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Quant vs. Manual: sorte, experiência ou método | Expert Trader XP 2026

Operação automatizada ou manual? Tema foi abordado em um dos primeiros painéis da Expert Trader XP 2026

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Um dos primeiros painéis da Expert Trader XP 2026 se dedicou a levantar as principais diferenças entre quantitative trading e manual trading, duas estratégias de negociação com características próprias de operação e que atendem a diferentes perfis de investidor.

Quando o quantitative trading pode se tornar mais estratégico que o manual trading e vice-versa? Essas duas abordagens podem coexistir?

Para discutir o tema, Rodrigo Malacarne, CEO da OnTick Invest, recebeu no palco o diretor de investimentos da Giant Steps, Fábio Motta, e o especialista em mercado futuro de mini-índice Felipe Arakaki.

Quantitative trading e manual trading: o que são?

A estratégia do quantitative trading usa a análise quantitativa – ou seja, baseada em um modelo matemático – para detectar as oportunidades no mercado. Esse modelo faz uso de programas de computação para encontrar os ativos mais promissores com base nos dados históricos de desempenho.

Mais tradicional no mercado, o manual trading demanda bom monitoramento e estudo para que o trader chegue aos resultados desejados. Essa estratégia é voltada ao investidor que deseja seguir sua intuição, baseando-se em pesquisa de mercado e a própria experiência para saber a hora certa de operar.

Vantagens da operação automatizada vs. manual

Do lado das operações automatizadas, Motta afirmou que, hoje, é possível desenvolver modelos mais eficientes e ágeis para operar as estratégias.

Com aproximadamente três décadas de experiência no mercado, o executivo disse que os modelos da Giant Steps se tornaram, por vezes, melhores do que o próprio uso da operação humana.

Segundo Motta, a sistematização dos modelos ajudou a construir uma combinação de estratégias que formam um conjunto com assimetria positiva.

Na Giant Steps, são selecionadas as principais estratégias de negociação intraday de forma sistemática. Os modelos fazem a seleção e os sinais dosam as estratégias, escolhendo quais delas entram ou saem de operação.

Na outra ponta, Arakaki, que opera manualmente em cerca de 90% das vezes, defendeu que a parte boa da especialização é gerar uma metodologia única que vai servir para o investidor individual e mais ninguém.

Apesar disso, o especialista reconheceu que as mudanças no mercado, especialmente com a evolução de ferramentas ligadas à inteligência artificial, demandam adaptar certos processos para garantir um dashboard mais interativo.

Assim como ocorre em operações automatizadas, trades manuais também contam com modelos para executar, acrescentou.

O fator “emoção”

No mercado de trading, principalmente para o investidor individual, o lado emocional pode ficar mais evidente em alguns momentos.

Mais do que ter controle, Arakaki acredita que a operação manual em trading requer ter autoconhecimento.

“Existem alguns processos que são determinantes pro trader: se não for capaz de nem compreender a si mesmo, não é capaz de entender a condição do mercado”, afirmou.

Para operações automatizadas, Motta não vê riscos importantes. Na Giant Steps, as estratégias perdedoras têm limite de perda e são desativadas sem necessidade de interferência humana.

“Isso está configurado, não pode ter falha”, disse. “É mais seguro fazer desse jeito do que contar com uma pessoa para ser esperto e rápido para fazer.”

Coexistindo em um mundo cada vez mais tecnológico

Mas afinal: quantitative trading ou manual trading, qual o melhor? Os dois convidados concordaram que não há uma abordagem certa.

Para Motta, é preciso ter senso crítico para saber quando um modelo automatizado é efetivo ou não. Paralelamente, Arakaki afirmou que o uso da automação para o processo de pré-trade, como a realização de backtests e análise de dados, dá apoio às operações em diversas camadas.

Na visão dos dois convidados, essas duas abordagens, quant e manual, podem coexistir.

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