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Economia em Destaque: Crescimento dos EUA se acomoda em torno do potencial

Seu resumo semanal de economia no Brasil e no mundo

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Resumo

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por 6 votos a 3, que Donald Trump violou a lei federal ao impor tarifas emergenciais e globais de forma unilateral. Na prática, as tarifas recíprocas de 10% e as sobretaxas adicionais foram invalidadas. A decisão não altera os impostos aplicados com base na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, que abrangem setores como aço, alumínio e automóveis.

O PIB dos Estados Unidos cresceu abaixo do esperado no quarto trimestre do ano passado, puxado por menores gastos do governo em razão da paralisação (shutdown). Dito isso, o PIB cresceu 2,2% no ano passado. Por fim, a inflação medida pelo índice PCE acelerou em dezembro e veio acima das previsões. Os dados seguem corroborando um cenário de atividade econômica robusta e inflação resistente, com espaço reduzido para corte de juros no curto prazo.

No Brasil, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central – considerado uma proxy mensal do PIB – cresceu 2,5% no ano passado. Para este ano, projetamos crescimento da atividade econômica de 2,0%, na esteira dos maiores estímulos de renda e crédito.

Gráfico da Semana

Veja na seção “Inflação resistente e economia resiliente nos Estados Unidos”

Cenário Internacional

Suprema Corte suspende tarifas de Trump

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por 6 votos a 3, que Donald Trump violou a lei federal ao impor tarifas emergenciais e globais de forma unilateral, utilizando indevidamente a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para justificar medidas de amplo alcance sem autorização do Congresso — órgão responsável constitucionalmente por definir tarifas e tributos. A decisão impõe um limite importante ao poder presidencial na política comercial e representa uma das maiores derrotas jurídicas do segundo mandato de Trump.

A decisão afeta parceiros como Brasil, União Europeia, Canadá, México e China. Na prática, as tarifas recíprocas de 10% e as sobretaxas adicionais (que, no caso brasileiro, eram de 40%) foram invalidadas. A decisão não altera os impostos aplicados com base na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, que abrangem setores como aço, alumínio e parte da indústria automotiva. Nosso cenário para a balança comercial do Brasil deste ano já não contemplava impactos das tarifas.

Trump classificou o veredito como “vergonha” e afirmou ter um “plano B”, sem detalhá-lo. Para mais informações, acesse o relatório aqui.

Inflação resistente e economia resiliente nos Estados Unidos

A inflação medida pelo índice PCE acelerou em dezembro de 2,8% para 2,9%, indicando pressões inflacionárias persistentes. O resultado veio acima das previsões e reforça a percepção de resiliência da alta de preços. Já o PIB cresceu 1,4% (anualizado) no quarto trimestre ante o trimestre imediatamente anterior, bem abaixo do projetado (2,8%), devido principalmente a menores gastos do governo em razão da paralisação (shutdown) da máquina pública. Mesmo mais fraco do que o esperado, o PIB dos Estados Unidos cresceu 2,2% no ano passado.

Por fim, o Fed (banco central) publicou a ata de sua última reunião de política monetária. Vários participantes comentaram que novos ajustes para baixo na taxa básica de juros provavelmente seriam apropriados caso a inflação cedesse em linha com as expectativas. Por outro lado, muitos sinalizaram que teriam apoiado uma descrição sobre os passos futuros que englobasse a opção de alta de juros, caso a inflação permaneça acima da meta.

Os dados seguem corroborando um cenário de atividade econômica robusta e inflação resistente, com espaço reduzido para corte de juros no curto prazo. O mercado atualmente espera que a próxima redução ocorra apenas em junho.

Enquanto isso, no Brasil…

Proxy do PIB cresce 2,5% em 2025

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) – proxy mensal do PIB – recuou 0,2% em dezembro comparado a novembro. Na comparação com dezembro de 2024, o IBC-Br cresceu 3,1%, culminando em elevação de 2,45% em 2025. Os resultados são consistentes com nossa estimativa de um crescimento de 2,3% no ano passado.

Projetamos crescimento de 2,0% para o PIB em 2026. A renda real disponível às famílias deve crescer de forma significativa, apoiada por um mercado de trabalho apertado, maiores transferências fiscais e pelos efeitos da reforma do IRPF. Para uma discussão detalhada, ver nosso relatório especial “Renda real das famílias deve crescer 4,5% em 2026”. Além disso, esperamos forte expansão dos gastos de governos estaduais, aumento do crédito direcionado às empresas – liderado por bancos públicos – e aceleração do crédito consignado para trabalhadores do setor privado. Em nossa avaliação, esses fatores devem mais do que compensar os efeitos da política monetária contracionista.

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Destaques da próxima semana   

No cenário internacional, a agenda dos Estados Unidos trará a divulgação do índice de preços ao produtor e uma série de sondagens regionais de atividade econômica. Na China, o banco central decidirá pelas taxas de empréstimos de 1 ano e de 5-10 anos. Por fim, na Europa, a leitura final da inflação ao consumidor de janeiro será conhecida.

No Brasil, o protagonismo da próxima semana ficará com o IPCA-15 de fevereiro, para o qual esperamos aceleração ante janeiro, especialmente por reajustes em educação. Do lado da atividade econômica, o Ministério do Trabalho trará a geração de emprego formal (relatório Caged) de janeiro. Além disso, o banco central divulgará as estatísticas de crédito, fiscais e do setor externo – também de janeiro. Veja nossas projeções abaixo.

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