XP Expert

PIB cresce 2,3% em 2025

O PIB do Brasil cresceu 2,3% em 2025. Entenda o resultado, o que esperar adiante e como o PIB impacta seus investimentos.

Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no X
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail
YA_2026_Banner_Intratexto_-_download[1]Onde Investir 2026 mobile

No último trimestre do ano, a economia praticamente andou de lado: o PIB avançou 0,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior, em linha com o esperado. O resultado consolida a desaceleração da economia no curto prazo (principalmente os setores mais sensíveis ao ciclo econômico), em um ambiente marcado por juros elevados. Com isso, o PIB do Brasil cresceu 2,3% em 2025. Entenda o resultado, o que esperar adiante e como o PIB impacta seus investimentos.

Clique aqui para receber por e-mail os conteúdos de economia da XP

Por que o PIB cresceu em 2025?

De acordo com os dados divulgados pelo IBGE (nosso principal instituto de pesquisa nacional), o PIB brasileiro cresceu 2,3% no ano de 2025. 

Isso significa que a soma de tudo o que produzimos de bens e serviços na economia brasileira aumentou 2,3% entre 2024 e 2025. Já considerando a variação no quarto (e último) trimestre do ano, houve crescimento de 0,1% quando comparamos ao terceiro trimestre de 2025, confirmando a desaceleração econômica no segundo semestre do ano. O resultado de 2025 representa o quinto ano consecutivo de crescimento acima do potencial após a pandemia, mas com claros sinais de desaceleração.  

Antes de entrar nos detalhes do desempenho recente, vale lembrar que o PIB pode ser observado por duas óticas complementares: a da oferta (ou produção) e a da demanda (ou despesa). Elas contam a mesma história por perspectivas diferentes e, quando analisadas em conjunto, ajudam a entender não apenas “quanto” a economia cresceu, mas “como” e “por quê”.

Pelo lado da oferta, o PIB é organizado por quem produz. Aqui, o foco recai sobre os setores que geram valor na economia: agropecuária, indústria e serviços. Essa ótica mostra quais atividades estão puxando ou freando o PIB.

Pelo lado da demanda, o PIB é organizado por quem gasta. Nessa leitura, agregamos o consumo das famílias, o consumo do governo, o investimento, a variação de estoques e o setor externo (exportações menos as importações). Essa ótica ajuda a responder perguntas como quem sustentou a atividade no período — consumo, investimento, governo ou o resto do mundo.

O PIB do lado da Oferta

Indo ao que interessa, do lado da oferta, os serviços seguiram como protagonista. O setor terciário registrou a 22ª alta consecutiva no 4º trimestre ante o trimestre imediatamente anterior, crescendo 0,8% e com uma composição considerada encorajadora: cinco dos sete segmentos avançaram. Destacaram-se a recuperação de serviços financeiros, a continuidade do bom desempenho de informação e comunicação, e a aceleração de “outros serviços”, que incluem uma série de atividades prestadas às famílias. Em contrapartida, transporte e armazenagem recuaram após uma alta forte no trimestre anterior, e o comércio veio um pouco mais fraco. No ano, o setor de serviços cresceu 1,8%, com avanço em todos componentes.

É importante lembrar que o setor de serviços é o principal responsável pela composição do nosso PIB, respondendo por cerca de 70% da nossa produção por meio de serviços que vão desde transporte até borracheiros, cinemas, bares, eventos e bancos – sendo também o setor que mais emprega no país. Assim, a performance do setor tem bastante impacto sobre a economia do país como um todo.  

A indústria, por sua vez, voltou ao terreno negativo, com queda de 0,7% no 4º trimestre. A piora concentrou-se na construção – setor mais sensível ao ciclo, afetado pelo ambiente de juros altos e estoques elevados.

A dinâmica setorial se repete para o desempenho da indústria em 2025. No ano passado, a indústria cresceu em 1,4%, com destaque para a indústria extrativa (8,6%), considerado um setor menos sensível aos juros elevados. Por sua vez, componentes considerados sensíveis ao ciclo, como a construção, apresentou avanço marginal (0,5%), enquanto a indústria de transformação caiu 0,2%.

Na agropecuária, 2025 foi muito positivo. A componente avançou 11,7%, na esteira da safra recorde de grãos.

O PIB pelo lado da demanda

Considerando a análise do lado da demanda – ou seja, aqueles que “puxam” o PIB demandando por todos esses bens e serviços produzidos – o grande propulsor da economia no trimestre foi o consumo do governo.

O consumo do governo cresceu 1,0% no 4º trimestre, o quarto avanço trimestral consecutivo. Com isso, esse componente cresceu 2,1% no ano. O movimento refletiu a maior execução de despesas fiscais no final do ano.

Do lado dos investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), houve queda 3,5% entre o 3º e o 4º trimestre do ano passado. A FBCF é o termômetro dos gastos com bens duráveis usados na produção — como máquinas, equipamentos e construções — e indica o quanto empresas e governos estão ampliando a capacidade produtiva. Esse grupo é afetado pela política monetária contracionista, que reduz o incentivo para empresas alocarem seu capital. A queda no 4º trimestre refletiu sobretudo a fraqueza da construção e a contração da produção doméstica de bens de capital. Ainda assim, não foi suficiente para comprometer o crescimento do ano, que atingiu 2,9%.

O consumo das famílias ficou estável pelo segundo semestre consecutivo, sinalizando perda de fôlego na margem. Dito isso, o componente cresceu 1,3% no ano, refletindo expansão no consumo tanto de bens quanto de serviços. A boa performance é explicada especialmente pela forte elevação da renda real disponível das famílias (renda após os impostos).

Finalmente, o setor externo contribuiu positivamente para o PIB.  No ano, enquanto as importações cresceram 4,5% e as exportações registraram alta de 6,2%, impulsionadas pelos embarques atrasados de grãos.

Clique aqui para receber por e-mail os conteúdos de economia da XP

O que esperar? Recuperação adiante

O início de 2026 deve registrar aceleração da atividade. Projetamos crescimento de 0,8% no 1º trimestre ante o 4º trimestre do ano passado (alta de 1,4% ante o 1º trimestre de 2025). Para o PIB de 2026 como um todo, projetamos alta de 2,0%.

Impulsos de renda e crédito devem reacelerar a atividade este ano. Prevemos que medidas governamentais adicionarão 0,9 p.p. ao crescimento anual do PIB. Entre elas, a reforma do Imposto de Renda Pessoa Física, o novo crédito consignado para trabalhadores do setor privado, e programas de crédito para reformas residenciais e renovação da frota de caminhões . O aumento significativo nos gastos de governos estaduais e a contínua expansão da renda disponível às famílias também devem contribuir para o ganho de tração da economia este ano.

Clique aqui para receber por e-mail os conteúdos de economia da XP

Como o PIB impacta o dia a dia e os investimentos?

Trazendo para o dia a dia do brasileiro, o resultado do PIB reflete mais o passado do que o presente, uma vez que traz números referentes ao trimestre anterior ao que estamos vivendo.  

Assim, para o investidor, o resultado do PIB não deve ser visto como motivo para grandes mudanças na estratégia de investimentos.  

Não porque os movimentos da economia medidos pelo PIB não afetem ações de empresas listadas na bolsa ou no mercado de renda fixa e outros ativos financeiros, como o dólar e fundos imobiliários.  

Pelo contrário! Os rumos da economia no Brasil e no mundo são o cenário e a verdadeira base sobre a qual se sustenta o mercado financeiro e nossos investimentos. Assim, o indicador não deixa de ser um bom termômetro, ajudando também no planejamento social e financeiro olhando para frente.  

Mas, na ausência de grandes surpresas, o resultado do PIB costuma confirmar expectativas sobre o estado da economia – levando, no máximo, a ajustes pontuais de projeções econômicas. 

Assim, as principais recomendações de investimento devem seguir as mesmas: manter uma reserva de emergência para eventuais imprevistos pessoais; atentar-se aos objetivos e horizontes de investimento (quando você acredita que precisará do seu dinheiro investido?); e nunca esquecer da diversificação de investimentos entre classes, ativos e geografias – o bom e velho “não colocar todos os ovos na mesma cesta”.

Clique aqui para receber por e-mail os conteúdos de economia da XP

XPInc CTA

Se você ainda não tem conta na XP Investimentos, abra a sua!

XP Expert

Avaliação

O quão foi útil este conteúdo pra você?


Disclaimer:

Este relatório foi preparado pela XP Investimentos CCTVM S.A. (“XP Investimentos”) e não deve ser considerado um relatório de análise para os fins do artigo 1º na Resolução CVM 20/2021. Este relatório tem como objetivo único fornecer informações macroeconômicas e análises políticas, e não constitui e nem deve ser interpretado como sendo uma oferta de compra/venda ou como uma solicitação de uma oferta de compra/venda de qualquer instrumento financeiro, ou de participação em uma determinada estratégia de negócios em qualquer jurisdição. As informações contidas neste relatório foram consideradas razoáveis na data em que ele foi divulgado e foram obtidas de fontes públicas consideradas confiáveis. A XP Investimentos não dá nenhuma segurança ou garantia, seja de forma expressa ou implícita, sobre a integridade, confiabilidade ou exatidão dessas informações. Este relatório também não tem a intenção de ser uma relação completa ou resumida dos mercados ou desdobramentos nele abordados. As opiniões, estimativas e projeções expressas neste relatório refletem a opinião atual do responsável pelo conteúdo deste relatório na data de sua divulgação e estão, portanto, sujeitas a alterações sem aviso prévio. A XP Investimentos não tem obrigação de atualizar, modificar ou alterar este relatório e de informar o leitor. O responsável pela elaboração deste relatório certifica que as opiniões expressas nele refletem, de forma precisa, única e exclusiva, suas visões e opiniões pessoais, e foram produzidas de forma independente e autônoma, inclusive em relação a XP Investimentos. Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da XP Investimentos, incluindo agentes autônomos da XP e clientes da XP, podendo também ser divulgado no site da XP. Fica proibida a sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da XP Investimentos. A XP Investimentos não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas e se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste material ou seu conteúdo. A Ouvidoria da XP Investimentos tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 722 3710. Para maiores informações sobre produtos, tabelas de custos operacionais e política de cobrança, favor acessar o nosso site: www.xpi.com.br.

A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies (gerencie suas preferências de cookies) e a nossa Política de Privacidade.