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Seca continua: BRK avalia adiar IPO de R$ 4 bi após piora nas condições de mercado; veja o Radar Energia XP | Março

Criamos este relatório com notícias do setor de energia que complementam nossos comentários publicados no Morning Call.

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do que o Brasil e o mundo falam sobre os principais assuntos, tendências e companhias que formam o setor. Aqui você encontra o título com o link para a fonte original da notícia, além de uma breve descrição do conteúdo.

Terça-Feira 10 de Março

Destaques: (i) Seca continua: BRK avalia adiar IPO de R$ 4 bi após piora nas condições de mercado (Info Money); (ii) Copasa e PBH avançam por renovação de contrato até 2073 (O Fator); e (iii) Curtailment: perdas já equivalem ao consumo anual de 26 milhões de residências (Canal Solar))

Seca continua: BRK avalia adiar IPO de R$ 4 bi após piora nas condições de mercado

A BRK Ambiental Participações, que havia iniciado conversas preliminares para uma oferta pública inicial (IPO), está considerando adiar sua estreia devido à deterioração das condições de mercado, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. A empresa é uma das maiores concessionárias de saneamento do Brasil, atendendo cerca de 16 milhões de pessoas em mais de 100 municípios. A BRK é controlada pela Brookfield Asset Management e pela FI-FGTS e tinha como meta levantar cerca de R$ 4 bilhões (US$ 768 milhões) na oferta, disseram as pessoas que não estavam autorizadas a falar publicamente. Entre os obstáculos para o IPO estão a onda de vendas nos mercados globais em meio às crescentes tensões no Oriente Médio, bem como questões específicas da empresa após sua recente vitória em um leilão de concessão no estado de Pernambuco, disseram as fontes. (Info Money)

Copasa e PBH avançam por renovação de contrato até 2073

Após meses de negociação, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e a Prefeitura de Belo Horizonte devem assinar, nos próximos dias, a renovação do contrato de abastecimento de água e tratamento de esgoto na capital. A previsão é que o novo termo seja formalizado na quarta-feira (11). O contrato atual, válido até 2032, vem sendo discutido desde o segundo semestre do ano passado. Em dezembro, a Copasa comunicou ao mercado a assinatura de um instrumento preliminar de acordo com a prefeitura, prevendo a extensão da parceria até 2073. A efetivação depende da assinatura do termo aditivo que agora está em fase final de ajustes. As tratativas tiveram avanços e recuos desde então. A prefeitura cobrou novas cláusulas, entre elas a obrigação de a companhia eliminar os canais clandestinos que lançam esgoto na lagoa da Pampulha, medida alinhada ao compromisso da Copasa junto ao Ministério Público de Minas Gerais. Outro ponto foi a inclusão de uma cláusula para impedir aumentos na tarifa. (O Fator)

Curtailment: perdas já equivalem ao consumo anual de 26 milhões de residências

As perdas acumuladas de energia por restrições operativas no SIN (Sistema Interligado Nacional) – conhecidas no setor como curtailment – já se aproximam de 50 milhões de MWh, segundo levantamento da ePowerBay. Esse volume seria suficiente para abastecer cerca de 26 milhões de residências brasileiras durante um ano. A estimativa considera o consumo médio residencial no país, que gira em torno de 160 kWh por mês, segundo dados da EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). De acordo com a ePowerBay, somente em janeiro de 2026 as perdas somaram 2,86 milhões de MWh, volume 45% superior ao registrado em dezembro, quando os cortes foram da ordem de 1,96 milhões de MWh. No primeiro mês do ano, a maior parcela das restrições ocorreu por CNF (constrained-off), que totalizaram mais de 1,26 milhões de MWh, correspondendo a 44,1% do total. (Canal Solar)

Investimentos em infra devem bater novo recorde

Os investimentos em infraestrutura no país caminham para mais um ano de recorde, fruto de avanços na modelagem dos projetos e de um mix nas fontes de financiamento – recursos de fomento, do exterior e do mercado de capitais (debêntures) – mais equilibrado. Após um 2025 com perto de R$ 280 bilhões investidos, com 83% de recursos privados, a previsão da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) é que neste ano o volume total chegue a R$ 300 bilhões. Apesar dos avanços, os gargalos na malha logística e no saneamento – cuja meta de universalização dificilmente será cumprida – seguem relevantes. Em regiões menos atrativas para a iniciativa privada, seja por fluxo menor de transporte de cargas e passageiros, ou por pouca densidade demográfica (saneamento), avanços dependem de recursos públicos e de modelagens ainda em construção. (Valor)

Sabesp prepara oferta pela Copasa e novas captações

A Sabesp estuda maneiras de estruturar uma oferta pela Copasa, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais e por concessionárias que atuam no interior de São Paulo. “Se o retorno compensar o risco, podemos avançar”, diz Daniel Szlak, diretor financeiro da companhia paulista. Capitalizada após levantar 8 bilhões de reais em blue bonds — títulos destinados a financiar projetos de saneamento básico —, a Sabesp prepara uma nova rodada de captação. A empresa pretende levantar 10 bilhões de reais por meio de debêntures e empréstimos de curto prazo. “Queremos acessar todos os bolsos”, afirma Szlak. (Veja)

Com 3 GW em grid-forming, Kehua se diz pronta para o LRCAP

A Kehua Tech informou que seus equipamentos de PCS (sistemas de conversão de potência) e MV Stations já estão adequados às exigências técnicas do LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade) voltado a projetos de armazenamento de energia no Brasil. Segundo a empresa, além dos documentos oficiais garantindo a  conformidade dos equipamentos, a documentação referente aos modelos matemáticos também está em estágio avançado. As exigências estão previstas na Nota Técnica NT-ONS DPL 0114/2025, que estabelece novos parâmetros obrigatórios para sistemas BESS (Battery Energy Storage System). Nesse contexto, a companhia avalia que a escolha dos PCS e das MV Stations deixa de ser apenas uma decisão de engenharia e passa a ter impacto direto na viabilidade dos projetos no leilão. (Canal Solar)

Indústria de alimentos adquire BESS de R$ 30 mi no interior de SP

Uma multinacional brasileira com operações globais no setor de proteína animal adquiriu um sistema de armazenamento BESS  (Battery Energy Storage System). De acordo com dados apresentados ao CanalEnergia, a Engemon Energy está prestes a concluir a execução do projeto no interior de São Paulo. Isso a partir de um investimento de aproximadamente R$ 30 milhões. Conforme divulgação da empresa, trata-se de um dos maiores empreendimentos de baterias para um consumidor na América Latina. São 16 MWh de capacidade de armazenamento e 8 MW de potência. O sistema é composto por oito contêineres de baterias de 2 MWh cada, conexão em média tensão e integração total. (Canal Energia)

Armazenamento de energia de longa duração cresce 49%, mas tem crise de financiamento

As instalações de tecnologias de armazenamento de energia de longa duração (LDES, na sigla em inglês) no mundo ultrapassaram 15 GWh em 2025, um crescimento de 49% na comparação anual, segundo relatório da Wood Mackenzie, consultoria especializada em energia. Apesar do avanço, o setor ainda sofre com a combinação de queda no financiamento, juros elevados e competição das baterias de íon-lítio tem dificultado a expansão dessas tecnologias. O relatório Long Duration Energy Storage Trends aponta que o armazenamento de ar comprimido (CAES), o armazenamento térmico e as baterias de fluxo de vanádio (VRFB) responderam por 45%, 33% e 21% das instalações no ano. (Eu quero investir)

Instituto Arayara pede para ingressar como parte interessada em diligência do TCU sobre LRCAP

O Instituto Arayara entrou com pedido junto ao ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jorge Oliveira, para ingressar como parte interessada na representação da área técnica da corte que coloca em xeque as regras do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 18 de março. O Arayara tenta, via judicial, suspender o certame e alega que a apuração pelo TCU “guarda relação próxima” com seu objeto de atuação – a ação civil pública na Justiça Federal por meio da qual questiona a inclusão das usinas a carvão no LRCAP.  A organização aponta vício de motivação, desvio de finalidade e violação de compromissos climáticos assumidos pelo Brasil. (Eixos)

TJMG suspende licença ambiental de hidrelétrica no Rio Santo Antônio

A Justiça de Minas Gerais suspendeu, nesta segunda-feira (9), a licença prévia da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Ouro Fino, no Rio Santo Antônio, por entender que o empreendimento foi autorizado em desacordo com pareceres técnicos que apontavam inviabilidade ambiental e risco grave à biodiversidade, em área classificada como prioritária para conservação e abrigo de espécies ameaçadas de extinção. A 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu parcial provimento a agravo de instrumento do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e determinou a suspensão dos efeitos da decisão administrativa da Unidade Regional Colegiada do Leste Mineiro (URC/COPAM) que concedeu a licença prévia, com base nos princípios da precaução e da prevenção diante da possibilidade de dano irreversível ao ecossistema do Rio Santo Antônio e à ictiofauna associada. (O Fator)

Crise no Oriente Médio reacende debate sobre segurança energética e papel das renováveis

A escalada do conflito envolvendo o Irã voltou a expor a vulnerabilidade das economias dependentes de petróleo e gás e abre espaço para a retomada do debate global sobre segurança energética, tema que acabou sem definições claras durante a realização da COP30 no Brasil, ano passado. A instabilidade recente nos mercados internacionais de combustíveis mais uma vez deve incentivar governos e empresas a reavaliar estratégias de longo prazo, especialmente diante da volatilidade de preços e do risco de interrupções no fornecimento. Momentos de crise geopolítica costumam acelerar mudanças na matriz energética, tanto por razões econômicas quanto por segurança nacional, principalmente em países que dependem fortemente de importações de combustíveis fósseis. (Canal Solar)

Só 46 países têm planos internos para acabar com combustíveis fósseis na energia

Um relatório que publicado nesta terça-feira (6h) indica que menos de um terço dos 197 signatários do Acordo de Paris para o clima possuem algum tipo de planejamento para eliminação dos combustíveis fósseis na energia. Segundo o levantamento, só 46 países têm algum tipo de plano de descarbonização do setor elétrico, o mais crítico para o objetivo de zerar as emissões de gases do efeito estufa. Incluindo alguns países desse grupo, apenas 11 estudam também limitar ou reduzir a oferta de petróleo, gás e carvão. O novo trabalho, liderado pelo centro de pesquisa IISD (Canadá), com participação de E3G (Reino Unido), Ecco (Itália), Sefia (Turquia) e Observatório do Clima (Brasil), tem como objetivo pressionar governos a avançarem na produção do chamado “mapa do caminho” da “transição para longe dos combustíveis fósseis”. (O Globo)

Preços de energia fecham a última semana com queda de até 24,5% na BBCE

Os preços de energia negociados no EHUB, plataforma da BBCE, encerram a semana de 2 e 6 de março com forte retração, concentrada nos contratos mensais e trimestrais com entrega ao longo de 2026. O principal destaque da última semana foi o produto março, que recuou 24,48%, a R$ 421,09 por MWh e permaneceu como o mais negociado em tela. As transações da última semana também foram marcadas por quedas expressivas nos ativos maio (-20,04%), junho (-19,24%), no produto 2T2026 (-19%) e abril (-18,69%). No médio prazo, o produto convencional 2S2026 apresentou recuo de 11,88%, a R$ 317/MWh, e se manteve entre os ativos com mais liquidez (711 GWh). (Megawhat)

Ampliação à revelia em sistemas solares: o que diz a regulação e como se defender

A expansão acelerada da micro e minigeração distribuída (MMGD) no Brasil transformou profundamente a dinâmica do setor elétrico nacional. Impulsionada pela queda dos custos da tecnologia fotovoltaica, por incentivos regulatórios e pelo avanço da transição energética, a geração distribuída tornou-se uma das principais fronteiras de investimento no setor energético. Esse crescimento, contudo, trouxe novos desafios regulatórios. Entre eles, destaca-se um fenômeno cada vez mais observado pelas distribuidoras e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL): a ampliação irregular da potência de sistemas fotovoltaicos após sua homologação, sem a devida comunicação ou aprovação da concessionária. Esse comportamento, muitas vezes motivado pela busca de maior geração e retorno econômico, pode configurar infração regulatória relevante, gerar penalidades administrativas e comprometer a segurança jurídica de investimentos no setor. (Canal Solar)

Solfácil financia mais de R$ 1 bi para energia solar em 2025 e aposta em baterias

A Solfácil fechou o ano de 2025 com mais de R$ 1 bilhão financiado em projetos de energia solar, o maior volume anual de crédito da sua história, e 200 mil clientes alcançados. Agora, a companhia quer escalar a operação como financeira autorizada pelo Banco Central, ampliar a captação de recursos verdes e avançar no mercado de armazenamento de energia. A licença para atuar como Financeira muda o modelo de funding. A Solfácil poderá emitir CDBs diretamente ao investidor, reduzindo a dependência de estruturas mais complexas e potencialmente baixando o custo de captação. Para 2026, o plano é captar pelo menos R$ 500 milhões em CDBs verdes e mais de R$ 1 bilhão em CRIs verdes, aproveitando janelas ao longo do ano. Internamente, a aposta é usar inteligência artificial para reduzir custos, ganhar produtividade e melhorar a análise de risco e também no investimento da tecnologia proprietária de monitoramento de projetos solares, o Solfácil Smart Pro e Home. (Megawhat)

Curtailment e nível de contratação pressionam alavancagem da Serena

A Serena Energia deve manter elevada alavancagem financeira nos próximos anos, pressionada pelos impactos dos cortes de geração (curtailment) e pela baixa parcela de energia descontratada em seu portfólio, o que limita a flexibilidade comercial para mitigar oscilações na geração de caixa. A avaliação é da Fitch Ratings, que manteve perspectiva estável para os ratings da companhia. A avaliação parte da análise da base diversificada de ativos da empresa, com 2,8 GW de capacidade instalada, além de um portfólio com alto nível de contratação de energia, superior a 95% até 2031. Esses contratos são majoritariamente firmados por meio de Power Purchase Agreements (PPAs) de longo prazo, com preços considerados atrativos, o que garante maior previsibilidade de receitas. Apesar desse cenário, a Fitch Ratings ressalta que a companhia enfrenta pressões decorrentes do curtailment e da entrada em um ciclo mais intensivo de investimentos no parque eólico Goodnight II, com 265 MW de capacidade, localizado nos Estados Unidos. (Megawhat)

Canadian Solar estuda projetos de GD e expansão no mercado brasileiro

A Canadian Solar avalia a compra de cinco sociedades de propósito específico (SPEs) de geração solar distribuída pertencentes à Tangisa Investimentos e Participações, em uma operação que marca a entrada da companhia no segmento de geração distribuída no Brasil. O acordo está em análise pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e, conforme consta nos autos do processo, não depende de aprovação de outros órgãos reguladores. As SPEs detêm as outorgas para implantação e exploração de parques solares na modalidade de geração distribuída, com capacidade instalada total de aproximadamente 13,07 MWp. Os ativos estão localizados nos estados da Bahia, Mato Grosso do Sul e Sergipe. Atualmente, a Canadian Solar atua globalmente na fabricação e no fornecimento de módulos fotovoltaicos, incluindo componentes como wafers, células solares e baterias, além do desenvolvimento, construção, operação e manutenção de projetos de energia solar. (Megawhat)

2W Ecobank convoca AGE para aumento de capital de quase R$ 1 bi

A 2W Ecobank, em recuperação judicial, convocou assembleia geral extraordinária para deliberar um aumento do seu capital social, para conversão de dívida detida por determinados credores em troca de ações, no montante de R$ 926,8 milhões. A reunião será realizada dia 30 de março. O aumento será mediante a emissão de novas ações ordinárias, todas nominativas, escriturais e sem valor nominal, a serem subscritas e integralizadas mediante a conversão de créditos detidos por determinados credores sujeitos ao plano de recuperação judicial da companhia. Segundo a empresa, a assembleia deliberar sobre o aumento do capital social autorizado, para que passe de até 398 milhões de ações ordinárias para 950 milhões de ações. A AGE deve autorizar um aumento de capital suficiente para permitir a capitalização da soma dos créditos concursais detidos por todos os credores reestruturados. (Megawhat)

Matrix conclui projeto de expansão energética no sul de Minas

A Matrix Energia anunciou a conclusão de um projeto de expansão energética junto à Melhoramentos e a IBS Energy, que realizaram a implantação de uma subestação de energia elétrica de 138 k na planta industrial da empresa em Camanducaia, na região sul de Minas Gerais. Segundo a Matrix, com um investimento de R$ 60 milhões, a iniciativa marca a expansão da capacidade elétrica da planta industrial da Melhoramentos e reforça a estabilidade da rede que atende a comunidade local. As obras também envolveram a construção de 13,3 quilômetros de linha de distribuição, sustentada por 42 torres ao longo da Serra da Mantiqueira, além da ampliação da subestação da Energisa Sul-Sudeste, necessária para viabilizar a conexão do novo empreendimento à rede de alta tensão. (Megawhat)

Ousadias elétricas

O dilema do bonde desgovernado foi criado em 1967 pela filósofa britânica Philippa Foot, que divulgou resultados de experimentos que explicavam como fazemos julgamentos morais. A estrutura é simples: um bonde perdeu o controle. Alguém, externamente, tem nas mãos um dispositivo que pode direcioná-lo para um trilho onde cinco pessoas seriam mortas ou mantê-lo na trajetória, quando tiraria apenas uma vida. As pesquisas de Philippa buscavam respostas para a diferença entre causar diretamente um dano (mover o dispositivo) ou permitir que ele aconteça (não mover o dispositivo).  (Valor)

Brasil quer cooperar com África do Sul em energia e minerais críticos

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), disse nesta segunda-feira (9/3) que o governo brasileiro está pronto para apoiar uma proposta de cooperação industrial com a África do Sul. Ele mencionou energia e minerais críticos como oportunidades. “O governo brasileiro está pronto para apoiar uma proposta que contém financiamento e cooperação industrial. Energia e minerais críticos, transições aceleradas nas áreas digital e energética oferecem um leque abrangente de oportunidades”, discursou na abertura do Fórum Empresarial Brasil–África do Sul, em Brasília (DF). (Eixos)

China e a muralha da transição energética

Se um viajante chegasse hoje a certas zonas industriais de Jiangsu, Guangdong ou Anhui, poderia confundir aqueles complexos fabris com cidades futuristas. Galpões que se estendem até onde a vista alcança, ferrovias entrando direto no chão de fábrica, linhas de produção que funcionam com precisão milimétrica. Em vez de torres, muralhas e portões, a China ergueu algo mais silencioso, mas muito mais poderoso: um sistema industrial capaz de moldar, em escala continental, o ritmo da transição energética global. Essa “Muralha da Transição Energética” não se ergueu de um dia para o outro. Ela foi construída “tijolo por tijolo” ao longo de duas décadas. Começou com a indústria fotovoltaica, expandiu-se para baterias de lítio e, inevitavelmente, alcançou os veículos elétricos. (Eixos)

Quando o ambiente de desinformação compromete o desenvolvimento regional

O Nordeste consolidou-se como protagonista da expansão eólica no Brasil. Com 32,4 GW em operação e mais de mil projetos, a região é liderada por Bahia e Rio Grande do Norte, seguidos por Piauí e Ceará. Essa escalada impressiona: em 2010, o parque produtor era inferior a 0,4 GW. No início, os questionamentos focavam em contratos, preços, cadeia produtiva, leilões e mão de obra. O setor entrou na pauta nacional como uma vitrine de modernidade e impacto regional. Contudo, um elemento crucial foi negligenciado: a comunicação estratégica das ações e impactos locais. Um levantamento realizado entre 2009 e 2025 em diversos canais — de jornais como Folha e O Globo a fontes independentes e órgãos oficiais — revelou uma mudança drástica na percepção pública em todos os estados da região (RN, CE, PB, PE, MA, PI e BA). (Eixos)

Oncorp avança no mercado small scale com memorando com a GNLink

A Oncorp firmou um memorando de entendimento com a GNLink, voltado à distribuição de gás natural liquefeito (GNL) em pequena escala pelo modal rodoviário a partir do seu terminal no Complexo Industrial Portuário de Porto de Pecém, em Pernambuco. Segundo a Oncorp, o acordo marca uma mudança de foco estratégico do projeto, que passa a priorizar o mercado small scale, ampliando o acesso ao insumo energético em áreas mais afastadas dos grandes centros. João Guilherme Mattos, o diretor-presidente da Oncorp, explica que o movimento representa uma etapa decisiva para a viabilização do terminal. “A assinatura desse memorial, nesse momento, além de simbólica, ela é muito importante, pois a gente começa agora a focar na parte de small scale, que o terminal vai ter uma grande contribuição a fazer, considerando a sua localização geográfica”. (Megawhat)

SCGás seleciona propostas de suprimento de gás natural

A Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGás) publicou uma chamada pública para a seleção de propostas para o suprimento de gás natural (GN) que busca a modicidade tarifária para o mercado cativo. O gás pode ter origens diversificadas, segundo o edital da chamada, mas os proponentes deverão comprovar a disponibilidade da molécula e da cadeia logística do GN, desde a origem até o ponto de entrega. Cada proponente poderá apresentar mais de uma proposta à SCGás, que deverão ter validade mínima de 250 dias e ser assinadas digitalmente pelos representantes legais. (Megawhat)

SCGás abre chamada exploratória para suprimento de gás natural

A SCGás abriu uma chamada pública para receber propostas de suprimento de gás natural. O objetivo é mapear as condições comerciais disponíveis no mercado, para que a companhia conheça, compare e avalie diferentes alternativas comerciais disponíveis. Em nota, a SCGás disse que a contratação pode ocorrer de forma total, parcial ou até não ocorrer. A decisão depende de critérios técnicos, regulatórios e comerciais, além da disponibilidade física e contratual do portfólio da empresa. Produtores e comercializadores poderão apresentar mais de uma proposta, com diferentes condições comerciais e validade mínima de 250 dias. Além disso, devem comprovar a disponibilidade de gás. (Eixos)

Segunda-Feira 09 de Março

Destaques: (i) Mercado de baterias deve atingir R$ 50 bi no país (Valor); (ii) O leilão de baterias como protagonista da confiabilidade elétrica no Brasil (Megawhat); e (iii) 2026 será ano desafiador para gestão da água no Brasil, diz diretora da ANA (CNN Brasil)

Mercado de baterias deve atingir R$ 50 bi no país

O mercado de energia brasileiro deve atravessar uma nova fronteira em 2026 com o início dos investimentos em baterias para o armazenamento de eletricidade, com investimentos que podem somar ao menos R$ 50 bilhões nos próximos anos, conforme estimativa de especialistas. O primeiro leilão da modalidade está previsto, inicialmente, para ocorrer em abril. Os sistemas de armazenamento são vistos como uma das principais saídas para resolver uma das maiores dores do setor elétrico do país: a sobreoferta estrutural de energia durante o dia, especialmente, de geração solar, com a saída da fonte do sistema no período noturno, quando ocorre o pico de consumo. Para evitar desequilíbrio nas redes elétricas durante o dia, quando a demanda é baixa em relação à produção, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) tem promovido cortes de geração, conhecidos no Brasil pelo jargão em inglês “curtailment”, algo que tem trazido estresse financeiro em diversas empresas do setor. (Valor)

O leilão de baterias como protagonista da confiabilidade elétrica no Brasil

O setor elétrico brasileiro está prestes a vivenciar um marco histórico com a realização de três Leilões de Reserva de Capacidade (LRCAP) neste semestre. Enquanto dois dos certames confirmados para os dias 18 e 20 de março focam na segurança geral do sistema, o mercado aguarda com grande expectativa o leilão exclusivo para sistemas de armazenamento de energia (BESS), previsto para junho. Esta inclusão inédita de produtos específicos para baterias não é apenas uma tendência, mas uma resposta estrutural para garantir a segurança e a flexibilidade do nosso Sistema Interligado Nacional (SIN). Historicamente, os leilões de capacidade focavam em fontes térmicas e hidrelétricas. No entanto, a crescente participação das fontes solares e eólicas nos últimos anos – que são fontes variáveis por natureza – tem ampliado a necessidade de recursos complementares de flexibilidade para garantir o equilíbrio entre oferta e demanda em tempo real.  Ao contrário de usinas térmicas e hidrelétricas, cuja viabilidade técnica e econômica depende de localização estratégica próxima a recursos energéticos primários, sistemas de armazenamento em baterias (BESS) não estão atrelados à geração de energia, mas sim à sua gestão temporal e espacial. (Megawhat)

2026 será ano desafiador para gestão da água no Brasil, diz diretora da ANA

O Brasil tem enfrentado um ano desafiador na gestão de recursos hídricos em 2026, diante do cenário de chuvas abaixo da média e da necessidade de garantir os usos múltiplos da água nos rios e reservatórios. A avaliação é da diretora da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Larissa Rêgo, em entrevista exclusiva à CNN. Segundo a diretora, o acompanhamento dos principais rios e reservatórios vem sendo intensificado desde o fim de 2025, quando o país passou a registrar níveis de precipitação menores que o previsto. “A ANA foi criada em 2000 para implementar e coordenar a gestão integrada dos recursos hídricos e regular o acesso à água. Em 2010, recebeu a missão de coordenar o sistema de segurança de barragens e, em 2020, foi agregada atribuição de harmonizar a regulação dos serviços de saneamento básico” (CNN Brasil)

Eneva vê vantagem no LRCap com usinas existentes e infraestrutura de GNL

A Eneva pretende disputar o leilão de reserva de capacidade (LRCap), marcado para 18 de março, apoiada em cerca de 2 GW de usinas termelétricas existentes e em sua infraestrutura própria de gás natural liquefeito (GNL). O movimento ocorre em um momento de maior volatilidade nos mercados globais de energia, impulsionada pela escalada do conflito no Oriente Médio e pela expectativa de preços elevados de eletricidade no Brasil. Segundo o CEO da companhia, Lino Cançado, a combinação de infraestrutura própria e usinas existentes tornará a empresa “altamente competitiva” no certame, ao dispensar investimentos adicionais relevantes e a utilização de infraestrutura de terceiros. “Contamos com capacidade excedente de armazenagem e regaseificação de GNL. Temos 2 GW em ativos existentes elegíveis a novos ciclos contratuais e modelos de negócio competitivos para prover capacidade e segurança energética ao Sistema Interligado Nacional (SIN), combinando a construção e operação de ativos termelétricos com soluções proprietárias para suprimento de gás natural 100% flexível”. (Megawhat)

CMSE: ONS apresenta melhora nas condições hidrológicas do SIN

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apresentou, em 4 de março, os resultados das condições de atendimento eletroenergético até o dia 31 de agosto de 2026, em reunião ordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Houve melhora no quadro hidrológico em relação às projeções apresentadas anteriormente, especialmente para os meses de março e abril no Sistema Interligado Nacional, com exceção da região Sul.  Nesse cenário, as afluências previstas para as bacias dos rios Grande e Paranaíba indicam condições mais favoráveis. O ONS mencionou que a melhora ocorreu, em fevereiro, devido à ocorrência de dois episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) sobre as regiões Sudeste, Nordeste e parte da Norte, o que favoreceu a precipitação acima da média. O Operador, contudo, indicou que o volume de precipitação observado ainda não foi suficiente para recuperar o déficit pluviométrico, reforçando a indicação de uma política operativa para preservar recursos hídricos, sobretudo na Região Sul, uma vez que a distribuição da chuva ocorreu de forma irregular desde o início do período chuvoso. Nos meses de janeiro e fevereiro, este subsistema apresentou precipitação inferior à média. (ONS Notícias)

ONS: Energia Armazenada tem previsão acima de 60% em três subsistemas ao final de março

O boletim do Programa Mensal da Operação (PMO) da semana que vai de 7 a 13  de março  apresenta um cenário de Energia Armazenada (EAR) acima de 60% para três subsistemas. São eles: o Norte, que apresenta a maior perspectiva, com 96,0%; o Nordeste, 85,7%; e o Sudeste/Centro-Oeste,  65,2%. No Sul, a EAR pode chegar a 32,1%. As projeções de Energia Natural Afluente (ENA) estão acima de 80% da Média de Longo Termo (MLT) em  três subsistemas: o Nordeste, foi o único que ficou acima da média, com 115% da MLT; seguido pelo Norte, com 95% da MLT; e pelo Sudeste/Centro-Oeste, com previsão de terminar o mês em 86% da MLT.  Para o Sul, a previsão é de 33% da MLT, no dia 31 de março. (ONS Notícias)

24 de março virou o “Dia D” da Enel em São Paulo

Em 24 de fevereiro, a diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) decidiu, por 3 votos a 2, prorrogar por mais 30 dias o prazo do pedido de vista do processo que pode levar à caducidade da concessão da distribuidora de energia Enel em São Paulo. A Aneel instaurou o processo de caducidade da concessão depois de uma sequência de questionamentos à qualidade do serviço prestado pela distribuidora, intensificados por apagões de grande proporção na capital paulista e na região metropolitana, que deixaram milhões de consumidores sem energia por dias. Autoridades estaduais e municipais, além de órgãos de defesa do consumidor, relataram falhas na manutenção da rede, lentidão na recomposição do fornecimento e insuficiência de equipes em situações emergenciais. Também foram alvo de críticas a comunicação com os usuários e a capacidade de resposta diante de eventos climáticos extremos, cada vez mais recorrentes. (Poder 360)

OPINIÃO. No mercado de gás, transparência não pode ser opcional

A revisão tarifária do transporte de gás natural entrou em uma fase decisiva. A ANP promoveu um corte de aproximadamente R$ 3,3 bilhões na Base Regulatória de Ativos (BRA) pleiteada por TAG, NTS e TBG, glosando investimentos e ajustando valores considerados inconsistentes ou não autorizados. A agência tomou a decisão sem aplicar a nova metodologia do Método do Capital Recuperado (RCM) — não por opção técnica, mas por falta de informações confiáveis fornecidas pelas próprias transportadoras. E é justamente aí que reside o ponto central deste debate: a ausência de transparência das empresas não pode servir de justificativa para enfraquecer, abandonar ou adiar uma metodologia mais moderna, eficiente, alinhada às melhores práticas internacionais, e de interesse do consumidor. (Brazil Journal)

Como a guerra no Oriente Médio afeta a sua conta de gás?

A escalada da guerra no Oriente Médio sacudiu os ânimos do mercado global de gás natural liquefeito (GNL). Para além de toda a crise humanitária que uma guerra envolve (e já são mais de mil mortes de civis confirmadas só no Irã), o conflito tem suas repercussões diretas sobre a dinâmica do mercado de gás: Na esteira do bloqueio do Estreito de Ormuz (por onde transita 20% do comércio global de GNL) e dos ataques iranianos às infraestruturas do Catar, os preços internacionais saltaram na última semana. A última grande crise do GNL, em 2021/2022, ainda está na memória. E reacende o temor que, a exemplo daquela ocasião, o pico nos preços globais volte a contaminar o mercado brasileiro. (Eixos)

MME capacita estados para coleta de dados do Atlas da Transição Energética 2026

O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nos dias 4 e 6 de março, uma capacitação voltada à coleta de dados para a próxima edição do Atlas da Transição Energética. Estiveram presentes representantes de todos os estados e do Distrito Federal. A iniciativa foi promovida em parceria com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e teve como objetivo apresentar a metodologia que será utilizada na coleta das informações. Na oficina também foi apresentado o Guia Conceitual, que orientará o processo de coleta das informações, além do desenvolvimento de um formulário padronizado para envio dos dados e da atualização dos contatos e pontos focais em todo o país. O guia foi elaborado entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026, contando com apoio técnico da EPE. (MME Notícias)

Brasil amplia matriz elétrica com 29 usinas no bimestre; 25 são solares

O Brasil registrou um crescimento de 1,28 GW em sua matriz elétrica no primeiro bimestre de 2026, segundo dados divulgados pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). No acumulado do período, foram liberadas 29 usinas para operação comercial no país, das quais 25 são solares, uma termelétrica, uma eólica e duas PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas). Nos dois primeiros meses do ano, os novos empreendimentos foram distribuídos em sete estados das cinco regiões do país. O Rio Grande do Norte liderou a expansão no período, com 640 MW adicionados à matriz elétrica, seguido por Minas Gerais, que registrou a entrada de 505 MW em novos empreendimentos de geração. Em janeiro, o país incorporou 543 MW de potência instalada à matriz elétrica. Ao todo, 13 empreendimentos foram liberados para operação comercial, sendo 11 usinas solares responsáveis por 509 MW – o equivalente a mais de 93% da expansão registrada no mês. Também entraram em operação uma usina termelétrica, com 20 MW, e uma PCH, com 14 MW. (Canal Solar)

Novas usinas adicionam 743 MW à matriz elétrica em fevereiro

A matriz elétrica brasileira cresceu 743 MW em fevereiro de 2026, com início de operação comercial de 16 usinas, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A autarquia planeja uma expansão na geração de 9,1 GW para 2026. O montante adicionado à matriz aumentou em 27,3% na comparação com janeiro (543 MW). Ao todo, 16 centrais solares fotovoltaicas (677 MW), uma eólica (59 MW) e uma pequena central hidrelétrica (7 MW) entraram em operação no mês. Três estados, em três regiões do país, tiveram empreendimentos liberados, sendo o primeiro Rio Grande do Norte, com 640 MW e 13 usinas, seguido de Minas Gerais (96 MW de duas usinas) e Paraná (7 MW de uma usina). No primeiro bimestre do ano, o crescimento na matriz foi de 1.286 MW, com a liberação de novas usinas em sete estados situados em todas as regiões do país. O Rio Grande do Norte ainda apresenta a maior expansão no período, com 640 MW, e Minas Gerais é segundo, com 505 MW. (Megawhat)

Aneel alerta para risco às atividades e pede antecipação de orçamento

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, solicitou ao Ministério do Planejamento e Orçamento a antecipação de créditos orçamentários da ordem de R$ 43,3 milhões até março e de R$ 152,2 milhões até novembro, com limite total de R$ 177.802.259 até dezembro. Segundo Feitosa, a autarquia já comprometeu, com contratações vigentes e processos em licitação, cerca de R$ 101,9 milhões, valores que estão, em sua maioria, parcialmente empenhados. No entanto, o limite autorizado para movimentação e empenho foi de apenas R$ 33.337.924 até março e de R$ 122.239.053 até novembro. Até a publicação do Decreto nº 12.846/2026, que dispõe sobre a programação orçamentária e financeira e estabelece o cronograma de execução mensal de desembolso do Poder Executivo federal para o exercício de 2026, a Aneel já havia empenhado R$ 81,3 milhões. Com isso, a autarquia teve que realizar cancelamentos de empenhos no total de R$ 49,1 milhões para se adequar ao limite orçamentário definido pelo decreto. (Megawhat)

Aneel está com atividades sob risco de paralisação

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) encaminhou nesta semana ao Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) um ofício pedindo a antecipação da disponibilização de recursos orçamentários para cobrir despesas internas pressionadas. “Caso não ocorra a antecipação solicitada, há sério risco de comprometimento crítico das atividades da Aneel inviabilizando o pleno cumprimento de suas atribuições legais”, diz o pedido do diretor-geral, Sandoval Feitosa, direcionado à ministra Simone Tebet. Foi solicitada, especificamente, a antecipação dos limites de empenho da Aneel para R$ 43,3 milhões até março e R$ 152,2 milhões até novembro. Há o faseamento dos limites de empenho de recursos (ou seja, os órgãos recebem o orçamento de forma gradual ao longo do exercício) a cada bimestre. No ano todo, o limite da Aneel é de R$ 177,8 milhões. (Info Money)

Curtailment pesa R$ 558 milhões no resultado da CPFL em 2025

O avanço do curtailment em projetos eólicos foi um dos principais temas operacionais e com impacto no resultado para a CPFL Energia em 2025 e já começa a influenciar suas decisões de investimento no setor elétrico. Segundo a companhia, os cortes de geração atingiram 30,8% da produção potencial no ano, acima dos 19,7% registrados em 2024, pressionando o desempenho da área de geração. O impacto financeiro dos cortes de geração reduziu o resultado da companhia em R$ 558 milhões em 2025, mais que o dobro do impacto observado no ano anterior, de R$ 272 milhões. No quarto trimestre, o efeito negativo somou R$ 122 milhões. “A gente vê de fato uma crescente no tema do curtailment”, afirmou o diretor-presidente da companhia, Gustavo Estrella, durante teleconferência com analistas. Apesar disso, a empresa ainda não contabilizou os efeitos da Lei 15.269, aprovada no fim de 2025, para tratar do tema. A CPFL aguarda a assinatura do termo de compromisso pelo Ministério de Minas e Energia (MME) para reconhecer eventuais compensações, o que espera ocorrer ainda primeiro trimestre de 2026. (Megawhat)

Eventos climáticos demandam mais investimento, diz CEO da CPFL Energia

A CPFL Energia divulgou seus resultados do quarto trimestre e do ano de 2025, registrando um lucro líquido de R$ 1,56 bilhão no último trimestre, uma leve queda de 0,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior. No consolidado anual, a empresa fechou com lucro de R$ 5,74 bilhões. Durante entrevista exclusiva ao CNN Money, Gustavo Estrela, CEO da CPFL Energia, explicou que o ano foi desafiador para a companhia, principalmente devido à queda no consumo de energia nas áreas de concessão, influenciada pela redução de temperatura. Além disso, o segmento de geração foi impactado pelo chamado curtailment, que são cortes na geração de energia que afetaram significativamente os resultados da empresa no quarto trimestre. (CNN Brasil)

Transmissão compensa queda em geração e comercialização na Alupar

A Alupar encerrou o quarto trimestre de 2025 com queda nos resultados das áreas de geração e comercialização de energia, impactadas principalmente pelo fim de contratos bilaterais e por preços de venda menores no período. Em contrapartida, o desempenho do segmento de transmissão sustentou o avanço dos indicadores regulatórios da companhia, impulsionado pelo reajuste tarifário do ciclo 2025/2026 e pela entrada em operação de um novo ativo. Apesar disso, José Luiz de Godói Pereira, CFO da empresa, não confirmou a participação da empresa no leilão de transmissão marcado para 27 de março. “Cada leilão tem uma dinâmica própria e depende do nível de agressividade dos players participantes. No último certame em que participamos, não arrematamos nenhum lote porque houve uma agressividade muito elevada frente às condições de mercado. Ainda é difícil prever como será desta vez e precisamos avaliar as sinergias, já que é um negócio muito tailor-made”, afirmou durante teleconferência com investidores para apresentação dos resultados do quarto trimestre de 2025. (Megawhat)

Tarifa horária da Energisa agrada, mas mudança de hábito ainda é limitada

A experiência do grupo Energisa com tarifa diferenciada por horário indica que consumidores avaliam positivamente o modelo, mas ainda apresentam baixa resposta aos sinais de preço no curto prazo. Resultados preliminares da Tarifa Melhor Hora, programa implementado no contexto do sandbox tarifário da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mostram que a maior parte dos clientes manteve seus padrões de consumo, apesar da possibilidade de pagar menos ao deslocar o uso de energia para horários mais baratos. Os dados divulgados são da primeira etapa do projeto, conduzida entre novembro de 2024 e novembro de 2025 na área da Energisa Sul Sudeste. Para essa área de concessão, a melhor hora para usar energia foi definida entre 00h e 14h e nos finais de semana, com as tarifas econômica e supereconômica, até duas vezes mais baratas que a tarifa convencional. O horário de pico da região foi definido entre 18h e 21h, com tarifa mais cara. (Megawhat)

Cemig e agência reguladora viram réus por redução na vazão do rio São Francisco

A redução drástica da água que corre pelo rio São Francisco levou o Ministério Público Federal (MPF) a acionar na Justiça a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Agência Nacional de Águas (ANA). Por meio de uma ação civil pública apresentada em 14 de fevereiro à Justiça Federal em Minas Gerais, o MPF denuncia a forma em que a água do rio São Francisco vem sendo administrada a partir da hidrelétrica de Três Marias. A usina mineira é dona do primeiro grande reservatório instalado no curso do rio e acaba regulando todo o regime de água que, a partir dela, segue pelos 1.400 km do Velho Chico até a sua foz, entre Alagoas e Sergipe. (O Tempo)

Cemig relata falta de energia em diversos bairros de BH após temporal; veja previsão de retorno

Moradores de diversos bairros de Belo Horizonte e de cidades Região Metropolitana (RMBH) estão ‘no escuro’ após o forte temporal que atingiu a cidade na noite desta sexta-feira (6/3). O restabelecimento da energia deve ocorrer de forma gradativa entre esta noite e ao longo deste sábado (7/3). De acordo com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), as ocorrências se concentram principalmente nos bairros Bandeirantes, Serrano, Ouro Preto, Belvedere e Calafate, em Belo Horizonte. Na região do Barreiro, segundo a empresa, também há diversos registros de interrupção no fornecimento, mas de forma pulverizada, sem grandes áreas desligadas. A companhia informou que a intensidade da chuva e dos ventos provocou queda de árvores e o lançamento de objetos contra a rede elétrica, como partes de telhados e galhos. Esses incidentes causaram danos na estrutura do sistema, com curtos-circuitos e rompimentos de cabos. (O Tempo)

Celesc é autorizada a ampliar capacidade de hidrelétrica em Blumenau

O Ministério de Minas e Energia (MME) autorizou a Celesc a ampliar a capacidade instalada da hidrelétrica (UHE) Salto Weissbach, que passou a ser constituída pela casa de força existente, com três unidades geradoras (UGs) de 1,4 MW e uma de 2 MW, e pela casa de força complementar, com duas unidades geradoras de 11,5 MW, totalizando 29,2 MW de capacidade instalada. A usina está instalada em Blumenau, Santa Catarina, e teve a capacidade ampliada para prestação do serviço de geração de energia elétrica, sob o regime de alocação de cotas de garantia física de energia e potência, às concessionárias do serviço público de distribuição no Sistema Interligado Nacional (SIN). A tarifa de ampliação analisou, como parâmetros econômico-regulatórios, o custo de gestão dos ativos de geração referente à ampliação inicial de R$ 43.728.842,75/ano, na data-base de 1º de outubro de 2025; tarifa inicial da GAG ampliação de R$ 403,87/MWh, considerando o acréscimo de 12,36 MW médios de garantia física e investimento de R$ 242 milhões, atualizado pelo IPCA. (Megawhat)

Oposição na ALMG quer investigação da corrupção na tentativa de Zema de privatizar a Copasa

Ex-presidente do Conselho da empresa, que admitiu pagamento de propinas na Aegea, levanta suspeitas sobre a lisura do processo de desestatização em Minas Gerais. Parlamentares da oposição ao Governo Romeu Zema (NOVO) iniciaram a coleta de assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar denúncias de corrupção e conflitos de interesse no processo de privatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais). O pedido, subscrito por parlamentares de diferentes partidos, prevê a instalação da comissão pelo prazo de 120 dias para apurar “os esquemas e atos de corrupção e demais crimes relacionados à desestatização da Copasa”. A oposição sustenta que há indícios da prática reiterada de corrupção na concessão de contratos de saneamento em vários estados, envolvendo agentes públicos e privados com atuação em Minas Gerais. (Hora do Povo)

Copasa admite rever perfurações de poços para o abastecimento em São Thomé das Letras

A insegurança hídrica no Município de São Thomé das Letras (Sul de Minas), com interrupções no abastecimento de água e a redução do volume de cachoeiras e nascentes, foi tema de audiência pública, nesta quinta-feira (5/3/26), da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Moradores e ambientalistas apontaram a influência da mineração e da captação de água pela Copasa no Bairro Cantagalo como as principais causas do problema. Representantes da estatal negaram qualquer relação com o desabastecimento, mas se comprometeram a estudar alternativas para a extração hídrica em outras localidades. Segundo Rafael de Tomy, da Associação Socioambiental Água é Vida, o abastecimento vem falhando nos últimos anos, com o problema se agravando no último verão. A falta d’água chegou a durar cinco dias, afetando o turismo, a principal atividade econômica do município, e o dia a dia da população local. (Portal da ALMG)

Veolia prevê expansão de R$ 65 milhões em aterro sanitário e busca aquisições

A francesa Veolia, que atua nos setores de saneamento básico e energia, tem planos de expandir seu aterro sanitário de Pedreira, em Guarulhos (SP), que recebe boa parte do lixo da capital paulista. A expansão deverá ampliar a vida útil do empreendimento em mais 20 anos — além dos três anos restantes com a estrutura atual — e demandará em torno de R$ 65 milhões de investimento. A audiência pública da ampliação já foi encerrada, e agora faltam as licenças ambientais, que a companhia espera receber neste ano. O local recebe em torno de 800 caminhões de lixo por dia, de 13 municípios, dos quais Guarulhos e São Paulo são os principais. Além do aterro, o centro tem unidades para reaproveitar os resíduos, como uma de triagem mecanizada que transforma o lixo em combustível, que é utilizado por cimenteiras. (Valor)

Paraná fortalece gestão de resíduos e busca erradicar lixões com nova governança

Usar a tecnologia como aliada para erradicar os lixões a céu aberto no Paraná e transformar resíduos sólidos em ativos econômicos por meio da economia circular e inovação. Essa foi a principal resolução da 22ª Reunião Ordinária do Grupo de Discussão de Resíduos Sólidos (R-20), coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest). O encontro, na quarta-feira (04), em Curitiba, reuniu gestores dos 399 municípios paranaenses, além de técnicos, especialistas e autoridades. Durante o evento, foram apresentados o Panorama de 2025 e os formulários de 2026 sobre Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos e de Gestão de Associações e Cooperativas de Catadores. Embora o Estado seja referência no tema, os desafios persistem: 86% dos municípios fazem coleta seletiva na área urbana, mas apenas 20% conseguem atender a área rural. Além disso, apenas 66 prefeituras declararam equilíbrio financeiro total na gestão do serviço. (Governo do Paraná)

Baía de Guanabara mais limpa: rede de esgoto começa a chegar ao Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio

O cenário do Complexo da Maré — formado por 16 favelas — está em transformação, com um vaivém de operários e máquinas. Manilhas de até 1,50 metro de diâmetro aguardam a instalação e poços são escavados para obras de saneamento iniciadas pela Águas do Rio com objetivo de beneficiar, segundo a concessionária, 200 mil pessoas. A expectativa é mudar uma realidade de décadas de descaso com a ajuda de uma tecnologia que deve ser um dos destaques do projeto: são seis “tatuzinhos”, equipamentos que em breve chegarão às comunidades para perfurar, a seis metros de profundidade, o túnel de um tronco coletor de esgoto — de tempo seco — de 4,5 quilômetros de extensão. Orçada em R$ 120 milhões, a instalação da rede de saneamento tem previsão de ficar pronta no fim de 2027. A maioria dos recursos (85%) será destinada aos serviços de esgoto, maior carência das comunidades da Maré. (O Globo)

Complexo solar de mais de R$ 1 bilhão entra em operação em Goiás

A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) autorizou nesta semana o início da operação comercial do Complexo Solar Barro Alto, no município homônimo, em Goiás. A autarquia liberou a entrada em operação das UFVs Barro Alto I a VI, que somam 350 MW de capacidade instalada. Com investimento superior a R$ 1,3 bilhão, o empreendimento faz parte de uma joint venture entre a siderúrgica Gerdau e a gestora de investimentos Newave Capital. Quando estiver totalmente concluído, o complexo deverá atingir 450 MW de potência instalada. As obras tiveram início em 2024, com a previsão de instalação de mais de 730 mil módulos fotovoltaicos, estrutura suficiente para gerar mais de 100 MW médios de energia, o mesmo que o consumo de uma newavcidade de cerca de 365 mil habitantes. (Canal Solar)

Newave Energia inicia operação de mais 100 MW em Goiás

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a Newave Energia a iniciar a operação comercial das UFVs Barro Alto I e VI, com 50 MW de capacidade instalada cada, do complexo Barro Alto, no município de Vila Propício, estado de Goiás. As outras usinas do complexo, UFVs Barro Alto 2 a 5 e 7 já haviam sido autorizadas anteriormente. O projeto, que totaliza de 452 MW, é uma colaboração entre a Gerdau e a Newave Capital, a partir da joint venture Newave Energia, que exigiu um investimento total de R$ 1,3 bilhão, financiado em parte com apoio da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), via Banco do Brasil. (Megawhat)

Companhia têxtil avança na estratégia de autoprodução de energia

Com faturamento superior a R$ 750 milhões, a fabricante de tecidos Vicunha Têxtil deu mais um passo em sua estratégia de buscar maior competitividade e sustentabilidade no suprimento de energia. A empresa recebeu nesta semana o aval do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para adquirir a Inti Comercializadora de Energia, atualmente pertencente à Indra Holding. Segundo a Vicunha, a operação faz parte da estratégia de autoprodução de energia e representa um movimento de consolidação da gestão energética de suas unidades industriais. A iniciativa também vai contribuir para reduzir riscos e custos operacionais, além de reforçar as práticas e compromissos da companhia com a agenda de sustentabilidade. (Canal Solar)

Como funciona o setor elétrico do Uruguai?

O Uruguai possui um dos sistemas elétricos mais limpos e renováveis do mundo. Nas últimas décadas, o país realizou uma profunda transformação em sua matriz energética, reduzindo drasticamente a dependência de combustíveis fósseis e ampliando a participação de fontes renováveis. Atualmente, a maior parte da eletricidade gerada no país vem de hidrelétricas, parques eólicos, usinas solares e biomassa, o que coloca o Uruguai entre os líderes globais em geração renovável. Além de reduzir as emissões de carbono, essa diversificação contribui para maior segurança energética e menor exposição à volatilidade dos preços internacionais de combustíveis. (Canal Solar)

Sexta-Feira 06 de Março

Destaques: (i) Cosan registra pedido de IPO da Compass; oferta será secundária (Invest News); (ii) Ministro do TCU dá cinco dias para governo justificar aumento de preço no LRCap (Megawhat); e (iii) Aprovação da compra da Vital e entrada no Ibovespa: os ‘sonhos próximos’ da Orizon (ORVR3), segundo o CEO (Money Times)

Cosan registra pedido de IPO da Compass; oferta será secundária

A Cosan informou nesta quinta-feira (5) que apresentou pedido de registro para uma oferta pública inicial de ações (IPO) de sua controlada Compass Gás e Energia, dona da Comgás. A oferta será secundária, ou seja, sem emissões de novas ações e com os recursos indo diretamente para o caixa da Cosan. O grupo controlado por Rubens Ometto e André Esteves afirma que a oferta será coordenada por diversas instituições financeiras e incluirá esforços de colocação no exterior, dependendo de aprovações regulatórias e condições de mercado. Segundo a Cosan, a Compass também solicitou a migração do segmento de listagem básico para o Novo Mercado da B3, o que está sob análise. O Broadcast informou recentemente que a Cosan, dona de 88% da Compass, estaria buscando cerca de R$ 5 bilhões com a oferta. (Invest News)

Ministro do TCU dá cinco dias para governo justificar aumento de preço no LRCap

O ministro Jorge Oliveira do Tribunal de Contas da União (TCU) aceitou o pedido de diligência solicitado pela Unidade de Auditoria Especializada em Energia Elétrica e Nuclear (AudElétrica) para apurar possíveis indícios de irregularidades na elevação dos preços dos Leilões de Reserva de Capacidade (LRCap) previstos para 18 e 20 de março. Em despacho publicado nesta quinta-feira, 5 de março, o ministro escreveu que há elementos importantes a serem esclarecidos e, considerando a urgência da situação, deu prazo de cinco dias para que o Ministério de Minas e Energia (MME) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) se manifestem. “Como destacado pela unidade técnica, os riscos identificados, em particular a segmentação dos produtos, a imposição de restrições específicas a determinadas fontes de energia e a elevação expressiva dos preços-teto, podem comprometer a efetiva competição no leilão e resultar, em tese, em contratações de valores elevados, com impactos tarifários relevantes e de longa duração para os consumidores de energia elétrica”, diz o despacho. (Megawhat)

Aprovação da compra da Vital e entrada no Ibovespa: os ‘sonhos próximos’ da Orizon (ORVR3), segundo o CEO

A Orizon (ORVR3) estreou na bolsa em 2021 e hoje ainda é uma small cap – mas não por muito tempo, na visão do CEO, Milton Pilão. A expectativa, segundo ele, é que a junção de seus negócios com os da Vital, anunciada em dezembro de 2025, seja concretizada ainda no terceiro trimestre de 2026 e que, em até um ano, a ação ORVR3 consiga entrar no Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira. O modelo de negócios foi inspirado em gigantes norte-americanas, como Waste Management, avaliadas em dezenas de bilhões de dólares. Atualmente, ORVR3 faz parte do índice Small Caps, composto por empresas com menor capitalização e menos liquidez. O objetivo da empresa é chegar ao Ibovespa, cuja composição é reavaliada a cada quatro meses para reunir as empresas mais importantes do mercado de capitais brasileiro. Esta mudança atrairia o interesse de mais investidores e traria mais liquidez para o papel. (Money Times)

Um linhão de energia de R$ 17 bi para reduzir o curtailment

O Governo está avançando em estudos para colocar em leilão um mega projeto de transmissão de energia, com tecnologia inédita no Brasil, que permitirá levar geração renovável do Nordeste até o Sul do País. Orçado inicialmente em R$ 17 bilhões, o linhão vai reduzir o desperdício de geração eólica e solar visto hoje em diversos momentos do dia, quando usinas precisam ser desligadas pela falta de capacidade na rede para escoar toda a produção – o chamado curtailment. O Ministério de Minas e Energia tem chamado o empreendimento de Corredor Expresso Bipolo Nordeste 2. Ele vai cortar o País, indo de Angicos, no Rio Grande do Norte, até Itaporanga, no Paraná. Será a segunda obra de transmissão mais cara do Brasil, atrás apenas de um projeto atualmente em fase de construção, que liga o Maranhão a Goiás. Com Capex de R$ 18 bilhões, este foi leiloado em dezembro de 2023 e arrematado pela gigante chinesa State Grid. (Brazil Jounal)

Consumo de energia pela indústria é menor que a do setor residencial pela primeira vez na história

O consumo de energia alcançou 49.103 gigawatt/hora (GWh) em janeiro, o que representa um aumento de 4,13% em relação ao mesmo mês de 2025, de acordo com os números da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Chama a atenção no resultado o definhamento do setor industrial. Foi a primeira vez na história que o consumo do setor industrial ficou abaixo do setor residencial. Segundo a EPE, “a indústria consome menos pelo terceiro mês consecutivo e a retração atinge 26 dos 37 setores monitorados. Metalurgia e químicos seguem liderando a queda”. (O Globo)

Governo Lula propõe comprar energia a carvão da J&F por R$ 12 bi

O governo do presidente Lula (PT) preparou um contrato de 15 anos para comprar energia a carvão do grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, por um valor 50,2% acima da média observada em leilões que usam o mesmo combustível. O resultado é um preço de venda anual de R$ 859,7 milhões até 2040, o equivalente a mais de R$ 12 bilhões a valor presente. A energia será gerada pela usina de Candiota, no Rio Grande do Sul –de propriedade da Âmbar, subsidiária da J&F. Os detalhes foram colocados em consulta pública na última sexta-feira (27) pelo MME (Ministério de Minas e Energia) e estão sendo analisados por entidades do setor. A compra se tornou obrigatória devido a um jabuti (trecho sem ligação com o tema) aprovado em 18 segundos pelos plenários da Câmara e do Senado no fim do ano passado. A lei resultante não faz referência à J&F, mas diz que termelétricas a carvão mineral com contrato vigente em 31 de dezembro de 2022 serão contratadas até dezembro de 2040 –o que atende à usina do grupo. (Folha)

Governo propõe contrato de 15 anos para compra de energia térmica da J&F

O governo do presidente Lula (PT) preparou um contrato de 15 anos para comprar energia a carvão do grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, por um valor 50,2% acima da média observada em leilões que utilizam o mesmo combustível. A informação foi publicada pela Folha de SP nesta quinta-feira (5). O acordo prevê um preço de venda anual de R$ 859,7 milhões até 2040, o equivalente a mais de R$ 12 bilhões em valor presente. A energia será gerada pela usina de Candiota, no Rio Grande do Sul, de propriedade da Âmbar, subsidiária da J&F. Os detalhes da contratação foram colocados em consulta pública na última sexta-feira (27) pelo MME (Ministério de Minas e Energia) e estão sendo analisados por entidades do setor. A compra se tornou obrigatória após a inclusão de um “jabuti” aprovado em cerca de 18 segundos pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal no fim do ano passado. (Canal Solar)

Instituto pede para excluir térmicas a carvão do LRCap

O Instituto Arayara pediu à Justiça Federal a concessão de liminar para suspender a participação de usinas termelétricas a carvão mineral no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) agendado para 18 de março. A ação civil pública foi protocolada nesta terça-feira, 4 de março, na 13ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal, contra a União, o Ministério de Minas e Energia (MME), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Na petição, o instituto argumenta que as características operacionais dessas usinas são incompatíveis com o objetivo central do leilão, que é contratar potência flexível capaz de responder rapidamente às necessidades do sistema elétrico. O mecanismo foi desenhado justamente para lidar com um sistema com participação crescente de fontes intermitentes, como eólica e solar, que exigem recursos capazes de entrar e sair de operação com rapidez. (Megawhat)

Leilão de capacidade e volatilidade abrem oportunidades para a Compass

A Compass avalia que a volatilidade recente nos preços globais do gás natural e a realização do leilão de reserva de capacidade (LRCap) podem ampliar oportunidades comerciais no mercado brasileiro de gás. A companhia pretende atuar como fornecedora de combustível para projetos termelétricos participantes do certame, previsto para este mês. Segundo o CEO da companhia, Antonio Simões, a empresa já se posiciona como potencial supridora de gás para alguns projetos e vê competitividade em função da localização e da flexibilidade de sua infraestrutura. “Estamos nos posicionando como supridor para alguns projetos e acreditamos que temos competitividade, especialmente pela nossa localização e pela flexibilidade do terminal”, disse durante teleconferência de resultados realizada nesta quinta-feira, 5. (Megawhat)

Compass, controlada da Cosan, apresenta pedido de IPO no Brasil

O conglomerado brasileiro ‌Cosan informou nesta quinta-feira que sua ‌empresa de gás Compass Gás e Energia entrou com pedido ⁠de ‌oferta ⁠pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no Brasil. A Cosan ​disse, em um comunicado ao ​mercado, que o pedido envolve oferta pública de distribuição ‌secundária de ​ações ordinárias, e que contratou os ⁠bancos ​de ​investimento BTG Pactual, Bank of ⁠America, ​Bradesco BBI, Citigroup, Itau BBA, ​JPMorgan, Santander Brasil e XP ​para ⁠conduzir a operação. Os detalhes ⁠da oferta serão divulgados oportunamente, disse a empresa. (Info Money)

Apagar a luz para trocar a lâmpada?

Há momentos em que a política prefere o barulho da marreta ao trabalho paciente do engenheiro. Falar em cassar a concessão da Enel na cidade de São Paulo pode soar como gesto de autoridade. Mas, na prática, é como decidir desmontar o motor de um avião em pleno voo porque houve turbulência. Energia elétrica não é um serviço que se troca como quem troca o plano de internet. Não é cancelar um contrato e apertar um botão. Estamos falando da maior cidade do país, com uma das redes de distribuição mais complexas da América Latina. Um interventor não chega com manual mágico de instruções. Ele herda um sistema vivo, interligado, cheio de histórico técnico e decisões acumuladas ao longo de anos. Conhecimento operacional não se transfere por decreto. Ou seja, se chega uma chuva violenta e com um interventor pilotando, arriscamos de ficar sem luz um mês inteiro ai o tiro sairia pela culatra. (Folha)

Se “só Jesus” resolve, então para que servem a concessão e a conta de luz?

Há frases que não são apenas infelizes; são reveladoras. Quando o CEO global da Enel afirmou que “só Jesus” poderia evitar apagões em São Paulo, a intenção pode ter sido traduzir a força da natureza. Mas o subtexto que chega ao consumidor é outro: como se a falha fosse inevitável, quase um destino. Só que energia elétrica não é catecismo. É serviço público essencial, regulado, medido e contratualmente exigível. Ninguém sério nega que tempestades derrubam árvores. A questão é: por que isso ainda vira colapso prolongado com frequência suficiente para entrar no calendário da cidade? Em infraestrutura, evento climático é variável; apagão recorrente é sintoma. E sintoma se trata com método: manejo de vegetação com prioridade real, automação de rede, religadores, redundância em circuitos críticos, equipes dimensionadas, logística de pronta resposta, planos de contingência testados, comunicação transparente e metas auditáveis. Milagre não tem SLA. Operação tem. (Canal Solar)

Aneel eleva taxa de retorno do setor elétrico para 2026

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) atualizou na 3ª feira (3.mar.2026) a Taxa Regulatória de Remuneração do Capital, conhecida como WACC regulatório, parâmetro que define o retorno permitido às empresas do setor elétrico pelos investimentos reconhecidos nas tarifas de energia. Para 2026, a taxa regulatória real após impostos foi definida em 8,10% para o segmento de distribuição e 8,00% para transmissão e geração. Antes dos impostos, os percentuais chegam a 12,28% e 12,11%, respectivamente. Em relação ao ciclo anterior, houve aumento de 0,07 ponto percentual no WACC aplicado à distribuição e de 0,11 ponto percentual para transmissão e geração. (Poder 360)

Cobrança extra de ICMS sobre energia é inconstitucional, decide STF

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira, 4 de março, que as cobranças adicionais de ICMS criadas pelo Rio de Janeiro e pela Paraíba sobre serviços de telecomunicações e energia para financiar fundos estaduais de combate à pobreza se tornaram inconstitucionais a partir de 2022 e poderão continuar sendo aplicadas somente até 31 de dezembro de 2026. A decisão foi tomada no julgamento conjunto das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7077, 7634 e 7716, relatadas pelos ministros Flávio Dino, Luiz Fux e Dias Toffoli. O julgamento foi unânime e teve como base os votos dos três relatores. A decisão foi tomada no julgamento conjunto das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7077, 7634 e 7716, relatadas pelos ministros Flávio Dino, Luiz Fux e Dias Toffoli. O julgamento foi unânime e teve como base os votos dos três relatores. As normas — sobre telecomunicações e energia elétrica no caso do Rio de Janeiro e apenas telecomunicações no caso da Paraíba — foram editadas quando ainda não havia lei federal definindo quais bens e serviços poderiam receber essa classificação. (Megawhat)

Aneel revoga outorgas de termelétricas a biomassa no Triangulo Mineiro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) revogou, a pedido da Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA), a outorga das termelétricas  Canápolis 2 (40 MW) e Tijuco 3 (50 MW), e autorizou a devolução das garantias por elas aportadas. Os empreendimentos, autorizados para implantação e exploração, ficariam situados na região do Triângulo Mineiro, em Minas Gerais, respectivamente nos municípios de Canápolis e Uberaba. As duas usinas usariam bagaço de cana de açúcar como combustível para geração termelétrica. Com a nova revogação, despachada na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 5 de março, já são quase 11 GW em potência o total de empreendimentos com outorgas revogadas em 2026, de acordo com levantamento da MegaWhat por meio de publicações no DOU. Com a nova revogação, despachada na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 5 de março, já são quase 11 GW em potência o total de empreendimentos com outorgas revogadas em 2026, de acordo com levantamento da MegaWhat por meio de publicações no DOU. (Megawhat)

Quais impactos monitorar até agora para o Brasil com choques nos preços de energia?

O conflito entre Estados Unidos e Irã provocou um choque nos mercado globais de energia, elevando os prêmios de risco e pressionando os preços do petróleo e do gás natural. Desde o fim de semana, a escalada das tensões afetou infraestruturas de petróleo e levou a restrições operacionais no Estreito de Hormuz, o que impulsionou o preço do Brent para acima de US$ 80 por barril – nesta quinta, o WTI (dos EUA) ultrapassou este patamar. Ao mesmo tempo, os preços do gás dispararam após a QatarEnergy anunciar a interrupção de sua produção de GNL (gás natural liquefeito), responsável por cerca de 20% da oferta global. A pressão adicional veio da alta dos spreads de refino (crack spreads): os de diesel subiram 52% e os de gasolina avançaram 18%. (Info Money)

Alta de petróleo e GNL pode pressionar preços de energia, diz Itaú BBA

A atualização dos custos variáveis unitários (CVU) estruturais das termelétricas prevista para maio pode aumentar os preços de energia no curto e médio prazo, segundo relatório do Itaú BBA. A análise indica que 37 de 51 usinas avaliadas teriam aumento no CVU caso os atuais níveis de preços de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) persistam até a incorporação dos novos índices nos modelos do setor elétrico. O relatório aponta que o impacto se torna mais relevante quando o despacho térmico supera cerca de 7 GW de capacidade flexível, patamar a partir do qual entram no mérito usinas com custos fortemente indexados a Brent, JKM e NBP. A avaliação do banco considera a recente trajetória de alta nos índices globais de combustíveis, impulsionada pela intensificação das tensões no Oriente Médio. Segundo o Itaú BBA, a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã elevou o prêmio de risco nos mercados de energia, pressionando os preços internacionais de petróleo e gás. (Megawhat)

Guerra no Oriente Médio favorece exportadores de GNL dos EUA na geopolítica do gás

Os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre a oferta de gás natural liquefeito (GNL) podem beneficiar exportadores dos Estados Unidos, líder do comércio global da commodity. A capacidade dos EUA de compensar a interrupção das exportações de gás do Catar e dos Emirados Árabes Unidos (EAU), no entanto, tem seus limites. Se o conflito persistir, ela acredita que o aumento da capacidade de liquefação dos EUA compensaria parcialmente a perda de volumes do Catar. Mas isso não é imediato. A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) projeta um aumento de 20 bilhões de metros cúbicos na capacidade de exportação dos EUA este ano. Isso equivale a cerca de 15 milhões de toneladas/ano. O Catar, para efeitos de comparação, produz cerca de 80 milhões de toneladas/ano. (Eixos)

Inovação tornará a transição energética viável, diz curador do São Paulo Innovation Week

“Estamos devendo um pouco em termos de inovação (na área de energia)”, diz Marcelo Araujo, que já presidiu empresas como Marisa, Ipiranga e Grupo Libra. Na avaliação do executivo, falta financiamento para o País avançar nas pesquisas destinadas à área. Uma das formas de destravar recursos para inovação em energia, segundo ele, é modernizar a regulamentação para que o mercado de capitais atue como um estimulador de novas iniciativas. Outra possibilidade é integrar melhor setor privado, academia e governo. “É preciso uma orquestração maior. Nisso, acho que o Brasil ainda está distante das principais experiências do mundo que vão nessa direção, mas estamos caminhando.” (Estadão)

Do consumo à eficiência: políticas públicas fortalecem o futuro energético brasileiro

A eficiência energética vai muito além do uso de tecnologia: ela está presente nas residências, nas empresas, nas cidades e também nas escolhas diárias das pessoas. Celebrado nesta quinta-feira (5/3), o Dia Mundial da Eficiência Energética reforça essa importância. Mais do que economizar na conta de luz, eficiência energética significa produzir, viver e crescer utilizando menos recursos, fazendo o mesmo ou até mais com menos energia. Desde a década de 1980, o Brasil desenvolve políticas públicas voltadas ao uso consciente da energia. Um dos marcos mais importantes foi a criação do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), iniciativa que incentiva a população e as empresas a adotarem práticas mais eficientes e sustentáveis. (MME Notícias)

Concessionárias recebem R$ 95 milhões da Conta Bandeiras de janeiro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) instituiu em R$ 95,1 milhões o valor que agentes credores da Conta Bandeiras devem receber referente ao mês de janeiro de 2026. Os valores devem ser repassados até 11 de março de 2026O valor é 33% menor do que o estabelecido para o mês de dezembro de 2025 (R$ 142,4 milhões), já que a bandeira tarifária no fim do ano passado ainda era amarela, enquanto em janeiro a cor passou a ser verde. A Boa Vista Energia é a distribuidora que deve receber o maior reembolso (R$ 11,1 milhões) pelo período. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) apareceu em segundo na lista, com R$ 5,6 milhões. O valor pago pelas concessionárias devedoras somou R$ 21,2 mil. Em dezembro, quando havia bandeira amarela vigente, o montante foi de R$ 36,8 milhões. A Cooperativa de Prestação de Serviços Públicos de Distribuição de Energia Elétrica Senador Esteves Júnior (Cererj) é a maior devedora (R$ 3,1 mil). (Megawhat)

Eneva eleva reservas de gás e atinge índice de reposição de 111% na Bacia do Parnaíba

A Eneva informou nesta quinta-feira (5) que aumentou suas reservas de gás natural na Bacia do Parnaíba e encerrou 2025 com um índice de reposição de reservas de 111%. Os dados constam do relatório elaborado pela consultoria independente Gaffney, Cline & Associates (GCA). Os valores indicados no relatório de reservas do Parnaíba se referem aos volumes de gás natural e condensado consolidados dos campos e área de desenvolvimento da Bacia do Parnaíba. O relatório apontou uma incorporação total de 3,519 bilhões de metros cúbicos (m³) de gás natural, quando comparado ao volume de reservas certificadas em 31 de dezembro 2023. Considerando a produção acumulada nos campos da bacia nos anos de 2024 e 2025, de 3,161 bilhões de metros cúbicos de gás natural, o volume total de reservas provadas e prováveis (2P) na Bacia do Parnaíba totalizou 37,932 bilhões de metros cúbicos em 31 de dezembro de 2025. (Valor)

Eneva reverte prejuízo e tem lucro de R$ 57 milhões no 4º trimestre

A Eneva registrou lucro líquido de R$ 57 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 1,06 bilhão apurado um ano antes. A receita operacional líquida subiu 25,5% no trimestre encerrado em dezembro, para R$ 6,05 bilhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da Eneva cresceu 144,7% no quarto trimestre, para R$ 1,48 bilhão. “Resultados refletem a concretização de importantes avenidas de crescimento, com ramp-up dos novos modelos de negócios na cadeia do gás, a contribuição dos ativos adquiridos no 4T24 e o início dos contratos regulados das UTEs [usinas térmicas] Parnaíba VI, Parnaíba IV, Geramar I e II e Viana. (Valor)

Eneva (ENEV3) reverte prejuízo bilionário e lucra R$ 57 milhões no 4º trimestre

A Eneva (ENEV3)  encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 57 milhões, revertendo o prejuízo líquido reportado em igual etapa de 2024. No ano todo, o lucro líquido foi de R$ 1,16 bilhão, crescimento de 2.655,3% ante o ano retrasado. A companhia reportou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado de R$ 1,49 bilhão de outubro a dezembro do ano passado. A linha registrou um aumento de 19,7% na comparação com o último trimestre de 2024. Em 2025, o Ebitda ajustado foi de R$ 6,51 bilhões, alta de 43,4% frente a 2024. Já a Receita Operacional Líquida (ROL) reportada pela empresa de energia no quarto trimestre do ano passado foi de R$ 6,05 bilhões, ampliação de 24,5% em relação ao reportado em igual etapa de 2024. No ano passado todo, a companhia somou uma ROL de R$ 18,41 bilhões, valorização de 61,7% ante 2024. (Info Money)

CPFL Energia registra lucro líquido de R$ 1,56 bilhão no 4º trimestre

A CPFL Energia registrou lucro líquido consolidado de R$ 1,56 bilhão no quarto trimestre do ano passado, correspondendo a uma queda de 0,6% frente ao apurado em igual período em 2024, quando verificou R$ 1,57 bilhão. A receita operacional líquida da companhia avançou 5,8% no trimestre encerrado em dezembro, para R$ 11,83 bilhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da CPFL Energia teve alta de 4,0% no quarto trimestre do ano passado, na comparação anual, ao totalizar R$ 3,40 bilhões. O aumento se deu por causa do desempenho da distribuição. Considerando os resultados em 2025, a CPFL Energia verificou lucro líquido consolidado de R$ 5,74 bilhões, queda de 0,3% em relação ao apurado em 2024, quando totalizou R$ 5,76 bilhões. A receita operacional líquida subiu 4,1% em 2025, para R$ 44,36 bilhões, enquanto o Ebitda consolidado avançou 2,4% em 2025, para R$ 13,45 bilhões. (Valor)

CPFL lucra R$ 1,56 bi no 4T, anuncia R$ 4,3 bi em dividendos e investimentos até 2030

A CPFL (CPFE3) está conseguindo manter resultados financeiros sólidos, apesar das elevadas perdas na área de geração de energia, e aprovou um plano de investimentos recorde de R$ 31,1 bilhões até 2030, com foco na distribuição de energia, disse à Reuters o CEO da companhia. A elétrica controlada pela chinesa State Grid anunciou nesta quinta-feira um lucro líquido de R$ 1,565 bilhão no quarto trimestre de 2025, leve queda de 0,6% na comparação anual, mas acima da expectativa média de analistas, de R$1,3 bilhão, conforme estimativa IBES, da LSEG. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia subiu 4,0% na base anual, para R$3,41 bilhões, superando a previsão do mercado de R$3,15 bilhões. (Info Money)

Alupar tem lucro líquido regulatório de R$ 340 mi no 4º tri, aumento anual de 51,1%

A transmissora Alupar (ALUP11) registrou lucro líquido regulatório de R$ 340 milhões no quarto trimestre deste ano. O valor representa um avanço de 51,1% na comparação com igual período de 2024, quando obteve R$ 225 milhões. No ano, o lucro líquido regulatório foi de R$ 1,28 bilhão, alta anual de 19,3%. Já o lucro líquido consolidado IFRS foi de R$ 431,5 milhões de outubro a dezembro, montante que equivale a uma alta anual de 3 2%. O critério regulatório, porém, costuma ser mais usado por avaliar melhor o fluxo de caixa da empresa, já que o resultado em IFRS traz a valor presente todas as receitas futuras garantidas pelos contratos de concessão. No ano todo, o lucro líquido IFRS foi de R$ 1,73 bilhão, redução de 6,8% ante 2024. (Info Money)

Equinix fecha PPA com Auren Energia por participação em eólicas no RN

A Equinix, empresa global de data centers, fechou contrato de compra de energia (PPA, na sigla em inglês) de longo prazo para autoprodução eólica com a Auren Energia. O anúncio foi feito pelas empresas nesta quinta-feira, 4 de março, sendo que o acordo foi antecipado pela MegaWhat em setembro de 2025. O acordo prevê participação em dois parques eólicos da Auren Energia no Rio Grande do Norte, as eólicas Cajuína B19 e B20 têm potência combinada de 53,1 MW. Para a Equinix, o acordo garantirá energia para uma parcela significativa das operações no país ao longo do período contratual, com início em 2026. “O PPA é essencial para ajudar a fornecer uma solução de longo prazo na garantia do suprimento de energia limpa e renovável no Brasil. Com este projeto, não apenas garantimos a segurança operacional para nossos clientes, mas também contribuímos para os esforços de descarbonização no país”, afirmou Eduardo Carvalho, presidente da Equinix para a América Latina. (Megawhat)

Governo busca captar cada vez mais investimentos para saneamento, diz Jader

O ministro das Cidades, Jader Filho, disse, em entrevista exclusiva ao CNN Money, que o governo federal está buscando atrair mais investimentos voltados ao setor de saneamento básico em todo o país. Segundo o ministro, além dos recursos privados investidos, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) já aplicou cerca de R$ 60 bilhões em projetos de ampliação das redes de saneamento nos últimos três anos. Soma-se a esta cifra mais R$ 30 bilhões em verbas do Ministério das Cidades que serão destinadas à universalização das redes de esgoto pelo Brasil, totalizando aporte de R$ 90 bilhões ao setor. Jader Filho ressaltou que a prorrogação dos prazos para a universalização do serviço em todo o Brasil é “inviável”. “O prazo atual de sete anos já é muito longo, eu acho inimaginável uma pessoa, uma família, ter de esperar esse tempo para ter acesso à rede de esgoto. Então, aumentar o prazo para expansão da rede é algo inviável e que não pode ser feito”, disse Jader. (CNN Brasil)

Privatização da Sabesp permitiu rever contratos das cidades, diz secretária

A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, Natália Resende, afirmou nesta quinta-feira (5) que a privatização da Sabesp abriu espaço para revisar contratos e melhorar as condições de prestação do serviço em 374 municípios paulistas. A declaração foi feita durante o primeiro Fórum Brasil de Regulação, promovido pelo Iris (Instituto de Regulação, Inovação e Sustentabilidade). Segundo a secretária, a desestatização da companhia permitiu redesenhar contratos para garantir sustentabilidade econômico-financeira e acelerar a universalização dos serviços de água e esgoto no Estado. “O setor mais complexo é o de saneamento. Precisamos avançar nisso”, disse. De acordo com Resende, o objetivo é alcançar a universalização quatro anos antes do prazo previsto no novo marco legal do saneamento, antecipando a meta para 2029. (CNN Brasil)

Associação quer reduzir reinjeção de gás no Brasil para ampliar oferta

A Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado) afirma que o Brasil precisa ampliar a oferta de gás natural e reduzir os volumes reinjetados nos campos de produção para fortalecer a segurança energética do país. A entidade argumenta que tensões geopolíticas internacionais, especialmente no Oriente Médio, aumentam a volatilidade no mercado global de energia. O Brasil reinjeta mais da metade de todo o gás natural produzido. Como mostrou o Poder360, o índice ficou em 56% (107,7 milhões de m³) em janeiro, segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).  (Poder 360)

Braskem inicia uso de biometano distribuído pela Ultragaz em unidade no RS

A Braskem iniciou o uso de biometano como substituto parcial do gás natural na planta Q2 do Polo Petroquímico de Triunfo, localizada no Rio Grande do Sul. O biocombustível é produzido a partir de resíduos orgânicos do aterro de Minas do Leão, também no Rio Grande do Sul, e distribuído pela Ultragaz. Para a petroquímica, a iniciativa contribui para a redução das emissões de CO₂ e integra seu programa de descarbonização, que prevê ampliar a participação de energia elétrica e combustíveis de baixo carbono na matriz energética até 2030. “O uso do biometano é estratégico por se tratar de uma fonte térmica renovável que oferece as mesmas especificações técnicas do gás natural, sem a necessidade de ajustes nos ativos industriais. É a combinação de descarbonização, competitividade e diversificação da matriz energética. Essas frentes reforçam a nossa estratégia de ampliar o uso de fontes de baixo carbono nas operações industriais da Braskem”, afirmou Gustavo Checcucci, diretor de Energia e Descarbonização da empresa. (Megawhat)

Trump anuncia que big techs vão pagar por infraestrutura energética para IA

Executivos de empresas de inteligência artificial foram a Washington nesta quarta-feira (4) para se reunir com o presidente Donald Trump e comprometeram-se a cobrir os altos custos da energia necessária para alimentar a tecnologia em meio a preocupações com o aumento dos preços da eletricidade. Em uma mesa-redonda na Casa Branca, Trump anunciou que empresas de tecnologia, incluindo Google, Microsoft e OpenAI, se comprometeram a pagar pelas usinas de energia e melhorias na rede elétrica necessárias para abastecer seus data centers de IA, que podem consumir tanta energia quanto uma cidade pequena. (Folha)

Países aprovam meta climática da UE para 2040 incluindo créditos de carbono

Os países membros da União Europeia aprovaram nesta quinta (5/3) a nova meta climática de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 90% até 2040. Ela passará a fazer parte da legislação do bloco, apesar da resistência política de Eslováquia, Hungria, Polônia e República Tcheca. Após um acordo alcançado em novembro de 2025, a proposta do Conselho Europeu foi flexibilizada para permitir que 5% da ambição possa ser cumprida por meio de compensações com créditos de carbono de países em desenvolvimento. Na prática, a meta exigirá uma redução de 85% nas emissões europeias em comparação com os níveis de 1990. (Eixos)

Quinta-Feira 05 de Março

Destaques: (i) Diretor pede novas informações de técnicos após Enel SP contestar nota sobre apagão (Megawhat); (ii) Associações pedem divisão dos custos do BESS com todos os agentes (Canal Solar); e (iii) Novo Plano Estadual de Resíduos Sólidos será lançado em 2026 (Semil)

Diretor pede novas informações de técnicos após Enel SP contestar nota sobre apagão

A contestação formal das conclusões da nota técnica que classificou como insatisfatória a atuação da Enel São Paulo no apagão de 10 de dezembro de 2025 levou o diretor responsável pelo voto-vista do processo na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a solicitar novas informações à Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica (SFT). A concessionária sustenta que a conclusão foi construída com base em critérios subjetivos, métricas que não integram o arcabouço regulatório vigente e dados preliminares posteriormente revisados. Em memorando enviado nesta terça-feira, 3 de março, o diretor Gentil Nogueira destacou o questionamento da Enel SP à nota técnica, afirmando que o documento se baseou em informações preliminares fornecidas pela própria empresa, o que, em tese, poderia levar a “conclusões equivocadas” para subsidiar futura deliberação da diretoria colegiada da Aneel. (Megawhat)

Associações pedem divisão dos custos do BESS com todos os agentes

Cinco associações do setor elétrico se uniram para pedir uma revisão da lei que estabeleceu que os custos dos sistemas de armazenamento em baterias (BESS), contratados como reserva de capacidade, sejam rateados apenas entre os agentes de geração. Para essas entidades, as baterias representam um benefício sistêmico e, portanto, seus custos deveriam ser suportados também pelos consumidores de energia. O posicionamento é assinado pelas associações que representam as indústrias de armazenamento de energia (ABSAE), energia solar (ABSOLAR), energia eólica (ABEEÓLICA), autoprodução de energia (ABIAPE) e produtores independentes de energia (APINE). A Lei nº 15.269/2025 introduziu o §6º ao art. 3º-A da Lei nº 10.848/2004, estabelecendo que os custos da contratação de sistemas de armazenamento em baterias (BESS), por meio do Leilão de Reserva de Capacidade, sejam suportados exclusivamente pelo segmento de geração. (Canal Solar)

Novo Plano Estadual de Resíduos Sólidos será lançado em 2026

A nova versão do Plano Estadual de Resíduos Sólidos deve ser lançada até o final deste ano. A iniciativa foi anunciada durante a primeira reunião da Comissão Estadual de Gestão de Resíduos Sólidos, que teve como principal pauta a revisão do documento. O Plano orienta a política de gestão de resíduos no Estado e é uma das prioridades da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) para 2026. A abertura do encontro contou com a presença do subsecretário de Recursos Hídricos e Saneamento Básico da Semil, Cristiano Kenji. O Estado de São Paulo conta com 645 municípios que, juntos, geram cerca de 42 mil toneladas de resíduos por dia. Apenas 78 cidades com mais de 100 mil habitantes concentram aproximadamente 80% de todo o volume de Resíduos Sólidos Urbanos produzido no Estado. A legislação federal determina que o Plano seja atualizado a cada quatro anos, com horizonte de planejamento de 20 anos. “Cabe à Comissão integrar as secretarias estaduais envolvidas e alinhar as ações para que as diretrizes saiam do papel e sejam efetivamente implementadas”, reforçou o subsecretário. (Semil)

ANEEL deve decidir futuro das baterias em reunião na próxima semana

O segmento de armazenamento de energia no Brasil vive uma semana decisiva. O diretor da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), Fernando Mosna, anunciou que pautará o processo da Consulta Pública 39/2023 na próxima reunião presencial da diretoria do órgão regulador, agendada para o dia 10 de março. A decisão é aguardada com ansiedade pelo mercado, pois o processo está suspenso desde agosto do ano passado devido a um pedido de vista do próprio diretor, motivado por divergências quanto à forma de tributação do uso da rede pelos sistemas de armazenamento. O ponto central da divergência reside na chamada “tarifa dupla”. Atualmente, a área técnica da ANEEL defende que as baterias devem ser cobradas como consumidoras no momento do carregamento e como geradoras ao injetarem energia no sistema. (Canal Solar)

WEG quer “encher a fábrica” com baterias. Negócio “pode ser maior que o solar”

A WEG, que acaba de anunciar a construção de uma nova fábrica em Itajaí para produzir sistemas de armazenamento de energia com baterias, os “BESS”, está bastante empolgada com as perspectivas do setor. A multinacional catarinense tem fechado diversos negócios para fornecer seus BESS a comércios e indústrias, e a grande aposta agora é o leilão organizado pelo Ministério de Minas e Energia – previsto para abril mas ainda sem edital – que vai viabilizar projetos maiores. “Minha expectativa é que o leilão vai contratar 8 gigawatts/hora, ou seja, 2 GW de potência para 4 horas. Acho que isso é consenso do mercado. Eu quero pegar 2 GW/h nesse leilão, 25%. It’s enough, dá pra encher nossa fábrica,” Harry Schmelzer Neto, diretor de Solar, BESS e Building da WEG, disse ao Brazil Journal. Diversas empresas devem cadastrar projetos na licitação, incluindo grupos como AXIA Energia e ISA Energia. Do lado da indústria, a concorrência para fornecer os equipamentos será entre fabricantes locais, como a WEG e a Moura, e estrangeiros como a americana Tesla e as gigantes chinesas CATL, BYD e Huawei. (Brazil Journal)

HDT, Huawei e SV Agro destacam BESS inovador no agronegócio brasileiro

Uma solução baseada em microgrid com geração solar fotovoltaica e armazenamento de energia em baterias da Huawei Digital Power está permitindo a operação contínua de sistemas de irrigação agrícola no município de São Desidério, no oeste da Bahia, um dos principais polos de produção agrícola do país. O projeto, pioneiro em todo o país, viabiliza o fornecimento estável de energia ao longo do ano em uma área sem acesso à rede elétrica convencional, eliminando completamente a necessidade de geradores a diesel. Localizada em área remota no oeste da Bahia, a Fazenda Alabama enfrentava limitações energéticas significativas que impactavam seu pleno desenvolvimento. A maior estava na operação de três pivôs de irrigação e de quatro sistemas de bombeamento de água que funcionam mais de dez horas por dia, dez meses por ano, em um ciclo intensivo de produção com múltiplas safras. (Canal Solar)

MME define garantia física para dez hidrelétricas do LRCap

O Ministério de Minas e Energia (MME) definiu os montantes de garantia física de dez usinas hidrelétricas que pretendem participar do leilão de reserva de capacidade na forma de potência (LRCap), marcado para 18 de março. A maior garantia física de ampliação foi atribuída à UHE Governador Ney Aminthas de Barros Braga (Segredo), com 56,3 MW médios de garantia física incremental e 609,1 MW médios de garantia física total. O empreendimento é da Copel, possui quatro unidades geradoras que somam 1.260 MW de potência instalada e está localizado no rio Iguaçu, no Paraná. A proposta é ampliar de quatro para sete unidades geradoras no âmbito do LRCap, elevando a capacidade para 2,5 GW. Já a menor garantia física de ampliação ficou com a UHE São Simão, com 6 MW médios e 1.157,5 MW médios de garantia física total. O ativo pertence à SPIC Brasil e está situado na divisa entre Goiás e Minas Gerais. O projeto prevê a instalação de uma nova unidade geradora, com ampliação de capacidade de 310,5 MW. (Megawhat)

Porto Primavera fica fora do LRCap e curtailment consome R$ 334 mi da Auren

A Auren Energia terminou 2025 com prejuízo de R$ 557,9 milhões, um aumento de mais de 1.600% em relação ao resultado negativo de R$ 32,7 milhões registrado no ano anterior, refletindo, em parte, o impacto dos cortes de geração de energia renovável e do GSF, o déficit de geração das hidrelétricas. No último trimestre do ano, porém, houve melhora, e a empresa teve lucro de R$ 354,7 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 363,6 milhões dos últimos três meses de 2024, com ganhos de modulação e redução de despesas operacionais, em grande parte pelas sinergias obtidas após a aquisição da AES Brasil, concluída em outubro de 2024. Além dos impactos operacionais, a companhia confirmou que a hidrelétrica Porto Primavera não foi habilitada para o leilão de reserva de capacidade (LRCap), após questionamentos ambientais ainda em discussão. (Megawhat)

Conflito no Oriente Médio altera posicionamento de supridores no LRCAP, diz A&M Infra

O fechamento do Estreito de Ormuz, devido ao conflito no Irã, e os desdobramentos no mercado internacional alteram como os supridores de gás natural estão posicionados para o leilão de reserva de capacidade (LRCAP), disse o sócio-diretor da A&M Infra, Rivaldo Moreira Neto, durante participação em debate promovido pelo estúdio eixos, nesta quarta-feira (4/3). O primeiro LRCAP do ano acontece em 18 de março e visa a ampliação de usinas hidrelétricas e termelétricas existentes a gás natural e carvão mineral, além de usinas novas a gás. Segundo Moreira, termelétricas cuja única fonte é o gás natural liquefeito (GNL) terão a matriz de riscos afetada. Já players com acesso a gasodutos podem ter uma vantagem, pois esse mercado é menos afetado pelo contexto internacional no curto prazo. O portfólio protege players como a Petrobras, que dependem menos [do suprimento internacional] para atender as suas próprias térmicas, talvez estejam muito menos afetados pelo que está acontecendo no mundo, ao passo que players que dependem de forma total do mercado externo podem sentir nas negociações das próximas semanas alguma mudança, especialmente no pós-leilão”, afirmou o executivo. (Eixos)

STF derruba adicional de ICMS sobre serviços de telecomunicações e energia elétrica

O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou leis estaduais que estabelecem adicional de ICMS sobre telecomunicações e energia elétrica. Para os ministros, a cobrança perdeu a validade em meados de 2022, com a edição da Lei Complementar (LC) nº 194, que reconheceu o caráter essencial desses serviços. Pela Constituição Federal, o adicional, destinado a fundos de combate à pobreza, só pode ser exigido sobre produtos e serviços considerados supérfluos. Os ministros, porém, decidiram modular os efeitos da decisão, dada no julgamento de três ações contra normas da Paraíba (ADI 7716) e do Rio de Janeiro (ADI 7077 e ADI 7634). No caso do Rio de Janeiro, com adicional de 4%, foi dado um prazo extra de validade para a lei. Continua vigente até o fim deste ano. Sobre o caso da Paraíba, segundo especialistas que acompanharam o julgamento, não ficou claro se houve modulação. (Valor)

TCU cobra governo e Aneel sobre indenizações bilionárias

O TCU (Tribunal de Contas da União) determinou nesta 4ª feira (4.mar.2026) que o Ministério de Minas e Energia e a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) apresentem, em até 15 dias, estudos que fundamentaram a renovação antecipada de concessões de transmissão de energia elétrica e o cálculo das indenizações pagas às empresas do setor. A decisão foi tomada após divergências entre ministros sobre a legalidade e a metodologia usada para atualizar os valores de ativos antigos (chamados de ativos pré-2.000) ainda não totalmente amortizados no momento da renovação dos contratos. O montante envolvido gira em torno de R$ 60 bilhões. O caso tem origem na aplicação da Lei 12.783 de 2013, que permitiu a prorrogação antecipada de concessões de geração e transmissão de energia mediante novas condições contratuais. Em troca da renovação, as empresas passaram a receber indenizações por investimentos ainda não recuperados. (Poder 360)

CMSE destaca melhora das condições de armazenamento no SIN e a garantia da segurança eletroenergética do país em 2026

OMinistério de Minas e Energia (MME) realizou, nesta quarta-feira (4/03), a 316ª reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) que destacou o registro de bons volumes de chuvas em fevereiro nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e em parte do Norte do país, com índices acima da média nas bacias dos rios Grande, Paranaíba e São Francisco. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o cenário hidrológico apresentou melhora em relação ao observado na reunião anterior, com exceção da região Sul, onde as condições seguem mais restritivas. As projeções de afluência para as bacias dos rios Grande e Paranaíba indicam situação mais favorável do que a estimada no estudo prospectivo anterior. (MME Notícias)

MME lança painel de monitoramento do Indicador de Permanência do Armazenamento do SIN nas Áreas da CRef

O Ministério de Minas e Energia (MME) disponibilizou, nesta quarta-feira (4/03), um novo painel de acompanhamento das condições de armazenamento do Sistema Interligado Nacional (SIN). Tal acompanhamento é realizado a partir de um indicador, denominado Indicador de Permanência do Armazenamento do SIN nas Áreas da CRef, que considera a Curva de Referência de armazenamento (CRef) aprovada em cada ano pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Esse Indicador permite visualizar a evolução da curva de armazenamento do SIN e o tempo em que o sistema permanece em cada uma das três faixas de referência utilizadas para avaliação preventiva do risco energético. (MME Notícias)

Clima deve desafiar o setor elétrico no segundo semestre

As projeções climáticas indicam que o segundo semestre deve ser marcado por temperaturas acima da média, com possibilidade de formação de um El Niño no fim de 2026 – fenômeno associado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico e com reflexos diretos sobre o regime de chuvas e as temperaturas no Brasil. Na avaliação de Desirée Brandt, sócia-executiva e meteorologista da Nottus, mesmo que o El Niño não se consolide de forma clássica, o aquecimento do oceano tende a ser suficiente para alterar o padrão climático observado no ano passado, com impactos relevantes sobre a atividade econômica. O ano começou sob influência de uma La Niña em enfraquecimento, com tendência de neutralidade nos próximos meses e elevação gradual da temperatura do Pacífico a partir do meio do ano. (Canal Solar)

Setor cobra sinal de preço e critica ‘remendos’ a distorções causadas pela MMGD

A expansão acelerada da micro e minigeração distribuída (MMGD), combinada à ausência de sinais econômicos adequados nos preços de energia, tem levado o setor elétrico a recorrer a soluções centralizadas, como sistemas de armazenamento conectados na alta tensão, para lidar com desequilíbrios criados por decisões individuais na baixa tensão. Para executivos e reguladores, essa lógica precisa ser revista. “Você vai colocar mais recursos para serem operados centralizadamente oriundo de decisões descentralizadas de preço”, criticou o diretor executivo de Marketing, Comercialização e Novos Negócios da Eneva, Marcelo Cruz Lopes, durante o evento Aquecimento MinutoMega Talks, nesta terça-feira, 3 de março, em Brasília. ​O encontro discutiu os leilões de reserva de capacidade (LRCap) de 18 e 20 de março, que vão contratar termelétricas e hidrelétricas, e a perspectiva de que o governo realizarará um novo certame, ainda neste ano, para contratar baterias para armazenamento de energia elétrica. (Megawhat)

Cronograma da Pnast prevê processo competitivo entre setembro e outubro

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou nesta terça-feira, 3 de março, as etapas e o cronograma da primeira temporada de acesso de 2026. A divulgação atende ao Decreto nº 12.772/ 2025, que atribui ao operador a responsabilidade de coordenar o processo e garantir maior previsibilidade aos agentes. O texto acaba com as garantias de prioridade de acesso à rede para margens futuras, e traz ainda medida excepcional para viabilizar pedidos de acesso de grandes cargas no Nordeste. Nesta semana, o Ministério de Minas e Energia (MME) abriu consulta pública para discutir a minuta de portaria normativa que estabelece as diretrizes das Temporadas de Acesso no âmbito da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (Pnast). (Megawhat)

MME promove workshop para fortalecer governança de dados no setor energético

O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nos dias 2 e 3 de março, o “Workshop de Stakeholders: Cocriação de uma Estratégia de Dados Energéticos do Brasil”, em parceria com a Agência Internacional de Energia (AIE). O encontro teve como principal objetivo debater e estruturar uma estratégia de dados de energia para o país, alinhada às recomendações do estudo Revisão da Política Energética do Brasil 2025, apresentado durante a COP30, em Belém (PA). A iniciativa busca fortalecer e integrar o sistema nacional de dados energéticos, garantindo maior relevância e qualidade das informações para o planejamento e a formulação de políticas públicas no setor, além da redução de assimetrias de informação e riscos aos agentes de mercado. (MME Notícias)

IA pressiona planejamento elétrico no Brasil, aponta diretor da SE Advisory Services

O Brasil precisa alinhar planejamento de longo prazo e investimentos no setor de energia para que a oferta de eletricidade renovável consiga acompanhar a demanda crescente que chega com a inteligência artificial e a eletrificação, avalia Mathieu Piccin, diretor da Schneider Electric Advisory Services. Durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta quarta (4/3), sobre o papel da indústria na agenda do clima, o executivo alertou que há um atraso nas metas de descarbonização das empresas e que a compra de energia renovável está se tornando um desafio. A indústria brasileira está construindo posicionamento conjunto para levar à COP31, marcada para novembro, na Turquia. No cenário internacional, o conflito no Oriente Médio tende a alterar as prioridades de investimentos, especialmente em economias mais expostas às consequências da nova guerra. (Eixos)

ONS limita quase 2 GW de eólica e solar para manter equilíbrio do sistema

O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) precisou limitar a geração de usinas eólicas e solares (curtailment) em diferentes regiões do país na terça-feira (3) para manter a estabilidade do SIN (Sistema Interligado Nacional). Segundo o IPDO (Informativo Preliminar Diário da Operação), os cortes ocorreram entre a manhã e a tarde para controlar desequilíbrios regionais e a frequência da rede, com redução máxima de 1.944 megawatts (MW) no Nordeste. Os cortes de geração determinados pelo ONS ocorrem por três motivos: a falta de infraestrutura de transmissão, como linhas danificadas ou atrasadas; quando as linhas de transmissão atingem o limite de capacidade e a energia não pode ser escoada; e o excesso de oferta de energia em relação à demanda. Nos dois últimos casos, não há direito a compensação. (CNN Brasil)

Curtailment no setor elétrico: quem assume o risco?

O setor elétrico brasileiro atravessa um momento de redefinição paradigmática. A transição energética, impulsionada por políticas de descarbonização, trouxe consigo um desafio técnico-jurídico crescente: o curtailment (ou constrained-off), que consiste na redução ou interrupção da geração de energia determinada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) por razões operativas. O tema, que outrora habitava os manuais de operação, migrou para o centro da agenda regulatória, expondo fissuras na alocação de riscos dos projetos de infraestrutura. No diagnóstico da AIR, a Agência reconheceu o “rápido crescimento das fontes de Geração Renovável Variável (GRV)” e admitiu que a variabilidade dessas fontes, somada às limitações estruturais da malha de transmissão, impõe novos desafios ao sistema. Entretanto, ao converter esse diagnóstico em norma, a Aneel consolidou uma visão restritiva de ressarcimento. (Jota Info)

Frente Ambientalista lista transição energética como prioridade para 2026

A Frente Parlamentar Ambientalista e o Observatório do Clima lançaram nesta quarta-feira (4), na Câmara dos Deputados, a Agenda Legislativa 2026 (.pdf). O documento reúne o apoio de parlamentares e cerca de 160 organizações da sociedade civil. São apresentadas as prioridades para aperfeiçoar a legislação ambiental e aponta crescimento do chamado “pacote da destruição”, conjunto de propostas consideradas prejudiciais às políticas socioambientais. Entre as propostas consideradas urgentes para análise na Câmara dos Deputados e no Senado, o coordenador da frente, deputado Nilto Tatto (PT-SP), destaca o Projeto de Lei 6615/25, que cria um “mapa do caminho” para o Brasil substituir gradualmente a produção e o uso de combustíveis fósseis, como petróleo e gás natural. (Eixos)

Curto em subestação da Axia desliga 352 mil em Pernambuco

Um curto-circuito no equipamento da subestação de Pau Ferro, da Axia Energia, na Região Metropolitana de Recife, estado de Pernambuco, provocou o desligamento da instalação e da subestação de Mirruera II, com interrupção de 215 MW de cargas. Segundo a Axia, logo após a ocorrência, por volta das 13h45, aproximadamente 60% das cargas foram normalizadas pelo sistema de distribuição. “Após a reenergização da subestação de Pau Ferro, ocorreu o restabelecimento integral das cargas atendidas pela instalação, concluído às 14h33min. A recomposição da subestação Mirrueira II foi concluída às 15h08min”, relatou. A Neoenergia Pernambuco, concessionária responsável pela prestação do serviço de distribuição na região, informou que a interrupção no fornecimento de energia elétrica afetou 352 mil clientes nos municípios de Itamaracá, Paulista, Abreu e Lima, Chã de Alegria, Igarassu, Camaragibe, Paudalho, Itapissuma, São Lourenco da Mata, Araçoiaba, Tracunhaém, Itaquitinga, Recife, Olinda e Goiana. (Megawhat)

Axia inaugura estrutura de IA no Rio e amplia capacidade computacional

A Axia Energia desenvolveu, em parceria com o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), um projeto de Neocloud no Rio de Janeiro voltado à oferta de infraestrutura de inteligência artificial (IA) baseada em GPUs (unidades de processamento gráfico). Instalada no estado fluminense, a estrutura conta atualmente com 32 GPUs do modelo NVIDIA H200 e deve alcançar 96 unidades até o fim de março — capacidade computacional equivalente a aproximadamente 10 mil a 15 mil notebooks pessoais. A Neocloud é um modelo de infraestrutura de computação em nuvem baseado em clusters dedicados de GPUs, projetado para suportar cargas intensivas de IA, modelagem numérica e computação científica de alto desempenho (HPC). Segundo a companhia, a iniciativa a posiciona como pioneira no setor elétrico brasileiro ao disponibilizar poder computacional especializado em inteligência artificial para parceiros estratégicos, como universidades, instituições de pesquisa e startups. (Megawhat)

Ação da Auren Energia sobe 4,15% após lucro do 4T surpreender positivamente

As ações da Auren Energia (AURE3) subiram forte nesta quarta-feira (4), após a companhia lucrar R$ 355 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o prejuízo registrado de um antes. Os papéis da empresa fecharam com ganhos de 4,15%, a R$ 12,04. O Goldman Sachs avalia que o lucro líquido surpreendeu positivamente, superando tanto a projeção do banco, que indicava prejuízo de R$ 214 milhões, quanto o consenso da Bloomberg, que estimava prejuízo de R$ 320 milhões, principalmente devido a efeitos não recorrentes. (Info Money)

Equatorial entra em lista das 100 empresas com destaque em tecnologia da informação

Com investimentos anuais de R$ 402 milhões em inovação e mais de 50 projetos em andamento, o Grupo Equatorial integra a edição de 2025 do ranking das 100 empresas com destaque no uso de tecnologia da informação (TI), elaborado pelo IT Forum Inteligência. A lista é construída a partir de uma pontuação que avalia projetos e iniciativas de empresas de diversos setores, considerando critérios como inovação e originalidade, impacto nos resultados, liderança da área de TI, complexidade e escalabilidade das soluções, sustentabilidade, responsabilidade social e aderência estratégica. O levantamento avaliou 351 projetos de diferentes setores, considerando critérios. Os cases foram pontuados em seis pilares: inovação e originalidade (até 25%), impacto nos resultados do negócio (até 25%), liderança da TI na inovação (até 20%), complexidade e escalabilidade (até 15%), sustentabilidade e responsabilidade social (até 10%) e aderência estratégica (até 5%). (Canal Solar)

Com risco de suprimento no Amapá, CEA Equatorial contratará térmica

O Ministério de Minas e Energia (MME) reconheceu a situação emergencial e a necessidade de contratação de até 1 MW, de forma excepcional, de usina termelétrica para suporte ao distrito de Bailique, no Amapá. A região é atendida pela Equatorial Amapá. A pasta destacou o “risco de segurança” do suprimento eletroenergético em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 3 de março, e informou que a concessionária será a responsável pela contratação emergencial, mas que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deverá aprovar os custos da geração. (Megawhat)

ANP regulamenta certificação de origem do biometano

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) publicou resolução que regulamenta a certificação da produção e a emissão do CGOB (Certificado de Garantia de Origem do Biometano). A norma estabelece critérios e procedimentos para comprovar a origem e as características ambientais do biometano comercializado no país, ampliando a transparência e a rastreabilidade do combustível renovável. Pelas regras, os produtores deverão contratar certificadoras credenciadas pela ANP para atestar o volume produzido, a matéria-prima utilizada e a intensidade de emissões associada ao processo. Com base nessas informações, será possível emitir o CGOB, documento que comprova que o gás é de fonte renovável e atende aos requisitos técnicos e ambientais definidos pela agência. (Agência Infra)

PetroReconcavo realiza operação inédita de importação de gás da Bolívia

A PetroReconcavo realizou, pela primeira vez, a importação de 100 mil m³ de gás natural da Bolívia para atender à demanda da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás). A operação foi realizada nos dias 1º e 2 de março. “A realização dessa importação representa mais do que uma operação pontual. É uma missão estratégica de habilitar a companhia para ampliar a confiabilidade do nosso portfólio de suprimento. Validamos, na prática, nossa capacidade de atuar como importadora de gás natural, integrando produtores internacionais, transporte e cliente final. Trata-se de uma prova de conceito que fortalece nossa estratégia de comercialização e amplia nossa competitividade”, afirmou o CEO da PetroReconcavo, José Firmo. (Megawhat)

Newave Energia inicia operação de 250 MW de solares em Goiás

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a Newave Energia a iniciar a operação comercial de 250 MW do complexo fotovoltaico Barro Alto, situado no município de Vila Propício, estado de Goiás. A previsão é que o empreendimento comece a operar 100% em 2026 com sete usinas. Os despachos publicados na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 4 de março, deram o aval para as UFVs Barro Alto II, III, IV, V e VII , ficando pendentes as solares I e VI. O projeto é uma colaboração entre a Gerdau e a Newave Capital que conta com capacidade instalada de 452 MW. A construção exigiu um investimento total de R$ 1,3 bilhão, financiado em parte com apoio da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), via Banco do Brasil. (Megawhat)

Comerc Energia negocia saída de usinas solares flutuantes

A Comerc Energia avalia sua saída da estrutura acionária da joint venture (50/50) firmada com o grupo KWP Energia. O possível acordo foi submetido à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e, segundo informações do processo, não depende de aval de outros órgãos reguladores. A operação prevê a consolidação do controle da KWP no projeto de usinas solares fotovoltaicas flutuantes instaladas na lâmina d’água do Reservatório Billings, na capital paulista, com capacidade total de até 80 MW em potência alternada (MWac). O valor da transação não foi divulgado. A joint venture foi criada em 2024, com investimento estimado de até R$ 400 milhões e previsão de entrada em operação dos projetos até o fim de 2025. Antes disso, o ativo pertencia à Universo Fotovoltaico Flutuante SPE, constituída pela Emae e pela KWP. A transferência da participação da Universo para a Comerc foi aprovada no mesmo ano. (Megawhat)

Modelo chinês pode mudar a indústria de hidrogênio e derrubar custos, diz Abihv

A estratégia da China para o hidrogênio verde pode redefinir o padrão global de competitividade do setor, na avaliação da Associação Brasileira da Indústria de Hidrogênio Verde (Abihv), que vê no chamado “modelo chinês” um potencial divisor de águas para a nova economia do hidrogênio. Em documento publicado recentemente, a entidade descreve o avanço chinês como um caso emblemático de “capitalismo de Estado adaptativo”, com diretrizes estratégicas centralizadas, mas execução descentralizada, conduzida por províncias. Para a Abihv, trata-se de uma estratégia de escala industrial que tende a reprecificar equipamentos e insumos, reduzir custos e redefinir o referencial de competitividade do setor globalmente. (Eixos)

Como a China ganhou vantagem na corrida global por baterias que duram dias

A China está silenciosamente dominando mais uma área da transição energética global: o armazenamento de energia de longa duração. Diferentemente das baterias convencionais de íon-lítio, que normalmente armazenam energia por quatro horas ou menos, o armazenamento de energia de longa duração, ou LDES (na sigla em inglês), pode reter e liberar eletricidade por muito mais horas ou até dias. À medida que as fontes renováveis intermitentes se tornam uma parte maior do fornecimento global de energia, o LDES é extremamente necessário para ajudar a equilibrar a oferta e a demanda de energia, e a China está disparando na frente do resto do mundo. (Folha)

Fim do incentivo chinês se aproxima: kits solares terão nova elevação de preço

Falta menos de um mês para que módulos fotovoltaicos e baterias subam de preço no Brasil e em diversos mercados internacionais. A alta, no entanto, não começa em abril: ela já está em curso desde o fim do ano passado e deve ganhar força com uma mudança na política fiscal chinesa que já vem sendo anunciada, inclusive pelo Canal Solar. Isso porque, a partir de 1º de abril, a China cancelará o reembolso do VAT (Value-Added Tax), incentivo fiscal concedido às exportações. Até então, determinados produtos da cadeia fotovoltaica contavam com devolução de até 9% do imposto, um mecanismo que ajudava fabricantes chineses a reduzir o preço final desses equipamentos no mercado internacional. Com isso, o incentivo será totalmente extinto para os módulos fotovoltaicos a partir de 1º de abril de 2026. No caso das baterias, haverá uma transição: o reembolso será reduzido de 9% para 6% entre abril e dezembro de 2026 e, posteriormente, eliminado em 1º de janeiro de 2027. (Canal Solar)

Sinalização de Pacheco ao governo de Minas reabre discussão sobre futuro de Silveira no MME

A sinalização do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) de que deve disputar o governo de Minas Gerais em 2026, em entendimento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reabriu no Palácio do Planalto a discussão sobre o futuro do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Segundo apurou o Valor, a permanência de Silveira no comando do MME até o fim do mandato é considerada um cenário possível, mas, com a reorganização do tabuleiro mineiro e o risco, mapeado no Palácio do Planalto, de a direita conquistar as duas vagas ao Senado pelo Estado, outros caminhos passaram a ser considerados. O primeiro seria a candidatura de Silveira ao Senado, plano inicialmente previsto por Lula. No entanto, para isso, o ministro, atualmente do PSD, estaria analisando um novo partido para se filiar. Estão entre as opções o PV ou o PSB, sendo este visto como o caminho mais provável no momento. (Valor)

Quarta-Feira 04 de Março

Destaques: (i) Auditoria do TCU vê indícios de irregularidade em reajuste de preços-teto dos LRCap (Megawhat); (ii) Mosna sinaliza voto contrário à ‘tarifa dupla’ do fio para baterias (Megawhat); e (iii) ANP autoriza Orizon a comercializar gás natural como agente vendedor (Estadão)

Auditoria do TCU vê indícios de irregularidade em reajuste de preços-teto dos LRCap

A Unidade de Auditoria Especializada em Energia Elétrica e Nuclear (AudElétrica) do Tribunal de Contas da União (TCU) apresentou representação para apurar possíveis indícios de irregularidade em decisão do Ministério de Minas e Energia (MME) que elevou os preços-teto dos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de potência (LRCap), previstos para 18 e 20 de março de 2026. O documento foi anexado ao processo de controle externo que acompanha os leilões, atualmente em fase de instrução. Segundo a área técnica, os indícios foram identificados no âmbito das análises realizadas nesse processo. Em 13 de fevereiro, o MME divulgou novos valores para os certames, após os preços iniciais ficarem abaixo das expectativas do mercado, o que provocou reação imediata na bolsa e forte insatisfação entre geradores de energia. A avaliação predominante entre os agentes foi de que os valores não refletiam a realidade atual de custos e poderiam comprometer a participação no leilão. (Megawhat)

Mosna sinaliza voto contrário à ‘tarifa dupla’ do fio para baterias

O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Fernando Mosna deve pautar a conclusão da Consulta Pública (CP) nº 39/2023, que trata da regulação para serviços de armazenamento, para a próxima terça-feira, 10 de março. O diretor sinalizou que deve manter seu entendimento contrário à “tarifa dupla” do fio para a tecnologia. O processo da CP está suspenso desde agosto do ano passado, por pedido de vista de Mosna. Ele discordou das áreas técnicas da Aneel, que avaliaram, em notas técnicas, que as baterias devem ser cobradas como consumidoras, durante o carregamento, e como geradoras ao injetarem no sistema a energia armazenada. Mosna sinalizou que mantém sua avaliação de que as baterias não devem ter a dupla cobrança: “O que o armazenador de energia faz é deslocar no tempo a ideia de geração e consumo em tempo real. Então, ele é um intermediário, e não deveria pagar o fio quando está carregando a bateria dele”, disse o diretor a jornalistas nesta terça-feira, 3 de março, durante o evento Aquecimento MinutoMega Talks, em Brasília. (Megawhat)

ANP autoriza Orizon a comercializar gás natural como agente vendedor

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Orizon a atuar como comercializadora de gás natural na esfera de competência da União como agente vendedor do insumo. A empresa brasileira é especializada em gestão e valorização de resíduos, com atuação em aterros sanitários e produção de biogás. De acordo com despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 3 de março, a atuação se dará mediante a celebração de contratos registrados na própria ANP. A autorização não se estende à distribuição de Gás Natural Comprimido (GNC) a granel e para a realização de projeto para uso próprio e projeto Estruturante. Além disso, a empresa não está autorizada a exercer a atividade de distribuição de Gás Natural Liquefeito (GNL) a granel. Essas atividades têm outros regramentos específicos. (Estadão)

Odair Jose Mannrich explica como funciona a recuperação energética de resíduos sólidos

A recuperação energética de resíduos sólidos surge como alternativa para reduzir a quantidade de rejeitos destinados a aterros, explica o engenheiro Odair Jose Mannrich. Ao mesmo tempo, permite gerar energia a partir do que antes era tratado apenas como passivo ambiental. Compreender como funcionam essas tecnologias é essencial para avaliar seu papel dentro de uma política integrada de gestão de resíduos. Se você quer entender como o lixo pode ser convertido em energia e quais são os cuidados necessários nesse processo, este é um bom ponto de partida. A valorização energética consiste em aproveitar o potencial calorífico dos resíduos para geração de eletricidade ou calor, reduzindo o volume de material destinado a aterros sanitários. Essa prática é considerada parte da hierarquia de gestão de resíduos, posicionando-se após a redução, reutilização e reciclagem. (Valor)

José Marangon questiona térmicas no LRCAP e defende armazenamento como alternativa

O avanço do curtailment no sistema elétrico brasileiro tem intensificado o debate sobre qual tecnologia deve ser priorizada para garantir potência adicional ao país. Para José Wanderley Marangon, integrante e Conselheiro da ABGD(Associação Brasileira de Geração Distribuída) e Membro Honorário da ABSAE (Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia), o cenário exige uma avaliação mais ampla sobre os caminhos adotados nos leilões de capacidade. Para José Wanderley Marangon, integrante e Conselheiro da ABGD(Associação Brasileira de Geração Distribuída) e Membro Honorário da ABSAE (Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia), o cenário exige uma avaliação mais ampla sobre os caminhos adotados nos leilões de capacidade. “A solução definindo a priori a tecnologia acaba trazendo indiretamente uma preferência por determinado segmento, o que pode caracterizar um subsídio”, afirmou. (Canal Solar)

Conflito no Oriente Médio pode afetar resultados do LRCAP no Brasil

A escalada militar no Oriente Médio pode eventualmente ter reflexos indiretos sobre o LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade) programado pelo governo brasileiro para este mês, especialmente no que diz respeito ao custo e à logística do gás natural utilizado por usinas termelétricas que disputarão o certame. O mercado internacional iniciou a semana sob expectativa de alta no preço do petróleo após ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, seguidos por bombardeios iranianos a países como Emirados Árabes Unidos e Qatar, entre outros da região. O ponto mais sensível da crise é o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, rota estratégica para o escoamento de petróleo e gás do Oriente Médio. A capacidade de desvio por rotas alternativas é considerada limitada e os impactos dependerão da duração do bloqueio e de eventuais gargalos logísticos. (Canal Solar)

TCU vai investigar indícios de irregularidades em aumento de preços de leilões de reserva de energia

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu investigação para analisar indícios de irregularidades na decisão do Ministério de Minas e Energia (MME) de aumentar os preços-teto a serem negociados nos leilões de reserva de capacidade de energia, que visam a contratação para garantir segurança e estabilidade para o fornecimento de energia elétrica no país. Os leilões estão previstos para serem realizados nos dias 18 e 20 deste mês. O processo foi aberto na segunda-feira (3), a partir de representação apresentada pela Auditoria Especializada em Energia Elétrica e Nuclear (AudElétrica) diante de indícios de supostas irregularidades ou ilegalidades na decisão do MME que promoveu aumento “significativo” nos preços dos leilões, “sem a apresentação de justificativas técnicas suficientes”. O processo será relatado pelo ministro Jorge Oliveira. A área técnica aponta, no termo de abertura do processo, que a elevação injustificada dos preços-teto em certames dessa natureza pode resultar na contratação de energia a patamares desproporcionais, impactando os consumidores de energia elétrica, ferindo princípios setoriais, em especial o da modicidade tarifária. (Valor)

TCU decide investigar MME por aumento de preço de leilão de energia

O TCU (Tribunal de Contas da União) formalizou a abertura de um processo para investigar indícios de irregularidades no processo de decisão do MME (Ministério de Minas e Energia) que levou ao aumento dos preços máximos para o segundo leilão de reserva de capacidade. Considerado o mais importante leilão do ano na área de energia, ele está marcado para ocorrer neste mês. Procurada para comentar a decisão do TCU, a assessoria do MME não respondeu até a publicação deste texto. Segundo auditoria do órgão de controle, a pasta não apresentou fundamentação técnica suficiente para permitir o aumento, o que pode gerar uma alta injustificada nas contas de luz pagas pela população. (Folha)

Aumento no preço-teto de térmicas no LRCap aumenta competição, dizem agentes

O aumento no preço-teto de contratação para produtos térmicos no leilão de reserva de capacidade na forma de potência (LRCap) deverá aumentar a competição do certame, avaliaram agentes do setor nesta terça-feira, 3 de março, durante o evento Aquecimento MinutoMega Talks em Brasília. Representantes do setor hidrelétrico, que também terá produtos no certame, lembraram que a fonte apresenta menor custo e defenderam contratação relevante para o setor. “O leilão é um mecanismo para corrigir o preço. Se o preço-teto for alto, vai atrair mais gente, se o preço-teto for muito baixo, vai atrair pouca gente e a demanda vai ser contratada por aquele preço”, disse o diretor executivo na Neal e ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Edvaldo Santana. “O que preocupa é quando o preço é propositalmente colocado muito para baixo, porque fica [a pergunta]: quem vai participar a esse preço?”, comentou. (Megawhat)

LRCaps devem ter demanda de dois dígitos para térmicas e hidrelétricas

Os leilões de reserva de capacidade (LRCaps), previstos para 18 e 20 de março deste ano, devem ter demanda expressiva, com dois dígitos, devido à necessidade de recontratação de termelétricas cujos contratos se encerram nos próximos anos, combinada com o crescimento da carga e do déficit de potência indicado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Segundo Marcelo Cruz Lopes, diretor executivo de Marketing, Comercialização e Novos Negócios da Eneva, a demanda deve ficar entre 20 e 24 GW. As declarações foram feitas no Aquecimento do MinutoMega Talks, realizado em Brasília nesta terça-feira, 3 de março, pela MegaWhat. A estimativa de dois dígitos não é isolada. No painel, agentes convergiram na avaliação de que o volume a ser contratado precisa refletir a necessidade estrutural apontada nos estudos oficiais. Lopes citou levantamento recente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que indicaria algo próximo de 20 GW, ponderando que o número pode variar conforme o fator de segurança adotado pelo governo. Na leitura dele, o intervalo entre 20 e 24 GW seria compatível com a necessidade técnica, com viés mais próximo do limite superior. (Megawhat)

Investimentos em energia solar superam R$ 32,9 bi em 2025

No Brasil, a energia solar responde por 24,5% de toda a geração e já é a segunda maior fonte energética, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). Em 2025, os investimentos foram de mais de R$ 32,9 bilhões. Os números incluem desde as grandes usinas até os pequenos sistemas instalados em telhados e terrenos. Jones Vieira, CEO da Eternity Energia, afirma que um dos fatores que favorecem a expansão da matriz energética solar é o fato de ela ser financeiramente vantajosa. Quando a pessoa instala um sistema fotovoltaico, passa a gerar sua própria energia durante o dia. Tudo que é gerado e não usado na hora é enviado para a rede elétrica e vira crédito na conta do proprietário. A prática, chamada de compensação de energia, é regulamentada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). (Valor)

Aneel cobra 51 distribuidoras sobre irregularidades em sistemas de MMGD

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) enviou ofício nesta terça-feira, 3 de março, a 51 distribuidoras de energia solicitando informações sobre as medidas adotadas e os resultados obtidos no combate a alterações irregulares em sistemas de micro e minigeração distribuída (MMGD) conectados à rede de distribuição. O prazo para manifestação é de 15 dias. A solicitação integra processo aberto em novembro de 2025, no qual a autarquia avalia a necessidade de uma auditoria emergencial em sistemas de MMGD, diante de indícios de aumento de ampliações clandestinas e dos riscos operacionais associados à rede elétrica. A recomendação foi inserida em nota técnica da Superintendência de Regulação dos Serviços de Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica (STD), no contexto do plano emergencial de cortes de geração articulado entre a Aneel e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). (Megawhat)

Irregularidade de chuvas e calor intenso devem marcar 2026, aponta Nottus

O aquecimento gradual do Oceano Pacífico deve impactar o cenário climático do Brasil em 2026 e acender o alerta para setores estratégicos da economia, incluindo o segmento elétrico. Após um início de ano sob influência do La Niña mais fraco, a tendência é de neutralidade climática nos próximos meses, com avanço do aquecimento e possibilidade de configuração de El Niño no fim do ano. “A expectativa é de configuração de El Niño no fim de 2026. Mesmo que o fenômeno não se consolide de forma clássica, o aquecimento do Oceano Pacífico já deve ser suficiente para alterar o padrão climático em relação ao ano passado e gerar impactos relevantes na atividade econômica”, afirma Desirée Brandt, sócia-executiva e meteorologista da Nottus. Segundo a especialista, o primeiro semestre de 2026 deve apresentar um vetor climático menos intenso do que o esperado para a segunda metade do ano. A previsão indica redução gradual das chuvas na região central do Brasil, comportamento típico da transição para o outono. No Sul do país, a precipitação tende a ganhar frequência a partir do fim de março e ao longo de abril, sem indicativos de volumes extraordinários nesse período. (Megawhat)

A segurança energética depende do sucesso do leilão

O TCU (Tribunal de Conta da União) abriu um processo sobre o aumento dos novos preços-teto do LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência). Segundo o TCU, esse processo tem por objetivo fiscalizar indícios de irregularidades na decisão do Ministério de Minas e Energia de “aumento significativo” dos preços-teto estabelecidos para o leilão de capacidade marcado para março. Os preços-teto iniciais considerados pelos técnicos do MME surpreenderam o mercado, que se manifestou abertamente chamando a atenção para o fato de que, com aqueles preços-teto, haveria um esvaziamento na participação das empresas no leilão, tanto para térmicas existentes bem como para as novas. (Poder 360)

MME valida contratação térmica retroativa para atender arquipélago no Amapá

O Ministério de Minas e Energia (MME) validou nesta terça-feira (3) a contratação emergencial de usinas termelétricas para atendimento do arquipélago de Bailique, no Amapá. A medida está prevista em portaria publicada no Diário Oficial da União, que reconhece a situação emergencial com risco à segurança do suprimento elétrico na localidade e a necessidade, de forma excepcional, de geração de suporte no montante de até 1 megawatt (MW). O Arquipélago do Bailique é um conjunto de oito ilhas no Estado do Amapá, na foz do Rio Amazonas. Localizado a cerca de 180 km da capital Macapá, o distrito possui mais de 70 comunidades tradicionais ribeirinhas. (Valor)

ONS anuncia as etapas e o cronograma de realização da 1ª Temporada de Acesso da PNAST

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) anunciou nesta terça-feira (3 de março) as etapas e o cronograma da 1ª Temporada de Acesso de 2026. A divulgação atende ao que determina o § 3º do Art. 7º do Decreto nº 12.772, de 5 de dezembro de 2025, que atribui ao Operador a responsabilidade de coordenar o processo e garantir maior previsibilidade aos agentes. (ONS Notícias)

Biometano tem metas individualizadas no Combustível do Futuro

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou resoluções sobre a emissão do Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB) e da individualização das metas anuais de CGOBs a serem cumpridas por produtores e importadores de gás natural, no âmbito da lei do Combustível do Futuro. As resoluções foram aprovadas pela diretoria da agência na última sexta-feira, 27 de fevereiro. Estarão obrigados a compensar as emissões de gases de efeito estufa por meio de biometano os produtores, autoprodutores, importadores e autoimportadores de gás natural que produzam ou importem a partir de 160 mil m³ de gás natural por dia. A meta anual individual dos agentes será definida considerando a participação de cada agente no mercado e a meta anual estabelecida pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A ANP publicará em seu site a meta anual individual de cada agente, em duas datas: em dezembro do ano anterior, será conhecida a meta preliminar e, em março, a meta definitiva para aquele mesmo ano. (Megawhat)

Consumidores industriais criticam possibilidade de injeção de biometano “fora das especificações”

Consumidores industriais representados pela Abrace criticaram, nesta terça (3/3), a proposta da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de permitir, em caráter excepcional, a injeção de biometano “com especificação diversa” na rede de distribuição de gás natural.  Em geral, trata-se do biogás que não alcança o teor mínimo de metano, entre 96% e 97%, a depender da origem, ou que excede limites máximos de impurezas, como dióxido de carbono (CO₂), sulfeto de hidrogênio (H₂S), oxigênio (O₂) e umidade. Nessas condições, o produto é considerado fora de especificação para injeção direta nas redes convencionais, exigindo etapas adicionais de enriquecimento, com combustível fóssil, ou tratamento específico. (Eixos)

Geo firma acordo com empresa do Texas para produzir SAF com biogás da cana no Brasil

A brasileira Geo bio gas&carbon assinou um memorando de entendimento (MOU) com a norte-americana Syzygy Plasmonics para desenvolver projetos de produção de combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) a partir de biogás no Brasil. O acordo prevê a conversão de biogás gerado a partir de resíduos da cadeia da cana-de-açúcar em combustível de aviação e outros combustíveis de baixo carbono. A Geo opera plantas de biogás ligadas às indústrias sucroenergética e de etanol, e quer provar que a vinhaça e a torta de filtro da cana-de-açúcar podem dar origem ao querosene renovável “mais competitivo do mundo” e com menor pegada de carbono. Na fase inicial, as empresas pretendem priorizar unidades com capacidade de até 100 mil toneladas por ano, com perspectiva de expansão para um volume agregado superior a 525 mil toneladas anuais.  (Eixos)

Naturgy lança chamada pública para compra de biometano no Rio de Janeiro

A Naturgy lançou o edital da sua primeira chamada pública para aquisição de biometano destinado ao atendimento da demanda no Rio de Janeiro. Com prazo para envio de propostas até 2 de abril de 2026, a iniciativa está alinhada à Política Estadual de Gás Natural Renovável e reforça o avanço da transição energética no estado. O objetivo é ampliar a participação do biometano na matriz energética fluminense, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE). Segundo a companhia, a chamada pública também incentiva a destinação ambientalmente adequada de resíduos orgânicos, promovendo sua valorização econômica e fortalecendo a economia circular no estado. (Megawhat)

Aneel barra acordo de R$ 4,67 bi da CPFL por falta de benefício ao consumidor

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) rejeitou o pedido do grupo CPFL para encerrar a disputa sobre o repasse de R$ 4,67 bilhões às tarifas de energia, ao concluir que a proposta de acordo não demonstra vantagem concreta para os consumidores e pode gerar impacto tarifário superior a 8%. O impasse envolve o valor do crédito calculado após a agência perder uma ação ajuizada em 2004 pela CPFL Brasil (comercializadora do grupo CPFL), que questionava uma mudança nas regras aplicada a um contrato firmado um ano antes com a CPFL Paulista. Como a decisão transitou em julgado, a companhia tem direito ao recebimento dos valores, mas a forma de pagamento ainda não foi definida. Posteriormente, a CPFL tentou obrigar a Aneel, na Justiça, a concluir o reajuste tarifário da CPFL Paulista com o repasse de R$ 4,67 bilhões às tarifas. A autarquia, no entanto, decidiu que eventual acordo deve ser tratado em processo separado do reajuste tarifário — ponto da nova deliberação da diretoria. (Megawhat)

Axia Energia reporta R$ 3,2 bi em 2025 para obras de grande porte

A Axia Energia fechou o ano de 2025 com investimento de R$ 3,2 bilhões em 71 obras de grande porte em 2025, além de 43 subestações, divididas nas cinco regiões do Brasil. Com os projetos, a empresa espera gerar uma receita anual de R$ 445 milhões. Segundo a companhia, o aporte representa um aumento de 63% em relação a 2024, quando investiu R$ 1,9 bilhão em 44 obras de grande porte. Adicionalmente, explica que o valor investido em 2025 foi para a necessidade de escoamento de grandes blocos de geração,  contabilizando 26 obras no Sudeste (investimentos de R$ 1,5 bilhão), 22 obras no Nordeste (R$ 751 milhões), dez obras no Norte (R$ 516 milhões) e 13 no Sul do país (R$ 338 milhões). A Axia executou projetos de modernização “críticos” para o Sistema Interligado Nacional (SIN) em Ivaiporã, no Paraná,  e Itaberá, em São Paulo, fundamentais para o escoamento da energia da hidrelétrica Itaipu em direção aos grandes centros consumidores do Sudeste. A empresa afirma ter modernizado seis dos nove bancos de capacitores de 765 kV. (Megawhat)

Aneel aceita correção de R$ 128,82 milhões em recurso da Light

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) atendeu parcialmente recurso da Light e autorizou o refaturamento referente a usina TermoRio (Governador Leonel Brizola). Com isso, foi reconhecido um componente financeiro negativo de R$ 128,82 milhões, a preços de março de 2025, corrigido pela Selic até o RTA (Reajuste Tarifário Anual) de 2026. Os componentes financeiros impactam a tarifa de energia elétrica. Sem o ajuste haveria ônus indevido ao consumidor, segundo a Aneel. A Agência informou que a Light registrou de forma equivocada, em julho de 2024, os dados da usina geradora, o que gerou o sobrecusto. A Light havia apresentado pedido de reconsideração para ajustes na resolução que homologou o resultado do RTA de 2025. Os demais pleitos não foram atendidos pela Aneel. (CNN Brasil)

Auren reverte prejuízo e tem lucro de R$ 354,7 milhões no 4º trimestre

A Auren, empresa de energia que nasceu da reorganização societária dos ativos do grupo Votorantim e do fundo canadense CPP Investments, anunciou um lucro líquido de R$ 354,7 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 363,6 milhões apresentado um ano antes. A melhora no resultado se deve, sobretudo, aos ganhos de R$ 722 milhões na linha de “outras receitas (despesas) operacionais” no trimestre passado, ante uma despesa de R$ 310,7 milhões no quarto trimestre de 2024. De acordo com a companhia, a variação é explicada, principalmente, pelo efeito da marcação a mercado dos contratos futuros de energia no valor positivo de R$ 239,4 milhões no quarto trimestre de 2025 e negativa de R$ 321,2 milhões um ano antes. (Valor)

Auren tem lucro de R$ 354,7 milhões no 4º trimestre

A Auren Energia registrou um lucro líquido de R$ 354,7 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o prejuízo líquido de R$ 363,6 milhões obtido um ano antes, se considerado o resultado proforma à época, que incorpora os resultados da própria Auren e da AES Energia, que foi adquirida em 2024. No ano todo, a companhia reportou um prejuízo líquido de R$ 557,9 milhões, maior, portanto, que os R$ 32,7 milhões de prejuízo líquido anotados em 2024, também considerando o resultado proforma para o ano retrasado. De acordo com o vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da companhia, Mateus Ferreira, a linha tem “influência importante do endividamento da companhia”. Ele pondera, no entanto, que a dívida está seguindo o que foi desenhado para a aquisição da AES e que segue o processo de desalavancagem da companhia. (CNN Brasil)

Auren Operações triplica lucro líquido em 2025

A ⁠Auren ⁠Operações fechou o ‌ano de 2025 com um lucro ‌líquido de R$ 99,9 milhões mais do que triplicando o lucro ⁠de ‌2024 ⁠de R$28,2 milhões, disse a companhia na terça-feira à noite. Conforme comunicado ​ao mercado, a receita operacional ​líquida da empresa foi de R$3,58 bilhões em 2025, ‌alta de ​5% ante 2024, enquanto as despesas ⁠e ​receitas ​operacionais somaram R$179,2 milhões, aumento ⁠de ​2% em relação a 2024. A ​Auren Operações é subsidiária direta ​da ⁠Auren Participações e indireta ⁠da Auren Energia desde outubro de 2024. (Info Money)

Auren fecha 4T com lucro de R$ 354,7 mi, revertendo prejuízo obtido um ano antes

A Auren Energia (AURE3) registrou um lucro líquido de R$ 354,7 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o prejuízo líquido de R$ 363,6 milhões obtido um ano antes, se considerado o resultado proforma à época, que incorpora os resultados da própria Auren e da AES Energia, que foi adquirida em 2024. No ano todo, a companhia reportou um prejuízo líquido de R$ 557,9 milhões, maior, portanto, que os R$ 32,7 milhões de prejuízo líquido anotados em 2024, também considerando o resultado proforma para o ano retrasado. De acordo com o vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da companhia, Mateus Ferreira, a linha tem “influência importante do endividamento da companhia”. Ele pondera, no entanto, que a dívida está seguindo o que foi desenhado para a aquisição da AES e que segue o processo de desalavancagem da companhia. (Info Money)

Gás europeu atinge máxima em três anos após paralisação de GNL no Qatar

Os preços do gás natural na Europa dispararam para o maior nível desde 2023 em meio à incerteza sobre o quanto a paralisação da maior refinaria de GNL (gás natural liquefeito) do mundo, no Qatar, vai pesar sobre o fornecimento global de energia. Os contratos futuros de referência subiram até 48% nesta terça-feira (3), com a China, maior importadora mundial de GNL, pedindo aos países em conflito que permitam a passagem segura de navios pelo estreito de Ormuz. Executivos do setor de gás afirmam que a China está pressionando autoridades iranianas para evitar ações que possam interromper ainda mais as exportações de energia do Qatar, informou a Bloomberg. (Folha)   

China define rumo energético até 2030

Enquanto a atenção global se volta para o conflito dos EUA no Oriente Médio e seus reflexos imediatos sobre petróleo e gás, um anúncio em Pequim marcado para esta semana tende a ter impactos mais duradouros sobre o mercado global de energia: a assinatura do 15º Plano Quinquenal da China (2026–2030). De 4 a 11 de março, durante as chamadas “Duas Sessões”, parlamentares devem aprovar o novo ciclo de planejamento econômico e social. O plano orientará a segunda maior economia do mundo — e o maior consumidor de carvão — rumo a 2030, prazo estabelecido pelo presidente Xi Jinping para que o país atinja o pico de emissões de carbono. No topo do ranking de emissões de gases de efeito estufa, a China é também líder disparada no investimento em tecnologias verdes, com grande influência sobre o barateamento de veículos elétricos, painéis solares e baterias, por exemplo. (Eixos)

Terça-Feira 03 de Março

Destaques: (i) Aprimoramento da estrutura tarifária do setor elétrico do Brasil (Valor); (ii) Diretrizes para implantação da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão entram em consulta pública (MME Notícias); e (iii) Sem Redata, grandes aportes em data centers no Brasil ficam de molho (Valor)

Aprimoramento da estrutura tarifária do setor elétrico do Brasil

O processo de transição energética consolidou uma nova dinâmica nos custos marginais de expansão e operação do Setor Elétrico Brasileiro (SEB), determinada basicamente pela inserção massiva de fontes renováveis variáveis: plantas eólicas e os sistemas solares fotovoltaicos, em especial as micro e mini geradoras distribuídas (MMGD). Embora essas fontes renováveis, sempre com destaque para energia solar que mais tem crescido nos últimos e nos próximos anos, apresentem alta competitividade em termos de investimento e benefícios ambientais intrínsecos, sua natureza técnica de geração intermitente, está impondo um nível sem precedentes de desafios técnicos para o Operador Nacional do Sistema (ONS) e concessionárias de distribuição, bem como problemas econômicos com subsídios e aumento das tarifas do mercado cativo. (Valor)

Diretrizes para implantação da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão entram em consulta pública

O Ministério de Minas e Energia (MME) quer envolver a sociedade civil e os setores envolvidos na construção das diretrizes para a implementação da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST). A Pasta lançou, nesta segunda-feira (2/03), uma consulta pública com o objetivo de receber contribuições sobre a minuta de Portaria que estabelece as Diretrizes das Temporadas de Acesso da PNAST. Consideradas como um dos principais instrumentos da política, as Temporadas de Acesso substituem a lógica tradicional de atendimento por ordem de chegada pelas análises em lote, com critérios técnicos e competitivos. Na consulta pública, os interessados poderão contribuir com regras propostas para a realização das Temporadas de Acesso, incluindo aspectos relacionados aos processos competitivos, que ocorrerão nos pontos de conexão onde os pedidos por acesso ao sistema de transmissão superarem a capacidade disponível. (MME Notícias)

Sem Redata, grandes aportes em data centers no Brasil ficam de molho

Empresas que constroem e administram centros de dados de grande escala (hyperscale) reafirmam investimentos já comprometidos no país, mas ainda têm esperança de um resgate do Regime Especial de Tributação sobre Serviços de Data Center (Redata), que não foi apreciado pelo Senado e MP do governo caducou na quarta-feira (25). “A não votação do Redata e a consequente caducidade da medida representam um retrocesso para a estratégia de digitalização do país, essencial para a soberania e a segurança dos dados do Brasil, hoje majoritariamente mantidos no exterior”, disse o fundador e presidente do conselho da Elea Data Centers, Alessandro Lombardi. Para as empresas do setor, as isenções fiscais previstas pelo Redata atrairiam aportes bilionários em infraestrutura de inteligência artificial (IA), que correm o risco de migrar para outros países. (Valor)

Mineração e data centers puxarão demanda por eletricidade na América Latina em 2026, aponta Moody’s

A demanda por eletricidade deverá crescer em torno de 2,8% até o início de 2027 na América Latina, estima a Moody’s em estudo divulgado nesta segunda-feira (2/3). Entre os fatores que vão contribuir para esse crescimento estão a expansão das operações de mineração no Chile e Peru, assim como a materialização de novos investimentos em data centers, especialmente no Chile, Brasil, México e Argentina. Além disso, deve haver o crescimento do consumo industrial, a eletrificação do transporte e um uso maior de ar-condicionado, prevê a empresa. Segundo a Moody’s, a diminuição das taxas de juros melhorará o acesso do setor de infraestrutura latino-americano aos mercados de dívida e facilitará a cobertura de juros das empresas. (Eixos)

Investimento novo em centros de dados está em compasso de espera

Empresas que constroem e administram centros de dados de grande escala (hyperscale, no jar) reafirmam investimentos já comprometidos no país, têm esperança de um resgate ainda neste ano do Regime Especial de Tributação sobre Serviços de Data Center (Redata), que caducou na quarta-feira (25). Mas observam que novos aportes, em especial os de maior porte, estão de molho. “A não votação do Redata e a consequente caducidade da medida representam um retrocesso para a estratégia de digitalização do país, essencial para a soberania e a segurança dos dados do Brasil, hoje majoritariamente mantidos no exterior”, disse o fundador e presidente do conselho da Elea Data Centers, Alessandro Lombardi. (Valor)

MME abre consulta pública para modernizar a formação de preços de energia elétrica e a contabilização no mercado de curto prazo

O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu, nesta segunda-feira (02/03), uma consulta pública para discutir diretrizes de modernização do mercado de energia elétrica brasileiro. A proposta estabelece a implementação da contabilização dupla no Mercado de Curto Prazo e a transição para um modelo híbrido de formação de preços, que passa a incorporar ofertas de quantidade de energia. A iniciativa busca aproximar a programação da operação da realidade do sistema em tempo real, especialmente diante do crescimento das fontes renováveis variáveis e da geração distribuída. A medida se apoia nos estudos do Projeto Meta II – Formação de Preços, coordenado pela Câmara de Energia Elétrica (CCEE) com apoio do Banco Mundial, e integra o processo de modernização iniciado com a Medida Provisória nº 1.300/2025, convertida na Lei nº 15.269/2025. (MME Notícias)

Governo propõe mudanças no modelo de formação de preços no mercado de energia elétrica

O Ministério de Minas e Energia (MME) propôs nesta segunda-feira (2) novas diretrizes para balizar o modelo de formação de preços do mercado de curto prazo de energia elétrica, responsável por ajustar as diferenças entre a energia contratada e a efetivamente gerada ou consumida, com liquidação financeira pelo Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), além de mudanças no modelo de oferta de energia pelos agentes. A proposta será submetida à consulta pública até 15 de abril. A intenção do governo é adotar um mecanismo de dupla contabilização, para que os preços praticados fiquem mais aderentes à realidade da operação do sistema elétrico. O caminho para a adoção de um novo modelo foi considerado na reforma do setor elétrico, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final do ano passado. (Valor)

Huawei e Aggreko prometem desenvolver na Amazônia maior projeto com baterias do Brasil

A chinesa Huawei e a britânica Aggreko se aliaram em um projeto para instalar na Amazônia usinas solares associadas a baterias, em um esforço para reduzir a geração termelétrica poluente em regiões isoladas que representará a maior operação no Brasil de sistemas de armazenamento de energia, disseram as empresas à Reuters. O empreendimento, que vai atender desde cidades pequenas até maiores, como Tefé (AM), com cerca de 75 mil habitantes, foi desenvolvido com base em uma chamada pública feita pelo governo federal no ano passado. A Aggreko, que já opera usinas termelétricas em várias comunidades desconectadas da rede elétrica nacional, propôs tornar híbrida as suas operações locais com solar e baterias para reduzir o consumo de combustível fóssil. (Folha)

Escalada no Oriente Médio pode impactar custos de energia e fretes no Brasil, diz Fiemg

A escalada das tensões no Oriente Médio acende alerta para a indústria brasileira diante dos possíveis impactos sobre energia, logística e negócios internacionais, diz a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Mesmo sem anúncio formal de bloqueio no Golfo Pérsico, o aumento do risco já provoca elevação de seguros marítimos, cautela operacional e redução no fluxo de embarcações. Segundo dados do Centro Internacional de Negócios da Fiemg, entre 2021 e 2025, o Brasil exportou US$ 73,84 bilhões para países do Golfo e do Oriente Médio, o equivalente a cerca de 4,5% das exportações nacionais no período. A pauta é concentrada em carnes, açúcar, milho, soja e minério de ferro. Nesse mesmo período, as importações brasileiras da região somaram US$ 42,87 bilhões, cerca de 3,3% do total importado pelo país, com forte presença de combustíveis, minerais e fertilizantes. (Eixos)

Thymos Energia projeta alta de 7,64% na conta de luz em 2026, com maior pressão no Nordeste

A Thymos Energia projeta reajuste médio de 7,64% nas tarifas de energia elétrica no Brasil em 2026. O maior aumento deve ocorrer no Nordeste, com alta média de 9,77%, impulsionada principalmente pelo encarecimento da energia adquirida pelas distribuidoras e pela elevação da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). No Sudeste, a variação estimada é de 5,45%. No Norte, a projeção indica alta de 4,52% na conta de luz, enquanto o Sul deve registrar avanço de 3,61%. Já o Centro-Oeste apresenta estabilidade, com variação média de 0,08% em relação ao ano anterior. A consultoria destaca que os percentuais representam médias regionais e podem variar conforme a distribuidora e a área de concessão. Apesar de as componentes tarifárias serem comuns a todas as concessionárias, os impactos não são homogêneos entre as regiões. (Megawhat)

Novo modelo de ofertas para preços de energia inclui freios a poder de mercado

O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou a Portaria nº 900 abrindo consulta pública sobre as regras para adoção da contabilização dupla no Mercado de Curto Prazo (MCP) e para a transição ao modelo de ofertas de quantidade na formação do preço da energia elétrica. A contabilização dupla consiste na realização de dois processos distintos de cálculo de preços e de contabilização financeira. O primeiro será ex-ante, relativo aos compromissos de geração e consumo assumidos previamente à operação do sistema. O segundo será ex-post, baseado nas medições efetivamente verificadas. A proposta de minuta será deliberada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), e prevê que a implementação ocorra até 30 de junho de 2028. Antes disso, haverá um período de testes e validação, com duração mínima de seis meses. (Megawhat)

Preços da semana passada na BBCE apresentam alta no curto prazo e queda ao longo da curva

Os preços de energia negociados no EHUB, plataforma da BBCE, encerram a semana de 23 e 27 de fevereiro em diferentes direções: alta de preços e elevada liquidez para contratos com entrega em março e ajustes negativos ao longo de toda a curva. Na última semana, no EHUB, março foi o único que teve aumento nos preços, com alta da energia convencional de 6,81%, fechando a semana a R$ 421,09 / MWh. Também foi o ativo mais negociado em tela, com maior volume energético e financeiro da semana. O produto teve 578 GWh negociados na tela do EHUB. A energia convencional para fevereiro, por outro lado, teve retração de 0,57% e encerrou a R$ 386,80 / MWh. Os contratos para o 2T26 fechou a R$ 363,91/MWh, variação negativa de 0,44%. (Megawhat)

PLD não caiu no período úmido: o que isso revela sobre o mercado livre?

O período úmido 2025/2026 terminou sem entregar o que parte do mercado esperava: queda consistente do PLD (Preço de Liquidação das Diferenças). Muitos consumidores no ACL (Ambiente de Contratação Livre) optaram por não contratar energia no fim de 2025 ou no início de 2026, aguardando o comportamento historicamente observado em ciclos hidrologicamente favoráveis. A premissa parecia simples: mais chuva, reservatórios cheios, menos térmica, preço mais baixo. Mas o setor elétrico brasileiro não opera com base em memória estatística. Opera com modelagem probabilística, critérios de segurança energética e parâmetros técnicos definidos institucionalmente. E esses parâmetros não indicaram conforto suficiente neste ciclo. (Canal Solar)

BBCE disponibiliza aditivo de contrato para valor líquido da energia, vigente na reforma tributária

A BBCE, que em outubro de 2025 atualizou seu modelo de contrato padrão considerando o valor líquido da energia seguindo a lógica da reforma tributária, acaba de lançar um aditivo para que contratos fechados antes da minuta atualizada também possam se enquadrar no novo modelo de tributação. Assim, contratos fechados na BBCE antes de outubro de 2025 e que tenham vencimento a partir de 2027, quando passam a valer as regras da reforma tributária, podem aderir ao aditivo, adequando valores e cláusulas de operações sob as diretrizes da reforma tributária. Já os agentes que preferirem não aderir ao aditivo deverão tratar de forma bilateral os acordos já firmados. Com o aditivo, os valores negociados referentes às operações com entrega igual ou superior a 2027 passarão a ser tratados como líquidos. Se for aplicável, o comprador deve adicionar ao valor transacionado os tributos conforme legislação vigente no momento do faturamento, mas, segundo a BBCE, atualmente não há consumidores finais na plataforma. (Megawhat)

EPE: consumo de energia elétrica cresce 4,1% em janeiro de 2026

O consumo de energia elétrica totalizou 49.104 gigawatts-hora (GWh) em janeiro, aumento de 4,1% comparado ao mesmo mês do ano passado, na terceira alta consecutiva no consumo nacional, informou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Entre as regiões do país, o maior avanço foi observado no Sul (+7,7%), seguido por Centro-Oeste (+5,4%), Norte (+4,6%), Sudeste (+3,0%) e Nordeste (+2,6%). Destaque para o aumento de 8,6% no consumo residencial, para 16.989 GWh, um novo recorde para o segmento, impulsionado pelas ondas de calor e clima mais seco, que intensificaram o uso de equipamentos de climatização. Foi a quarta vez que a classe superou o consumo industrial. (Eixos)

Nunes culpa Enel por cratera na Consolação; a empresa e Comgás negam falhas

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), culpou a distribuidora de energia Enel pela cratera na Rua da Consolação, no centro da capital. A empresa, porém, descartou envolvimento, disse que a rede de energia está intacta e apontou a presença de gás no local. A Companhia de Gás de São Paulo (Comgás), por sua vez, informou que não identificou vazamento na sua rede após duas vistorias e afirmou que o episódio não tem relação com o serviço da empresa. A Secretaria Municipal das Subprefeituras informou acompanhar os trabalhos, enquanto as concessionárias realizam vistorias e apuram as condições no local. (Info Money)

Enel diz que explosão na Consolação foi causada por acúmulo de gás

A concessionária Enel afirmou que a explosão que resultou em uma cratera na rua da Consolação, na região central de São Paulo, foi causada por uma concentração de gases em uma galeria subterrânea. O caso ocorreu na noite do último domingo (1º), segue em investigação e as equipes monitoram o local. Segundo a empresa de fornecimento de energia, não há conhecimento prévio da origem desses fluídos e a fiação elétrica não foi danificada. Os técnicos atuam, no momento, na recuperação da estrutura danificada e na finalização dos serviços está prevista para esta terça-feira (3). Após vistoria no local, a Enel afirmou que a cratera foi fechada após não haver riscos de novas explosões. (CNN Brasil)

Preço do gás dispara mais de 30% com ataque no Irã e paralisação de Ormuz

Os preços do gás natural nas regiões da Ásia e da Europa registraram uma forte alta após a expansão dos conflitos no Oriente Médio envolvendo o Irã, que resultou na paralisação do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais vias de escoamento de petróleo do mundo. O valor do gás natural superou os 58 euros por megawatt-hora (MWh) na manhã desta terça-feira, 3, segundo dados do Dutch TTF Natural Gas Futures compilados no Investing.com. O preço avançava 31% por volta das 6h47. Na semana, acumulava variação de 88,74%. (Eixos)

Em alta desde 2010, reinjeção de gás no Brasil bate 56% em janeiro

O Brasil reinjetou 107,7 milhões de m³ por dia de gás natural em janeiro de 2026, o que representa 55,79% da produção total de 193,1 milhões de m³ por dia no período. Os dados são da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Leia a íntegra do documento (PDF – 3 MB). A reinjeção de gás natural ocorre por 3 razões principais. A 1ª é técnica – o gás é comprimido e devolvido ao reservatório para elevar a pressão interna, o que aumenta a extração de óleo. A 2ª é estrutural – o Brasil ainda enfrenta gargalos na malha de gasodutos, o que limita o escoamento da molécula até os centros consumidores. A 3ª é estratégica – parte relevante do gás do pré-sal tem alto teor de CO₂, o que reduz sua atratividade comercial em comparação com o gás importado da Bolívia. (Poder 360)

Cade aprova entrada da J&F na logística rodoviária de gás

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) aprovou, nesta segunda-feira (2/3), a aquisição de 90% da Logás pela J&F, holding dos irmãos Batista. As ações eram detidas pela Macaw Energies (58%) e por Márcio Pinheiro (32%). Com sede em Betim (MG), a Logás atua da distribuição logística multimodal e na comercialização de gás natural comprimido (GNC), liquefeito (GNL) e biometano. A empresa também presta serviços de compressão e liquefação de gás natural, bem como o transporte, a descompressão e a regaseificação do produto em regiões não atendidas por gasodutos. (Eixos)

Complexo Assú Sol acelera expansão da geração de energia solar no Rio Grande do Norte

A expansão da geração de energia solar na matriz energética brasileira segue em ritmo acelerado. Agora, o estado do Rio Grande do Norte ampliou a participação no sistema elétrico com a entrada em operação comercial de oito usinas do Complexo Fotovoltaico Assú Sol em fevereiro deste ano. Com isso, o empreendimento passa a contar com 12 das 16 usinas em funcionamento, se consolidando como um dos maiores projetos solares integrantes da carteira de investimentos do Novo Programa de Aceleração e Crescimento (Novo PAC). (MME Notícias)

Casa dos Ventos fecha novos contratos de autoprodução com a Dow

A Casa dos Ventos e a Dow ampliaram sua parceria com a assinatura de dois novos contratos de longo prazo no modelo de autoprodução, envolvendo projetos solar e eólico. Um dos acordos prevê a aquisição, pela Dow, de participação no Complexo Fotovoltaico Seriemas, localizado no Mato Grosso do Sul, com capacidade instalada de aproximadamente 400 MW e início de operação previsto para setembro deste ano. Além disso, um novo contrato formalizou o aumento da participação da Dow no complexo eólico Rio do Vento Expansão, no Rio Grande do Norte. Segundo as empresas, a combinação das fontes solar e eólica ampliará a flexibilidade operacional e fortalecerá o planejamento energético de longo prazo da Dow, contribuindo também para a redução das emissões de CO₂ nas operações da empresa no país. (Megawhat)

AES fecha acordo de venda com GIP e EQT AB para ampliar acesso a capital para crescimento

A Global Infrastructure Partners (GIP), controlada pela BlackRock, e a EQT AB firmaram um consórcio para adquirir a AES Corporation em uma operação avaliada em US$ 33,4 bilhões, incluindo dívidas. A conclusão da transação é esperada para o fim de 2026 ou início de 2027. “A AES tem uma necessidade significativa de capital para sustentar o crescimento após 2027, especialmente diante dos novos investimentos relevantes em geração de energia e em utilities nos Estados Unidos. Na ausência de uma transação com o consórcio, a empresa provavelmente precisaria adotar um plano que incluiria a redução ou eliminação de dividendos e/ou emissões substanciais de novas ações. Após extensa análise e deliberação, concluímos que esta transação é do melhor interesse dos acionistas da AES”, afirmou Jay Morse, presidente do conselho de administração da AES. (Megawhat)

AES é vendida por US$ 33 bilhões. Os novos donos só têm olhos para AI

Um grupo de investidores institucionais liderado pela Global Infrastructure Partners, da BlackRock, e pela private equity EQT acaba de fechar a aquisição da americana AES Corp., avaliando a empresa de energia elétrica em US$ 33,4 bilhões. A transação evidencia como o setor de eletricidade nos EUA está voltando a esquentar após décadas de demanda estagnada, com os investimentos maciços da indústria de AI impulsionando os negócios. Além da GIP e da EQT, fazem parte do grupo de compradores o fundo de pensão da Califórnia (CalPERS) e o fundo soberano do Catar, QIA. (Brazil Journal)

Chineses já batem americanos na área de energia, diz Ian Bremmer, do Eurasia Group

Ian Bremmer é um cientista político americano especializado em política externa e fundador e presidente do Eurasia Group, uma empresa de consultoria de risco, com escritórios em Nova York, Washington, Londres, Tóquio, São Paulo, São Francisco e Cingapura. Criador do conceito G-Zero – que descreve um mundo sem liderança global clara e o fim da dominância do G7 – ele vê os Estados Unidos disputando com a China o domínio das novas tecnologias, principalmente relacionadas a inteligência artificial e robotização. Em entrevista exclusiva ao GLOBO, Ian Bremmer afirma que os chineses já dominam na área de energia. (O Globo)

Projeto de hidrogênio verde na Europa garante conexão à rede e prevê 1 bi de euros em investimentos

A empresa espanhola Moeve, controlada pelo fundo Mubadala Investment Company e pela gestora de private equity Carlyle Group, anunciou a decisão final de investimento (FID) para iniciar a construção de um projeto de hidrogênio verde na região da Andaluzia, no sul da Espanha. A primeira fase do empreendimento terá 300 MW de capacidade instalada, com opção de expansão adicional de 100 MW, condicionada à disponibilidade da rede elétrica e à aprovação do conselho da companhia. O investimento total desta etapa supera 1 bilhão de euros e inclui a implantação de infraestrutura associada e o desenvolvimento de uma usina fotovoltaica destinada ao autoconsumo. O projeto foi incluído na lista de Projetos de Interesse Comum (PCI) da Comissão Europeia e contará com subsídio de 304 milhões de euros do governo da Espanha. (Megawhat)

Segunda-Feira 02 de Março

Destaques: (i) Em resposta à Aneel, Enel São Paulo nega falhas para restabelecer energia em tempestade de dezembro (Valor); (ii) Leilão inédito de baterias mobiliza investidores e abre novo mercado no setor elétrico (Estadão); e (iii) ANP conclui regulamentação de biometano (Eixos)

Em resposta à Aneel, Enel São Paulo nega falhas para restabelecer energia em tempestade de dezembro

A Enel São Paulo disse, em ofício enviado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para responder a uma nota técnica do órgão, que demonstrou desempenho “compatível” com a magnitude do evento climático severo ocorrido no dia 10 de dezembro do ano passado. O parecer da Aneel considerou que a atuação da Enel São Paulo foi abaixo do esperado para o restabelecimento da energia. Naquele dia, um ciclone extratropical afetou a área de concessão da distribuidora, com ventos que ultrapassaram 100 quilômetros por hora. A distribuidora enviou manifestação à Aneel, à que o Valor teve acesso, em resposta à nota técnica da agência sobre a atuação da empresa no atendimento às ocorrências em consequência das fortes chuvas naquele período. No ofício, a Enel pede que a Aneel reavalie as conclusões da nota técnica e que arquive o processo sancionador. (Valor)

Leilão inédito de baterias mobiliza investidores e abre novo mercado no setor elétrico

Inédito no Brasil, o leilão de baterias tem movimentado o mercado financeiro com investidores estrangeiros e locais interessados em entrar em um novo segmento do mercado de energia. Profissionais de bancos que trabalham com financiamento de grandes projetos apontam que há apetite por parte das empresas pelo certame, mas existe preocupação de que ele atrase. Neste mês, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o leilão deverá ocorrer até junho — inicialmente, porém, a sinalização era de que ele seria feito em abril. “Há muitas conversas sobre o assunto e muitos interessados. Como é um leilão novo, está reunindo todo mundo (da área energética), e a tendência é que ele seja disputado”, diz Allan Gabriel, responsável pela área de financiamento de grandes projetos (project finance) do setor de energia no Itaú BBA. De acordo com Gabriel, pelo que trouxe a consulta pública sobre o tema, a tendência é que o leilão de baterias se assemelhe ao de transmissão, no qual o grupo vencedor recebe por disponibilizar a energia. Como os certames de transmissão são muito competitivos, a expectativa é de que o de bateria seja parecido. (Estadão)

ANP conclui regulamentação de biometano

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, na reunião desta sexta-feira (27/2), dois itens da agenda de regulamentação do biometano: a individualização das metas anuais para produtores e importadores de gás natural e o Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB), ambos sob a relatoria do diretor Pietro Mendes. Conforme antecipado pelo eixos pro (teste grátis), serviço exclusivo para empresas da agência eixos, a ANP mudou o seu entendimento e aumentou o universo de supridores de gás natural obrigados a comprar CGOBs, para fins de comprovação da política de incentivo ao biometano prevista na lei do Combustível do Futuro. A minuta aprovada estende o rol de partes obrigadas para toda “pessoa jurídica, proprietária do gás natural que venha a ser efetivamente produzido, quer associado ou não ao petróleo”. Contempla, assim, autoprodutores, importadores, autoimportadores e todos os produtores – “concessionários, cessionários e os contratados dos contratos de partilha”, excluída a gestora do gás natural da União, no caso, a PPSA. (Eixos)

Lei do Combustível do Futuro tem resoluções aprovadas: o que muda agora?

A diretoria da ANP aprovou em 27 de fevereiro duas resoluções que regulamentam pontos centrais da Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024) e Decreto nº 12.614/2025. As normas tratam da emissão do Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB) e da individualização das metas anuais de CGOBs a serem cumpridas por produtores e importadores de gás natural, no âmbito do Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano. O CGOB é um certificado de rastreabilidade relativo ao volume de biometano produzido e comercializado, emitido por agente certificador de origem credenciado pela ANP. Ele atesta as características do processo produtivo e deve incluir, pelo menos, a origem do insumo para produção do biometano e a localização da produção, destaca, em nota, a ANP. A resolução estabelece critérios para certificação da origem do biometano, credenciamento de Agentes Certificadores de Origem (ACOs), regras para geração de lastro e emissão primária do CGOB, além do credenciamento de escrituradores e entidades registradoras. (Jornal da Cana)

Hiato nas regras do Redata pode adiar investimentos em data centers

A perda de validade da Medida Provisória (MP) 1.318, que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), não é vista pelo setor como uma ruptura estrutural na política para infraestrutura digital no Brasil. Ainda assim, a ausência temporária das regras pode gerar um hiato regulatório capaz de postergar decisões de investimento no curto prazo, em meio às restrições da Lei de Responsabilidade Fiscal e a não aprovação do Projeto de Lei nº 278/2026 no Senado. A MP perdeu a validade na quarta-feira, 25 de fevereiro. O Projeto de Lei nº 278/2026, que reproduz integralmente seu conteúdo, foi aprovado pela Câmara dos Deputados nesta semana e havia expectativa de que seria aprovado pelo Senado antes da MP caducar, mas o presidente da casa, Davi Alcolumbre (União -AP), retirou o texto da pauta, o que gerou preocupação com a falta de continuidade das novas regras. (Megawhat)

Regiões produtoras de carvão tentam garantir competitividade no Redata

Enquanto aguarda uma decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União/AP) para entrar na pauta de votações, o projeto que cria o Regime Especial de Tributação para Data Centers (Redata) ganhou uma emenda voltada às regiões carboníferas do Sul. A proposta busca equiparar esses territórios às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste no acesso a benefícios do regime, que tem entre suas condições a contratação de energia “limpa ou renovável”. O projeto de lei que institui o Redata foi aprovado pela Câmara dos Deputados na madrugada de quarta-feira (25/2), após ser reapresentado como PL 278/2026 para substituir a medida provisória do governo que perdeu validade no mesmo dia. (Eixos)

Novos cenários de energia: eletrificação, data centers e a corrida por capacidade

A transição energética global entrou em uma nova fase: menos retórica, mas porém, com mais “carga agregada”. Os dados recentemente divulgados pela BloombergNEF no âmbito do Energy Transition Scenario deixam claro que o vetor dominante da próxima década não será apenas a descarbonização, mas a eletrificação acelerada da economia, impulsionada pela mobilidade elétrica, digitalização e inteligência artificial. (Canal Solar)

Futuro dos leilões de energia é alvo de debate em meio a aumento da conta de luz

O ano era 2004. O Brasil, que vinha de uma crise no fornecimento de eletricidade, inaugurava um formato de sucesso na compra de energia: leilões organizados pelo governo federal para contratar a longo prazo usinas já existentes e construir novas plantas —tudo bancado pelo consumidor. Mas 12 anos depois, com matriz elétrica e mercado de energia já mudados, especialistas começam a discutir a possível remodelagem desses certames. O início da discussão passa pela mudança do perfil do consumidor. Atualmente, mais de 40% de toda a eletricidade consumida no país é comercializada no mercado livre de energia, um sistema no qual indústrias e grandes estabelecimentos compram energia mais barata diretamente de geradores solares e eólicos, com descontos bancados por consumidores residenciais. Além disso, outros 6% são gerados por donos de placas solares instaladas em telhados, que também contam com uma série de subsídios. (Folha)

MME apresenta nova estrutura do Plano Nacional de Transição Energética em workshop com o Fonte

O Ministério de Minas e Energia (MME) promoveu, nesta sexta-feira (27/02), um workshop sobre o Plano Nacional de Transição Energética (Plante). A reunião, destinada aos membros do Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte) e realizada de forma virtual, foi mais uma oportunidade de construção conjunta e trouxe uma nova estrutura do Plano após contribuições dos membros do Fórum. O documento apresentado também englobou os resultados do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035 e do Plano Nacional de Energia (PNE) 2055, que orientam tecnicamente a elaboração do Plante. (MME Notícias)

ONS: projeções de afluências superam 80% da Média de Longo Termo (MLT) em dois subsistemas

O boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) da semana operativa que vai do dia 28 de fevereiro a 6 de março indica estimativa da Energia Natural Afluente (ENA) igual ou superior a 80% da Média de Longo Termo (MLT) em três subsistemas, ao final do próximo mês. No Nordeste, o percentual pode registrar 104% da MLT; no Norte 83% da MLT; e no Sudeste/Centro-Oeste, 80% da MLT. As projeções para o Sul indicam 40% da MLT. As previsões para os níveis de Energia Armazenada (EAR) indicam que os subsistemas Norte e Nordeste encerrarão o mês de março com os indicadores mais favoráveis: 94,9% e 84,9%, respectivamente. Já o Sudeste/Centro-Oeste tem perspectiva de EAR em 64,5% e o Sul, em 32,9%. “A ocorrência atual das chuvas contribuiu para melhores condições dos reservatórios, com reflexos nas projeções para o final do mês de março. Contudo, continuaremos adotando medidas operativas para preservar os recursos hídricos, já visando o próximo período seco, garantindo o pleno atendimento e estabilidade do SIN”, declara o diretor-geral do ONS, Marcio Rea. (ONS Notícias)

Mesmo com cenário hídrico desafiador, bandeira segue verde em março

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira tarifária para o mês de março continuará verde, o que significa que não haverá cobrança adicional na conta de energia dos consumidores. Segundo a Aneel, o aumento no volume de chuvas em fevereiro e a consequente elevação do nível dos reservatórios das usinasfavoreceu a continuidade da bandeira verde para março. “Ainda que a bandeira seja verde e as condições de geração sejam favoráveis na maior parte do tempo, importante lembrar que pode haver despacho complementar de usinas termelétricas para garantir a robustez do sistema elétrico em situações operativas específicas”, destacou a agência. A bandeira verde esta vigente desde janeiro, sem custos adicionais ao consumidor, apesar dos alertas do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a respeito das chuvas abaixo da média e dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas abaixo dos patamares ideiais. (Megawhat)

Enel rebate nota técnica e nega falhas em apagão em SP

A Enel rebateu na noite desta quinta-feira (26) uma nota técnica da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) por meio da qual a agência reguladora do setor elétrico aponta falhas que subsidiam uma eventual perda de contrato de concessão da distribuidora de energia na capital paulista e parte da sua região metropolitana. Na terça-feira (24), o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, recomendou ao governo federal a caducidade da concessão da distribuidora. O caso, porém, é analisado pela diretoria colegiada, que votou majoritariamente por estender o prazo para analisar a questão. No centro da discussão está o vendaval ocorrido em 10 de dezembro, que deixou 4,2 milhões de consumidores sem energia em São Paulo. Esse foi o mais recente episódio de apagões provocados por eventos climáticos nos últimos anos na área de concessão da empresa italiana. Ao avaliar a ocorrência, agência reguladora concluiu que o desempenho da concessionária foi insatisfatório. (Folha)

Luz para Todos irá custar R$ 2,5 bilhões na CDE em 2026

O Ministério de Minas e Energia (MME) previu que o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica, conhecido como Luz para Todos, irá influenciar em R$ 2,5 bilhões na conta de desenvolvimento energético (CDE) em 2026. O valor indica redução de 34% na comparação com o montante que foi destinado para tarifas de energia elétrica em 2025 (R$ 3,9 bilhões). Segundo o ministério, a diminuição reflete a fase de execução continuada e conclusão de contratos já firmados, prevista para 2026. A CDE é o encargo setorial presente nas tarifas de energia dos consumidores que tem como objetivo, além do desenvolvimento energético do país, remunerar programas do governo e subsídios tarifários; já o Luz para Todos é um programa que procura levar energia elétrica à população localizada em regiões remotas do Brasil. (Megawhat)

Senador apresenta projeto de lei para limitar reajuste na conta de luz – Edição do dia

A Folha de S. Paulo informa que o senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), líder do partido no Senado, apresentou projeto de lei para limitar o reajuste na conta de luz. O PL 170/26 propõe que os aumentos anuais não ultrapassem o índice oficial da inflação. Segundo ele, o objetivo é impedir que as distribuidoras de energia elevem as tarifas acima da inflação sem uma justificativa técnica. O projeto determina que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) adote metodologia uniforme para todo o país. Qualquer aumento acima do índice inflacionário teria de passar por uma revisão regulatória. “O reajuste precisa ter regra clara, limite e transparência. Queremos impedir aumentos desproporcionais e dar previsibilidade ao consumidor”, diz o Mecias de Jesus. (Megawhat)

O Projeto de Lei 278 de 2026 garante a autonomia e a estabilidade da rede

A decisão política sobre a infraestrutura vital nacional não aceita mais adiamentos ou incertezas técnicas. O controle brasileiro sobre o processamento de dados assegura a segurança de suprimento digital em um cenário de alta instabilidade geopolítica. É preciso entender que o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) funciona como âncora para o capital tecnológico. O Redata não trata apenas de impostos, mas de onde o cérebro digital do país vai operar. A perda de validade da Medida Provisória 1318 de 2025 (MP 1318/25) coloca o Brasil em uma encruzilhada tributária e soberana. A tramitação do Projeto de Lei 278 de 2026 (PL 278/26) em regime de urgência busca estabilizar o cenário para investidores de infraestrutura digital. Sem este marco, o país corre o risco de ver a fuga de capital para outras áreas jurídicas com custos de implantação mais competitivos. Esta autonomia operacional protege o interesse público diante das pressões externas. (Megawhat)

Mercado livre de energia ganhou mais de 21 mil consumidores no ano passado

Um balanço divulgado nesta sexta-feira (27) pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) mostra que o mercado livre de energia recebeu 21.707 novos consumidores no ano passado. Os setores de serviços (6.648) e comércio (4.098) lideraram a migração de cargas. O balanço mostra também o volume de migrações nos segmentos de manufaturados diversos (1.940), saneamento (904) e alimentícios (655). O estado de São Paulo concentra atualmente o maior número de consumidores livres e foi líder em novas unidades consumidoras em 2025 com 6.114 migrações. Na segunda posição ficou Paraná com 2.214 novas adesões. O terceiro estado com mais migrações foi Minas Gerais: 1.743. Em 2025, a CCEE colocou um novo modelo automatizado de gestão do varejo via APIs. O novo sistema foi responsável por 2.029 consumidores. (CNN Brasil)

Com reforço de 200%, Energisa Minas Rio reage a chuvas na Zona da Mata

A Energisa Minas Rio acionou nesta semana seu plano de contingência para enfrentar os impactos das fortes chuvas na Zona da Mata mineira. A estratégia combinou reforço de equipes, suspensão de serviços programados e monitoramento climático em tempo real, com a meta de recompor mais de 90% dos clientes em até 24 horas. Desde o início das chuvas, na última terça-feira, 24 de fevereiro, a distribuidora reforçou seu efetivo em 200% para acelerar as ações de restabelecimento do fornecimento de energia. De quinta-feira para hoje, 27 de fevereiro, a previsão indicou acumulados próximos de 100 milímetros em 24 horas em cidades como Cataguases, Leopoldina e Muriaé. Diante do alerta, a empresa mantém equipes reforçadas até segunda-feira e suspendeu atividades não prioritárias para concentrar o efetivo no atendimento emergencial. Até às 14h dessa sexta-feira, 0,6% dos clientes da Energisa Minas Rio seguiam com o fornecimento interrompido, principalmente em razão da dificuldade de acesso às regiões mais afetadas, o que impacta a chegada das equipes para a prestação do serviço de religamento com segurança. (Megawhat)

Axia Energia projeta investimentos de R$ 12 bi a R$ 14 bi entre 2026 e 2027

A Axia Energia divulgou nesta sexta-feira (27) que tem projeção de investimentos de R$ 12 bilhões a R$ 14 bilhões no período entre 2026 e 2027. O valor médio anual de R$ 6 bilhões a R$ 7 bilhões é menor do que os R$ 9,6 bilhões que a antiga Eletrobras investiu em 2025. Segundo a companhia, o montante incorpora a expectativa de ampliação dos investimentos em transmissão. O valor já inclui os aportes contratados em decorrência da participação ativa em leilões, bem como a aceleração prevista dos investimentos em reforços e melhorias. Adicionalmente, contempla os montantes destinados à modernização e ao fortalecimento da resiliência dos ativos de geração. (Valor)

Distribuição de dividendos não deve mudar em 2026, diz comando da Axia

A Axia Energia vem analisando todos os leilões de 2026 voltados para o setor de energia, disse o vice-presidente de estratégia e desenvolvimento de negócios, Elio Wolff, em teleconferência sobre os resultados do quarto trimestre e de 2025, nesta sexta-feira (27). Já o vice-presidente financeiro e de relações com investidores, Eduardo Haiama, afirmou que a distribuição de dividendos não deve mudar em razão do reconhecimento do “ativo fiscal diferido” de R$ 12 bilhões, no quarto trimestre — relativo a imposto de renda e contribuição social. Segundo o executivo, a alocação de capital da Axia, que envolve a remuneração aos acionistas e investimentos, entre outros pontos, considera fatores como fluxo de caixa, nível de alavancagem e preços da energia, entre outros. A partir daí, a empresa verifica se tem espaço para alocação de capital, especialmente distribuição de dividendos ou programas de recompra de ações. (Valor)

Axia Energia tem 10 GW para leilões e vê aumento do descolamento entre submercados em 2026

A Axia Energia projeta manutenção da volatilidade dos preços de energia em 2026, com maior descolamento entre submercados, podendo superar R$ 100 em março. Para mitigar riscos, a companhia mantém foco na expansão via leilões de transmissão, capacidade e armazenamento, além da gestão ativa de portfólio para capturar oportunidades em um mercado mais volátil. Com aproximadamente R$ 12 bilhões em investimentos previstos para 2026, a Axia Energia tem avançado nos estudos voltados à participação nos leilões deste ano, incluindo a possível inscrição de parte dos seus 6 GW em hidrelétricas no Leilão de Reserva de Capacidade e de cerca de 4 GW em baterias, bem como a análise de todos os lotes do leilão de transmissão previsto para março. De acordo com Rodrigo Limp, vice-presidente de Regulação, Institucional e Mercado da Axia Energia, o setor elétrico brasileiro vem enfrentando maior instabilidade nos preços de energia, tendência que deve se manter em 2026, que teve uma melhora nas chuvas em fevereiro – o cenário que ainda “não indica uma mudança nos preços ao longo do ano”. (Megawhat)

Lula demite Iggor Rocha e nomeia Djalma Berger para diretoria de Itaipu

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exonerou Iggor Gomes Rocha do cargo de diretor administrativo da usina de Itaipu Binacional e nomeou, para a função, o ex-deputado federal Djalma Vando Berger. A notícia foi antecipada pela CNN e foi oficializada em decreto publicado no DOU (Diário Oficial da União) deste sábado (28). Berger é é irmão do ex-senador Dario Berger, que passou pelo PSDB, e foi nomeado para exercer a diretoria administrativa da binacional, com mandato até 16 de maio de 2027. Além da troca na diretoria administrativa, Rocha foi simultaneamente nomeado para a função de conselheiro da Itaipu Binacional, com mandato até 16 de maio de 2028. No mesmo conjunto de decretos, o governo também exonerou o farmacêutico Michele Caputo Neto do cargo de conselheiro da empresa. A substituição confirma a informação já antecipada pela CNN sobre a saída de Iggor Rocha da diretoria administrativa em meio a um movimento de reorganização política na usina. A nomeação de Djalma Berger, ex-prefeito de São José (SC) e ex-deputado federal por Santa Catarina, reforça o rearranjo na cúpula brasileira da binacional. (CNN Brasil)

Copel vê manutenção de PLD alto e estabilidade no longo prazo

A Copel, que no quarto trimestre de 2025 teve acréscimo de R$ 34,9 milhões em seu Ebitda (“lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização”, na sigla em inglês) em função do aumento no preço de liquidação de diferenças (PLD), avalia que a alta volatilidade nos preços do mercado de curto prazo devem se manter. O preço médio do PLD avançou de R$ 216,36 / MWh no quarto trimestre de 2024 para R$ 264,70 / MWh no quarto trimestre de 2025. Apesar disso, nos três últimos meses de 2025, a Copel registrou uma redução de 5,6% na energia vendida, que alcançou um montante de 4.718 GWh. Segundo a diretoria da Copel, o índice não reflete falta de liquidez, e sim uma estratégia da companhia. “Nossa visão tem sido realmente guardar mais energia para o A+1, ou até mesmo o ano corrente, porque você tem visto – mesmo em liquidações no PLD do curtíssimo prazo, como está sendo em fevereiro e como foi em janeiro – bastante vantajosidade para a companhia”, disse o presidente da Copel, Daniel Slaviero, durante teleconferência de resultados do trimestre, realizada nesta sexta-feira, 27 de fevereiro. (Megawhat)

Apagão no Rio de Janeiro afeta 160 mil imóveis

Um apagão deixou 160 mil imóveis no escuro na cidade do Rio de Janeiro neste domingo, 1.º, data em que se comemora o aniversário da capital. O blecaute afetou bairros como Barra da Tijuca, São Conrado, Rocinha, Jacarepaguá, Freguesia e Taquara. A distribuidora Light, responsável pela concessão de energia no município, informou que houve rompimento de um cabo de transmissão na Estrada do Catonho, na zona oeste da capital. “Equipes reforçadas estão atuando para restabelecer a energia para todos os clientes afetados”, declarou. (Estadão)

Bairros da Zona Sudoeste têm energia restabelecida após queda de fio de alta tensão no Catonho

A energia já foi restabelecida em bairros da região de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, que sofreram com a falta de fornecimento neste domingo, informou a Light. De acordo com a concessionária, o problema foi solucionado na madrugada desta segunda-feira. A falta de energia foi provocada pela queda de um fio de alta tensão na região do Catonho. As localidades mais afetadas foram Pechincha, Freguesia e Anil. Também houve registro de interrupção no fornecimento em trechos de Barra da Tijuca, São Conrado, Rocinha e Taquara. Às 19h11 deste domingo, o Centro de Operações e Resiliência (COR) divulgou que a Estrada do Catonho estava temporariamente interditada na altura do Rancho das Morangas “devido a uma ocorrência da concessionária Light”. (O Globo)

MME propõe receita fixa de R$ 859,7 milhões anuais para usina a carvão da Âmbar

O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu nesta sexta-feira, 27 de fevereiro, a Consulta Pública nº 216, que trata da contratação da usina termelétrica Candiota III, com proposta de uma receita fixa de R$ 540,27/MWh e R$ 859.789.215,89/ ano. A planta utiliza carvão nacional, extraído na própria região de Candiota, no Rio Grande do Sul, tem capacidade de 350 MW e é operada pela Âmbar Energia, do grupo J&F. A consulta pública tem como objetivo ampliar a participação da sociedade na análise da minuta do Contrato de Energia de Reserva (CER), estruturado segundo diretrizes da Lei nº 15.269/2025, de conversão da MP 1.304, que garantiu a prorrogação do funcionamento da usina até 2040. A norma incluiu o artigo 3º-D na Lei nº 10.848, que determina a contratação de reserva de capacidade de térmicas a carvão com contratos vigentes em 2022, estendendo a operação até dezembro de 2040, com receita fixa indexada. Segundo o MME, a J&F solicitou o enquadramento da usina nesse modelo de contratação. (Megawhat)

MME abre consulta pública sobre renovação de contrato de Candiota 3

O Ministério de Minas e Energia (MME) colocou em consulta pública a minuta de Contrato de Energia de Reserva (CER) da Usina Termelétrica Candiota III, da Âmbar Energia — empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (27/2). A consulta pública é mais um capítulo envolvendo a recontratação de térmicas a carvão nacional. A Lei 15269/2025 (MP 1304), sancionada em novembro, garantiu a assinatura de um novo contrato de reserva de capacidade para a usina. Os documentos da consulta pública estarão disponíveis na página do MME e no Portal Brasil Participativo. Os interessados terão até o dia 9 de março para enviar contribuições. Localizada no Rio Grande Sul, Candiota 3 possui uma capacidade instalada de 350 MW. A usina teve seu contrato encerrado no fim de 2024 e contava com a recontratação sob os termos do marco das eólicas offshore para prolongar suas atividades até 2050. (Eixos)

Atendendo comando legal, MME abre consulta pública para contratação da UTE Candiota III

Em cumprimento à determinação legal prevista na Lei nº 15.269/2025, o Ministério de Minas e Energia (MME) abriu, nesta sexta-feira (27/02), a Consulta Pública nº 216, que trata do processo de contratação da Usina Termelétrica Candiota III. A medida amplia a participação da sociedade na análise da minuta do Contrato de Energia de Reserva (CER), permitindo a contribuição de agentes do setor elétrico e demais interessados no tema. A proposta de contratação foi estruturada cumprindo as diretrizes e obrigações estabelecidas pela Lei nº 15.269/2025. Todos os parâmetros contratuais, incluindo prazos, montantes e metodologia de cálculo de preços, foram estruturados seguindo as regras definidas pelo Congresso Nacional na referida Lei, dentro dos prazos apresentados pela norma. (MME Notícias)

Leilões de infra: Aegea leva Brusque; Azevedo ‘pós-Reag’ ganha a Rota Mogiana

Os primeiros leilões de saneamento e rodovias do ano, realizados nesta sexta-feira, foram palco de disputa entre diversos grupos, com a Aegea e a Azevedo & Travassos saindo vencedoras. A Aegea – controlada pelas famílias Toledo e Vettorazzo, além de Itaúsa e GIC – ganhou o contrato para serviços de esgoto no município catarinense de Brusque oferecendo um desconto de 17% na tarifa e uma outorga de R$ 60 milhões. (Brazil Journal)

Nível do Cantareira em SP melhora, mas ainda opera na faixa de alerta

Depois de cinco meses em nível crítico, o Sistema Cantareira passa a ser usado com mais folga para o abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo a partir deste sábado, 1.º de março. As chuvas de fevereiro foram acima da média e ajudaram a recompor o manancial. Em 31 de janeiro, o nível estava em 22,66%. Nesta sexta-feira, o sistema atingiu 35,24% do volume útil. Mesmo assim, a situação ainda é de alerta. O Cantareira depende de mais chuvas em março para enfrentar o período mais seco do ano. Nesta sexta-feira, a Agência Nacional de Águas (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) autorizaram a operação do sistema na Faixa 3 – Alerta. Desde 1.º de outubro de 2025, o Cantareira operava na Faixa 4 – Restrição, que é mais severa. Com a mudança, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) está autorizada a retirar do Cantareira até 27 metros cúbicos por segundo previstos na resolução conjunta em vez dos até 23 m³/s que vinham sendo autorizados até fevereiro. (Estadão)

Sabesp é multada por contaminação em rio de São Sebastião, no litoral de SP

A Prefeitura de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, aplicou uma multa de R$ 100 mil por infração ambiental contra a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo) por contaminação do rio Maresias. O município acusa a companhia de contaminar o rio por excesso de dosagem de hipoclorito na ETE (Estação de Tratamento de Esgoto). A multa foi aplicada por meio da Secretaria do Meio Ambiente do município. Segundo a prefeitura, após o recebimento de uma denúncia, foi realizada uma fiscalização ambiental na foz do rio, no dia 26 de fevereiro, que constatou grande quantidade de peixes mortos, incluindo espécies nativas como acarás papa-terra e bagres. (Folha)

ANP propõe cortes na remuneração de transportadoras por documentação falha

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) fará consulta pública sobre a valoração da base regulatória de ativos (BRA) das transportadoras de gás para o ciclo tarifário 2026-2030. Os valores foram propostos pelas transportadoras e avaliados pelas áreas técnicas da ANP, que identificaram insuficiências comprobatórias documentais e processuais sobre os valores apresentados. Assim, os valores colocados em consulta pública serão menores do que aqueles solicitados pelas transportadoras. Além de deficiências sobre a BRA, a ANP também identificou inconsistências sobre outros valores que compõem a tarifa, como custos operacionais (Opex), que devem ser avaliados em uma nova fase do processo de revisão tarifária, com nova consulta pública. A agência também não autorizou a inclusão nas tarifas de ativos que ainda não tiveram sua construção aprovada pela ANP. (Megawhat)

Guia Revisão Tarifária: destrinchando o corte na base de remuneração das transportadoras de gás

ANP aponta superavaliação dos números das transportadoras de gás natural, corta Base Regulatória de Ativos em mais de R$ 3 bilhões e segura novos investimentos. Entenda como a agência chegou aos números e que novos projetos ficaram de dentro e de fora. A gas week inaugura os trabalhos de 2026 com um assunto pendente de 2025: a revisão tarifária das transportadoras entrou nesta sexta (27/2) num capítulo novo que promete agitar o mercado nas próximas duas semanas. A ANP aprovou a abertura de consulta pública sobre a sua proposta de valoração da Base Regulatória de Ativos (BRA) – o item de maior peso dentro do cálculo das receitas das empresas do setor. (Eixos)

Aneel libera operação de 101 MW em Minas, Ceará e Mato Grosso

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a Atlas Renewable Energy a iniciar a operação comercial das usinas 2 e 3 (potência somada em 96,2 MW) em Arinos, estado de Minas Gerais. Os empreendimentos pertenciam à Shell Brasil e foram adquiridas pela Atlas em março do ano passado. As usinas 1 e 4 a 11 (408 MW) já receberam o aval da agência reguladora para darem início à operação no início do mês. A Atlas espera gerar anualmente cerca de 1,150 GWh com o complexo, por meio de uma potência instalada de 579 MWp, além de beneficiar até 500 mil pessoas. A autarquia também cedeu autorização à Petrobras para iniciar os testes da primeira unidade geradora da UTE Lubnor (3,3 MW), que fica situada na capital do Ceará, Fortaleza. A usina será usada para adentrar ao sistema de geração distribuída. (Megawhat)

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