Aprenda em 5 minutos o que NÃO fazer na hora de selecionar um fundo de investimento

Se você tem dúvidas sobre como investir em fundos, listamos em 3 etapas alguns erros comuns à maioria dos iniciantes. Fique atento a esta lista para não correr o risco de prejudicar o desempenho de sua carteira!


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Eu sei, investir em fundos de investimento pode parecer muito complicado, às vezes. Isso pode acabar nos levando a simplificar demais nossos processos de escolha de produtos, o que pode ser um perigo para o seu bolso quando se trata de investimentos. Tudo que é simples é bom, mas quando simplificamos demais, podemos nos dar mal.

Abaixo, listamos em 3 passos de maneira irônica e descontraída um processo de investimento simplificado adotado por muitos investidores que pode levar sua carteira a um péssimo desempenho no longo prazo. Fique atento para saber se você não está adotando esse mesmo processo, pois isso pode minar sua aposentadoria!

1) Utilize ao máximo os rankings de performance

O primeiro passo é simples: vá ao site do seu banco ou corretora preferida e procure a lista de fundos disponíveis para aplicação. Encontre a coluna de retornos no ano ou em 12 meses e ordene as opções do maior para o menor valor.

Essa etapa pode ser substituída por algum ranking disponível em sites de finanças ou naquela revista de negócios que você adora ler aos fins de semana.

Os nomes dos fundos são fictícios, utilizados somente para fins ilustrativos

O QUE LEVAR EM CONSIDERAÇÃO: com exceção de fundos de renda fixa muito conservadores, a maioria dos fundos deveria ser analisada em períodos mais longos (3 a 5 anos, pelo menos). Como saber se os retornos de curto prazo (no ano ou em 12 meses) não foram somente sorte ou uma aposta concentrada (um “all in”) que acabou dando certo?

Como atestar que os retornos de longo prazo terão o mesmo padrão observado nessas janelas mais curtas? Não dá para saber olhando somente a rentabilidade, é necessário verificar dezenas de outros aspectos da estratégia do fundo para se ter um melhor embasamento.

2) “Keep it simple”: gaste o menor tempo possível na hora de decidir

Após a ordenação dos fundos, aplique naquele que mais rendeu da lista. No máximo, aplique em dois ou três, para atender àquele guru chato do Youtube que fica falando da tal da “diversificação”. Dois está bem diversificado já, não?!

E não gaste tempo tentando entender a estratégia de cada fundo, seus custos, como o gestor chegou aos resultados passados ou mesmo quem faz a gestão do produto. Também não importa se o risco do produto é adequado ao seu perfil. Se está no topo da lista, é só aplicar!

O QUE LEVAR EM CONSIDERAÇÃO: tirando o fato de não se basear somente em retornos de curto prazo na hora de aplicar, deve-se ter em mente que uma carteira bem diversificada deveria ter, no mínimo, 6 ou 7 fundos de diferentes estratégias e escolhidos depois do claro entendimento da função de cada um deles no seu portfólio. Isso se você investir em títulos de renda fixa e ações diretamente também.

Se sua carteira for composta somente por fundos, no entanto, um número saudável de produtos poderá passar dos 10, dependendo do seu perfil. Lembre-se que, quanto mais arriscada a estratégia de um fundo, menos você deveria aplicar nele e mais espalhados deveriam ser seus investimentos.

3) Tolerância zero: captou e não rendeu, o resgate comeu!

“E não me venha com chorumelas!”

Se depois de 5 ou 6 meses das suas aplicações os fundos escolhidos por você estiverem rendendo abaixo das suas expectativas, resgate!!! Afinal, é um absurdo ficar 6 meses sem apresentar bons retornos ou rendendo abaixo do esperado, não é?

Provavelmente o gestor que está há 15 ou 20 anos fazendo gestão de recursos deve ter desaprendido tudo em 6 meses e, nesse caso, é melhor resgatar o fundo antes que ele piore, né?

Assim que os recursos do resgate forem pagos (com rendimento baixo e pagando alíquota de IR de 22,5%, em muitos casos), volte para o passo 1 e inicie o seu processo de investimentos novamente.

E boa sorte nessa jornada rumo a fracos rendimentos no longo prazo! Você está no caminho “certo” para chegar lá, é só continuar repetindo esses três passos para todos os seus investimentos em fundos!

O QUE LEVAR EM CONSIDERAÇÃO: obviamente não recomendamos que você resgate seus recursos após tão pouco tempo aplicado. Assim como os retornos de curto prazo (menos de 12 meses) não devem ser levados em consideração isoladamente para se aplicar num fundo, da mesma forma não devem ser levados em conta sozinhos para a tomada de decisão de resgatar ou não.

Se você permanecer aplicado no fundo (supondo que o gestor não “emburreceu” do dia para a noite), sempre haverá a possibilidade de os resultados ruins de curto prazo serem revertidos ao longo do tempo (2 ou 3 anos). Se você resgatar, no entanto, terá a certeza de que os retornos ruins nunca serão recuperados por você, dado que estará fora do fundo.

Além disso, no Brasil muitos fundos caem numa alíquota de IR de 22,5% para aplicações inferiores a 6 meses ou 20,0% para aplicações inferiores a 1 ano. Ao repetir esses resgates em fundos com má performance de curto prazo diversas vezes ao longo da sua vida de investidor, o retorno da sua carteira pode ficar bastante comprometido e sua reserva de longo prazo também.

Agora que você entendeu um pouco o que NÃO RECOMENDAMOS fazer, confira a nossa próxima publicação, em que detalharemos o que você DEVE observar para aumentar as chances de escolher os melhores fundos da indústria, em como selecionar um fundo.



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