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Indicadores econômicos divulgados entre 09/09/2019 e 13/09/2019

Agenda de Indicadores econômicos a serem divulgados na próxima semana.

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Quais indicadores econômicos devem ser acompanhados na próxima semana?

Cada um dos indicadores econômicos impacta direta ou indiretamente a economia como um todo, por isso o exercício de classificá-los de acordo com seu nível de importância não é tarefa fácil. Entretanto, existem alguns indicadores que tendem a impactar de forma mais recorrente o mercado (principalmente quando suas divulgações destoam muito das expectativas) e é exatamente por isso que adicionamos a coluna de classificação na agenda de indicadores semanais.

Apesar de todos os indicadores precisarem ser monitorados, aqueles que foram classificados com duas ou três estrelas são os que provavelmente terão maior impacto na semana que vem. Assim, para a próxima semana, vale a pena monitorar mais de perto:

  • No Brasil: Boletim Focus na segunda-feira; pesquisa mensal do comércio na quarta; pesquisa mensal de serviços na quinta e indicador de atividade do Banco Central na sexta;  
  • Nos Estados Unidos: Crédito ao consumidor na segunda; confiança do pequeno empresário na terça, dados de inflação (PPI e CPI) na quarta e na quinta e vendas no varejo e confiança do consumidor na sexta;
  • Na Zona do Euro: Confiança do investidor na segunda; produção industrial e decisão de política monetária na quinta;
  • E na China: Dados de inflação (CPI e PPI) na segunda.

Quais indicadores econômicos foram divulgados na última semana?

Na última semana, além dos acontecimentos políticos e comerciais que impactaram os mercados (tanto nacional quanto internacionalmente), uma série de indicadores econômicos importantes foram divulgados.

No Brasil, foram divulgados o Boletim Focus, o resultado da produção indústria de julho, o PMI composto e o IPCA de agosto. Divulgado na última segunda-feira, o Boletim Focus mostrou que o mercado reduziu sua projeção de inflação para 2019 de 3,65% na última semana para 3,59%; elevou sua projeção de PIB para 2019 de 0,80% para 0,87%, muito provavelmente em resposta ao maior crescimento do PIB no segundo trimestre; elevou sua projeção da taxa de câmbio em 2019 de 3,80 para 3,85 e manteve estável sua projeção de juros para 2019 em 5%. Os dados da produção industrial mostraram que, em julho de 2019, a indústria brasileira apresentou queda de 0.35% na comparação mensal e queda de 2.5% na comparação anual, frustrando tanto as nossas expectativas (+0.7% ante junho e -1% em relação ao mesmo mês do ano anterior) quanto a mediana das expectativas de mercado coletadas pela Bloomberg (+0.5% e -1.2% na mesma base de comparação). O PMI composto, por outro lado, passou de 51,6 em julho para 51,9 em agosto, sinalizando uma melhora das condições de negócios do país. E o IPCA fechado de agostou registrou alta de 0,11%, levemente abaixo tanto das nossas expectativas (0,15%) quanto das expectativas de mercado coletadas pela Bloomberg (0,12%), mas ainda sinalizando uma inflação controlada.

Nos Estados Unidos, as principais divulgações foram o PMI composto e a taxa de desemprego, ambos referentes a agosto de 2019. O PMI composto do país caiu de 52,6 em julho para 50,7 em agosto, indicando o aumento mais lento da atividade estadunidense desde a atual sequência de expansão, que começou em março de 2016. O PMI de serviços final também apresentou retração, recuando de 53,0 em julho para 50,7 em agosto e ficando abaixo das expectativas de mercado (51,0). Além disso, os Estados Unidos criaram 130 mil empregos em agosto, abaixo da mediana da previsão de analistas consultados pelo Broadcast. A taxa de desemprego ficou inalterada em agosto ante o mês anterior, em 3,7%, em linha com a projeção do mercado.

Na Zona do Euro, as principais divulgações foram os dados de inflação de julho (PPI), PMI composto, vendas a varejo, empregos e PIB. O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 0,2% em julho ante junho, em linha com as expectativas de mercado. O PMI composto da região, que engloba tanto os setores industrial quanto o de serviços, subiu de 51,5 em julho para 51,9 em agosto, superando a previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de 51,8. As vendas no varejo caíram 0,6% em julho ante junho, em linha com as expectativas de mercado, mas cresceram 2,2% na comparação anual de julho. A taxa de desemprego da zona do euro ficou em 7,5% em julho, igual à do mês anterior e permanecendo no menor nível desde julho de 2008 e o PIB da região cresceu 0,2% no segundo trimestre de 2019 ante os três meses anteriores, em linha com a previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

Por fim, na China, a principal divulgação foi o PMI composto, que passou de 50,9 em julho para 51,6 em agosto, e o anúncio de que o Banco Central chinês reduzirá os compulsórios bancários em 0,50 ponto percentual no próximo dia 16.

Assim, os indicadores divulgados ao longo da última semana reforçaram a mensagem de que os cenários nacional e internacional permanecem mistos e em ritmo gradual de crescimento.

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