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PIB do Brasil e dados do mercado de trabalho dos EUA são destaques; Ibovespa fecha a semana com mais uma queda de 0,75%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 27/05 a 03/06

Fonte: Bloomberg, XP Research

Ibovespa: -0,75% | 111.102 pontos

Em uma semana marcada pela divulgação de importantes dados econômicos brasileiros e do mercado de trabalho americano, o Ibovespa encerrou em queda de -0,8% aos 111 mil pontos, fechando o mês com alta de 3,2%. No Brasil, destaque para a divulgação do PIB do 1º tri de 2022 que subiu 1,0% no período, um pouco abaixo da nossa projeção de 1,4% e dos 1,2% do consenso de mercado. O resultado reforça que a economia brasileira iniciou 2022 em ritmo sólido. Para frente, a equipe econômica da XP espera que a atividade doméstica diminua no segundo semestre do ano, principalmente devido ao aperto da política monetária.

Ainda na parte de economia doméstica, o IGP-M de maio ficou em 0,52% em relação ao mês anterior, em linha com as expectativas do mercado. A taxa anual está em 10,72%, ainda sugerindo pressões inflacionárias relevantes para produtores e consumidores. A taxa de desemprego no país continua em trajetória de queda e ficou em 10,5% no trimestre encerrado em abril, resultado bem melhor que o esperado pelo mercado e o menor resultado para esse trimestre desde 2015. A produção industrial brasileira registrou crescimento de 0,1% em abril na comparação com o mês anterior, em linha com o que era esperado pelo mercado.

Nos EUA, o relatório de criação de empregos – payroll – indicou a criação de 390 mil vagas de trabalho no mês de maio, número acima das 325 mil esperadas pelo consenso. A taxa de desemprego se manteve em 3,6%, acima dos 3,5% projetados. O número de vagas de trabalho em aberto permaneceu em torno de 11,4 milhões, próximo ao recorde registrado em abril. Esses dados econômicos americanos acima das expectativas reforçam o temor do mercado de um aumento mais agressivo nas taxas de juros americanas. O Livro Bege, documento que mede as condições econômicas americanas nos 12 distritos do Federal Reserve, publicado essa semana, indicou que há temores de uma retração econômica mais persistente nos EUA e ressaltou o “aperto” no mercado de trabalho americano e seu impacto na inflação.

Já na China, as cidades de Pequim e Xangai começaram a flexibilizar suas restrições contra a Covid-19. Adicionalmente, o governo de Xangai estabeleceu medidas de estímulo para recuperar a economia de US$ 637 bilhões da cidade, estas medidas incluem: subsídios em dinheiro para compra de carros, período de carência para pagamentos de impostos, cupons de gastos para aumentar o consumo, entre outras. Nos dados econômicos do país, o PMI, que ficou em 47,4 em abril, subiu para 49,6, acima dos 45,5 esperados pelo mercado. As fábricas da China continuaram a se contrair, mas em um ritmo mais lento em maio, já que muitas das restrições mais rígidas de Covid do país começaram a ser levantadas gradualmente em algumas áreas, indicando que o pior da atual crise econômica está próximo do fim. A contração de maio foi a segunda queda mais acentuada desde fevereiro de 2020, sugerindo que a recuperação continua frágil. A marca do índice de 50 pontos separa o crescimento da contração em uma base mensal.

Nas commodities, o petróleo Brent chegou a atingir US$ 123 por barril essa semana, devido à promessa da Europa de cortar a maioria das importações de petróleo russo, na sanção mais dura do bloco a Moscou desde a invasão da Ucrânia há três meses. Além disso, a Opep+ anunciou a elevação da produção diária de barris para 648 mil barris nos meses de julho e agosto, dos atuais 432 mil barris de petróleo por dia, mesmo assim, o mercado considera o aumento insuficiente para a demanda.


Câmbio e juros

O Dólar fechou a semana com alta de +0,92% em relação ao Real, em R$ 4,78/US$. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou alta de +31 bps na semana, atingindo 12,45%.

Fonte: Bloomberg, XP Research
Fonte: Bloomberg, XP Research

O que esperar para semana que vem?

No cenário internacional, o destaque será a decisão de juros na Zona do Euro. Espera-se que o Banco Central Europeu (BCE) inicie o ciclo de aperto monetário. Também será destaque a inflação ao consumidor nos EUA e a inflação ao consumidor e ao produtor na China, referentes a maio, além da divulgação do PIB da Zona do Euro do 1º trimestre de 2022 e de dados do setor externo e do mercado de crédito na China também relativos ao mês passado.

No Brasil, o destaque da próxima semana será a divulgação da inflação medida pelo IPCA de maio. Além disso, haverá publicação das vendas no varejo em abril (PMC), da produção de veículos em maio (Anfavea) e, possivelmente, da criação de empregos formais em abril (Caged).

Ações

POSITIVO

Sem notícias específicas. Atribuímos a performance do papel devido às boas expectativas em relação a atividade econômica, dado o crescimento do PIB divulgado na quinta-feira pelo IBGE.

Atribuímos a performance das ações à uma correção após forte queda do papel nas últimas semanas, devido a uma preocupação na desaceleração da geração de caixa nas operações na América do Norte. Além disso, entendemos que a notícia que saiu durante a semana de que o controlador aumentou sua posição na Companhia também pode ter sido driver positivo para o papel.

As ações da CMIN3 subiram apoiadas pelo aumento do preço do minério de ferro (+8,2% na semana), diante do anúncio de um pacote bilionário para infraestrutura na China.

Sem notícias específicas.

Atribuímos a alta da ação ao aval para renovação da concessão da MRS com redução do valor de direito de passagem, com influência positiva e direta nos custos variáveis da Rumo.

Atribuímos a performance negativa das ações à alta dos juros futuros, que impacta o valuation de nomes de tecnologia e crescimento.

Sem notícias específicas sobre a companhia. Atribuímos a queda das ações à alta dos preços de petróleo em conjunto com a desvalorização do real frente ao dólar na semana.

Sem notícias específicas. Acreditamos que a desvalorização do papel nas últimas semanas possa estar relacionada a (i) múltiplos altos em relação à média do setor e (ii) resultados dos últimos trimestres abaixo do esperado pelo mercado (veja as nossas notas: 4T21 e 1T22).

Sem notícias específicas.

Sem notícias específicas sobre a companhia. Atribuímos a queda das ações à alta dos preços de petróleo em conjunto com a desvalorização do real frente ao dólar na semana.

Fluxo de estrangeiros na Bolsa brasileira

Nessa semana, o saldo acumulado da movimentação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi cerca de R$ 3,0 bilhão.

*Até dia 01/06/2022.

Fonte: Bloomberg, XP Research

Performance das Bolsas mundiais na semana

Fonte: Bloomberg, XP Research
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