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ANP libera operação da primeira usina nacional de etanol de trigo | Café com ESG, 09/01

ANP autoriza usina de etanol de trigo; governo de SP libera consulta pública sobre a política estadual de logística reversa

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou o pregão de quinta-feira em leve alta, com o IBOV e o ISE avançando 0,6% e 0,7%, respectivamente. 

• No Brasil, (i) a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a CB Bioenergia a iniciar a operação da primeira usina de etanol de trigo do Brasil, localizada em Santiago (RS) – a usina pode processar 100 toneladas de trigo por dia e tem capacidade de produção de 43 m³/d de etanol hidratado; e (ii) o governo do Estado de São Paulo abriu consulta pública para a implementação da Política Estadual de Logística Reversa, com prazo para envio de contribuições até o dia 30 de janeiro – a iniciativa, conduzida pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), busca ampliar o diálogo com empresas, entidades representativas, organizações da sociedade civil e cidadãos antes da definição das regras que irão orientar o retorno e a destinação adequada de produtos e resíduos.

• No internacional, uma onda de projetos comerciais de armazenamento de carbono começará a operar na Europa este ano, marcando a primeira vez que o continente conseguiu transportar e enterrar emissões em larga escala, à medida que a UE endurece as regras do imposto sobre carbono – grupos industriais pesados estão se preparando para colocar CO₂ capturado em novos locais de armazenamento offshore na Noruega e na Dinamarca.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Empresas brasileiras entram na cobiçada ‘A List’ do CDP, referência global em transparência ambiental

“Duas empresas brasileiras conquistaram nota máxima na cobiçada “A List” de 2025 do CDP, ranking internacional considerado o “padrão-ouro” em transparência e desempenho ambiental e cada vez mais utilizado por investidores e grandes compradores como um dos critérios para alocação de capital e seleção de fornecedores. Divulgada nesta quinta-feira, a A List 2025 reconhece organizações que atingiram as pontuações mais altas nas avaliações de práticas de mudanças climáticas, florestas e segurança hídrica. Neste ano, 877 empresas em todo o mundo — cerca de 4% das 22.100 avaliadas — alcançaram o selo máximo em ao menos uma das três frentes ambientais avaliadas – Clima, Florestas e Água. Dessas, apenas 23 no mundo todo conquistaram a nota A nas três categorias simultaneamente. Entre as empresas, quase 20 mil foram efetivamente pontuadas, incluindo mais da metade da capitalização de mercado global. Desse total, mais de 1.600 companhias avaliadas têm sede na América Latina, ampliando a visibilidade regional em um ambiente de crescente exigência por métricas ambientais confiáveis.”

Fonte: Valor Econômico; 08/01/2026

JCB traz modelo a hidrogênio para testar mercado brasileiro

“A fabricante inglesa de máquinas da chamada linha amarela JCB planeja trazer, ainda em 2026, modelos movidos a hidrogênio para o Brasil. A ideia é demonstrar o desempenho desses equipamentos aos clientes, sem previsão inicial de vendas. As máquinas a hidrogênio começaram a ser vendidas no Reino Unido no ano passado e as primeiras entregas estão previstas para o início deste ano. As máquinas da linha amarela são equipamentos pesados, como escavadeiras, rolo compressor, pás carregadeiras e tratores de esteira. Entre os setores que mais utilizam esses equipamentos estão o agronegócio, infraestrutura, mineração e logística. “Nosso objetivo inicial é mostrar o equipamento ao mercado brasileiro. Não temos planos de vendas no início. Vamos testar o conceito”, diz Adriano Merigli, presidente da JCB no Brasil. “Até porque a grande questão é: quando o hidrogênio vai chegar na bomba? É a questão da infraestrutura (de abastecimento)”, afirma. Apesar do avanço tecnológico, Merigli diz que o custo é similar à máquina a combustão tradicional. O motor é o mesmo, mudando apenas a injeção. Isso torna o hidrogênio opção mais barata e rápida, a princípio, do que o uso da energia elétrica na linha amarela.”

Fonte: Valor Econômico; 08/01/2026

Envision Energy entra no Brasil em contrato com Casa dos Ventos

“A empresa chinesa Envision Energy fechou um contrato de fornecimento de turbinas eólicas de 630 MW e um contrato de serviço de 30 anos com a Casa dos Ventos, que inclui o fornecimento de soluções habilitadas por inteligência artificial. O acordo marca a entrada da companhia no Brasil e é resultado de uma série de intercâmbios e diálogos estratégicos entre as duas empresas. Em maio de 2025, presidente da Envision, Lei Zhang, se reuniu com o presidente Lula (PT) durante a visita do presidente brasileiro à China para discutir a transição energética, parques industriais com emissões líquidas zero e setores emergentes, como combustível de aviação sustentável e hidrogênio verde. Em setembro de 2025, o fundador e o diretor executivo da Casa dos Ventos, respectivamente, Mário Araripe e Lucas Araripe, visitaram a Envision para discussões adicionais sobre o avanço das indústrias com emissões net zero. “Nossa decisão de fazer a parceria com a Envision se baseia em sua tecnologia de ponta, recursos avançados de IA e compromisso de longo prazo com o Brasil como mercado estratégico”, disse Lucas Araripe.”

Fonte: Eixos; 08/01/2026

São Paulo abre consulta pública para regulamentar política estadual de logística reversa

“O governo do Estado de São Paulo abriu consulta pública para a implementação da Política Estadual de Logística Reversa, com prazo para envio de contribuições até o dia 30 de janeiro. A iniciativa, conduzida pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), busca ampliar o diálogo com empresas, entidades representativas, organizações da sociedade civil e cidadãos antes da definição das regras que irão orientar o retorno e a destinação adequada de produtos e resíduos no Estado. A consulta ocorre no formato de Tomada de Subsídios, instrumento de participação social utilizado na fase de elaboração ou aprimoramento de atos normativos. Nesse modelo, o poder público coleta sugestões, opiniões e contribuições técnicas para qualificar a proposta regulatória antes de sua publicação oficial. No caso paulista, a tomada de subsídios está diretamente ligada ao processo de regulamentação da logística reversa, tema previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Instituída pela Lei Federal nº 12.305/2010, a logística reversa é definida como um conjunto de ações e procedimentos destinados a viabilizar a coleta e a restituição de resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento em seu ciclo produtivo ou em outros ciclos, ou para destinação final ambientalmente adequada.”

Fonte: Valor Econômico; 08/01/2026

ANP autoriza operação da primeira usina de etanol de trigo do país

“A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a CB Bioenergia a iniciar a operação da primeira usina de etanol de trigo do Brasil, localizada em Santiago (RS). A autorização foi publicada na quinta-feira (8/1) no Diário Oficial da União (DOU). A usina pode processar 100 toneladas de trigo por dia e tem capacidade de produção de 43 m³/d de etanol hidratado. O processo de fabricação inclui uma levedura desenvolvida pela empresa americana IFF e que pode ampliar o rendimento em até 4,5%. Na primeira fase do projeto, foram investidos cerca de R$ 100 milhões para a construção. A expectativa é de expandir a unidade para gerar entre 45 e 50 milhões de litros por ano até 2027, o que exigiria aportes adicionais que somam R$ 500 milhões. A usina pretende gerar, ainda, álcool neutro, usado na indústria de perfumaria e bebidas, e destinar resíduos sólidos para fabricação de utensílios descartáveis biodegradáveis. Também no Rio Grande do Sul, outra empresa do ramo de biocombustíveis está instalando uma usina de etanol de trigo.”

Fonte: Eixos; 08/01/2026

Internacional

Trump e Congresso tentam reverter a proibição de mineração da era Biden no norte de Minnesota

“A administração Trump e o Congresso dos EUA estão lançando esta semana um plano para derrubar a proibição de mineração do ex-presidente Joe Biden no norte de Minnesota e impedir que futuras administrações tomem medidas semelhantes, segundo autoridades e documentos revisados pela Reuters. A medida está em desenvolvimento há grande parte do último ano e envolve uma série complexa de medidas legislativas que beneficiarão a Antofagasta (ANTO. L), Projeto Twin Metals cobre, cobalto e níquel, uma das maiores reservas inexploradas desses minerais críticos da América do Norte. Detalhes do plano não haviam sido divulgados anteriormente. Isso marca uma espécie de redirecionamento de Trump para projetos de mineração domésticos dos EUA, mesmo enquanto sua administração continua buscando acesso a minerais na Groenlândia, Ucrânia e outros lugares. O plano de Minnesota quase certamente aumentará ainda mais a tensão sobre onde e como adquirir minerais cruciais para a economia eletrificada e a defesa nacional. Cobre, níquel e cobalto são usados para construir veículos elétricos, data centers de IA, turbinas eólicas, armamentos e uma infinidade de outros dispositivos. Biden, em 2023, bloqueou a mineração em 225.504 acres na Floresta Nacional Superior por 20 anos, citando preocupações ambientais e a crença de que a economia da região se beneficiaria mais da atividade recreativa do que da mineração.”

Fonte: Reuters; 08/01/2026

A Europa acelera totalmente na captura de carbono, mas persistem os temores de ‘distração cara’

“Uma onda de projetos comerciais de armazenamento de carbono começará a operar na Europa este ano, marcando a primeira vez que o continente conseguiu transportar e enterrar emissões em larga escala, à medida que a UE endurece as regras do imposto sobre carbono. Grupos industriais pesados estão se preparando para colocar CO₂ capturado em novos locais de armazenamento offshore na Noruega e na Dinamarca, impulsionados pela próxima fase do esquema de comércio de emissões da UE, à medida que o Mecanismo de Ajuste de Fronteira de Carbono do bloco é implementado gradualmente. A aceleração aguçou a controvérsia em torno da captura e armazenamento de carbono (CCS), que grupos ambientais dizem que pode atrasar a transição dos combustíveis fósseis. No entanto, grupos industriais argumentam que a captura de carbono é a única forma prática de reduzir as emissões de setores intensivos em energia no prazo exigido pela política climática europeia. “Não temos o luxo de esperar por soluções perfeitas”, disse Svein Tore Holsether, diretor executivo da produtora norueguesa de fertilizantes Yara, que este ano inicia o que chamou de maior projeto de CCS industrial da Europa. “Isso está acontecendo agora.”

Fonte: Financial TImes; 09/01/2026

Órgão regulador de mercado da China convoca as principais empresas solares devido a preocupações com monopólio, segundo relatos da mídia estatal

“O regulador de mercado da China convocou seis das principais empresas chinesas de energia solar, incluindo a Tongwei (600438.SS), Daqo Nova Energia (688303.SS), e GCL Technology (3800.HK), sobre preocupações com monopólios, informou a mídia estatal China Securities News na quinta-feira. O órgão regulador instou as empresas a não coordenarem sobre capacidade de produção, utilização da capacidade, produção ou preços, segundo o relatório. Também proibiu a empresa de dividir mercados ou alocar produção e lucros por meio de índices de investimento, e exigiu que apresentassem planos de retificação escritos até 20 de janeiro.”

Fonte: Reuters; 08/01/2026

Programa ambiental das Ilhas do Pacífico diz que os EUA devem seguir o processo formal de saída

“ma organização do Pacífico de proteção ambiental com décadas de existência afirmou que os Estados Unidos devem passar por um processo formal para retirar seu apoio, após o presidente Donald Trump listá-la entre as 66 entidades que os EUA deixariam porque elas “operam contra os interesses nacionais dos EUA”. Na quinta-feira, Washington anunciou que se retiraria de dezenas de entidades internacionais e da ONU, incluindo o principal tratado climático do mundo e a Secretaria do Programa Regional de Meio Ambiente do Pacífico (SPREP). Com sede em Samoa, o SPREP apoiou dezenas de estados insulares de baixa altitude para conscientizar em conferências climáticas da ONU sobre a ameaça à sua sobrevivência causada pela elevação do nível do mar causada pelas mudanças climáticas. A organização emprega mais de 150 funcionários em Fiji, Ilhas Salomão, Vanuatu e República das Ilhas Marshall, e realiza programas para reduzir a poluição, melhorar os sistemas de alerta para condições climáticas severas e planejar a resposta a desastres a derramamentos de óleo.”

Fonte: Reuters; 08/01/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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