XP Expert

Data centers arrematam toda capacidade ofertada em leilão de acesso à rede de transmissão de energia | Café com ESG, 08/10

Leilão da Pnast e data centers em destaque

Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no X
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail

Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de quarta-feira fechou em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,72% e 0,19%, respectivamente.

• No Brasil, (i) três empresas (Pahlavan One, Pahlavan Three e Digital DC Brasil) com projetos de data centers venceram a primeira disputa competitiva pelo acesso à rede de transmissão de energia elétrica realizada pelo governo federal – o processo terminou com a contratação de 100% da capacidade oferecida, e os três projetos juntos arremataram toda a capacidade disponibilizada em quatro pontos de conexão localizados no Estado de São Paulo; e (ii) o quinto leilão do EcoInvest mobilizou quase R$ 50 bilhões para projetos de inovação, em um modelo que usa recursos públicos para estimular o setor privado a assumir mais riscos no financiamento de projetos sustentáveis, afirmou o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron – a estratégia pretende viabilizar projetos mais arriscados em áreas como inteligência artificial, minerais críticos, combustíveis verdes e biotecnologia.

• No internacional, fabricantes de painéis solares nos Estados Unidos dizem estar próximos de um avanço tecnológico que pode transformar o setor e até ameaçar o domínio da China sobre o mercado – as empresas estão correndo para desenvolver novos tipos de painéis capazes de gerar 25% mais energia do que a maioria dos equipamentos disponíveis atualmente, e, caso sejam bem sucedidas, será possível atender à demanda crescente por eletricidade usando menos espaço em terrenos e telhados.

Gostaria de receber os relatórios ESG por e-mail? Clique aqui.
Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Quinto leilão do EcoInvest mobiliza quase R$ 50 bi e busca novo modelo de fomento à inovação, diz Ceron

“O quinto leilão do EcoInvest mobilizou quase R$ 50 bilhões para projetos de inovação, em um modelo que usa recursos públicos para estimular o setor privado a assumir mais riscos no financiamento de projetos sustentáveis, afirmou ao Valor o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron. O resultado foi homologado pelo comitê do programa nesta quarta-feira (7) e apresentou forte demanda das instituições financeiras. O desenho deixa a escolha dos projetos nas mãos dos investidores, sem criar um “balcão” no governo, e busca usar os recursos públicos para ampliar a capacidade de tomada de risco do setor privado, e não apenas reduzir o custo do crédito, disse o secretário. A estratégia pretende viabilizar projetos mais arriscados em áreas como inteligência artificial, minerais críticos, combustíveis verdes e biotecnologia. O leilão combinou R$ 13,2 bilhões de capital catalítico — recurso público usado para atrair capital privado e aumentar a capacidade de tomada de risco — com dinheiro de investidores em duas frentes. Uma delas são fundos de inovação voltados a investimentos em equity, modalidade em que o fundo aporta recursos e assume participação nas empresas, em vez de emprestar o dinheiro. A outra é uma linha de crédito corporativo. Nos fundos, R$ 9 bilhões de capital catalítico atraíram R$ 18 bilhões privados, formando R$ 27 bilhões. No crédito, R$ 4,2 bilhões catalíticos mobilizaram outros R$ 18,75 bilhões privados, chegando a R$ 22,95 bilhões. No total, o potencial de investimento é de R$ 49,95 bilhões, com alavancagem global de 3,8 vezes.”

Fonte: Valor Econômico; 07/10/2026

Carbono não é tudo: os benefícios territoriais e sociais dos projetos REDD+

“Quando se fala em projetos REDD+, a discussão costuma começar, e muitas vezes terminar, nas toneladas de carbono. Quantas emissões foram evitadas? Quantos créditos foram gerados? Qual foi a redução do desmatamento? Essas são perguntas essenciais. Afinal, o objetivo central do REDD+ é reduzir as emissões provenientes do desmatamento e da degradação florestal. Mas olhar apenas para o carbono deixa de fora uma parte importante daquilo que pode determinar o sucesso de um projeto no longo prazo. Uma floresta não permanece em pé simplesmente porque existe uma meta de carbono associada a ela. Conservá-la exige presença territorial, monitoramento, prevenção de incêndios, instituições capazes de tomar decisões, recursos para enfrentar pressões externas e, em muitos casos, alternativas econômicas compatíveis com a manutenção da área. Por isso, quando bem estruturados, projetos REDD+ podem produzir benefícios que vão além das toneladas de CO₂ evitadas. A própria estrutura internacional de salvaguardas do REDD+ reconhece a importância da governança florestal, dos direitos e da participação de povos indígenas e comunidades locais, da biodiversidade e dos benefícios sociais e ambientais associados à conservação.”

Fonte: Capital Reset; 07/10/2026

Anfavea revisa para cima números de produção e vendas em 2026

“A Anfavea (associação das montadoras) revisou nesta quarta-feira (7) as projeções de produção e emplacamentos de veículos leves e pesados em 2026. Em junho, a entidade previa altas de 12,1% nas vendas e de 5,8% na produção. Agora, a expectativa é de um crescimento de 15,2% na comercialização e de 6,7% na fabricação nacional. Com os novos números, a associação espera que sejam licenciados 3,099 milhões de veículos no Brasil, enquanto 2,822 milhões serão montados. Igor Calvet, presidente da Anfavea, afirma que não houve influência do cenário político nessa revisão. “É estritamente mercado, não tem um viés político. A Anfavea, historicamente, trabalha com qualquer governo eleito, a entidade não se posiciona e nunca irá se posicionar, as empresas trabalham por continuidade”, diz o executivo. A atualização das previsões se deve principalmente ao aquecimento do mercado. As vendas em setembro chegaram a 281,4 mil unidades, melhor resultado mensal desde dezembro de 2014. O cálculo divulgado pela Anfavea inclui veículos de passeio, comerciais leves, ônibus e caminhões.”

Fonte: Folha de São Paulo; 07/10/2026

Cade dá aval a investimento da American Airlines na Azul

“O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou por unanimidade a operação societária entre a Azul e a American Airlines, que prevê um investimento milionário da companhia americana na área brasileira. A operação ocorreu em um contexto de reestruturação financeira da Azul. A área técnica do Cade não havia encontrado motivos para reprovar ou sugerir restrições ao negócio, mas a operação foi contestada ao tribunal pela Abra, controladora da Gol. A companhia norte-americana vai investir US$ 100 milhões (R$ 500 milhões) na Azul. Em troca, vai deter 8,66% do capital social da aérea brasileira e terá direito a indicar um membro ao conselho de administração da Azul e outro para um comitê estratégico da companhia.”

Fonte: Folha de São Paulo; 07/10/2026

BNDES negocia empréstimo e sociedade em projeto bilionário de terras raras em MG

“O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) negocia o financiamento de um projeto bilionário de terras raras previsto para ser erguido no sul de Minas Gerais. O chamado Projeto Caldeira prevê a instalação de etapas industriais no Brasil para o processamento desses minerais, em vez da simples exportação do minério. Conforme informações obtidas pela Folha, a transação poderá incluir, ainda, a entrada do BNDESPar — o braço de participações do banco estatal — no negócio como sócio minoritário do projeto. A parceria financeira envolve a companhia australiana já instalada na região, Meteoric Resources. A mineradora foi adquirida nesta semana pelo grupo australiano Lynas, numa transação de aproximadamente R$ 3,5 bilhões.”

Fonte: Folha de São Paulo; 07/10/2026

Data centers vencem disputa por acesso à transmissão de energia elétrica

“Três empresas com projetos de data centers venceram a primeira disputa competitiva pelo acesso à rede de transmissão de energia elétrica realizada pelo governo federal. O processo, encerrado na terça-feira (6), terminou com a contratação de 100% da capacidade oferecida, equivalente a 228 megawatts (MW). Os projetos pertencem às empresas Pahlavan One, Pahlavan Three e Digital DC Brasil. Juntas, elas arremataram toda a capacidade disponibilizada em quatro pontos de conexão localizados no Estado de São Paulo. A disputa faz parte da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (Pnast), criada pelo governo no ano passado para organizar a conexão de novos empreendimentos à rede básica de transmissão. O modelo mudou a forma de distribuir a capacidade disponível quando há mais interessados em se conectar do que espaço na rede para atendê-los. Até então, os pedidos de acesso eram analisados por ordem de registro. Com a nova política, foram criadas as chamadas Temporadas de Acesso, períodos em que os interessados apresentam seus pedidos de conexão. Quando a demanda por determinado ponto da rede supera a capacidade disponível, a alocação pode ser feita por meio de um processo competitivo entre os empreendimentos. A mudança ocorreu na esteira do aumento dos pedidos de conexão à rede de transmissão, especialmente de grandes projetos industriais, como plantas de hidrogênio de baixa emissão de carbono e data centers.”

Fonte: Valor Econômico; 07/10/2026

Governo arrecada R$ 3,5 bi em leilões da ANP

“Os dois leilões de áreas de petróleo promovidos na quarta-feira (7) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) resultaram em 56 blocos negociados – de um total de 326 – e em uma arrecadação de R$ 3,5 bilhões para o governo federal. O montante ficou acima do piso previsto, de R$ 2,18 bilhões, se todos os blocos fossem vendidos pelo preço mínimo. Um dos leilões foi pelo regime de partilha da produção, sistema em que as empresas são prestadoras de serviço em áreas em que o petróleo é da União. Nessa modalidade, foram ofertadas 13 áreas, todas no pré-sal das bacias de Campos e Santos, e vendidas sete, 54% do total, por R$ 530,4 milhões em bônus de assinatura. O segundo leilão do dia foi pelo modelo de concessão, segundo o qual o governo repassa às empresas o direito de explorar as áreas concedidas. Nesta modalidade, foram ofertados 313 blocos e 49 foram vendidos, 15,6% do total. No entanto, dos 313 blocos anunciados, cinco deles, localizados na Bacia do Parnaíba, foram excluídos dois dias antes da sessão pública por questões ambientais.”

Fonte: Valor Econômico; 08/10/2026

PPSA publica edital do leilão de gás da União

“A Pré-Sal Petróleo (PPSA) lançou, na terça-feira (6), o edital do primeiro leilão de gás da União para grandes consumidores industriais do insumo. O certame foi confirmado para 22 de outubro e será realizado na sede da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo. É a primeira vez que a CCEE disponibiliza solução tecnológica para um novo mercado. Segundo a PPSA, o certame terá negociação de 1,1 milhão de metros cúbicos por dia (m³/dia) de gás em 2027. O volume será dividido em 110 lotes de 10 mil m³/dia. O edital foi publicado após consulta pública com agentes sobre o tema. Entre as principais mudanças, está a possibilidade de participação de indústrias ainda em migração para o mercado livre, prorrogando o prazo para a apresentação da comprovação. O gás natural da União será entregue aos compradores na saída da Unidade de Tratamento de Gás de Itaboraí, da Petrobras, que fica no Complexo de Energias Boaventura (antigo Comperj), entre março e dezembro de 2027.”

Fonte: Valor Econômico; 07/10/2026

MME e ONS liberam 228 MW da rede para conexão de três data centers em SP

“O MME (Ministério de Minas e Energia) e o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) alocaram 228 MW (megawatts) de capacidade da Rede Básica para a conexão de três data centers no estado de São Paulo. Os projetos pertencem às empresas Pahlavan One, Pahlavan Three e Digital DC Brasil e ficaram com 100% da capacidade disponibilizada no primeiro processo competitivo realizado no âmbito da PNAST (Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão). Ao todo, sete empreendimentos participaram do processo, com demanda habilitada de 451 MW. A disputa envolveu quatro pontos de conexão no estado de São Paulo. Segundo o MME, foi a primeira vez que a capacidade remanescente da Rede Básica foi alocada por meio de um mecanismo competitivo entre os agentes. A primeira temporada da PNAST registrou 367 cadastramentos de projetos de geração e consumo.”

Fonte: CNN; 07/10/2026

Internacional

EUA e Google se unem à Biohub em investimento de US$ 1,8 bi em dados de biologia para IA

“O governo dos Estados Unidos e as gigantes da tecnologia Meta e a Alphabet, controladora do Google, estão se unindo à Biohub para construir conjuntos de dados abertos para treinar modelos de IA para pesquisa biológica, elevando o investimento total no projeto para US$ 1,8 bilhão, disse nesta quarta-feira (7) a organização sem fins lucrativos. A Meta, o Google DeepMind e a startup de descoberta de medicamentos Isomorphic Labs estão investindo conjuntamente US$ 300 milhões. O Departamento de Energia americano investirá mais de US$ 500 milhões ao longo de cinco anos em medições, modelagem e computação em laboratório. Os Institutos Nacionais de Saúde coordenarão os conjuntos de dados e repositórios construídos com mais de US$ 500 milhões em financiamento federal anterior, que o Biohub padronizará para o treinamento de IA. Os compromissos seguem os US$ 500 milhões que a Biohub, uma iniciativa filantrópica do diretor-presidente da meta, Mark Zuckerberg, e sua esposa, Priscilla Chan, recebeu do casal em abril. Os investimentos financiam a Iniciativa de Biologia Virtual, que visa medir como as células respondem a mudanças em muito mais condições do que os cientistas estudaram até agora, e usar esses dados para construir modelos preditivos que possam reduzir os prazos de desenvolvimento de medicamentos, que atualmente levam anos.”

Fonte: Valor Econômico; 07/10/2026

Nova geração de painéis solares é aposta dos EUA para alcançar a China

“Fabricantes de painéis solares nos Estados Unidos dizem estar próximos de um avanço tecnológico que pode transformar o setor e até ameaçar o domínio da China sobre o mercado. As empresas correm para desenvolver novos tipos de painéis capazes de gerar 25% mais energia do que a maioria dos equipamentos disponíveis atualmente. Se forem bem sucedidas, será possível atender à demanda crescente por eletricidade usando menos espaço em terrenos e telhados. A nova tecnologia, conhecida como solar tandem, consiste em adicionar uma segunda e uma terceira camada de material, como em um bolo de camadas, para permitir que os painéis convertam uma parcela maior da radiação solar em eletricidade.”

Fonte: Folha de São Paulo; 07/10/2026

Ônibus movido a hidrogênio da Toyota agora roda mais de 300 km

“A Toyota lançou o Sora, novo ônibus urbano movido a célula de combustível a hidrogênio. O modelo foi desenvolvido em parceria com a Isuzu Motors e chega como atualização da primeira geração, apresentada em 2018. Segundo a fabricante, a autonomia passou de cerca de 200 km para mais de 300 km, embora a capacidade total de armazenamento de hidrogênio tenha sido reduzida em aproximadamente 20%, um aumento significativo de eficiência. O número é uma medição de referência feita pela própria Toyota. A empresa ressalva que a autonomia real pode variar conforme temperatura, condições de trânsito, quantidade de passageiros e uso do ar-condicionado. Avaliação de entidades independentes ou estatais ainda está pendente. O Sora usa uma célula de combustível que gera eletricidade a partir da reação entre hidrogênio e oxigênio e uma bateria de íons de lítio de grande capacidade. A eletricidade alimenta dois motores de indução de corrente alternada, que somam 220 kW (300 cv) de potência máxima e 970 Nm de torque. A Toyota afirma que o ganho de eficiência vem do uso combinado da célula e da bateria. Para esta geração, a empresa adotou uma pilha de células (stack) compacta, própria para veículos comerciais, com maior potência e durabilidade.”

Fonte: CNN; 07/10/2026

FMI alerta para riscos de energia, dívida e IA no crescimento global

“A economia global está sob ameaça dos preços persistentemente altos da energia, da dívida pública em níveis recordes e dos riscos decorrentes do boom de investimentos em inteligência artificial, ​alertou nesta quarta-feira (7) a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kristalina Georgieva, instando os governos a ​implementarem medidas protetivas de políticas fiscal e monetária. Em um discurso antecipando as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, que ocorrerão na próxima semana em Bangcoc, Georgieva afirmou que o mundo está sendo puxado em duas direções — um choque negativo na oferta de energia decorrente dos conflitos no Oriente Médio e um choque positivo na demanda proveniente da inteligência artificial, que também está alimentando a inflação. “O impacto combinado dessas duas forças é altamente desigual em todo o mundo”, disse Georgieva. “

Fonte: CNN; 07/10/2026

Consumo de energia nos EUA deve bater recordes em 2026 e 2027 impulsionado por IA

“O consumo de energia nos Estados Unidos atingirá níveis recordes em 2026 e 2027, impulsionado por centrais de processamento de dados para inteligência artificial e pela eletrificação, afirmou a EIA (Administração de Informações sobre Energia dos Estados Unidos) em relatório divulgado nesta terça-feira (06). A EIA projetou que a demanda por energia elétrica aumentará de um recorde de 4.195 bilhões de quilowatts-hora (kWh) em 2025 para 4.288 bilhões de kWh em 2026 e 4.356 bilhões de kWh em 2027. A demanda está crescendo principalmente devido aos data centers dedicados à IA e às criptomoedas. Residências e empresas também vêm utilizando mais eletricidade e menos combustíveis fósseis para aquecimento e transporte. A EIA prevê que as vendas de energia em 2026 subirão para 1.541 bilhões de kWh para consumidores residenciais, 1.549 bilhões de kWh para clientes comerciais e 1.055 bilhões de kWh para clientes industriais. Essas previsões se comparam aos recordes históricos de 1.515 bilhões de kWh para consumidores residenciais e 1.493 bilhões de kWh para clientes comerciais em 2025, e 1.064 bilhões de kWh para clientes industriais em 2000.”

Fonte: Folha de São Paulo; 07/10/2026

Decisão de tribunal australiano sobre impacto climático da mineração de carvão é um “golpe”, diz setor

“Uma decisão da Suprema Corte da Austrália que barrou a expansão de uma mina de carvão colocou o setor em risco — segundo uma associação do ramo — e pode servir de precedente para casos futuros. O veredito, proferido na quarta-feira, estabeleceu que as autoridades locais devem levar em conta os impactos climáticos da queima do carvão — e não apenas os decorrentes de sua produção — ao conceder licenças de mineração. Tania Constable, presidente-executiva do Minerals Council of Australia, afirmou que a decisão representou um “golpe” nas perspectivas do país de atender à demanda global por carvão e que será analisada com atenção por investidores de outros projetos de mineração. Entre os membros da associação estão as produtoras de carvão Glencore e BHP. A decisão australiana é a mais recente de uma série de ações judiciais que examinam a relação entre grandes empresas produtoras de combustíveis fósseis — responsáveis ​​por emissões de gases de efeito estufa — e os impactos inerentemente locais das mudanças climáticas. Wendy Wales, uma das professoras de ciências aposentadas que moveram a ação em conjunto com um grupo comunitário, disse que o tribunal, na prática, reconheceu que o carvão australiano contribui diretamente para danos climáticos.”

Fonte: Financial Times; 07/10/2026

China rejeita pedido da UE por restrições voluntárias às exportações de carros híbridos

“A China rejeitou um pedido da UE para restringir voluntariamente suas exportações crescentes de carros híbridos para o bloco, no momento em que ambos os lados iniciam negociações de última hora para evitar um conflito comercial. A Comissão Europeia agora espera convencer Pequim a aceitar, em vez disso, uma medida unilateral da UE para limitar as importações de híbridos, segundo dois diplomatas a par do plano. O comissário europeu de Comércio, Maroš Šefčovič, inicia na quinta-feira dois dias de negociações em Pequim e busca chegar a um acordo sobre pelo menos uma medida para reduzir o superávit comercial chinês — que vem disparando — com a UE, em vez de adotar medidas punitivas que poderiam desencadear uma espiral de retaliações. Sua proposta inicial era que Pequim concordasse em limitar as exportações de veículos híbridos para a UE a cerca de 15% do mercado europeu — em comparação com mais de um terço atualmente — ou enfrentasse medidas de retaliação, como tarifas. No entanto, autoridades da UE informaram aos Estados-membros na quarta-feira que a China recusou a proposta, segundo os diplomatas.”

Fonte: Financial Times; 07/10/2026

SEC dos EUA não autuará grandes fundos por questões climáticas, mas alerta sobre obrigações de divulgação

“A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) informou na quarta-feira que não apresentará acusações contra grandes gestoras de ativos por suas ações junto a um grupo climático antes da assembleia de acionistas da ExxonMobil em 2021. No entanto, o principal órgão regulador de Wall Street alertou que mantém preocupações quanto à atuação dos investidores com o grupo — conhecido como Climate Action 100+ — e afirmou que todos os grandes investidores devem revisar suas obrigações regulatórias antes da próxima temporada de votações por procuração (proxy season). A decisão da SEC representa uma vitória parcial para as gestoras mencionadas pela agência, incluindo BlackRock (BLK.N), Vanguard e State Street (STT.N), uma vez que elas não enfrentarão acusações da SEC que poderiam ter resultado em penalidades financeiras. Contudo, a agência divulgou um raro “Relatório de Investigação” sugerindo que certas abordagens para levantar questões ambientais ainda poderiam desencadear exigências de divulgação mais onerosas.”

Fonte: Reuters; 07/10/2026

Novo fundo climático do Pacífico recebe aporte de US$ 15 milhões, mas permanece muito abaixo da meta

“Nações como Fiji e Irlanda anunciaram, na quarta-feira, a doação de cerca de US$ 15 milhões para um fundo destinado a financiar projetos de resiliência e adaptação climática nas ilhas do Pacífico; no entanto, o total das promessas de doação ainda está muito abaixo da meta do fundo. As ilhas do Pacífico enfrentam riscos graves decorrentes da elevação do nível do mar e da instabilidade climática, mas relatam dificuldades para acessar recursos de fundos globais. Elas estão buscando mais doações durante a conferência climática preparatória para a COP, realizada em Fiji. “Este é o momento de investir”, disse Mark Brown, primeiro-ministro das Ilhas Cook, aos delegados presentes na reunião. “O investimento de vocês nos compra tempo.” O Pacific Resilience Facility (PRF) pertence aos governos das ilhas e tem como meta alcançar US$ 500 milhões após a conclusão da COP31 — o principal fórum da ONU para a coordenação de ações climáticas — em novembro. O objetivo final é arrecadar US$ 1,5 bilhão.”

Fonte: Reuters; 07/10/2026

Coreia do Sul revela plano de US$ 747 bilhões para a transição energética até 2035

“O governo da Coreia do Sul apresentou, na quarta-feira, uma estratégia de transição energética e descarbonização de 1.000 trilhões de wons (US$ 747 bilhões) para o período até 2035, visando expandir a energia renovável, transformar a indústria de base e criar novos motores de crescimento. O plano K-GX (Transformação Verde da Coreia) inclui 200 trilhões de wons em gastos fiscais e mais de 790 trilhões de wons em financiamento climático, além de 220 trilhões de wons em investimentos do setor privado, afirmou o ministro das Finanças, Lee Hyoung-il, em uma apresentação que contou com a presença de autoridades de alto escalão e líderes empresariais. O presidente Lee Jae Myung defendeu que a Coreia do Sul utilize sua capacidade de inovação para se posicionar na vanguarda da economia verde global. “Devemos abandonar a prática de seguir os outros e nos tornar, nós mesmos, arquitetos e líderes do mercado verde”, disse Lee. O governo estabeleceu a meta de atingir 100 gigawatts de capacidade de energia renovável até 2030 e planeja apoiar setores como o de aço verde, baterias, energia solar, energia eólica, hidrogênio e pequenos reatores modulares, segundo um comunicado.”

Fonte: Reuters; 07/10/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
.


Ainda não tem conta na XP? Clique aqui e abra a sua!

XP Expert

Avaliação

O quão foi útil este conteúdo pra você?


A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies e a nossa Política de Privacidade.