual em parceria com grupos como Vale, Gerdau e Be8. Pelo segundo ano consecutivo, a casa funciona como uma base brasileira em Davos, reunindo painéis e encontros fechados sobre infraestrutura, transição energética e inovação industrial. Mais do que visibilidade institucional, a presença tem peso estratégico: é ali que se constroem relações que influenciam acesso a capital, cadeias globais de suprimentos e novos mercados. “Participar do Fórum Econômico Mundial é uma oportunidade estratégica para fortalecer nossa atuação global. Queremos ampliar nossa capacidade de impacto por meio do diálogo e da cooperação. Por isso, buscamos estabelecer contatos com potenciais parceiros da iniciativa privada, do setor público e de organismos globais, especialmente aqueles alinhados aos nossos planos estratégicos de inovação, competitividade e transição para uma economia de baixo carbono”, analisa Daniel Randon, presidente e CEO da Randoncorp.”
Fonte: Exame; 21/01/2026
312 lojas, uma meta: Assaí quer reciclar 90% dos resíduos até 2035
“O Assaí, uma das principais varejistas de alimentos no país, vai reduzir drasticamente o descarte de itens em aterros sanitários. Até 2035, a companhia destinará menos de 10% dos resíduos produzidos em suas 312 lojas e 12 centros de distribuição para o lixo. O processo não é da noite para o dia. A estratégia exige adaptações no processo de circularidade dos materiais de acordo com a oferta de serviços em cada região, envolvendo toda uma cadeia de parceiros nos 24 estados em que o Assaí está presente. Fábio Lavezo, gerente de sustentabilidade e investimento social do Assaí, conversou com a EXAME e deu mais detalhes sobre a estratégia de reaproveitamento de resíduos da companhia, que atualmente já consegue destinar 45% do que é gerado com assertividade. “A meta é chegar aos 90% de reciclagem e reaproveitamento, excluindo apenas materiais que não possam ser reciclados, como resíduos sanitários”, explica. De acordo com o gerente, a companhia trabalha para adaptar as diferenças regionais ao alcance da meta. Por exemplo, em São Paulo, a companhia instalou em uma loja um biodigestor, uma máquina com microorganismos que decompõem a matéria orgânica transformando os resíduos em uma espécie de “efluente”.”
Fonte: Exame; 21/01/2026
Ibama nega pedido de licenciamento da UTE São Paulo e encerra processo
“O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) indeferiu, nesta quarta-feira (21/1), o pedido de licença prévia da Usina Termelétrica São Paulo, em Caçapava (SP), encerrando o processo de licenciamento ambiental. O empreendimento da Termelétrica São Paulo Geração de Energia, tinha capacidade de geração prevista em 1,74 gigawatts (GW),a partir de gás natural. Seria a maior térmica em funcionamento na América Latina. Segundo o órgão, pendências técnicas impediram a avaliação sobre a viabilidade ambiental do projeto, como estudos considerados insuficientes para justificar o motivo pelo qual o local escolhido seria o mais adequado para a instalação da usina, além de análises “frágeis” sobre como a poluição do ar afetaria a região. O Ibama apontou também falta de informações confiáveis sobre a quantidade de água disponível para o funcionamento do empreendimento e sobre os efeitos do aquecimento dessa água no meio ambiente.”
Fonte: Eixos; 21/01/2026
Política
Expansão na oferta de etanol de milho pode afetar mercado global de açúcar
“O avanço da produção de etanol de milho no Brasil cria um excedente de oferta que pressiona os preços do combustível e pode afetar as cotações do açúcar já a partir da próxima safra. A conclusão faz parte de um estudo do Rabobank. “Há uma mudança estrutural no mercado. Com os projetos de etanol de milho já previstos, haverá um aumento na oferta que pode gerar desequilíbrio no mercado, podendo gerar impacto no mercado de açúcar, no momento em que os preços já estão baixos”, diz Andy Duff, analista de açúcar, cana e etanol do Rabobank. A produção brasileira de etanol de milho na safra 2025/26, que se encerra em março, deve crescer 16%, para 9,5 bilhões de litros. A análise da RaboResearch sugere que, até o fim de 2028, a capacidade de produção de etanol de milho e cereais como sorgo e trigo subirá para 16 bilhões de litros. No início da década de 2030, a capacidade poderá ultrapassar 20 bilhões de litros por ano.”
Fonte: Globo Rural; 22/01/2026
Brasil ampliou em 11% volume de embalagens de defensivos recicladas em 2025
“O Brasil conseguiu em 2025 dar destinação adequada a quase 76 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas, 11% mais do que no ano anterior. Com isso, atingiu novo recorde de mais de 902 mil toneladas de embalagens recicladas, coprocessadas ou incineradas desde 2002 – ano de início da operação do Sistema Campo Limpo, programa de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas gerido pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV). Pelo sistema, todas as embalagens vazias coletadas recebem destinação adequada: 92% é reciclado e o restante, encaminhado para coprocessamento e incineração, segundo nota do inpEV.”
Fonte: Globo Rural; 21/01/2026
Eletrificação total é tendência para 2026 no agronegócio
“A eletrificação total do agronegócio brasileiro é uma tendência para 2026, com a maior chegada das baterias ao país, além de intensificação da adoção da eletromobilidade. O diretor comercial e de Tecnologia da Informação da Tereos, Gustavo Segantini, aponta um movimento crescente de integração de fontes renováveis nas operações agrícolas e industriais, incluindo soluções de bioeletricidade, biogás e biometano. A companhia produz alimentos e energia a partir das matérias-primas agrícolas, como cana-de-açúcar e beterraba. Outra tendência é a inserção da eletromobilidade em frotas e equipamentos agrícolas, além do fortalecimento do mercado de certificados e créditos de energia renovável. “A digitalização e o uso de tecnologias de monitoramento energético devem evoluir, permitindo uma gestão mais inteligente do consumo e da geração de energia. Nesse cenário, o agronegócio se posiciona como protagonista da transição energética, unindo sustentabilidade ambiental e competitividade econômica”, diz Segantini.”
Fonte: Eixos; 21/01/2026
Internacional
Política
‘Guerra Fria’ em Davos: transição verde opõe Trump e China
“O presidente dos EUA, Donald Trump, desembarcou nesta quarta-feira (21) em Davos e o único ‘green’ citado de maneira propositiva em seu discurso foi de Greenland (Groenlândia) – após a invasão da Venezuela, o atual alvo do presidente americano é comprar a ilha que hoje pertence à Dinamarca. Diante de uma plateia que passou os últimos anos debatendo as perspectivas de crescimento de uma economia de baixo carbono, Trump traçou uma linha direta entre políticas climáticas que buscam frear o aquecimento global e um suposto declínio das nações ocidentais, usando a Europa como exemplo negativo. Em meio à crescente tensão com a União Europeia, o chefe da Casa Branca criticou severamente as políticas ambientais do bloco econômico, que chamou de “golpe verde” e “talvez a maior farsa da história”. A China, segunda maior economia do mundo, porém, foi a Davos para reafirmar suas promessas de transição verde. Desde a primeira eleição de Trump, em 2016, os líderes chineses têm escolhido o cenário das montanhas suíças para apresentar uma visão de mundo com o desenvolvimento sustentável no centro.”
Fonte: Capital Reset; 21/01/2026
Parlamento da UE decide que Justiça precisa validar acordo com Mercosul
“O Parlamento Europeu decidiu que só vai ratificar o acordo UE-Mercosul depois de uma avaliação da mais alta instância da Justiça do bloco. Isso pode causar mais dois anos de espera para que o tratado entre em vigor. O resultado da votação criou uma situação de incerteza. A Comissão Europeia, o Executivo da UE, é responsável pelas políticas comerciais e pode decidir que o acordo está válido de forma provisória. Ele tem um capítulo inteiro sobre desenvolvimento sustentável. Todos os países que integram o bloco já o aprovaram. A ratificação dos parlamentares era o passo que faltava, o que era esperado nos próximos meses. Mas a resolução, aprovada nesta quarta-feira (21), determina que os eurodeputados só votarão o tema depois de um pronunciamento da Justiça. A votação foi decidida por uma margem apertada: 334 votos a favor e 324 contra, com 11 abstenções. Friedrich Merz, o chanceler alemão, afirmou que não deve haver mais atrasos na implementação do pacto, que foi negociado durante 25 anos e assinado no último final de semana. A decisão do Parlamento foi “infeliz”, segundo Merz. “É um julgamento equivocado da situação geopolítica. Estamos convencidos da legalidade do acordo. Sem mais atrasos. O acordo tem de ser implementado provisoriamente agora”, publicou na rede social X.”
Fonte: Capital Reset; 21/01/2026
Sem clima em Davos: por Trump, agenda de sustentabilidade é vetada
“Donald Trump chegou a Davos nesta semana à frente da maior delegação americana já vista na história do Fórum Econômico Mundial. Sua presença, contudo, veio acompanhada de uma exigência que marca ruptura com as tradições do evento: a pauta climática deve ser excluída das reuniões bilaterais e compromissos oficiais dos quais participará. A informação foi obtida na semana passada pela EXAME junto a uma fonte do Itamaraty ouvida em off. A imposição teve efeito imediato sobre a comitiva brasileira. A ministra Marina Silva, programada até então para participar do painel “How Can We Avert a Climate Recession” (em livre tradução, “Como podemos evitar uma recessão climática”) ao lado do ex-vice-presidente americano e ativista Al Gore e do ministro alemão do Meio Ambiente, Carsten Schneider, cancelou a viagem. Oficialmente, a lesão na coluna que a afastou de atividades da pasta do Meio Ambiente desde o ano passado justifica a ausência de Marina. Extraoficialmente, porém, diplomatas reconhecem que o veto à discussão ambiental nos espaços decisórios esvaziou o sentido da participação.”
Fonte: Exame; 21/01/2026
A energia eólica e solar superam os combustíveis fósseis no fornecimento de energia da UE
“A energia eólica e solar produziram mais eletricidade do que os combustíveis fósseis na UE pela primeira vez no ano passado, dados publicados na quinta-feira, indicando a contínua mudança do bloco para energia de baixo carbono, apesar da resistência de alguns governos. O vento e o sol geraram 30% da eletricidade da União Europeia em 2025, pouco acima dos 29% fornecidos por usinas de combustíveis fósseis que operam com carvão, gás e, ocasionalmente, petróleo, segundo dados do think-tank de energia Ember. Um aumento de 19% na capacidade solar impulsionou a produção recorde de renováveis. Esse crescimento compensou a redução da geração hidrelétrica causada pela seca, enquanto a produção a gás subiu 8% para ajudar a suprir o déficit, disse Ember. A energia solar agora fornece mais de um quinto da eletricidade em países como Hungria, Espanha e Holanda. A matriz elétrica da Europa agora é majoritariamente de baixo carbono, com renováveis e energia nuclear fornecendo juntas 71% da eletricidade da UE no ano passado, segundo os dados. Embora setores como o transporte ainda dependam fortemente de combustíveis fósseis, a UE tem gradualmente migrado para energia mais limpa para cumprir metas climáticas e reduzir a dependência de combustíveis importados, inclusive da Rússia.”
Fonte: Reuters; 22/01/2026
Davos: China defende estratégia de energia eólica após as críticas de Trump
“A China defendeu seu histórico em energia eólica e reforçou seu compromisso de promover a transição global para energia de baixo carbono, após as críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, na reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça. “Os esforços da China para enfrentar as mudanças climáticas e promover o desenvolvimento e a aplicação de energia renovável no mundo são óbvios para todos”, disse Guo Jiakun, porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, em uma coletiva de imprensa regular na quinta-feira. Em um discurso aos delegados na reunião de Davos, incluindo líderes políticos e empresariais, Trump disse que a China fabrica quase todos os moinhos de vento, mas que ele não “conseguiu encontrar nenhum parque eólico na China”, caracterizando os compradores chineses como “estúpidos”. Guo afirmou que a capacidade instalada de energia eólica da China ocupou o primeiro lugar no mundo por 15 anos consecutivos, e suas exportações de energia eólica e produtos fotovoltaicos reduziram as emissões de carbono em cerca de 4,1 bilhões de toneladas para outros países. “Como um país em desenvolvimento responsável, a China está disposta a trabalhar com todas as partes para continuar promovendo a transformação global verde e de baixo carbono”, afirmou.”
Fonte: Reuters; 22/01/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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