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Tether sofre concorrência no segmento de stablecoins – Radar criptomoedas

USDC vs. Tether, Visa registra aumento no volume de pagamentos com criptomoedas e salto na adoção institucional.

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MACRO

A semana foi marcada por uma leve recuperação no mundo dos criptoativos. No agregado, o valor das moedas digitais subiu 1,4%, retornando para uma capitalização de mercado de US$ 1,77tri. Apesar do princípio de recuperação, o nervosismo nas bolsas de valores globais com as novas decisões de políticas monetárias e o surgimento de novas pressões regulatórias como a do Presidente Biden, visando a implementação de uma regulação americana sobre os ativos digitais, ao longo da última semana continuam impactando negativamente as criptomoedas.

A dominância do Bitcoin permaneceu em 39,2% do valor combinado das criptomoedas. Investidores parecem mais resilientes com suas posições na maior cripto em termos de valor de mercado. Nesta semana, dados da glassnode apontam que o volume de Bitcoins nas corretoras caiu para 13,3% da oferta circulante. Isto pode indicar um sinal positivo, uma vez que investidores costumam manter suas moedas nas corretoras apenas para convertê-las em moedas tradicionais ou outros criptoativos, logo, a ausência delas pode indicar uma inclinação do mercado para manter suas posições correntes. O Ethereum também viu sua dominância aumentar nesta semana, representando 17,6% deste mercado, impulsionado por novos compradores: o número de carteiras digitais com a presença de ao menos 0,1 ETH subiu para a máxima histórica de 6,82 milhões, de acordo com a glassnode. Este dado indica um crescente interesse pela segunda maior criptomoeda do mercado.

Fonte: Coingecko, XP Research. *Os dados acima são até às 16:00 de 03/02/2021

Dentre as maiores criptomoedas, as com a melhor performance foram a Solana e o Ethereum, duas rivais no ramo de contratos inteligentes, impulsionadas pela grande demanda por suas redes proveniente dos serviços de finanças descentralizadas e NFT’s. Já o destaque negativo fica com a Terra, que acabou impactada por polêmicas envolvendo o fundador do protocolo da Wonderland, uma plataforma de finanças descentralizadas que opera em sua rede.

NOTÍCIAS

O domínio do Tether como maior stablecoin pode estar com os dias contados: A criptomoeda vem perdendo espaço para a Circle’s USD Coin (USDC), que já controla mais que 30% do mercado de stablecoins. No ano passado, o Tether tinha domínio quase total do espaço, pois controlava 74% do mercado, enquanto o  USDC tinha apenas cerca de 16%. O USDC agora tem US$ 50 bi de unidades em circulação, consolidando-o como a segunda maior stablecoin por valor de mercado. Jeremy Allaire, cofundador da moeda, afirma que o ecossistema está prosperando e “vencendo a corrida espacial da moeda digital”. Não há como negar o fato de que, apesar do crescimento impressionante do USDC nos últimos tempos, a Tether continua sendo a stablecoin dominante no mercado de criptomoedas. Isso pode ser visto no volume de negociações de ambos os ativos no dia 31 de janeiro, onde o USDT registrou cerca de US$ 37 bi em negócios, enquanto o do USDC foi de apenas US$ 2 bi.

Mas o que motiva essa perda de Market share? A perda de espaço do Tether vem acontecendo em grande parte por conta de questões regulatórias que fez com que recebesse uma multa de US$ 41 bi no ano passado. De acordo com os detalhes fornecidos, a Tether fez declarações enganosas sobre sua reserva aos clientes. A empresa declarou que tinha US$ 1 em reserva para apoiar cada token, mas os reguladores revelaram que, entre junho e setembro de 2017, a empresa de criptomoedas tinha apenas cerca de US$ 60 milhões em sua reserva, enquanto havia mais de 400 milhões de moedas em circulação.

Pagamentos em cripto? A Visa divulgou nessa semana durante sua conferência de resultados que os usuários da empresa geraram US$ 2,5 bi em pagamentos com cartão de crédito da empresa ligados a criptomoedas no primeiro trimestre fiscal, representando cerca de 70% de todo o volume realizado no ano fiscal de 2021. Vasant Prabhu, CFO da Visa, afirmou que no primeiro mês de 2022, o valor gasto pelos portadores de cartão quase dobrou. Prabhu também informou que os clientes estavam não estavam gastando com seus cartões em uma vertical de comerciante específica, mas de várias formas diferentes como com serviços de varejo, restaurantes, e viagens, sendo tratados como uma conta de uso geral.

Após a revelação do volume recorde, a Visa deu mais um passo para expandir seu alcance no mercado de cripto. Desta vez, a gigante de pagamentos está atrás de corretoras e plataformas de criptomoedas, das quais fez mais de 65 parcerias no espaço. A empresa reconhece o potencial que os pagamentos envolvendo criptoativos e tecnologia blockchain  apresentam e continua a permitir novas formas de pagamento para seus clientes. Em dezembro do ano passado, a empresa lançou serviços de consultoria cripto para clientes institucionais se envolverem com os criptoativos.

gold and black round coin

Adoção institucional salta no quarto trimestre de 2021: Segundo relatório da Genesis, uma das subsidiárias do Grupo que detém a Coindesk, a mesa de operações da corretora registrou um volume de negociações em torno de US$ 30,8bi no quarto trimestre de 2021, um aumento de 23% contra o trimestre anterior. Dados do relatório apontam que a adoção institucional tem sido um dos fatores mais importantes para este aumento. Investidores institucionais cada vez mais buscam diversificação através de ativos digitais e gestores estão aumentando suas alocações. Estimativas indicam que instituições podem ser responsáveis por mais de 10% da oferta circulante do Bitcoin, o que poderia explicar o aumento da correlação das criptomoedas com os ativos de risco tradicionais e a alta volatilidade recente.

E falando em volatilidade… empresas registram perdas de US$ 7bi desde novembro de 2021 com a queda no preço do Bitcoin. Grande parte dessas perdas são oriundas da MicroStrategy, Tesla, Galaxy Digital e Block, que figuram entre os maiores players.

DE OLHO NO MERCADO

Fonte: Coingecko, XP Research. *Os dados acima são até às 16:00 de 03/02/2021
Fonte: Coingecko, XP Research. *Os dados acima são até às 16:00 de 03/02/2021

O gráfico acima mede o nível da correção atual no preço das maiores criptomoedas vs. a sua máxima histórica. Segundo os dados, grande parte das moedas ainda se encontram em bear market após o período de forte correção que não só impactou as cotações, como também contribuiu para uma redução no volume de negociações das moedas.

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