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Utilities: Feedback da XP Infra Conference

Preços de Energia, Regulação para Distribuidoras e Perspectivas do LRCap como Principais Temas

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Em 14 de janeiro realizamos nossa XP Infra Conference com 10 empresas do setor de utilities. De forma geral, os principais temas discutidos foram: dinâmica de preços de energia e hidrologia, agenda regulatória para distribuidoras, o aguardado LRCap e atualizações estratégicas específicas das empresas. As principais conclusões desses temas são: i) continuam existindo riscos de alta para os preços de energia, dada a hidrologia ruim, que pode se deteriorar ainda mais; ii) a consulta pública para atualização da metodologia do Fator X pode trazer upside para as distribuidoras (DisCos) e iii) o cenário para a Eneva no LRCap segue extremamente positivo (reforçando nossa tese de um leilão muito positivo – por favor, consulte nosso relatório do IoC aqui).

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Geração: riscos de alta em preços já elevados mantêm o momentum de re-rating de preços de energia de longo prazo.

As geradoras (GenCos) tiveram um discurso bastante alinhado de que os preços de energia ainda têm riscos de alta, apesar do movimento relevante de preços observado desde o fim do ano passado. A forte revisão hidrológica para janeiro e os mapas secos até abril indicam uma estação chuvosa bastante apertada, o que deve aumentar a volatilidade e a aversão ao risco no sistema. As GenCos também esperam um GSF pior, que, combinado com balanços de energia praticamente totalmente contratados entre as empresas participantes, deve levar a apenas pequenos upsides nas revisões de resultados, mas sustentar o momentum para preços de energia de longo prazo. Em relação ao curtailment, houve consenso de que não deveríamos observar melhora em 2026 e nem até 2028–2029.

LRCap se consolida cada vez mais como evento transformacional para Eneva, mas potencialmente positivo também para Copel.

A Eneva adotou um tom relativamente construtivo quanto às perspectivas do leilão para a companhia (o que foi em parte confirmado pelas margens de transmissão dos novos projetos divulgadas pelo EPE na sexta-feira). A empresa enxerga cerca de 9,5 GW de ativos térmicos buscando ser recontratados no leilão, dos quais aproximadamente 1,5 GW não seriam tão competitivos. Assumindo uma demanda entre 15–20 GW, isso exigiria uma nova capacidade térmica relevante, aumentando as chances de novos ativos (Celse 2 + CEIBA) serem contratados. Para a Copel, a leitura é semelhante: se esse cenário se confirmar, haveria espaço para contratação de hidrelétricas (HPPs), e Foz do Areia parece ser um dos ativos mais competitivos do leilão.

Agenda das distribuidoras pode trazer potenciais upsides ainda não devidamente precificados.

O evento regulatório mais importante para as distribuidoras (DisCos) neste ano é a consulta pública para debater a nova metodologia do Fator X. Essa agenda trará uma atualização relevante em relação ao Fator Pd (que deve impulsionar o crescimento da Parcela B no próximo ciclo tarifário) e pode potencialmente estabelecer um novo componente no Fator X, voltado a incentivar investimentos em qualidade e reforços de rede (o que poderia ser um “kicker” adicional relevante para a Parcela B no próximo ciclo tarifário). Esses dois pontos podem mais do que compensar eventuais revisões para baixo decorrentes de uma atualização do WACC regulatório em patamar inferior (o WACC impacta apenas cerca de 30–40% da Parcela B das distribuidoras). Outros temas importantes serão: i) cálculos de benchmarking de opex regulatório; ii) consulta pública para ajuste da base de dados de preços usada pela ANEEL para reconhecimento de capex e iii) consulta pública para atualização da metodologia de perdas regulatórias e inadimplência.

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