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Vivara (VIVA3): Resultados fracos no 3T

Nem tudo que reluz sustenta margens 

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A Vivara apresentou resultados fracos no 3T, com EBITDA ajustado 12% abaixo da nossa estimativa, uma vez que o repasse moderado de preços em meio à queda dos preços do ouro pesou sobre a receita de Joias. As vendas brutas cresceram 8% A/A, em linha com nossa estimativa, com Joias desacelerando fortemente para +2%, ante +12% no 2T, enquanto Life acelerou para +10%, alta de 5 p.p. T/T, embora apenas por meio do digital e da expansão, uma vez que o SSS das lojas físicas desacelerou para +4,0%, ante +4,3% no 2T. A margem bruta ficou bem abaixo das nossas estimativas, mesmo excluindo efeitos não recorrentes, enquanto as despesas com vendas também ficaram acima da nossa projeção, levando o EBITDA ajustado a cair 24% A/A. Embora a empresa veja a pressão sobre o markup como temporária, acreditamos que a dinâmica de preços e margens no 4T será o principal ponto a monitorar, com a administração destacando que implementou aumentos de preços nos últimos meses e que pratica precificação dinâmica. Estoques e geração de caixa continuam sendo o ponto positivo. 

Os números ajustados excluem R$27 milhões em revisões não caixa divulgadas pela empresa, sendo R$20 milhões em custos e R$7 milhões em outras despesas. O lucro líquido é apresentado conforme reportado. 

Joias desacelera com repasse moderado de preços, enquanto Life acelera no digital. As vendas brutas cresceram 8% A/A, sustentadas pela expansão de lojas, com 59 unidades adicionadas nos últimos 12 meses, e por SSS de +4,4%, com o digital permanecendo como principal vetor de crescimento, alta de 25% A/A. Em Joias, as vendas cresceram apenas 2%, uma vez que a empresa moderou o repasse de preços após a queda de aproximadamente 24% no preço spot do ouro entre fevereiro e julho, priorizando a competitividade de subcategorias mais sensíveis a preço e elásticas, como alianças e itens comerciais, enquanto Prata Vivara e Prata/Ouro permaneceram robustas. As lojas Vivara, com queda de 0,5% A/A, também foram afetadas pelo fechamento temporário de duas lojas, impacto de -0,7 p.p., e pela canibalização da Life, também de -0,7 p.p. A Life, por sua vez, cresceu 10%, sustentada por itens comerciais e 127 novos SKUs, com SSS de +8,6%, alta de 1,7 p.p. em relação ao 2T. No entanto, essa aceleração foi integralmente impulsionada pelo digital, uma vez que o SSS das lojas físicas da Life desacelerou para +4,0%, ante +4,3% no 2T. Quanto às vendas líquidas, o crescimento de 4% A/A ficou 3,4 p.p. abaixo das vendas brutas devido às menores subvenções, queda de 270 p.b. A/A como percentual das vendas brutas, diante dos menores volumes no CD do Espírito Santo, embora tenha ficado acima das nossas estimativas. 

Markup e despesas com vendas pressionam o EBITDA. A margem bruta ajustada atingiu 67,8%, ante nossa estimativa de 69,6%. Nessa base, a margem caiu 350 p.b. A/A, dos quais 190 p.b. vieram da base de comparação, com menores subvenções em -100 p.b. e alocação de GGF em -90 p.b., enquanto o restante refletiu menor markup, impacto de -110 p.b., devido ao repasse moderado em Joias, maiores custos de prata na Life e maiores provisões para perdas de produção, impacto de -50 p.b. Abaixo do lucro bruto, as despesas com vendas cresceram 14% A/A, ou 340 p.b. como percentual das vendas líquidas, dos quais 120 p.b. vieram das menores subvenções, principalmente devido a pessoal, com impacto de +130 p.b. por mais inaugurações e uma estrutura corporativa reforçada, marketing, com +60 p.b. em mídia de performance e branding, e aluguel, com +60 p.b., enquanto o frete adicionou 30 p.b. O G&A também cresceu 14% A/A, incluindo R$4 milhões do novo ILP, ou +5% excluindo o ILP, enquanto menores contingências trabalhistas ajudaram as outras despesas. Como resultado, o EBITDA ajustado ex-IFRS atingiu R$133 milhões, 12% abaixo da nossa estimativa e queda de 24% A/A. Em uma base comparável, excluindo subvenções, GGF e ILP, a empresa destacou que o EBITDA teria caído 4% A/A. O lucro líquido atingiu R$107 milhões, 8% abaixo da nossa estimativa e queda de 39% A/A, ou aproximadamente 22% excluindo efeitos não recorrentes em ambos os períodos. Por fim, o FCF atingiu R$19 milhões, ante -R$18 milhões no 3T25, com a comparação beneficiada por uma antecipação de recebíveis de R$90 milhões na base do 3T25, enquanto a dívida líquida/EBITDA permaneceu em 0,2x. 

Pontos interessantes: (i) itens comerciais atingiram 27,9% do mix de vendas da Life, ante 21,2% no 3T25, com alta de 45,5% A/A; (ii) a Life recuperou participação de mercado após uma perda no 2T, com alta de 70 p.b. A/A; (iii) o custo médio dos produtos acabados de ouro e prata aumentou 16% e 42%, respectivamente, nos 9M26; (iv) Prata Vivara e Prata/Ouro cresceram 46% e 45%, respectivamente, atingindo 9,6% de Joias, ante 6,7% no 3T25; (v) os dias de estoque atingiram 582, queda de 141 dias A/A e estabilidade T/T, com o saldo estável A/A e R$85 milhões acima de junho antes da sazonalidade do 4T; (vi) a geração de caixa operacional dos últimos 12 meses atingiu R$548 milhões, conversão de 76% do EBITDA, a maior da série da empresa; (vii) a linha Harry Potter, lançada ao final de setembro, já estava entre as mais procuradas, segundo a empresa; e (viii) em outubro, a empresa concluiu uma emissão de debêntures de R$300 milhões a CDI +0,65%, principalmente para quitar um empréstimo com vencimento em dezembro. 

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