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COP28 começa; H2V avança no congresso, e Agro continua fora do mercado regulado de carbono | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado todos os domingos pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. Começando com o pé direito, COP28 chega a consenso sobre Fundo de Perdas e Danos

Na mídia: COP28 estreia com vitória do fundo para catástrofes climáticas – Reuters, 30 de novembro (link)

Nossa visão: A COP28 começou esta semana já chegando a um acordo sobre os critérios de implementação do Fundo de Perdas e Danos para apoiar as economias em desenvolvimento a lidar com os efeitos das mudanças climáticas, após anos de demanda e nem tanta ação. Conforme mencionamos em nosso relatório ‘Contagem regressiva para a COP28: Três temas para ficar de olho‘ (acesse aqui), já era esperado que discussões sobre um acordo de financiamento climático ocupasse o centro das discussões deste ano, com os governos das nações mais pobres pressionando cada vez mais os países desenvolvidos a cumprirem o compromisso feito na COP15 de mobilizar US$100 bilhões/ano. Na nossa visão, vemos com bons olhos a decisão de incluir na pauta um pleito antigo logo no primeiro dia da conferência, importante para: (i) mostrar a intenção dos Emirados Árabes Unidos (país anfitrião) de trazer para a mesa uma importante solução climática; e (ii) abordar um desafio que provavelmente se agravará no futuro, dado que os desastres climáticos vem se tornando cada vez mais fortes e mais frequentes, aumentando o custo econômico da mitigação, ao mesmo tempo em que dificultando a capacidade de ação dos países em desenvolvimento. No entanto, ainda aguardamos mais definições sobre a governança do fundo para determinar de forma mais contundente sua eficácia olhando para frente.

#2. Marco do hidrogênio de baixo carbono segue para o Senado após aprovação na Câmara dos Deputados

Na mídia: Câmara aprova marco legal do hidrogênio verde– Valor Econômico, 28 de novembro (link)

Nossa visão: Um número crescente de países está implementando políticas climáticas com o objetivo de moldar, acelerar e (porque não) criar um ambiente favorável ao mercado para ajudar a impulsionar a demanda corporativa por soluções de baixo carbono e estimular a inovação. No Brasil, a regulação parece estar caminhando na mesma direção, em linha com o cenário global, o que ressaltamos como positivo, levando o hidrogênio de baixo carbono (link) para o centro da pauta política. No entanto, o texto aprovado na Câmara dos Deputados e que agora retorna ao Senado retirou os subsídios à produção, o que possivelmente afetará o mercado em termos de velocidade de adoção e custo.

#3. Pouco consenso sobre a inclusão do agronegócio no mercado regulado de carbono do Brasil

Na mídia: ‘Não há consenso’, diz bancada do agro sobre mercado regulado de carbono– Globo Rural, 28 de novembro (link)

Nossa visão: Em meio ao interesse de investidores e do governo, além da COP28 no cenário internacional, a regulamentação do mercado regulado de carbono segue em alta. Desde a nossa nota publicada no dia 23 de outubro “Senado aprova projeto de lei sobre o mercado regulado de carbono; Entenda” (link), as discussões sobre a participação do agronegócio, responsável por cerca de 25% das emissões do país (portanto, fundamental para o cumprimento de sua Contribuição Nacionalmente Determinada – NDC, na sigla em inglês -), permaneceram em destaque, com a possibilidade cada vez maior de o projeto de lei ser aprovado sem a participação do setor.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


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