Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de quinta-feira em queda, com IBOV e o ISE recuando 2,55% e 3,23%, respectivamente.
• No Brasil, o Ministério de Minas e Energia (MME) negou a possibilidade de dar aval ao aumento da mistura de biodiesel ao diesel de forma imediata, como querem os produtores do combustível renovável – em nota, a Pasta informou que quer garantir primeiro a realização dos testes para misturas acima dos atuais 15% (B15), e disse que eles devem ocorrer neste primeiro semestre do ano.
• No internacional, (i) em seu recém-lançado 15º Plano Quinquenal 2026-2030 a China, o maior emissor de gases-estufa do mundo, reduziu a meta de intensidade de carbono por unidade de PIB para 17% até 2030, inferior aos 18% anteriores – mesmo assim, o plano se baseia na expansão de energias limpas e tecnologias de transição onde entram renováveis, hidrogênio e nuclear, ao mesmo tempo em que mantém o carvão como instrumento de segurança energética; e (ii) a BYD anunciou hoje que lançará um veículo elétrico premium na Europa no próximo mês, que pode carregar em apenas minutos – a estratégia está em linha com a busca da empresa de expandir em outros mercados em meio à queda nas vendas na China.
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Brasil
Empresas
Indústria de biodiesel quer que governo suspenda impostos do renovável após apoio ao diesel
“A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) quer que o governo federal suspenda os tributos federais (PIS/Cofins) sobre o biodiesel, da mesma forma que fez com o diesel nesta quinta-feira (12/3). “O governo também precisa tirar o imposto do biodiesel, senão não vai reduzir o custo de 15% do diesel [final]”, afirmou Jerônimo Goergen, presidente da Aprobio, à reportagem. Os 15% referem-se à parcela de biodiesel adicionada ao diesel vendida aos motoristas.”
Fonte: Global Rural; 12/03/2026
Política
Governo zera PIS e Cofins do diesel para segurar preço por causa da guerra no Irã
“O governo federal anunciou nesta quinta-feira a decisão de zerar o PIS e o Cofins do preço do diesel para conter a alta do combustível provocada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. Além disso, uma medida provisória (MP) vai prever o pagamento de subvenção a produtores e importadores de diesel. O anúncio das medidas foi feito no Palácio do Planalto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. — Estamos fazendo uma engenharia econômica para evitar que os efeitos da guerra chegam ao povo brasileiro — disse o presidente. Além dele, participam do anúncio os ministros Rui Costa (Casa Civil), Wellington César Lima e Silva (Justiça), Fernando Haddad (Fazenda) e Alexandre Silveira (Minas e Energia). Segundo Haddad, os decretos não interferem na política de preços da Petrobras. – As medidas tomadas aqui não afetam em absolutamente nada e são independentes da política de preços da Petrobras que seguem seu ritmo de previsibilidade e sustentação da companhia em bases absolutamente solidas – disse o ministro.”
Fonte: Globo; 12/03/2026
Cerrado armazena mais carbono que Amazônia
“Um estudo publicado nesta quinta-feira (12) na revista científica New Phytologist mostra que áreas úmidas do Cerrado podem armazenar cerca de 1.200 toneladas métricas de carbono por hectare, até seis vezes mais do que a densidade média na Amazônia. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Larissa Verona, em parceria com cientistas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do Cary Institute of Ecosystem Studies (Estados Unidos), do Instituto Max Planck (Alemanha) e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. É a primeira avaliação detalhada dos estoques de carbono presentes nos solos dessas áreas do Cerrado, conhecidas como veredas e campos úmidos. Pesquisadores coletaram amostras de solo de até quatro metros de profundidade. Estudos anteriores conseguiram analisar apenas camadas superficiais, de 20 centímetros a um metro de profundidade, o que produziu resultados que subestimaram o carbono total em até 95%.”
Fonte: Valor Econômico; 13/03/2026
“A transição climática brasileira deve demandar entre R$ 1 trilhão e R$ 1,2 trilhão em investimentos até 2030, mas o principal gargalo para mobilizar esses recursos vai além da disponibilidade de capital. Estudo da consultoria Bain indica que o Brasil recebeu cerca de 3% do capital climático global nos últimos anos — e a maior parte foi direcionada a setores já consolidados. Segundo o levantamento, chamado “Financiamento das Soluções Climáticas no Brasil”, aproximadamente 80% desses recursos foram aplicados em projetos de energia renovável, enquanto soluções emergentes, que envolvem maior risco tecnológico e de estruturação, continuam com dificuldade de acessar financiamento comercial. De acordo com Daniela Carbinato, líder de Sustentabilidade da Bain, a concentração de investimentos no setor energético está ligada à maturidade dessas tecnologias. “A energia renovável concentra recursos porque é hoje a tese climática mais madura do ponto de vista econômico e financeiro do Brasil. Tecnologias como solar e eólica onshore já atingiram um estágio avançado de competitividade, com custos reduzidos, desempenho comprovado e ampla experiência de implementação”, afirma Carbinato.”
Fonte: Valor Econômico; 12/03/2026
Governo nega aumento imediato da mistura de biodiesel e fala em testes ainda neste semestre
“O Ministério de Minas e Energia (MME) negou a possibilidade de dar aval ao aumento da mistura de biodiesel ao diesel de forma imediata, como querem os produtores do combustível renovável. Em nota à reportagem, a Pasta informou que quer garantir primeiro a realização dos testes para misturas acima dos atuais 15% (B15), e disse que eles devem ocorrer neste primeiro semestre do ano. “Enquanto não houver testes e a constatação da viabilidade técnica desses novos percentuais, não é possível (nos termos da Lei, que exige testes) implementar o cronograma da Lei do Combustível do Futuro”, afirmou o MME, em nota enviada à reportagem.”
Fonte: Global Rural; 12/03/2026
“A Medida Provisória (MP) sobre subvenção econômica do óleo diesel institui uma multa de até R$ 500 milhões sobre quem elevar “de forma abusiva” os preços de combustíveis, biocombustíveis e derivados de petróleo. A MP foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta quinta-feira. Esse trecho da MP altera uma lei de 1999 sobre fiscalização de abastecimento de combustíveis. A multa para quem fizer essa elevação é agravada “em situações de conflitos geopolíticos ou de calamidade” e pode variar entre R$ 50 mil e R$ 500 milhões. A medida ainda institui outra multa, nos mesmos valores, contra quem recusar o fornecimento desses combustíveis “de forma injustificada, sendo agravada de forma proporcional ao ganho econômico”. A MP foi anunciada nesta quinta-feira no Palácio do Planalto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, de Minas e Energia, Alexandre Silveira e da Casa Civil, Rui Costa. No mesmo anúncio, o governo ainda zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre importação e comercialização de óleo diesel.”
Fonte: Valor Econômico; 12/03/2026
Internacional
Empresas
Honda prevê prejuízo após baixa contábil de US$ 15,7 bilhões em veículos elétricos
“A Honda anunciou na quinta-feira o cancelamento de três lançamentos de modelos de veículos elétricos planejados para a América do Norte e prevê um total de “despesas e perdas” de 2,5 trilhões de ienes (US$ 15,7 bilhões). A montadora japonesa previu um prejuízo líquido de até 690 bilhões de ienes para o ano fiscal de 2025, que termina este mês, enquanto a previsão anterior apontava para um lucro líquido de 300 bilhões de ienes. O prejuízo líquido seria o primeiro da empresa desde sua abertura de capital em 1957. A empresa convocou uma entrevista coletiva de emergência após revelar em um comunicado que “a lucratividade dos negócios automotivos da Honda está diminuindo”, principalmente devido a mudanças nas categorias de veículos com motor de combustão interna e veículos híbridos elétricos “causadas pela mudança na política do governo dos Estados Unidos”, incluindo as tarifas impostas pelo presidente americano, Donald Trump. A empresa também atribuiu a culpa à queda na competitividade dos produtos da Honda na Ásia, devido ao aumento de recursos destinados ao desenvolvimento de veículos elétricos.”
Fonte: Valor Econômico; 13/03/2026
BYD da China lançará novo EV premium na Europa que pode carregar em minutos
“BYD (002594.SZ) anunciou na sexta-feira que lançará um veículo elétrico premium na Europa no próximo mês, que pode carregar em apenas minutos, muito mais rápido do que qualquer coisa no mercado atualmente, enquanto busca uma rápida expansão internacional em meio à queda nas vendas na China. Combinado com uma autonomia de até 800 km (497 milhas) muito acima da maioria dos modelos elétricos disponíveis, o modelo Denza Z9GT da BYD ilustra a vantagem competitiva das montadoras chinesas sobre os fabricantes europeus tradicionais quando se trata de tecnologia de carros elétricos. Usando as capacidades de “carregamento flash” da mais recente tecnologia de baterias que foi revelada na semana passada, a BYD afirma que o Denza Z9GT pode carregar de 10% a 70% em cinco minutos e de 20% a 97% em temperaturas tão baixas quanto menos 30 graus Celsius em 12 minutos. Um dos desafios para a adoção em massa de veículos elétricos tem sido que modelos elétricos de carregamento rápido precisam de cerca de 45 minutos para reabastecimento, enquanto o Denza Z9GT chega muito mais perto do tempo que leva para reabastecer um modelo convencional com motor de combustão.”
Fonte: Reuters; 13/03/2026
Tesla está prestes a começar a fornecer eletricidade para casas do Reino Unido
“A Tesla de Elon Musk em breve poderá começar a fornecer eletricidade para residências britânicas após receber uma licença na quinta-feira, trazendo um novo concorrente ao mercado em um momento de preocupações crescentes com o aumento das contas. O órgão regulador de energia do país, Ofgem, disse que a Tesla Energy Ventures, uma unidade da Tesla (TSLA. O), agora havia sido aprovado como fornecedor de eletricidade após um processo iniciado em julho passado. A nova licença posiciona a Tesla, empresa texana de propriedade do bilionário Musk, para expansão na Grã-Bretanha, onde buscará usar seu negócio de energia solar e armazenamento de baterias para competir diretamente com fornecedores residenciais existentes, como Octopus Energy e British Gas (CNA. L) e EDF. A Tesla Motors Limited, outra subsidiária, já possui uma licença de geração de eletricidade no Reino Unido. Alguns proprietários de carros elétricos Tesla usam uma bateria doméstica Powerwall que utiliza energia solar para carregar seus veículos, e o excesso de suprimentos pode ser vendido de volta para a rede.”
Fonte: Reuters; 12/03/2026
Política
Coreia do Sul afirma considerar vouchers de energia, aumento do carvão e da energia nuclear
“A Coreia do Sul está considerando fornecer vouchers adicionais de energia para subsidiar famílias vulneráveis caso o aumento dos preços globais dos combustíveis, após a crise do Oriente Médio, eleve os custos da eletricidade, informou o governo na sexta-feira. A quarta maior economia da Ásia também está se preparando para impulsionar a geração de energia nuclear e a carvão caso os preços do petróleo permaneçam altos e o fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) seja interrompido. “O governo tomará todas as medidas necessárias para minimizar o peso sobre o povo, como estabilizar a oferta e a demanda de energia, gestão de preços e apoio às pessoas vulneráveis (ao aumento dos custos de energia)”, disse o ministro da Indústria, Kim Jung-kwan, na sexta-feira. A Coreia do Sul depende quase totalmente das importações para sua energia, comprando cerca de 70% de seu petróleo e 20% de seu GNL do Oriente Médio, segundo dados da Associação Internacional de Comércio da Coreia.”
Fonte: Reuters; 13/03/2026
Oito países alertam a UE para não enfraquecer o mercado de carbono, segundo documento
“Espanha, Holanda e outros seis governos instaram a União Europeia a não desmontar ou suspender o sistema de comércio de emissões do bloco, sua principal política de mudanças climáticas, enquanto Bruxelas busca maneiras de conter os preços da energia. Com os preços da energia disparando devido à interrupção no fornecimento de petróleo e gás do Oriente Médio, Bruxelas enfrenta pedidos de governos, incluindo a Itália, para suspender seu ETS, que exige que as usinas comprem permissões para cobrir suas emissões de CO2. “Fazer mudanças fundamentais no ETS, questionar o próprio instrumento ETS ou suspendê-lo seria um passo para trás muito preocupante”, disse um grupo de oito países da UE em um documento conjunto, visto pela Reuters. Enfraquecer o esquema “penalizaria dramaticamente os pioneiros que já investiram e inovaram na descarbonização”, disse o documento, que também foi assinado pela Dinamarca, Finlândia, Luxemburgo, Portugal, Eslovênia e Suécia.”
Fonte: Reuters; 12/03/2026
América Latina precisa criar suas cadeias produtivas em minerais críticos, diz BID
“O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, afirmou nesta quinta-feira (12) que a indústria de minerais críticos não depende necessariamente de subsídios públicos, mas de um modelo que garanta cadeias de suprimento seguras na região. Uma das iniciativas do banco para a América Latina e o Caribe na próxima década será avançar na cadeia desses minerais, indo além da simples extração dessas matérias-primas. Segundo o BID, o mercado relacionado a esses recursos na região poderá atingir US$ 770 bilhões até 2040. Segundo Goldfajn, o mais importante no setor é a existência de contratos de longo prazo, de 20 ou 30 anos, que assegurem demanda firme, o que permitiria viabilizar investimentos nos países produtores. Esse tipo de arranjo, afirmou, reduz a necessidade de subsídios e aumenta a competitividade do setor ao oferecer maior previsibilidade para os investidores.”
Fonte: Valor Econômico; 12/03/2026
China alivia seus limites mais rígidos de emissão de gases-estufa
“Em seu recém-lançado 15º Plano Quinquenal 2026-2030 a China, o maior emissor de gases-estufa do presente, revela uma estratégia baseada na expansão acelerada de energias limpas e tecnologias de transição onde entram renováveis, hidrogênio e até nuclear, ao mesmo tempo em que mantém o carvão como instrumento de segurança energética em cenário geopolítico turbulento. Há várias particularidades no planejamento a curto prazo da segunda economia do mundo. A estratégia climática da China é fundamentalmente focada na oferta em vez de impor limites rígidos de emissões. A aposta de Pequim é que a rápida expansão da energia limpa irá remodelar gradualmente o sistema energético e dar impulso à política industrial. A análise é de Belinda Schäpe, consultora de Políticas (China) na E3G, think tank baseado no Reino Unido com um olhar global da crise climática.”
Fonte: Valor Econômico; 13/03/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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