Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de segunda-feira em território misto, com IBOV avançando 0,28% e o ISE recuando 0,61%.
• No Brasil, o Governo Lula avalia ceder o controle de minas de urânio a investidores privados para ampliar a oferta, quebrando um tabu de décadas – o plano é permitir a abertura da indústria por meio de um decreto em análise na Casa Civil.
• No internacional, (i) a empresa espanhola de energia Moeve aprovou um projeto de hidrogênio verde envolvendo mais de 1 bilhão de euros em investimentos – em parceria com a empresa de energia renovável Masdar de Abu Dhabi, a nova planta será instalada na Espanha e terá uma capacidade de 300 megawatts; e (ii) segundo um relatório da Moody’s, a demanda por eletricidade deverá crescer em torno de 2,8% até o início de 2027 na América Latina – entre os fatores que vão contribuir para esse crescimento estão a expansão das operações de mineração no Chile e Peru, assim como a materialização de novos investimentos em data centers, especialmente no Chile, Brasil, México e Argentina.
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Brasil
Empresas
Aprobio e Abiove anunciam criação da AliançaBiodiesel
“As associadas da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) e da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) aprovaram, na quinta-feira (26/2), a criação da AliançaBiodiesel. A iniciativa estabelece uma atuação coordenada entre as duas entidades, somando esforços e alinhando estratégias para fortalecer o biodiesel no Brasil e ampliar sua presença no mercado internacional, informou a Aprobio em comunicado. O presidente da Aprobio, Jerônimo Goergen, disse na nota: “Nosso objetivo é fortalecer o segmento por meio da união setorial, unificando posições e construindo uma agenda comum com o Executivo, o Legislativo, a Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio) e também com o mercado consumidor”. “A AliançaBiodiesel é uma estrutura de articulação nacional que garante representação institucional sólida, coerência nas pautas e diálogo permanente com todos os atores estratégicos”, acrescentou. O presidente-executivo da Abiove, André Nassar, ressaltou que a iniciativa consolida um novo momento de convergência institucional.”
Fonte: Eixos; 02/03/2026
Política
Governo discute controle privado no urânio
“A mineração de urânio no Brasil anda tão devagar que o Governo Lula – contrário a privatizações em geral – avalia ceder o controle de minas a investidores privados para ampliar a oferta, quebrando um tabu de décadas. Os detalhes do decreto foram publicados em primeira mão pelo PlatôBr. O plano é permitir a abertura da indústria por meio de um decreto em análise na Casa Civil. O movimento marcaria mais uma mudança relevante no setor nuclear, que passou a ter capital não-estatal pela primeira vez com a privatização da antiga Eletrobras, hoje AXIA Energia. Mais recentemente, a AXIA ainda anunciou a venda de sua fatia na Eletronuclear, a dona das usinas de Angra, ao Grupo J&F Investimentos, dos irmãos Batista. Nos últimos dias, o Governo decidiu não exercer direito de preferência na transação, abrindo caminho para a conclusão do deal – e tornando-se sócio dos Batista na geração de energia atômica. Agora, a proposta em avaliação na Casa Civil vai regulamentar uma lei de 2022, do Governo Bolsonaro, que autorizou a estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) a fazer parcerias para a mineração de urânio.”
Fonte: Brazil Jounal; 02/03/2026
“O governo brasileiro espera mobilizar mais de 250 bilhões de reais (48,4 bilhões de dólares) em investimentos sustentáveis durante o atual mandato de quatro anos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 2026 centrado na consolidação das iniciativas já em andamento, disse a ex-secretária de assuntos internacionais Tatiana Rosito. Rosito, que deixou seu cargo no Ministério das Finanças na segunda-feira para se tornar diretora do Banco Mundial para China, Coreia e Mongólia a partir de julho, disse que o Brasil reuniu um amplo conjunto de instrumentos financeiros apresentados durante sua liderança no G20, BRICS e COP30. A prioridade agora, acrescentou, é entregar resultados e captar capital, em vez de criar novas ferramentas. Segundo Rosito, o recente impulso político do Brasil ajudou a restaurar sua posição como um grande player global, com pares vendo a maior economia da América Latina como uma mudança da retórica para a execução. Os principais esforços incluem a criação de diretrizes nacionais de transformação ecológica, a emissão de títulos soberanos sustentáveis no exterior e o lançamento do EcoInvest, um programa que utiliza fundos públicos para atrair investimentos privados em projetos verdes.”
Fonte: Reuters; 02/03/2026
COP30 consulta países sobre fim dos fósseis, mas tem nova guerra no caminho
“A presidência da COP30 está colhendo contribuições para os mapas do caminho para a transição para longe dos combustíveis fósseis e para o fim do desmatamento. As consultas vão até 31 de março e chegam em um momento turbulento para os mercados de energia, agravado pela escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. Na última sexta (27), o presidente da cúpula de Belém (PA), André Corrêa do Lago, enviou uma carta aos países membros da UNFCCC pedindo que enviem suas sugestões. Na consulta, os países devem responder algumas questões: Quais são as barreiras mais críticas à transição dos combustíveis fósseis? Que alavancas existem para acelerar a implementação do compromisso assumido na COP28? Que experiências podem ser compartilhadas ?Como uma transição justa pode melhor refletir as diversas realidades dos países? A carta também traz algumas pistas do que o documento de Corrêa do Lago pretende entregar, como análises de riscos climáticos, econômicos e de financiamento, além de perspectivas tanto da oferta quanto da demanda para a transição energética.”
Fonte: Eixos; 02/03/2026
Guerra no Oriente Médio eleva petróleo e pode favorecer etanol
“A guerra no Oriente Médio, que colocou Israel e Estados Unidos de um lado e o Irã de outro, pode ser favorável aos preços do etanol. A avaliação é da XP, que divulgou relatório sobre a influência do conflito nos mercados agrícolas. Na publicação, os analistas destacam que a situação já provoca uma forte alta nos preços do petróleo nas bolsas. Em Londres e Nova York, os contratos do tipo Brent e os do WTI sobem mais de 2% na sessão desta segunda-feira, com o barril acima dos US$ 70. Uma valorização do produto no mercado internacional tende a ser positiva para o biocombustível, dada a sua relação de competitividade com o combustível fóssil. Restaria, no entanto, saber como a Petrobras irá proceder em sua política de preços, em função dessa alta do petróleo. Uma valorização prolongada da commodity pode levar a estatal brasileira a segurar eventuais repasses para a gasolina.”
Fonte: Globo Rural; 02/03/2026
Sem Redata, grandes aportes em data centers no Brasil ficam de molho
“Empresas que constroem e administram centros de dados de grande escala (hyperscale) reafirmam investimentos já comprometidos no país, mas ainda têm esperança de um resgate do Regime Especial de Tributação sobre Serviços de Data Center (Redata), que não foi apreciado pelo Senado e MP do governo caducou na quarta-feira (25). “A não votação do Redata e a consequente caducidade da medida representam um retrocesso para a estratégia de digitalização do país, essencial para a soberania e a segurança dos dados do Brasil, hoje majoritariamente mantidos no exterior”, disse o fundador e presidente do conselho da Elea Data Centers, Alessandro Lombardi. Para as empresas do setor, as isenções fiscais previstas pelo Redata atrairiam aportes bilionários em infraestrutura de inteligência artificial (IA), que correm o risco de migrar para outros países.”
Fonte: Valor Econômico; 02/03/2026
Internacional
Empresas
Amazon investirá mais US$ 21 bilhões em data centers e IA na Espanha
“A Amazon informou nesta segunda-feira (2) que investirá mais 18 bilhões de euros (US$ 21 bilhões) na Espanha para expandir seus data centers e impulsionar a inovação em inteligência artificial, elevando seu investimento total no país para 33,7 bilhões de euros. A Amazon anunciou o investimento após o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchez, se reunir com David Zapolsky, diretor global de assuntos corporativos e jurídico da Amazon, no Mobile World Congress, em Barcelona. Zapolsky afirmou que o investimento apoiará até 30 mil empregos até 2035. “Com esse investimento, fazemos da Espanha o epicentro de IA de nossas operações na Europa”, disse ele. No ano passado, a Amazon anunciou que sua unidade de computação em nuvem, AWS, investiria 15,7 bilhões de euros em data centers na região nordeste de Aragão, na Espanha, o que apoiaria a criação de uma média estimada de 17.500 empregos por ano em empresas locais até 2033.”
Fonte: Valor Econômico; 02/03/2026
Moeve, da Espanha, se une a Masdar em projeto de hidrogênio verde de US$ 1,2 bilhão
“A empresa espanhola de energia Moeve aprovou um grande projeto de hidrogênio verde envolvendo mais de 1 bilhão de euros (US$ 1,2 bilhão) em investimentos, com a empresa de energia renovável Masdar em Abu Dhabi como parceira minoritária. Moeve disse na segunda-feira que tomou a decisão final de investimento na primeira parte do Vale do Hidrogênio Verde Andaluz, na Espanha, que terá uma capacidade de 300 megawatts e a possibilidade de adicionar mais 100 MW, dependendo da disponibilidade da rede e da aprovação do conselho. Será o maior projeto desse tipo no sul da Europa, afirmou. Na semana passada, a empresa garantiu uma conexão à rede espanhola para o projeto. Uma usina solar dedicada complementará a energia da rede. O projeto conta com mais de 300 milhões de euros em subsídios da União Europeia. Moeve, pertencente ao fundo Mubadala em Abu Dhabi, e à empresa de private equity americana Carlyle Group (CG. O) ficarão com 51% do projeto, enquanto a Masdar e a empresa de energia renovável Enalter ficarão com a participação restante.”
Fonte: Reuters; 02/03/2026
Política
Mineração e data centers puxarão demanda por eletricidade na América Latina em 2026, aponta Moody’s
“A demanda por eletricidade deverá crescer em torno de 2,8% até o início de 2027 na América Latina, estima a Moody’s em estudo divulgado nesta segunda-feira (2/3). Entre os fatores que vão contribuir para esse crescimento estão a expansão das operações de mineração no Chile e Peru, assim como a materialização de novos investimentos em data centers, especialmente no Chile, Brasil, México e Argentina. Além disso, deve haver o crescimento do consumo industrial, a eletrificação do transporte e um uso maior de ar-condicionado, prevê a empresa. Segundo a Moody’s, a diminuição das taxas de juros melhorará o acesso do setor de infraestrutura latino-americano aos mercados de dívida e facilitará a cobertura de juros das empresas. De acordo com a companhia, as eleições nos países da América Latina acrescentam incerteza à perspectiva de crescimento.”
Fonte: Eixos; 02/03/2026
O problema do recuo climático da UE: punir os primeiros a agir
“A pressão da UE para conter suas principais políticas climáticas em nome da competitividade está invertendo a transição verde, recompensando os industriais retardatários enquanto pune empresas e países que agiram cedo para enfrentar os riscos do aquecimento global. A retrocesso já atingiu partes críticas da legislação verde do bloco, abrangendo o desmatamento, as cadeias de suprimentos e a confiança abalada no sistema de comércio de emissões, a pedra angular da estratégia climática europeia desde 2005. Enquanto os líderes da UE buscam lançar um salva-vidas à base industrial em dificuldades do bloco, vários pressionam para enfraquecer o ETS, que cobra das empresas por tonelada de carbono emitida, argumentando que o preço está agravando os altos custos de energia e corroendo a competitividade. Só os sinais políticos já deixaram os investidores inquietos. Uma sugestão ambígua do chanceler alemão Friedrich Merz em fevereiro de que o sistema deveria ser reformado provocou uma queda nos preços do carbono, de um recorde de dois anos de €92 por tonelada após compras por fundos hedge, para cair abaixo de €70.”
Fonte: Financial Times; 02/03/2026
Itália desafia Pacto Verde Europeu ao propor reforma no mercado de eletricidade
“A Itália escolheu o sistema de precificação de carbono europeu como terreno para uma disputa que mistura política energética e calendário eleitoral. No início deste ano, o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni apresentou uma proposta para reformar o mercado de eletricidade do país, retirando os custos das licenças de emissão de carbono do preço cobrado no atacado. Pelo uso de eletricidade, a indústria italiana paga cerca de 30% acima da média dos demais países da União Europeia. Para o governo Meloni – e também para fabricantes e associações -, esse aspecto impacta diretamente a competitividade. Adicionalmente, em 2025 a produção industrial do país recuou 0,2%, seguindo uma tendência de queda que foi ainda mais acentuada no ano anterior. E o setor automotivo, historicamente forte na região norte do país, atravessa uma das piores fases de sua história recente. A medida, que ainda percorre um longo caminho institucional antes de qualquer desfecho, passando por apovação parlamentar em Roma antes do aval de Bruxelas, já encontra resistência nas duas frentes.”
Fonte: Exame; 02/03/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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