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Conflito no Irã: impactos nos mercados e como se posicionar

Quais as implicações do conflito entre Irã e Estados Unidos para o Brasil, as bolsas globais e o petróleo? Entenda os impactos potenciais e como proteger a sua carteira

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Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã na madrugada do dia 28 de fevereiro. A ofensiva deu início a um novo capítulo do confronto, que se limitava ao terreno das ameaças nas últimas semanas, e eleva o nível das tensões diplomáticas no mundo.

A escalada do conflito criou uma nova camada de incerteza sobre o futuro das relações políticas e comerciais entre nações e os impactos a longo prazo para os mercados.

Quais as implicações para os preços do petróleo e os efeitos na economia mundial? E como o conflito pode afetar os seus investimentos?

Compilamos aqui os relatórios com os impactos potenciais que o ataque ao Irã pode desencadear no cenário geopolítico global, a depender de sua intensidade e duração. Confira:

Conflito no Oriente Médio completa duas semanas

O conflito no Oriente Médio seguiu dominando o noticiário e gerando volatilidade nos mercados pela segunda semana, especialmente após declarações contraditórias de Donald Trump. As mensagens do governo americano permaneceram ambíguas, deixando dúvidas sobre os objetivos e a duração da campanha militar.

Entenda com mais detalhes o conflito no Oriente Médio e como os desdobramentos afetaram os mercados até o momento

EUA x Irã: entenda o início do conflito

Os ataques militares coordenados por Estados Unidos e Israel contra o Irã tiveram início no fim de semana do dia 28.

Em resposta, o Irã iniciou ações de retaliação, incluindo lançamentos de mísseis e drones contra alvos israelenses, segundo as Forças de Defesa de Israel.

O ataque ao Irã foi descrito pelo governo americano como o início de “operações de combate em larga escala” e ocorre após semanas de deterioração nas negociações nucleares entre Washington e Teerã.

Saiba mais detalhes dos primeiros dias do conflito

Sob o olhar da estratégia: conflito no Oriente Médio aprofunda aversão a risco

Diante da escalada das tensões geopolíticas, grande parte das bolsas ao redor do mundo apresentaram queda acentuada como reação inicial, precificando impactos da alta dos preços das commodities nos lucros de companhias e aversão a risco generalizada. 

Os impactos de longo prazo para os mercados globais caso o conflito entre Irã e Estados Unidos perdure vão depender da escala e da abrangência dos ataques, assim como do novo equilíbrio para o mercado de commodities.

Saiba aqui como se posicionar em meio a volatilidade e incertezas elevadas

Conflito no Oriente Médio: os impactos nos preços dos ativos e na sua carteira

Na última edição do XPresso, Fernando Ferreira, estrategista-chefe e head do Research da XP, busca destrinchar os impactos que o conflito entre Irã e Estados Unidos pode ter nos preços dos principais ativos, dentre eles petróleo e mercado de ações, e como o investidor deve se proteger da volatilidade desencadeada pelo evento.

No conflito atual, três peculiaridades merecem atenção.

Confira a visão para os mercados e como navegar nesse cenário

O conflito no Irã pela visão do gestor | Expert Talks com José Rocha, da Dahlia

Na edição de número 4 do Expert Talks, José Rocha, CIO da Dahlia Capital, comenta sobre os últimos acontecimentos relevantes dos mercados: de dólar e petróleo a ações, entenda o que a escalada das tensões entre EUA e Irã implica para os principais investimentos e o momento atual da Bolsa brasileira.

Óleo e gás | Colocando as novas variáveis na conta

Olhando para as ações sob a cobertura do Research da XP, a questão central é: qual o impacto nos mercados petrolíferos? A resposta imediata e de curto prazo foi o aumento dos preços do petróleo.

Desde que os EUA e Israel lançaram uma série de ataques aéreos contra o Irã (operação Epic Fury), os preços do Brent dispararam para mais de US$ 100/bbl. O aumento dos custos da energia levou governos de todo o mundo a tomar medidas para tentar mitigar os efeitos inflacionários sobre suas economias.

No Brasil, o governo anunciou em 12 de março uma série de medidas para conter os preços do diesel nos postos, que incluíram uma tarifa de 12% sobre as exportações de petróleo, subsídios ao diesel e outras. Isso adicionou ainda mais variáveis a uma rede já complexa de distorções de mercado (por exemplo, aumento dos crack spreads, negociação do petróleo bruto pesado com prêmio, alta nas taxas de VLCC, etc.) e efeitos específicos das empresas (por exemplo, hedges de petróleo, alavancagem operacional e financeira, etc.). 

Acesse a análise completa e as preferências dentro do setor

Como o preço do petróleo impacta as ações brasileiras?

A disparada dos preços do petróleo e o movimento global de aversão a risco com a eclosão da guerra no Irã vêm pressionando as ações brasileiras.

Neste relatório, a equipe de estratégia do Research da XP apresenta:

  • Uma análise do desempenho histórico das ações brasileiras sob diferentes regimes de preço do petróleo;
  • Uma análise de sensibilidade que sugere que o Ibovespa ainda poderia apresentar retornos positivos mesmo após o recente salto do preço do petróleo (embora um Brent a US$ 120/barril implique retorno esperado próximo de zero para o índice, de acordo com nosso modelo).

Veja o estudo completo sobre a relação entre os preços do barril do petróleo e o desempenho da Bolsa brasileira

Petróleo: risco altista para arrecadação, exportações e inflação no Brasil

Após a escalada do conflito militar no Oriente Médio, os preços do petróleo aumentaram significativamente, próximos de US$ 100/barril.

Este relatório apresenta as elasticidades associadas a um ambiente de preços mais elevados sobre as estimativas do time de Economia da XP para contas fiscais, inflação e balança comercial em 2026, além da projeção do Copom para o horizonte relevante de política monetária.

Confira projeções para diferentes cenários dos preços da commodity

Confira também a edição 126 do Econocast, podcast da XP criado exclusivamente para falar sobre os principais assuntos que impactam o cenário macroeconômico doméstico e global. Neste episódio, a economista Luíza Pinese recebe o economista-chefe da casa, Caio Megale, e o estrategista macro, também da casa, Victor Scalet. Os especialistas trazem suas visões para os efeitos do conflito entre EUA e Irã nos mercados.

Ouça o episódio 126 do Econocast no Spotify

Conflito no Oriente Médio e as implicações para grãos, proteínas e açúcar e etanol

Como o episódio de ataque ao Irã afeta as commodities agrícolas?

A guerra no Oriente Médio é o tema mais relevante​ do momento.

No mercado sucroenergético, 10% das importações globais de açúcar bruto passam pelo estreito de Ormuz. Nos grãos, os preços de biocombustíveis em alta trazem suporte tanto à soja quanto ao milho. No trigo, ocorre uma saída de posições vendidas com a precificação dos riscos da guerra.

Nas proteínas, a irregularidade no abastecimento para Oriente Médio traz riscos de demanda, embora as exportações brasileiras sigam fortes até o momento em 2026.

Veja mais detalhes da análise no Comentário Semanal Agro

Agro, alimentos e bebidas: a guerra e suas implicações para as ações

Neste relatório, confira um chartbook com o status atual de variáveis‑chave que podem afetar as empresas do setor de agronegócio, alimentos e bebidas sob a cobertura da XP.

No curto prazo, os preços de commodities devem permanecer voláteis. No entanto, apesar dos choques de preços, observa-se que conflitos globais recentes não resultaram, de forma geral, em interrupções sustentadas nos fluxos globais de commodities agrícolas.

Confira aqui a dinâmica de importações ao Oriente Médio e o impacto para as atividades das empresas brasileiras do setor

Mineração e siderurgia: reação mista das commodities em meio à escalada do conflito no Oriente Médio

A escalada do conflito no Oriente Médio gerou uma reação mista entre as commodities, com o Brent subindo devido ao risco elevado no Estreito de Hormuz. O alumínio avançou, o ouro devolveu ganhos e cobre e prata caíram em meio a preocupações macro.

Acompanhe o desempenho dos ativos após a eclosão da guerra

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