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Genisis será a próxima a pedir falência? – Radar Criptomoedas

Binance confirma oferta por ativos da Voyager, JPMorgan anuncia sua própria carteira de criptomoedas e novos do iene digital

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Boa tarde, este é um relatório semanal publicado pelo time de Research XP, mostrando o que movimentou o mercado de cripto nos últimos dias, além de análises e comentários das principais notícias.

O que movimentou o mercado?

Fonte: Coingeck, XP Research. *Os dados acima são até às 10h30 de 28/11/2022.

Por mais uma semana, os principais acontecimentos no mercado de cripto continuam atrelados ao caso da FTX, como a possível falência da Genisis, que iremos abordar mais à frente. Mesmo com novos desdobramentos, o Bitcoin permanece acima do patamar de US$16.000 vistos nas últimas três semanas. No agregado, o valor das criptomoedas avançou levemente para US$854 bilhões, registrando uma alta de +1,3% vs. a semana anterior.

Ainda sobre a FTX, o novo CEO da FTX, John Ray III, disse que a exchange estava lançando uma revisão estratégica de seus ativos. Após revelações chocantes do processo, a comissão de valores mobiliários das Bahamas, onde a FTX está sediada, ordenou que o SBF (Samuel Bankman-Fried, ex-CEO da FTX) transferisse os ativos das bolsas para uma carteira de custódia do governo, por uma questão de segurança. Também foi revelado que 19 propriedades no país que somam o valor de US$ 121 milhões foram compradas em nome da empresa.

Do lado macro, tivemos a divulgação da ata do Federal Reserve, no qual há indícios de uma desaceleração no ritmo de alta dos juros americanos em breve. A expectativa do mercado é que o banco central americano eleve os juros em 0,5 p.p. na sua próxima reunião em dezembro. As bolsas americanas, S&P 500 e Nasdaq reagiram positivamente e encerraram a semana em alta de 1,5% e 0,7%, respectivamente, influenciando de certa forma, no preço dos ativos digitais, como vimos ao longo desse ano.

Principais notícias

Binance confirma oferta por ativos da Voyager

O CEO da Binance, Changpeng Zhao, confirmou depois de rumores na semana passada, que fará uma nova oferta pela Voyager. Esse movimento ocorre após meses em que os ativos da plataforma de empréstimos foram arrematados pela FTX. Estima-se que a empresa tem passivo em torno de US$ 10 bilhões e um milhão de credores.

JPMorgan anuncia sua própria carteira de criptomoedas

O maior banco dos Estados Unidos, registrou oficialmente uma patente que envolve serviços de criptomoedas. De acordo com o pedido, ele pretende criar uma carteira para os seus clientes movimentarem criptomoedas, além de oferecer outros serviços financeiros, como contas poupança, investimentos e outros tipos de negociações.

Testes do iene digital

O banco central japonês iniciou um projeto piloto com três grandes bancos, para a emissão de sua moeda digital (CBDC). Os testes buscam detectar e resolver quaisquer problemas relacionados a depósitos e saques de clientes em contas bancárias, além da funcionalidade de pagamentos sem a internet.

Gesisis irá falir?

A extensão da crise na FTX ficou mais clara quando o processo de falência veio à tona. Esta decisão revelou os danos sofridos por diferentes empresas expostas à exchange e Alameda. Entre elas, aquela que mais chama atenção dos investidores é a Genisis, uma plataforma de empréstimos.

Em 16 de novembro, ela interrompeu os resgates e a originação de novos empréstimos de usuários, logo após anunciar uma injeção de capital de US$ 140 milhões de sua controladora Digital Currency Group (DGC). No entanto, problemas já estavam se formando para a Genesis quando um artigo do Wall Street Journal divulgou que a empresa havia procurado levantar um US$ 1 bilhão para resolver seu problema de liquidez, um dia antes de suspender suas operações.

Para contextualizar, a Genesis começou com mesas de operação OTC em 2013 antes de se tornar uma plataforma de empréstimos. Por conta dos seus diversos produtos e serviços, a empresa desempenhou um papel fundamental na integração de instituições financeiras e ganhou relevância no mercado de criptomoedas. Assim, seu colapso seria prejudicial para a indústria pelas seguintes razões:

(1) Em primeiro lugar, a Genesis é uma subsidiária do Digital Currency Group (DCG), que possui empresas de tamanho considerável, como a Grayscale, CoinDesk, Foundry, entre outras. Se a DCG for a entidade endividada com a Genesis, isso aumenta a possibilidade de que a holding possa liquidar os bitcoins do seu fundo GBTC, que possui por volta e de 633K BTC (3,24% da oferta total), para arcar com os prejuízos, adicionando pressão ao mercado.

O GBTC não é um token e sim uma cota do fundo que flutua em torno do Valor Patrimonial Líquido (NAV). No caso dele é o Bitcoin. Nos últimos anos, o forte interesse por GBTC fez com que seu valor fosse negociado a um prêmio de até 100%, mas desde o pico do último ciclo de alta em novembro do ano passado, este prêmio vem sendo negociado um desconto abaixo de -40%.

Fonte: The Block

Isso mostra que quem comprou as cotas de GBTC desde seu início, está com prejuízo extra em relação a quem comprou Bitcoin, além das quedas da própria criptomoeda. O fundo ainda cobra uma taxa de gerenciamento de 2% ao ano, o que torna o prejuízo dos cotistas ainda pior.

(2) A Genesis serve como contraparte para muitas empresas centralizadas através dos seus programas de rendimento (yield), a exemplo da Gemini, uma das maiores exchanges do mundo e a Circle, detentora da segunda maior stablecoin, USDC. Ambas também pausaram seus programas até que a situação no mercado melhore.

Caso ela não consiga angariar com o empréstimo de US$ 1bilhão, terá de recorrer à declaração de falência e impactaria na liquidez em todo o ecossistema. Para os próximos dias, poderemos ver mais volatilidade no mercado e outros desdobramentos do caso FTX.

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