Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de terça-feira em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 1,1% e 1,3%, respectivamente.
• No Brasil, (i) o BNDES abriu o edital de seleção pública de propostas para a execução do estudo técnico de Certificação de Crédito de Carbono no Brasil, com apoio de até R$ 10 milhões – a iniciativa é realizada em parceria com os Ministérios do Meio Ambiente (MMA) e da Fazenda, e faz parte da implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE); e (ii) um vazamento levou a Petrobras a paralisar no domingo a operação na Bacia da Foz do Amazonas, o que pode potencialmente dificultar a licença ambiental para a empresa produzir petróleo na região, parte da Margem Equatorial – o vazamento não foi de petróleo, mas de fluido de perfuração, usado para facilitar a entrada da broca na rocha onde ficam os reservatórios.
• No internacional, a Midcontinent Independent System Operator (MISO), organização responsável pela gestão da rede elétrica que cobre grande parte do Meio-Oeste dos EUA, anunciou na terça-feira uma parceria com a Microsoft, recorrendo à colaboração para ajudar a garantir que as enormes quantidades de eletricidade necessárias para a IA estejam disponíveis – na mais recente parceria, as tecnologias da Microsoft serão implantadas na grade da MISO, com usos que incluem prever e responder a interrupções causadas por condições climáticas, planejar linhas de transmissão e acelerar determinadas operações.
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Brasil
Empresas
Petrobras tem vazamento na Margem Equatorial
“Um vazamento levou a Petrobras a paralisar no domingo a operação na Bacia da Foz do Amazonas e pode dificultar a licença ambiental para a empresa produzir petróleo na região, parte da Margem Equatorial. O vazamento não foi de petróleo, mas de fluido de perfuração, usado para facilitar a entrada da broca na rocha onde ficam os reservatórios. O fluido é biodegradável, segundo a estatal. O Ibama informou que recebeu a informação da Petrobras pelo sistema de emergências ambientais e que as causas “estão em investigação e serão apuradas”. Especialistas se dividem sobre as consequências da ocorrência.”
Fonte: Valor Econômico; 07/01/2026
Política
Etanol sobe em 15 estados e é competitivo em apenas um
“Os preços médios do etanol hidratado subiram em 15 estados, caíram em outros quatro e no Distrito Federal e ficaram estáveis em seis na semana encerrada em 3 de janeiro. No Amapá não houve medição. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas. Nos postos pesquisados pela ANP em todo o país, o preço médio do etanol subiu 0,22% na comparação com a semana anterior, a R$ 4,49 o litro. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço ficou estável, em R$ 4,28 o litro. A maior alta porcentual na semana, de 3,92%, foi registrada no Tocantins, a R$ 5,04 o litro. A maior queda, de 12,35%, ocorreu no Acre, para R$ 5,25 o litro. O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,59 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,08, foi observado no Acre. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,00, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amazonas, de R$ 5,49 o litro.”
Fonte: Eixos; 06/01/2026
509 outorgas de usinas foram revogados em 2025, a pedido das empresas, diz Aneel
“A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou, nesta terça-feira (6/1), que ao longo de 2025 foram revogadas 509 outorgas de usinas solares e eólicas, somando aproximadamente 22 gigawatts de potência elétrica. Conforme o balanço apresentado, essas revogações foram solicitadas pelas empresas. Os pedidos ocorrem quando o empreendedor entende que o projeto não é viável. Em geral, o encerramento dos contratos também pode ocorrer após descumprimento de cláusulas contratuais e de normas regulatórias. Em setembro do ano passado, a diretoria colegiada revogou a outorga da empresa Gold Energia para atuar na comercialização de energia elétrica, por exemplo. Nesta terça (6/1), também foi informado que 158 empreendimentos de geração de energia elétrica solicitaram a revogação da outorga, nos termos da lei da conversão da Medida Provisória (MP) com a modernização do marco regulatório do setor elétrico, sancionada no ano passado.”
Fonte: Eixos; 06/01/2026
BNDES abre edital para estudo sobre certificação de carbono
“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu o edital de seleção pública de propostas para a execução do estudo técnico de Certificação de Crédito de Carbono no Brasil, com apoio de até R$ 10 milhões. A iniciativa é realizada em parceria com os Ministérios do Meio Ambiente (MMA) e da Fazenda, e faz parte da implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), instituído pela Lei 15.042/2024. O estudo vai diagnosticar o ecossistema nacional de certificação de créditos de carbono e identificar oportunidades para fortalecer e ampliar a capacidade de certificação de projetos no Brasil. Além disso, vai identificar necessidades de aprimoramentos das atuais metodologias frente às especificidades nacionais, assim como oportunidades de redução de custos e prazos para maior inclusão e participação. Também está prevista a estruturação de processos que favoreçam eficiência, redução de custos e ganho de escala. O prazo estimado para execução do projeto é de até seis meses. Segundo o BNDES, o estudo poderá subsidiar outros aprimoramentos do ambiente institucional do mercado de carbono brasileiro.”
Fonte: Eixos; 06/01/2026
Etanol supera gasolina em São Paulo; matriz do Estado é 59% renovável
“Em 2024, 59% da oferta interna bruta de energia em São Paulo foi de origem renovável. A informação é do Balanço Energético Estadual, estudo elaborado todos os anos pelo Governo do Estado. O total é acima da média nacional, já que no Brasil, 50% da oferta interna veio de fontes renováveis no mesmo período, de acordo com o Balanço Energético Nacional. O número ainda é bem acima da média dos países desenvolvidos da Organização e Cooperação para o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que registraram 13,2% de renováveis na média em 2023. Os produtos do setor sucroenergético, ou seja, derivados da cana-de-açúcar, responderam por um terço do total da oferta interna bruta no ano de 2024. O etanol, utilizado principalmente no transporte rodoviário, especialmente em automóveis e motocicletas, atendeu a 28,5% do consumo de energia no setor, somando o etanol anidro, que é misturado à gasolina, e o etanol hidratado, comercializado diretamente nos postos de combustíveis.”
Fonte: Exame; 06/01/2026
Vendas de etanol cresceram na última semana de 2025
“Volumes razoáveis de negócios envolvendo etanol foram registrados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nos últimos dias úteis de 2025 em algumas regiões produtoras do Centro-Sul do Brasil. Ainda que muitos agentes de mercado já tivessem antecipado a comercialização visando atender a demanda de combustíveis nos dias de festividade, novas quantidades foram efetivadas no período. No caso do anidro, os negócios se destacaram em São Paulo, tendo em vista que o volume quase triplicou na comparação semanal. O suporte segue vindo das boas vendas de gasolina C na ponta varejista. Já o etanol hidratado, no mesmo comparativo, teve um aumento de 43% nas vendas das usinas paulistas.”
Fonte: Globo Rural; 06/01/2026
Internacional
Empresas
“A grade do Meio-Oeste dos EUA se uniu à Microsoft (MSFT. O), disse na terça-feira, no mais recente caso das Big Tech recorrendo à colaboração para ajudar a garantir que as enormes quantidades de eletricidade necessárias para a inteligência artificial estejam disponíveis. Nos últimos dois anos, a indústria tecnológica dos EUA aprofundou os laços com o setor de energia ao firmar acordos de fornecimento de longo prazo e fornecer assistência em IA para maximizar o fornecimento, à medida que centros de dados intensivos em energia impulsionam a demanda de energia dos EUA a níveis recordes. O Google fez parceria com a PJM Interconnection – a maior operadora de rede elétrica do país – no ano passado para usar inteligência artificial e acelerar o processo de conexão de novos fornechos de eletricidade a essa rede regional. Na mais recente parceria, as tecnologias da Microsoft serão implantadas na grade Midcontinent Independent System Operator, que abrange 42 milhões de pessoas em 15 estados dos EUA e na província canadense de Manitoba. O uso dessas tecnologias incluirá prever e responder a interrupções da rede elétrica relacionadas ao clima, planejamento de linhas de transmissão e aceleração de certas operações.”
Fonte: Reuters; 06/01/2026
Política
As emissões alemãs caíram apenas modestamente em 2025 devido aos edifícios e ao transporte
“As emissões de gases de efeito estufa da Alemanha caíram apenas marginalmente em 2025, à medida que o fraco progresso na redução da poluição proveniente de edifícios e transportes pesava sobre o equilíbrio climático geral, informou o think tank de energia Agora Energiewende na quarta-feira. A Alemanha emitiu 640 milhões de toneladas de dióxido de carbono em 2025, uma queda de 1,5% ou 9 milhões de toneladas em relação ao ano anterior, disse a Agora em sua revisão anual. Embora a Alemanha tenha atingido sua meta nacional anual de emissões para 2025, a redução foi menos da metade da economia registrada em 2024, mostraram os cálculos da Agora. A queda nas emissões de 2025 foi impulsionada em parte pela menor produção em indústrias intensivas em energia, em meio à demanda fraca prolongada e às condições tensas do mercado global, e em parte pela geração recorde de energia solar, disse a Agora. “A energia eólica e solar continuará sendo a espinha dorsal da transição energética da Alemanha em 2025 também”, disse Julia Blaesius, diretora da Agora Energiewende Alemanha.”
Fonte: Reuters; 07/01/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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