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Acordo UE-Mercosul pode atrair investimentos para a cadeia de minerais críticos no Brasil | Café com ESG, 12/01

Meta compra energia nuclear para data centers; China vai cancelar reembolsos de exportação de baterias e produtos fotovoltaicos

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou a semana passada em território positivo, com o IBOV avançando 1,76% e o ISE 1,68%. No pregão de sexta-feira, o Ibovespa e o ISE registraram leve alta de 0,27% e 0,58%, respectivamente.

• No Brasil, a conclusão do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul pode atrair investimentos para a cadeia de minerais críticos no Brasil, segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) – a entidade, que apoia empresas para ampliar a presença brasileira no comércio global, diz que o assunto foi chave para o avanço do acordo, aprovado nesta sexta-feira pelo Conselho Europeu.

• No internacional, (i) as ações da Oklo e da Vistra lideram um movimento de alta de seus pares nesta sexta-feira, depois que a Meta Platforms, de Mark Zuckerberg, concordou em comprar energia nuclear das empresas para operar data centers de inteligência artificial; e (ii) a China vai cancelar os reembolsos de exportação do imposto sobre valor agregado para produtos fotovoltaicos a partir de 1º de abril, informou o ministério das finanças em comunicado conjunto à Administração Tributária Estadual na sexta-feira – o ministério também informou que os reembolsos de IVA para exportação de produtos de bateria serão reduzidos para 6% de 9% entre abril e dezembro e totalmente cancelados a partir de 1º de janeiro de 2027.

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Brasil

Petrobras inicia operação em unidade que amplia capacidade de produção de diesel-S-10

“A Refinaria Henrique Lage (Revap) iniciou, no fim de dezembro, a operação de sua unidade de hidrotratamento (HDT) para produção de diesel S-10, informou a Petrobras em comunicado. A refinaria, localizada em São José dos Campos (SP), recebeu autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para iniciar operação comercial, após modernização. De acordo com a Petrobras, a unidade de HDT permitirá ampliar em aproximadamente 80% a produção de diesel S-10, com baixo teor de enxofre. Parte da capacidade, anteriormente destinada ao diesel S-500 — com alto teor de enxofre —, será realocada para a produção de diesel S-10, em resposta à demanda crescente por combustíveis mais limpos, disse a Petrobras. A Revap possui capacidade de processamento de até 252 mil barris de petróleo por dia e responde por cerca de 14% da produção de derivados da Petrobras. Além de diesel, a Revap produz querosene de aviação (QAV), gasolina e gás liquefeito de petróleo (GLP).”

Fonte: Valor Econômico; 09/01/2026

Carajás vira laboratório de mineração de menor impacto

“A combinação de pressão socioambiental e exigências regulatórias mais rígidas vem acelerando, pelo setor de mineração, a adoção de tecnologias que reduzem emissões, consumo de água e riscos operacionais. A pressão por parâmetros mais elevados de sustentabilidade também aumentou desde o rompimento das barragens em Minas Gerais. Embora o setor mineral responda por uma parcela muito pequena das emissões industriais brasileiras, a pressão por padrões mais avançados de sustentabilidade — somada à memória das falhas no mapeamento de riscos reveladas pelos rompimentos de barragens em Minas Gerais — elevou o custo da licença para operar no setor. “O setor mineral responde por 0,55% das emissões da indústria brasileira, mas isso não quer dizer que não estamos preocupados. Queremos mitigar, minimizar e facilitar processos — ser referência para outras indústrias”, afirma Caio van Deursen, que tem mais de uma década de experiência em empresas como CBA e Nexa Resources e hoje integra o Mining Hub, em Belo Horizonte. A responsabilidade aumenta quando considerado o papel da mineração na cadeia global de suprimentos. “Somos escopo 3 [emissões indiretas de gases de efeito estufa] para quase todos os setores”, diz o especialista, lembrando, por exemplo, que os veículos elétricos, uma das principais tendências da transição energética, dependem de minerais. “Tem uma pressão gigante por fazer melhor”.”

Fonte: Valor Econômico; 12/01/2026

Ações de usinas de etanol sobem após acordo UE-Mercosul

“As ações das empresas que atuam no setor de etanol subiram nesta sexta-feira (9/1), quando foi confirmada a aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), que deve criar cotas isentas de tarifa para o etanol sul-americano no mercado europeu. Na B3, as ações preferenciais da Raízen tiveram alta de 4,88%, a R$ 0,86. Os papéis da São Martinho subiram 5,82%, a R$ 14,91, e os da Jalles Machado tiveram ganhos de 2,55%, a R$ 2,81. Na bolsa de Nova York, as ações da Adecoagro subiram 5,56%, para US$ 8,35. O acordo UE-Mercosul cria cotas de importação de etanol dentro da UE, sendo uma cota isenta de tarifa de até 570,3 milhões de litros para o etanol para uso na indústria química e outra cota com redução tarifária de um terço para até 200 mil toneladas de etanol para outros usos, como combustível.”

Fonte: Globo Rural; 10/01/2026

Acordo UE-Mercosul pode ampliar investimentos em minerais críticos no Brasil

“A conclusão do acordo comercial entre União Europeia (UE) e Mercosul pode atrair investimentos para a cadeia de minerais críticos no Brasil, segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A entidade, que apoia empresas para ampliar a presença brasileira no comércio global, diz que o assunto foi chave para o avanço do acordo, aprovado nesta sexta-feira (9) pelo Conselho Europeu. “O assunto minerais críticos foi um dos temas estratégicos e definidores desse sucesso final das negociações para a conclusão do acordo Mercosul-União Europeia. É um tema que, quando o acordo começou a ser negociado, há 20 anos atrás, não existia”, diz Ana Paula Repezza, diretora de negócios da ApexBrasil, em entrevista ao Valor. A UE, afirma Repezza, consome cerca de 25% dos minerais críticos do mundo, mas tem apenas 5% das reservas. E do percentual que consome, acrescenta, quase a totalidade vem da China, país que tem ampliado restrições na exportação de terras raras, grupo de elementos químicos estratégicos para a transição energética e Defesa e do qual o Brasil tem a maior reserva depois dos chineses.”

Fonte: Valor Econômico; 10/01/2026

Avanço do clima extremo expõe fragilidades do seguro rural no país

“Diversas regiões brasileiras já sentem os efeitos de um clima mais extremo, lembra Eduardo Assad, pesquisador e professor do Centro de Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro). Ele destaca que, em uma vasta área entre o Centro-Oeste, Nordeste e sul da Amazônia, a temporada de chuvas está ficando mais curta, o que compromete a agricultura. “Essa redução de umidade vem acompanhada de fortes ondas de calor. A cada grau que aumenta a temperatura no sul do Pará, por exemplo, a produtividade da soja perde 230 quilos por hectare”, afirma. Em outros locais, como o interior de São Paulo, culturas perenes, como o café e a laranja, também estão sofrendo com deficiência hídrica e temperaturas altas.”

Fonte: Globo Rural; 11/01/2026

Sem quórum, primeira reunião de fórum de transição energética termina sem deliberações

“A primeira reunião do Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte) do ano, nesta quarta-feira (7/1), foi marcada pela falta de quórum. Dos 87 integrantes com direito a voto, divididos igualmente entre governo, sociedade civil e setor produtivo, apenas 38 compareceram na reunião remota. O quórum mínimo para votação são 44. O Fonte foi criado em agosto de 2024 pelo governo Lula, como um dos instrumento para elaboração do Plano Nacional de Transição Energética (Plante). O trabalho é coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Diante das ausências, não foi possível deliberar sobre a pauta, que consistia na aprovação do regimento interno. Marcaram presença na reunião apenas 10 representantes do governo, 10 da sociedade civil e 18 do setor produtivo — cada grupo dispõe de 29 assentos no plenário do Fórum. A reunião desta quarta foi a primeira após a instalação do Fonte, e estava prevista para ocorrer no dia 14 de dezembro. Diante do receio de que poderia ser esvaziada em razão do recesso de fim de ano, foi adiada para esta quarta. O próximo encontro do Fórum foi convocado para o dia 30 de janeiro, a despeito da pressão de representantes da sociedade civil, que defenderam que o encontro ocorresse na semana anterior.”

Fonte: Eixos; 09/01/2026

Internacional

Meta fecha compra de energia nuclear para data center. Ações do setor disparam

“As ações da Oklo e da Vistra lideram um movimento de alta de seus pares nesta sexta-feira (9), depois que a Meta Platforms, de Mark Zuckerberg, concordou em comprar energia nuclear das empresas para operar data centers de inteligência artificial. As ações da Oklo subiram até 19%, enquanto as da Vistra se valorizaram até 16%. A NuScale Power também subiu com a notícia, assim como produtores de urânio como a Centrus Energy e a Cameco. “Essa notícia é incrementalmente positiva para todo o setor de energia nuclear, incluindo a Oklo, pois reafirma o compromisso dos hyperscalers de começar a alavancar novas fontes de energia para alimentar a revolução da IA, sendo a energia o maior obstáculo para o setor”, escreveu Dan Ives, analista da Wedbush Securities, em uma nota aos clientes. A Meta assinou um contrato de compra de energia de 20 anos com a Vistra em suas duas usinas de energia existentes e fechou outro acordo com a Oklo, apoiada por Sam Altman no papel de investidor – embora ele já tenha sido até presidente do conselho -, que avançará no desenvolvimento de seu pequeno reator modular. Os reatores modulares de pequeno porte ainda não foram comercializados.”

Fonte: Bloomberg Línea; 09/01/2026

China restringe exportações ao Japão de terras raras para uso civil

“As restrições da China às exportações de produtos relacionados a terras para o Japão incluem também itens de uso não militar, apurou o Nikkei Asia nesta sexta-feira. A medida ocorre enquanto Pequim vem reforçando os controles de exportação sobre itens de uso duplo para o Japão, aumentando a pressão em meio a uma disputa bilateral. No início desta semana, o Ministério do Comércio da China anunciou que apertaria as restrições às exportações de itens de uso duplo ao Japão – bens ou tecnologias com aplicações civis e militares. A iniciativa visava proibir o comércio desses itens para clientes japoneses envolvidos em atividades militares. A medida inclui a proibição de todas as exportações que pudessem ampliar as capacidades militares do Japão. Fontes familiarizadas com a importação e exportação de terras raras revelaram o mais recente desdobramento ao Nikkei. Ontem, o porta-voz do Ministério do Comércio da China, He Yadong, havia dito que “usuários civis” não seriam afetados. Os controles de exportação têm criado dificuldades, já que empresas solicitam autorização para exportar ao Japão, mas têm seus pedidos recusados pelas autoridades chinesas. Também houve casos em que Pequim aceitou os pedidos. No entanto, a análise demorou mais tempo do que o habitual.”

Fonte: Valor Econômico; 09/01/2026

Egito assina acordos de energia renovável no valor de 1,8 bilhão de dólares

“O Egito assinou acordos de energia renovável no valor combinado de US$ 1,8 bilhão, informou a TV estatal no domingo. Entre os acordos estavam contratos com a desenvolvedora norueguesa de energia renovável Scatec (SCATC. OL), e Sungrow da China (300274.SZ). O Egito espera que a energia renovável alcance 42% de sua matriz de geração elétrica até 2030, mas autoridades dizem que a meta estará em risco sem mais apoio internacional.
O primeiro projeto será a construção, pela Scatec, de uma usina de energia solar para gerar eletricidade e estações de armazenamento de energia em Minya, no Alto Egito, segundo um comunicado do gabinete egípcio. Ele teria uma capacidade de geração de 1,7 gigawatt, suportada por sistemas de armazenamento em bateria, com capacidade total de 4 gigawatt-hora. Um segundo projeto será uma fábrica da Sungrow para fabricar baterias de armazenamento de energia na Zona Econômica do Canal de Suez. Uma parte da produção da fábrica seria fornecida para o primeiro projeto, disse o gabinete. Os acordos também incluem acordos de compra de energia, com a Scatec assinando um acordo para capacidade total de 1,95 gigawatts e 3,9 gigawatt-hora de sistemas de armazenamento de baterias, informou a empresa norueguesa em comunicado.”

Fonte: Reuters; 11/01/2026

China vai cancelar os reembolsos de impostos sobre exportação para produtos fotovoltaicos e de baterias

“A China vai cancelar os reembolsos de exportação do imposto sobre valor agregado para produtos fotovoltaicos a partir de 1º de abril, informou o ministério das finanças em comunicado conjunto à Administração Tributária Estadual na sexta-feira. O ministério também informou que os reembolsos de IVA para exportação de produtos de bateria serão reduzidos para 6% de 9% entre abril e dezembro e totalmente cancelados a partir de 1º de janeiro de 2027. As regras de reembolso do imposto sobre o consumo para esses produtos permanecerão inalteradas, acrescentou o comunicado. A Associação da Indústria Fotovoltaica da China, em um acordo posteriormente na sexta-feira, afirmou que a medida deve ajudar a conter uma queda excessiva nos preços de exportação a longo prazo, à medida que os produtos fotovoltaicos chineses enfrentam uma concorrência crescente nos mercados estrangeiros. Observou que alguns exportadores chineses estavam usando descontos como desconto de preço para compradores estrangeiros. “A redução ou cancelamento oportuno dos reembolsos de exportação para produtos fotovoltaicos pode ajudar a promover um retorno racional dos preços do mercado estrangeiro e reduzir o risco de atritos comerciais”, afirmou a associação.”

Fonte: Reuters; 09/01/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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